Simplesmente Viver: Anos Um e Dois
18 Quidditch e Sangue de Lama
Notas iniciais
Boa leitura!
Quidditch e Sangue de Lama
Alguns dias passaram, Siria estava a dormir como um anjo quando Harry a acordou:
- Siria, Siria. — Chamava ele, ela sentou-se repentinamente na cama, abrindo os olhos e magoando um pouco Harry. — Bom dia para ti também. — Ironizou ele.
- Desculpa, Harry, mas já devias saber que eu sou assim quando me acordam. Quanto ao bom dia... não é por nada, Harry, mas ainda é de noite. O que pensas que fazes aqui?
- Pois, não é de noite, Siria, daqui a pouco amanhece, mas é que o Wood acordou a equipa e vamos treinar e então eu pensei: já que és a minha melhor melhor amiga, deves acompanhar-me. — Disse ele, sorrindo.
- Está bem, espera só um pouco enquanto tomo um duche e me visto.
- Ok. — Disse ele, sorrindo, era bom ter companhia, Ron e Hermione ainda dormiam e ele sabia que Siria nunca lhe diria que não áquilo. Os dois foram para o campo com Colin, um miúdo fanático por Harry e que tirava-lhe sempre fotografias. Este havia aborrecido Harry durante toda a caminhada até ao campo, olhando um pouco receoso para Siria, que não percebia bem porquê.
- Bom, eu vou arranjar um lugar bom para tirar fotos. — Disse Colin, passando de lugar em lugar.
- Arranjaste um grande fã, Harry. — Disse Siria, sorrindo. O amigo suspirou. — Ele parece ser boa pessoa, sabes?
- Eu não gosto que me vejam como uma celebridade, o Lockhart pensa que eu gosto, mas isso é porque não gosta de ter menos atenção que os outros. — Disse Harry, olhando para o céu. — Eu só queria que me dessem menos atenção, só queria isso.
- Está bem, a partir de hoje, dou-te menos atenção. — Disse Siria, sorrindo. Harry olhou-a.
- Sabes que não estou a referir-me a ti, és a minha melhor amiga, Siri, tens a obrigação de me dar muita atenção. — Disse ele, abraçando-a. — Queres andar um pouco de vassoura?
- É melhor não, o Wood não iria gostar. — Disse Siria. — Eu já não trouxe a minha, porque sabia que isso aconteceria, imagina com a tua.
- O Wood adora-te, Siria. Aliás, toda a nossa equipa te adora apesar dos rumores. — Disse Harry, passando a vassoura a Siria, que a aceitou, dizendo:
- É verdade, e já tenho menos pessoas a falarem mal de mim pela escola, sabias? — Harry sorriu, era evidente que sabia. Siria pegou na vassoura e começou a voar, subindo tão alto, tão alto, como se quisesse tocar o céu e depois desceu a pique, rindo feita tola. Passados dez minutos, entregou a vassoura a Harry e Wood foi ter com ela, não estava chateado, mas sim tentava mostrar-se chateado.
- Siria, não faças mais isso, o Harry precisa da vassoura. Daqui a pouco, vamos treinar. Vai ter com os outros, Harry. — Ele foi. — E, tu, Siria, para a próxima, traz a tua vassoura e voa nela, mas não pegues na do Harry. Se calhar, o melhor é nem trazeres a tua para não atrapalhares. — Ele disse.
- Está bem, Oliver, senhor. — Disse ela a sorrir, brincando com a situação. Wood não se controlou e sorriu também, Siria simplesmente era muito divertida. — Bom treino, Oliver.
- Vai ser, vai ser. — Disse ele, pegando-a pela cintura e levando-a para o campo. — Pessoal, a Siria acabou de aceitar, ela vai resolver todos os problemas burocráticos da equipa. Falar com a Prof. McGonagall e com os outros professores acerca dos treinos e essas coisas todas.
- Mas isso é o trabalho do capitão, Oliver. — Disse Siria, erguendo a sobrancelha.
- Sim, mas foi a McGonagall que me aconselhou a fazê-lo, pois é preciso treinar mais para ganhar e ela quer que eu me empenhe nas táticas e na motivação da equipa. Eu achei que serias a melhor escolha. Toda a gente concorda? — Perguntou Wood.
- Sim. — Responderam todos em uníssono.
- Ótimo. Eu levo-te até à bancada, Siria. — Disse Wood, levando-a. Siria juntou-se a Colin que a olhou com dúvida.
- O teu nome é Siria, não é? — Perguntou ele.
- Sim. — Colin mostrou-se confuso.
- Porquê? — Perguntou ela, sorrindo. — Achas que eu estou a mentir?
- Não, é que me dizem que a Siria Sfear é muito perigosa e muito má e fria, e tu não pareces nada disso. — Averiguou ele, Siria sorriu.
- Sim, é o que dizem por aí desde que entrei em Hogwarts no ano passado. Não perceberam por que razão entrei mais tarde, aos 13 anos, e então inventaram muitas histórias, onde eu sou a má da fita. Agora dizem que eu sou perigosa e má porque sou muito boa na magia e muito boa aluna, dizem que sou fria, porque ignoro esses boatos. Não quero saber o que os outros pensam sobre mim, senão fico deprimida. — Disse Siria, rindo alegremente. — Mas gosto muito de Hogwarts.
- Pareces ser gente boa, e és a melhor amiga do Harry, não és?
