Notas iniciais
E mais um para compensar

Hallowe'en

- Siria, eu já estive a falar com o Ron e com a Hermione, o Nick Quase-Sem-Cabeça convidou-me a ir ao quinto centenário da sua morte. É no dia de Hallowe'en, disse que tu também podias vir, eu vou, prometi que ia. — Disse Harry, pedindo, de uma forma indireta, que Siria também fosse.

- Bom, eu vou ter detenção, Harry, lembras-te? Com o Prof. Snape e vai ser na altura do banquete, ele fez de propósito, tenho a certeza, mas posso ir depois da detenção. Tudo bem? — Perguntou ela. O rosto de Harry iluminou-se num sorriso.

O dia de Hallowe'en chegou. Na hora do banquete, Siria dirigiu-se para a detenção que teria com o Professor, este esperava-a à porta do gabinete.

- Boa noite, Professor, o senhor não devia estar no banquete? — Perguntou Siria com ironia, o professor sorriu de troça.

- Devia, mas há demasiada irresponsabilidade nesta escola. — Disse ele. — Hoje, Miss Sfear, vai limpar o chão do meu gabinete. Sem magia, ouviu? E, como eu já conheço os seus truques, eu vou supervisionar. — Siria entrou no gabinete furiosa, detestava detenções com Snape. Siria estava há uma hora a limpar o chão e Snape sempre a reclamar, dizendo que esquecera de passar a escova ali, que metera muita cera acolá, que o Snape era um parvo(isto foi um pensamento da Siria).

- Devo lembrá-lo que já acabou a hora da detenção? — Perguntou Siria com raiva na voz.

- Está com pressa, é? O quê, deu-lhe a fome?

- Sim. — Respondeu Siria, levantando-se. — Vou-me embora, ainda falta meia hora para o fim do banquete. Provavelmente, conseguirá comer alguma coisa doce, vai fazer bem a toda essa amargura. — Disse Siria, lavando as mãos no laboratório de Snape e pegando na varinha. Saiu logo de seguida sem que Snape lhe desse outra detenção.

- Siria, chegaste. Bom, isto é um pouco deprimente. — Disse Harry. — Também uma festa onde se festeja a morte... não podia ser outra coisa, não é? Ainda por cima, não há comida, só podre. — Disse ele.

- Eu sei. Mas, onde está o Nick? — Perguntou Siria.

- Estou aqui, Siria. — Disse o fantasma, indo ter com ela. — Gostas da minha festa?

- Sim, é fantástica, lamento imenso. — Disse Siria com um certo pesar.

- Também eu, mas, apesar de tudo, até que não é nada mau para uma festa de morte, não é? — Perguntou Nick, rindo. Siria riu com ele. O trio olhava para Siria embasbacado, como conseguia ela ser tão versátil ao ponto de se dar bem com todo o tipo de seres?

- Bom, nós vamos embora, Nick, estou a morrer de frio e fome, estive a cumprir detenção com o Prof. Snape. — Disse Siria, olhando-o assustada. Nick acentiu.

- Claro, vão com ela! — Disse ele para o trio. Os quatro foram-se embora.

- É impressionante como consegues adaptar-te tão bem. — Disse Hermione, rindo.

- Talvez ainda consigamos comer o pudim. — Disse Ron, dirigindo-se ao hall de entrada.

- Schiu, vocês conseguem ouvir? — Perguntou Harry, ouvindo estas palavras:

- ... Arrancar... rasgar... matar. — Era uma voz fria e assassina. Harry encostou-se à pedra numa tentativa de ouvir melhor a voz.

- O que é que se passa? — Perguntou Siria com uns headphones nos ouvidos.

- Como consegues utilizar aparelhos eletrónicos em Hogwarts? — Perguntou Ron a ela, gritando. — A Hermione disse que era impossível.

- Consegui com um feitiço qualquer. — Respondeu Siria, gritando também.

- Calem-se! — Gritou Harry, a voz dizia:

- Tanta fome... há tanto tempo. Matar... hora de matar. — Harry perseguia a voz, o resto acompanhava-o, Siria era a mais confusa dali, porque não ouvia nada do que diziam. Foi quando decidiu tirar os phones, que ouviu Harry dizer, ou melhor, gritar:

- ELE VAI MATAR ALGUÉM. — Harry correu e os três foram atrás dele preocupados, subindo um lance de escadas e parando apenas na esquina do último corredor deserto do segundo andar. Siria levava os phones na mão, respirando arfadamente, mas ainda confusa.

- Quem é que vai matar quem? — Perguntou Siria.

- Eu ouvi uma voz, tu não a ouviste porque estavas com os phones. — Disse Harry.

- Eu também não ouvi nada. — Disseram Hermione e Ron ao mesmo tempo.

- Eu ouvi-a. — Siria olhava preocupada para Harry.

- Olhem! — Gritou Hermione, apontando para a parede em frente. Aproximaram-se devagarinho, tentando ver o que estava escrito lá. As palavras tornaram-se visíveis, à chama fraca das tochas.

A CÂMARA FOI ABERTA.
INIMIGOS DO HERFEIRO, CUIDADO.

- O que é aquilo pendurado por baixo das letras? — Perguntou Ron assustado. Aproximaram-se, vendo Mrs. Norris, a gata de Filch, pendurada pela cauda no suporte da tocha, estava rígida como uma tábua e tinha os olhos abertos. — Vamos bazar daqui. — Disse Ron, passados uns segundos.

