Notas iniciais
Neste capitulo, Siria conhece Snape. Será que vai gostar dele?

Severus Snape


Siria estava no seu jardim à beira do grande lago onde costumava tomar banho. Esperava a resposta do director de Hogwarts a qualquer instante.


- Siria! — Gritou a mãe. — Siria, aparece, onde é que tu estás?


Pelo tom de voz da mãe, Siria depressa se apercebeu de que estava metida em apuros e deu por si a fechar os olhos e a pedir muito para aparecer no seu quarto. Siria sentiu uma sensação estranha no seu corpo e, passados uns segundos, abriu os olhos e viu-se no seu quarto tal e qual queria. Sorriu, se ao início tinha pensado que a magia poderia ser uma coisa perigosa, agora achava que era a melhor coisa do mundo.

Desceu as escadas e saiu para o jardim ao encontro dos seus pais e da sua avó Lindis. Porém, quando chegou lá, viu também uma pessoa desconhecida, um homem de cabelo e olhos pretos, alto e com uma cara como se estivesse ali obrigado. " Se calhar até está", pensou Siria. Pelo modo como a mãe olhava para o homem, dava para perceber que o conhecia, mas que não gostava nada dele. O homem simplesmente ignorava.


- Podes-me explicar o que é isto? — Perguntou-lhe a mãe, apontando para o homem que lhe mandou uma cara de desprezo. Siria compreendeu-o, não deve ser agradável ser tratado por "isto".


- Mãe, é apenas um homem com uma roupa esquisita. Não sei por que me perguntas a mim, vocês parecem todos conhecê-lo. — Acusou Siria, que já se tinha apercebido que o homem era feiticeiro. — Bom dia, senhor! — Cumprimentou ela com um sorriso agradável no rosto.


- Siria, este homem acabou de me dizer que tu fizeste uma coisa muito estúpida. — Declarou a mãe. Siria ficou escandalizada, pois apenas tinha feito o que necessitava.


- Milirian, ela foi a única da tua família que teve o bom senso de fazer o que estava correto. — Disse o homem severamente.


- Severus, tu estás a dizer que eu não fiz o correto, que a nossa família não fez o correto? — Perguntou ela friamente. — Nós só fizemos o que fizemos para a proteger. Quando Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado voltar, muita gente vai ser morta. Nós não queremos o mesmo destino para a nossa filha. — Disse ela, olhando para a filha. — Ela é o bem mais precioso que nós temos, mas ainda é muito nova para decidir o que é melhor para si.


- Mãe, eu não sou nova para decidir o que fazer. Tenho idade para ver o que é melhor para mim. Se o Voldemort vai voltar, porque haveria eu de não ir para Hogwarts? Não é o mais sensato aprender a defender-me se quero realmente sobreviver? — Perguntou ela decididamente.


- Como é que sabes de Hogwarts, como é que sabes da magia? Nunca te dissemos nada. — Falou o pai, que, ao contrário da mãe, não estava nada furioso.


- Foste tu. — Disse Milirian, acusando a mãe. — Nunca concordaste mesmo com que eu decidi acerca de nunca lhe revelar que somos feiticeiros. Sempre adoraste Hogwarts, não resististe ao impulso de lhe falar acerca da escola, tenho a certeza. Tu e o Albus sempre estiveram contra, velhos dementes.


- Milirian! — Falou Severus com um tom que fez prender toda a atenção nele. — Tenho a certeza que a tua estupidez não é hereditária, penso que seja única no mundo, por isso duvido muito que apenas o Albus e a tua mãe não tenham concordado com a decisão que tomaste. — Insultou ele, os outros pareceram concordar.

De repente, um balde de água foi despejado sobre Severus. Siria tentou convencer-se de que a culpa não era dela só porque tinha pedido muito que aquilo acontecesse, mas ela sabia que tinha provocado aquilo. Todos a olharam, concluindo que tinha sido ela a fazer aquilo. "Bolas!" pensou Siria. Snape secou-se, olhando repreensivamente para ela. Siria fez-se ingénua:


- Como é que isso aconteceu? — Perguntou ela. — Ah!, foi magia. Fixe! Quem é que fez?