- Sim, somos melhores amigos há mais ou menos 8 anos. — Colin espantou-se. — Eu posso ser detestada por algumas pessoas em Hogwarts, mas as minhas amizades aqui são muito mais poderosas que essas pessoas, o Harry é um desses amigos.
- Fixe!
Hermione e Ron foram ter com Siria mais tarde. O treino acabou quando os Slytherin chegaram. Siria, Ron e Hermione foram logo para o campo mal os viram, sabiam que aquilo não iria acabar em bem.
- O que é que se passa? — Perguntou Ron. — E o que faz o Malfoy aqui?
- Sou o novo seeker dos Slytherin. Têm estado todos a admirar as vassouras que o meu pai comprou para a equipa, Nimbus Dois Mil e Um, muito melhores que a Nimbus Dois Mil. São boas, não são? Vocês podiam levar essas velhas demolidoras nº5 a leilão, talvez algum museu esteja interessado. Se bem que essas já só servem para varrer o chão. — Disse Malfoy presumido para Fred e George.
- Malfoy, se há alguma coisa que estas demolidoras vão limpar, é esse teu emproamento ao seres derrotado pela equipa e tenho a certeza que tanto o Fred como o George vão certificar-se de que uma das bludger vai dar a cor vermelha a essa tua carinha de medo. — Disse Siria friamente, Malfoy desdenhou-a, dizendo:
- Estou na equipa, não estou?
- Estás, mas pelo menos nos Gryffindor ninguém teve que comprar a sua admissão. — Hermione disse com raiva na voz. — Entraram todos por mérito próprio. — O ar presumido de Malfoy desapareceu.
- Ninguém pediu a tua opinião, miserável sangue de lama. — Disse ele, cuspindo para o chão. Siria avançou de imediato para ele, mas Ron foi mais rápido que qualquer um deles. Pelos vistos, era mesmo um insulto horrível, pois todos os gryffindor se mostraram bastante zangados, enquanto os slytherin mostravam satisfação. Ron gritou:
- Vais pagá-las, Malfoy. — E lançou-lhe uma maldição. Porém o feitiço saiu do lado errado da varinha, atingindo Ron. A equipa dos Slytherin ficou paralisada de riso. Harry e Hermione levaram Ron para a cabana de Hagrid. Siria teve que ir falar com McGonagall sobre o campo de Quiditch.
- Sim, Siria, o que se passou? — Perguntou ela quando Siria bateu à porta do seu gabinete.
- Professora, eu sou ajudante da equipa, trato da burocracia, sabe? — McGonagall sorriu satisfeita. — Bom, aconteceu que a equipa tinha requisitado o campo para hoje. — McGonagall confirmou. — Exato e a equipa foi treinar. No entanto, sem ter sido avisada, a equipa dos Slytherin apareceu no campo.
- Como? — Perguntou McGonagall confusa. — O Severus não me informou disso.
- Pois, e seria impossível partilhar o campo, visto que a equipa precisa de se concentrar e precisa de criar uma tática secreta. O Prof. Snape agiu muito mal ao não avisar ninguém e ao não pedir a sua autorização, visto que a senhora já tinha requisitado o campo para a equipa de Gryffindor. — Disse Siria. — Eu pensei em ir falar com o Prof. Snape, mas achei, por bem, vir em primeiro falar consigo.
- Claro, e fizeste bem, Siria, muito bem. Vejo que a equipa está em boas mãos. Vai falar com o Severus e diz-lhe, da minha parte, para ele nunca mais repetir o que fez hoje, ou terei que me queixar ao Albus. — Siria anotou o recado, apesar de o ter decorado, e desceu para as Masmorras à procura do Professor. Bateu à porta do seu gabinete, ouvindo a permissão de Snape para que entrasse.
- Miss Sfear, não sabia que morria de ansiedade para ter detenção comigo, é só no dia de Hallowe'en. — Disse ele, olhando-a, tirando os olhos do livro que lia.
- Eu vim aqui em nome da equipa de Gryffindor, que ficou indignada por o senhor não ter dito nada sobre o facto de ter passado uma autorização para que a sua equipa treinasse no campo, enquanto que a equipa de Gryffindor tinha requisitado o campo de Quiditch. A Prof. Minerva McGonagall, percebendo que é impossível partilhar o campo, visto que o Quiditch é um jogo de táticas secretas, manda dizer-lhe que espera que o professor não volte a repetir o que fez hoje, ou ver-se-à obrigada a queixar-se ao Diretor Albus Dumbledore. — Disse ela, fingindo ler um dos papéis que trazia. — Tem alguma coisa a dizer?
- Sim, tenho algo a dizer. — Disse o professor, levantando-se irritado. — Acho-a ridícula numa de burocrática e é bom que tire essa arrogância toda, porque eu tenho todo o direito de fazer o que fiz hoje.
- Não, não tem, já estava requisitado o campo, isso está num dos acordos: nenhuma equipa deverá atrapalhar os treinos de outras, por isso haverá requisições do campo. Os professores das equipas não poderão autorizar os treinos da sua equipa caso o campo esteja ocupado por outra, sem nenhuma exceção, contribuindo assim para a organização dos treinos de cada equipa. — Disse Siria, lendo um parágrafo do documento.
- Está bem, eu não o repitirei, mas para a próxima não pense que vou tolerar que me fale com essa arrogância. — Siria disse:
- O senhor é que é muito arrogante. Passar bem. — E saiu.
Notas finais
Kiss kiss,
CR, a autora
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