Simplesmente Viver: Anos Um e Dois
4 Diagon All
Diagon-Al
Severus e Siria Apareceram num beco onde não se via ninguém.– Onde é que estão as minhas malas? — Perguntou Siria ao se aperceber que não via as malas em nenhum lado.– Não se preocupe com isso, Miss Sfear. — Respondeu Snape aborrecido. — Siga-me! — Mandou ele, começando a andar rapidamente. Siria teve que ir praticamente a correr para o acompanhar.– Aonde é que nós estamos? — Disse ela ao ver que estava numa das ruas mais movimentadas de Londres, logo que saiu do beco.– Tenho a certeza que conhece esta rua. — Siria anuiu. — É por aqui que os nascidos muggles entram. — Disse ele, entrando num café. Como estava lá pouca gente, logo que entraram, as pessoas olharam para eles. Ao ver Severus Snape, o empregado do balcão, perguntou-lhe:– Então, decidiste trocar Hogwarts pelo café? É um wisky de fogo como sempre, não é? Duas doses?– Não, eu tenho que tratar de um assunto de Hogwarts. — Respondeu Snape sem paciência, apontando para Siria. Esta, porém, já se estava a orientar.– Desculpe, senhor, mas eu gostaria de beber uma cerveja de manteiga. — Disse ela, vendo a lista de bebidas. O empregado achou-lhe graça.– Então e como tenciona pagar? — Perguntou Snape, cruzando os seus braços. Siria olhou-o com uma sobrancelha erguida. — O dinheiro feiticeiro é diferente do do muggle. — Explicou ele a Siria, que tirou uma moeda muggle. Siria virou-se para o empregado.– Bom, o senhor não podia abrir um exceção para uma rapariga que não percebe nada disto e aceitar dinheiro não-mágico? — Pediu ela com aquele olhar que faz com que qualquer um aceite o que quer que seja.– Não há problema. — Disse ele, aceitando o dinheiro muggle e dando-lhe a cerveja de manteiga. — Eu depois troco o dinheiro no banco de feiticeiros. — Siria começou a beber a cerveja.– Esta cerveja é espantosa. — Disse ela, parando de beber a cerveja e sentando-se ao balcão. — Obrigada, senhor. É uma pessoa muito generosa. — Disse ela, sorrindo encantadoramente.– Daqui a uns anos, posso ser ainda mais generoso para ti, jóia. — As pessoas no café começaram a rir-se. Snape falou:– Miss Sfear, vamos, temos que nos despachar. — Ele repreendia as pessoas com o olhar, mas elas continuavam a rir-se. — Tenham dó. A criança nem sequer sabe por que vocês se estão a rir. — Disse ele, levando Siria para dentro de um armário de vassouras. Siria virou-se para Snape com a sobrancelha erguida, mas disse:– Tenho a certeza que, daqui a bocado, irei perceber por que razão estamos num armário de vassouras. — Severus puxou da varinha e tocou na parede de tijolo. Logo depois, a parede abriu-se e Siria viu uma rua movimentada, uma rua completamente diferente de todas, ela soube logo que era uma rua de feiticeiros. — O que é isto? — Perguntou ela a Snape, porém o professor já ia lá à frente. Siria teve que correr para o conseguir apanhar. — Você não fala muito, pois não?– Sou professor, falo o que acho necessário. — Respondeu ele aborrecidamente.– Então, onde é que nós estamos? — Perguntou ela.– Esta é a Diagon-Al, o sítio onde a srta. vai fazer as suas compras escolares. — Respondeu. — Mas, em primeiro, precisa de ir ao banco.– Mas, professor, eu não tenho nenhuma conta no banco. — Disse Siria. — Eu já não vou poder ir para Hogwarts, não é ? — Perguntou ela tristemente.– Não se preocupe com o banco. A sua avó deu-lhe autorização para usar o seu dinheiro. E não se diz conta, mas cofre, o dinheiro está nos cofres. — Corrigiu ele. — Vamos!Logo que entrou no banco de feiticeiros, Siria ficou maravilhada ao ver aquelas estranhas criaturas, eram feias, isso não podia negar, mas a sua aura de importância notava-se a metros de distância e o olhar de desdém deles quando se cruzavam com feiticeiros, mostrava raivas passadas, problemas futuros.– Uau, são seres fantásticos, realmente adoráveis. O que são? — Perguntou ela a Snape. Este abanou a cabeça incrédulo.– Tenho a certeza que é a primeira pessoa que olha para duendes pela primeira vez e que os acha adoráveis. Os duendes guardam Gringotts. O banco está muito bem protegido. — Disse ele indo para um balcão para ser atendido por um duende.