- Foste tu, Siria. — Respondeu Gilbum. Siria baixou o olhar com um ar culpado. — Tu tens noção que provocaste a molha? — Perguntou ele surpreendido.


- É claro que tenho, pai. Aconteceu porque eu quis. Não deveria ter noção?


- Não, não devia, Miss Sfear, você não deveria conseguir controlar a sua magia, pois ainda não teve aulas e não tinha conhecimento de que a feitiçaria existia. Estou surpreendido por saber que sabe controlar mais ou menos a sua magia, embora ache muito grave ter tido o descaramento de me encharcar, tendo noção do que estava a fazer e sem nenhuma razão. — Disse Snape severamente.


- Olhe, eu não faço ideia de quem é que o senhor seja, mas, por mais erros que a minha mãe tenha cometido, o senhor não tem o direito de lhe falar assim.


- Eu não cometi erro algum. — Defendeu-se Milirian. — Eu fiz o que fiz por amor à minha filha. Mas amor é uma coisa que tu desconheces, não é, Severus? — Snape avançou ameaçadoramente para ela.


- Mãe, pára de dizer asneiras. Se te queres defender, não o faças atacando os outros tão cruelmente. As pessoas têm sentimentos.
- Depressa te aperceberás que esse homem não é uma pessoa, pois não possui sentimentos alguns. — Disse ela friamente.


- Pára, mãe, eu não quero ouvir mais nada, já foram disparates suficientes para um dia. E o senhor. — Disse Siria virando-se para Snape. — Eu não sei quem é, mas creio que tenha vindo de Hogwarts. — Snape anuiu. — Eu quero que o senhor pare de insultar a minha mãe. Não estamos numa guerra, ouviu? — Severus afastou-se, dizendo:

- Eu estou aqui por ordem de Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore, Director da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, para a levar para a escola. — Siria sorriu.


- Eu posso mesmo? — Perguntou ela contente. — É que eu tenho 13 anos e não sei nada de magia, terei que ir para o primeiro ano e eu sei que se entra em Hogwarts com mais ou menos 11 anos, é permitido isso acontecer? — Perguntou ela demasiado depressa tal era a euforia que sentia.

Severus não pôde deixar de sorrir, recordando-se que já tinha sentido uma euforia semelhante há 20 anos atrás. Os outros três surpreenderam-se, mas Snape depressa se recompôs e disse:


- Sim, sim, pode ir para o primeiro ano. O diretor está a tratar de tudo, falta apenas a inscrição, mas para isso é preciso a autorização dos pais. — Siria virou-se para o pai, em primeiro lugar. Sabia que ele autorizaria logo. O pai perguntou:


- Onde é que eu preciso de assinar? — Perguntou ele para Snape. Este, com um toque de varinha, tirou um grande livro de um minúsculo saco, o livro ficou a flutuar no ar. Siria achou aquilo maravilhoso, mas controlou-se, tinha que se mostrar pronta para a magia. O livro abriu-se numa página que tinha como título " Siria Sfear". Gilbum pegou na sua varinha e, em vez de assinar o seu nome, deixou apenas uma marca lá, dois riscos horizontais paralelos que era atravessados por dois riscos curvos e um círculo. — É a minha marca própria de feiticeiro, é o que nos identifica em documentos oficiais do Ministério da Magia e em outros documentos importantes. Serve depois para outras coisas, mas eu não te vou explicar, aprenderás isso na escola. — Disse ele para Siria.