- Devíamos ajudar. — Disse Siria.

- Acredita, é melhor ninguém nos ver aqui. — Disse Ron.

Era tarde de mais, o festim havia terminado. De ambos os lados do corredor, os alunos apareceram, falando alegremente. Porém, o silêncio reinou quando as pessoas avistaram a gata pendurada. Todos se empurravam para ver aquele quadro macabro, que envolvia Siria, Hermione, Ron e Harry. Então alguém gritou:

- Inimigos do Herdeiro, cuidado. Vocês serão os próximos, Sangues de Lama. — Era Draco Malfoy, sorrindo ao ver o panorama da gata pendurada.

-O que é que se passa aqui? — Perguntou Filch. — A minha gata. O que é que aconteceu a Mrs. Norris? — Os olhos dele caíram sobre Harry. — Tu! Mataste a minha gata, mataste-a!

- Argus! — Dumbledore tinha chegado junto com alguns professores, desatando Mrs. Norris da tocha.

- Vem comigo, Argus, e vocês os quatro também.

Eles foram para o gabinete de Lockhart. Dumbledore colocou a gata na mesa, examinado-a. Os quatro amigos trocavam olhares entre si. Siria, ainda não refeita do que vira, tinha os phones na mão, que se apressou a esconder. Siria via McGonagall também muito atenta à gata e Snape meio na sombra a tentar, com toda a força, sorrir. Lockhart dava sugestões sobre o que provocara a morte da gata, dizendo que teria evitado se estivesse presente, enquanto Filch chorava.

- Eu acho que ela não está morta. — Disse Siria para os outros três.

- Porque dizes isso? Não me digas que agora sabes examinar animais, dizendo se estão ou não mortos. — Disse Hermione, tensa, Siria não a julgou.

- Não é isso, Mi, mas é óbvio que o Diretor pensa que ela não está morta, pois está a tentar com que ela ganhe vida. Ora, todos os feiticeiros sabem que nenhum feitiço devolve as pessoas à vida. — Disse Siria, observando Dumbledore.

- Ela não está morta, Argus. — Disse ele suavemente, confirmando as suspeitas de Siria. — Ela foi petrificada, mas como, não sei.

- Foi ele. — Disse Filch, apontando para Harry. — Ele sabe que eu sou um cepatorta. — Harry não fazia a mínima ideia do que isso era.

- Nenhum aluno do segundo ano poderia ter feito isto. Era preciso um grande conhecimento de Magia Negra. — Disse o Diretor.

- Então foi ela. — Disse ele, apontando para Siria. — Ele deve ter-lhe contado que eu era um cepatorta e ela fez aquilo à minha gata. Toda a gente diz por aí que ela tem um grande poder mágico e que é cruel.

- Ela não tinha capacidade para isso. — Disse Dumbledore.

- E eu nem sequer sei o que é um cepatorta e não devia acreditar em tudo o que dizem! E se quer saber, eu não tenho muita pena por Mrs. Norris, mas eu não tenho nada a ver com isso, senhor, muito menos o Harry.

- Ora, sua insolente, vê como falas da minha gata!

- Albus, é evidente que os quatro podiam estar simplesmente no sítio errado à hora errada. Mas por que estavam eles no corredor e não foram à festa de Hallowe'en? — Perguntou Snape com a voz monótona.

- Fomos ao aniversário de morte do Sir Nicholas, os fantasmas podem confirmá-lo. — Disse Ron.

- E por que não foram ao banquete a seguir, porque foram até exatamente àquele corredor? — Insistiu o Mestre de Poções.

- Cansaço, já ouviu, Professor? Claro que não, deve entupir-se de poções para conseguir relaxar. — Disse Siria furiosa.

- Siria. — Disse Dumbledore, repreendendo-a.

- Sem jantar? Não sabia que os fantasmas serviam comida para gente viva nas suas festa. — Continuou Snape.

- A Siria tem comida no quarto. — Mentiu Harry. Siria confirmou a mentira. — Ela anda sempre preparada com algumas sandes, que pede ao Figus.

- Há algo suspeito nessa história, acho que o Potter devia ser retirado da equipa de Quidditch. — Disse Snape.

- Toda a gente é inocente até se provar o contrário. Argus, depressa Mrs. Norris recuperará. As Mandrágoras estão a crescer e será feita a Poção de Mandrágoras para ela recuperar, o Severus a fará. Vão-se embora os quatro. — Disse Dumbledore, eles foram.

- Acham que devia ter falado da voz? — Perguntou Harry.

- Não. Ouvir vozes que mais ninguém ouve não é bom. — Disse Ron, Hermione concordou. No entanto, Siria disse:

- Eu não ouvi a voz, mas tenho a certeza que o Diretor te ouviria, compreenderia e até arranjaria uma explicação para isso, mas tu é que sabes. Nunca te esqueças, Harry, que o Diretor é muito bom diretor. — Disse Siria. — A Câmara dos Segredos foi aberta, e pelos vistos isso é perigoso. Temos que ter mais cuidado que nunca. Boa noite. — Disse Siria, entrando. Porém, nenhum dos quatro conseguiu dormir.

Notas finais
Comentários!

Kiss kiss,

CR, a autora