– Sempre me disseram que eu sou muito boa a ver o lado bom dos outros, por menor que ele seja. — Disse ela, olhando para Snape intensamente.Siria e Snape foram ao banco. Quando Siria se deparou com o dinheiro todo que a avó possuia, ela deu-se conta que não sabia quanto dinheiro teria que tirar. Virou-se então para Severus que estava do lado de fora do cofre.– Pode entrar no cofre e ajudar-me a tirar o dinheiro que preciso? — Perguntou ela. — É que eu não percebo nada de economia feiticeira.– Não acho muito correto entrar num cofre que não me pertence. Vai ter que se virar sozinha. — Disse ele.– Por favor, professor, eu estou a autorizá-lo a entrar. — Disse ela.– Está bem. — Cedeu ele, entrando no cofre e pegando em dinheiro. Explicou-lhe tudo sobre o dinheiro feiticeiro e deu-lhe o dinheiro que ela necessitava. — Eu, porém, levaria mais uns galeões, pois a senhorita pode precisar de coisas à última da hora. — Siria seguiu o conselho e pegou em mais alguns galeões. A avó não daria pela sua falta, já que tinha tanto dinheiro. Depois foram comprar os livros. Ao ver a capa do livro de poções, Siria disse:
– Que capa horrível, quem é que escolhe o livro de poções? — Perguntou ela a Snape.– É o professor da disciplina. — Respondeu ele, começando a andar para outra loja.– Esse professor não tem nada bom gosto. — Avaliou Siria, ao lado de Snape.– Os gostos não se discutem, Miss Sfear. — Disse ele, entrando numa loja. — Aqui é o sítio onde vai comprar o resto do material escolar, há o material para transfiguração, poções, herbologia e outras coisas. Bom, uma caixa de fósforos, um dedal, uma agulha, um cubo mágico. — Siria começou a ordenar o cubo mágico, acabando-o em menos de dois minutos. — Miss Sfear, é material escolar, não é para brincar com ele. — Repreendeu-a Snape, tirando-lhe o cubo da mão.– Professor, o material é meu. Eu é que decido o que fazer com ele. — Disse Siria, tirando-lhe o cubo.– Já que é uma pessoa tão decidida, então pode fazer as suas compras sozinha. — Disse ele, dando-lhe as compras e a lista do material que ela necessitava. Siria decidiu fazer o resto das compras.– Desculpe, eu gostaria de pagar. — Disse ela para o empregado que arrumava umas coisas. O empregado atendeu-a, começando a fazer as contas.– Compras escolares? — Perguntou um homem, que entrou. Siria não gostou nada do homem, era um homem alto, pálido e com um cabelo loiro oxigenado e comprido. Siria pensou em ignorá-lo, mas o homem simplesmente prendeu o seu olhar. — Não é um bocado tarde para isso? — Perguntou ele. — As aulas começaram hoje. E tu és um bocado crescida para ainda não saberes isso. Quantos anos tens?– Nós não nos conhecemos de lado nenhum, por isso acho que o melhor é não falar comigo, pois eu não vou conversar com uma pessoa que não conheço. Tenho apenas 13 anos, não posso correr riscos. — Disse Siria, respondendo à questão da idade. Podia ser que o homem a deixasse em paz assim.– E qual é o teu nome? Não te reconheço de Hogwarts.– O que é que o senhor tem a ver com Hogwarts? — Perguntou ela com receio de que ele fosse um professor.– O meu nome é Lucius Malfoy, sou membro do Conselho Directivo de Hogwarts. Acha que tenho alguma coisa a ver com Hogwarts agora? — Siria engoliu em seco, Lucius Malfoy olhava-a cruelmente.– O meu nome é Siria Sfear e, só agora, é que eu soube que era uma feiticeira, por isso é que estou aqui a fazer compras. — Respondeu ela, mansamente.– Mais uma sangue de lama. — Disse ele com uma cara de nojo.– Olhe, é assim, o senhor não me conhece minimamente, por isso, não me insulte. — Disse ela com a cabeça erguida.– És muito arrogante para uma Sangue de Lama, vou certificar-me de que o meu filho te tire essa arrogância toda.– Está a ameaçar-me? — Perguntou ela, com raiva. — Faça um favor a todos e desapareça. — Disse ela, pagando ao empregado e levando as compras, pronta para sair.– Porém, nunca vi uma filha de muggles ser descoberta apenas aos 13 anos. — Disse-lhe ele.