- Eu não vou permitir que ela vá, eu não assino. — Siria olhou suplicantemente para o pai, Gilbum piscou-lhe o olho e avançou para Milirian,


- Milirian, olha para a Siria, olha como ela quer ir. Nós não lhe podemos negar aquilo para o que ela nasceu. — Milirian não se mostrou menos decidida. Gilbum beijou-a docemente e, separando-se, perguntou-lhe: — Lembras-te dos nossos tempos em Hogwarts? De como fomos felizes lá? Lá, aprendemos não só magia, mas muitas mais coisas, conhecemos a magia mais fantástica de todas, lembras-te? És capaz de negar a felicidade à nossa filha?


- Eu assino, mas não estejam à espera que eu concorde com esta loucura. Não esperes apoio da minha parte, Siria, eu tomei esta decisão há 13 anos, não é assim que eu vou mudar, mas eu assino. — Disse ela, assinando. A marca era composta por um coração com um sino no seu interior, o sino movia-se e reproduzia som, ao contrário da marca do pai que era fixa e silenciosa. O livro voltou para o minúsculo saco.


- É linda a tua marca, mãe. — Elogiou Siria.
- Obrigada, filha. Tenta não te meteres em perigos, Siria. Eu posso romper essa inscrição a qualquer momento. — Disse Milirian, tentando fazer com que o seu tom saísse ameaçador, mas não conseguindo, ela estava triste por se ir separar da filha.


- És fantástica, mãe, apesar de teres escondido o que eu era, durante todo este tempo. Amo-te, não te preocupes comigo. — Disse Siria, abraçando a mãe. — Adeus, pai, obrigada por convenceres a mãe. — Milirian reproduziu um som de descontentamento. — Eu estou tão feliz. — Siria abraçou o pai e depois a avó, que disse:


- Alguém vai ter que te acompanhar para fazer as compras escolares. — Siria olhou para o homem.


- Lindis, o Albus não me mandaria até cá só por causa da inscrição. Eu vou com a sua neta. — Declarou-lhe ele respeitosamente. Siria achou-o um bocadinho estúpido, ele tratava tão mal a sua mãe e tão bem a sua avó... será que ele tinha noção de que a sua avó era mãe da sua mãe?


- Eu não vou permitir que uma pessoa como tu leve a minha filha sozinha para um sítio qualquer. — Disse Milirian.


- Se quiseres vir, vem. — Disse ele saturado.


- Não, eu e o Gilbum temos que ir trabalhar daqui a bocado, não daria tempo. — Disse ela.


- Então a tua mãe vem connosco. — Disse Snape, arrajando logo solução.


- Eu não vou. Se o Albus confia no Severus, então eu não tenho razões nenhumas para desconfiar. — Disse ela decididamente. — Se ela for com ele, estará bem entregue. — Concluiu ela.


- Então vamos lá. — Disse Snape.


- Mas eu preciso das minhas malas. — Disse Siria.


- Vá então fazê-las, eu não tenho muito tempo. — Disse ele.


- Eu já as fiz, só preciso de as ir buscar. — Disse Siria decididamente. Com um acenar de mão, a janela do quarto de Siria abriu-se e, por elas passaram as malas que aterraram suavemente. Todos a olharam chocados. — Era só para experimentar. Desculpem. — Disse ela seriamente.


- Siria, não peças desculpa, se tu és boa nalguma coisa, deves fazê-la. Boa sorte, filha!


- Miss Sfear, temos que ir. Agarre o meu braço com força. — Disse ele, estendendo-lhe o braço esquerdo. Ela aceitou-o, mas disse-lhe:


- Já que vamos viajar juntos, devia dizer-me, pelo menos, o seu nome.


- O meu nome é Severus Snape, professor de Hogwarts. — Depois, Desapareceram.

Notas finais
Então o que acharam? O Snape hum? Bem, ele não gosta de ninguém mesmo, não ia ser diferente com uma pessoa que andou na escola ao mesmo tempo que ele, não é? No entanto, nós sabemos que o Snape não é de gelo... E a Siria é uma menina muito simpática...
Sim, o Snape a sorrir é um pouco esquisito, mas toda esta história é :D