– Mas na minha família são todos feiticeiros, só que eles não me tinham dito. — Disse ela.– Então fazes parte dos Sfear, e a família da tua mãe? — Perguntou ele. — São os Rimile, certo?– Sim.– Bem vinda ao teu mundo. — Disse ele agradavelmente, saindo com ela para o exterior e estendendo-lhe a mão. Siria não a aceitou.– Eu não aperto a mão a pessoas de quem não gosto, muito menos às que detesto. Qual é que é o problema de Hogwarts ensinar os filhos de muggles, se eles têm poderes mágicos? O facto de possuirem poderes significa que são feiticeiros, mas eles têm que ser ensinados para saberem fazer as suas escolhas. Todos nós, os que são feiticeiros de família, ou os filhos de muggles, todos nós, que temos poderes, somos feiticeiros. Sem nenhuma diferença, a não ser aquelas que pessoas como você impõem, mas todas essas são falsas ilusões. Não existe qualquer diferença, pois acabamos todos por ser homens e mulheres, que fazem escolhas, escolhas que compõem a nossa vida, que fazem de nós pessoas do Bem ou do Mal. — Disse Siria com sabedoria no olhar. — São essas escolhas que nos tornam diferentes, mas o senhor não percebe nada de escolhas boas ou más, pois só deve ter feito as más. — Provocou ela.– Tu pensas realmente que és alguém assim tão importante para me estares a fazer frente? — Perguntou ele ameaçadoramente.– Com todo o respeito, Mr. Malfoy, mas o senhor é que começou com a mania de ser importante. — Disse ela calmamente.– Eu sou importante. — Corrigiu ele com superioridade. Siria começava a gostar ainda menos dele.– Eu tenho que ir comprar uma varinha, por isso, deixe-me em paz. — Disse Siria tentando passar por Malfoy, mas este não a permitiu. — Mr. Malfoy, por favor. — Pediu Siria.– Ah, ainda não tens varinha. — Disse ele, avançando ameaçadoramente para ela com a varinha pronta. Siria não conseguia pensar, os seus olhos estavam concentrados na varinha na mão de Lucius Malfoy.– Lucius! — Disse Snape, avançando para Lucius Malfoy. — Não sabia que andavas por aqui. — Lucius e Siria viraram-se para ele. Snape estava, aparentemente, contente por aquele reencontro.– Severus. — Disse ele, cumprimentando-o. — Eu é que estou bastante surpreendido, o que fazes aqui? Não devias estar em Hogwarts? — Perguntou ele. Depois olhou para Siria. — Creio que esta seja a razão por estares aqui. — Supôs Lucius.– Sim, sim, eu não tinha nenhuma aula logo de manhã e o Albus mandou-me até ao encontro dos Sfear. Ela não sabia que era feiticeira, por isso é que tem 13 anos. — Confirmou o professor. — Mas parece que já se conhecem. — Disse ele.– Sim, acabámos de nos conhecer, professor. — Falou Siria, pondo-se ao lado de Snape, enquanto olhava para a varinha de Lucius, que ainda não a guardara.– Sim, é verdade. A Siria parece ser uma pessoa com muitas... qualidades. — Disse ele, guardando a varinha.– Está a ouvir, Miss Sfear? Isto vindo de Lucius Malfoy é um grande elogio. É sua obrigação agradecer-lhe. — Disse ele, com um tom de voz, que fez Siria dizer o que ele dissera para ela dizer:– Obrigada pelo elogio, Mr. Malfoy.– Bom, nós temos de ir, Lucius, daqui a uma hora e pouco vou ter aula e ela ainda tem que ir comprar a varinha. — Despediu-se Snape, indo-se embora em passo apressado, Siria foi atrás dele.– Espere, professor, espere! — Disse Siria cansada, pois carregava todas as suas compras. O professor abrandou o passo, mas depois virou-se para ela.– Pensava que sabia arranjar-se sozinha. Mal meteu os pés aqui, já começou a fazer inimigos. — Disse ele. — Ainda por cima, Lucius Malfoy. — Repreendeu ele.– Mas professor, ele é que começou a insultar-me, pois pensava que eu era filha de muggle. Depois quando descobriu quem eu era, já foi todo boas maneiras e eu disse-lhe resumidamente que ele era um racista. — Disse ela. — Eu não gosto de pessoas racistas. Detesto mesmo.– Você ainda tem que comprar a varinha. É aqui, no Olivanders. — Disse ele, abrindo-lhe a porta e deixando-a passar em primeiro. Depois também ele entrou.– Uau, estas caixas são todas varinhas? — Perguntou ela a Snape já que não se via o empregado em lado nenhum.– São sim, minha querida. — Respondeu o empregado, aparecendo. — Severus, meu rapaz, como é que estás? Há muito tempo que não te vejo por cá, há vinte anos. Lembro-me como se fosse ontem, a primeira vez que vieste comprar a tua varinha. — Disse ele.– A primeira e a última, espero. Adoro-a, Mr. Olivander. Acho que foi a mais acertada. Tenho a certeza que não há nenhuma varinha melhor no mundo. — Disse ele.– Desculpem, mas hoje é a minha vez de escolher uma varinha. — Refilou Siria que começava a ficar entusiasmada com aquela história de varinhas.– Não é você que escolhe a varinha, querida. A varinha é que a escolhe. — Explicou Olivander.– Então, vamos lá. — Siria preparou-se para tudo.– Miss Sfear, o Olivander vai dar-lhe algumas varinhas para experimentar e, depois veremos qual é a certa. — Disse Snape.– Mais uma Sfear. Então és tu a filha de Milirian Rimile e Gilbum Sfear? — Perguntou ele, Siria anui, apresentando-se.– Siria Brianna Rimile Sfear, muito prazer.– O prazer é todo meu. — Disse ele, indo buscar umas poucas caixinhas. — Em primeiro experimente esta: madeira de carvalho, núcleo de sangue de aranha e pêlo de unicórnio.– Sangue de aranha? — Perguntou Siria, pegando na varinha. Mal pegou nela, a varinha deitou um raio laranja e derrubou umas dezenas de caixas. — Bem me parecia que não era a adequada. Não gosto muito de aranhas. — Disse ela, dando-lhe a varinha. — Desculpe ter derrubado estas caixas, eu arrumo. — Siria arrumou as caixas com um aceno de mão, o que brotou a curiosidade de Olivander.
– Parece que temos aqui uma pequena grande feiticeira. — Disse ele ávido por saber mais.– Temos que nos despachar, Mr. Olivander. O prof. Snape tem que ir dar aulas. Gosto desta. — Anunciou ela, pegando numa varinha. Mal pegou nela, Siria sentiu-se tão bem que quase chorou de emoção e sentiu uma aura de poder envolvê-la. — É esta, tenho a certeza. — Falou ela entusiasmada.– Nós também. — Confirmou Olivander, aceitando a varinha. Siria pagou-a e Olivander deu-lha. — Ah!, que interessante. A sua varinha escolheu-a muito bem. Já vendi uma com a mesma composição. Uma composição muito complexa, como você. A sua varinha tem 30 centímetros, é de madeira de nogueira e o seu núcleo é composto por sangue de leão, pêlo de unicórnio e fogo de fénix, algo muito raro.– Como é que ela ainda não ardeu, se tem fogo? — Perguntou Siria curiosa.– Isso é um segredo, que muitos desconhecem. — Respondeu Olivander. — Mas não quer saber por que razão penso que a varinha a escolheu bem? — Perguntou ele impacientemente. — A sua varinha, como eu disse, tem uma composição muito complexa, mas também muito poderosa. É difícil juntar essas três coisas, mas quando juntas, essas três coisas são muito poderosas, mas o feiticeiro é que contem a magia, não é a varinha, por isso é que esta varinha foi feita para si, mas também por ser complexa. A sua composição revela escolhas difíceis e escolhas entre o Bem e o Mal. Você escolherá o lado de Bem ou o lado do Mal? E, se escolher o lado do Mal e arrepender-se, terá forças para admitir que errou e tentar redimir-se ou ficará para sempre entregue às trevas? — Siria já estava a ficar assustada, mas Olivander pareceu não reparar nisso, pois continuou: — A pessoa a quem eu vendi a varinha igual à sua também teve que se deparar com essas escolhas tão difíceis.– E que escolhas fez ela? — Perguntou ela com receio.– Em primeiro o lado do Mal, mas depois redimiu-se e passou para o Bem, é preciso muita coragem. — Respondeu ele.– Vamos, Miss Sfear, faltam 45 minutos para a minha aula começar. — Disse Snape pegando nos sacos de Siria e indo-se embora. Siria seguiu-o depois de se despedir de Mr. Olivander.– Professor, Hogwarts é muito longe? — Snape parou. Siria fez o mesmo.– Bom, vai ter que me agarrar o braço de novo. — Disse ele, estendendo-lhe o braço esquerdo. Siria assim o fez, a seguir Desapareceram.
Notas finais
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