Simplesmente Viver: Anos Um e Dois
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Boa leitura!
O Herdeiro de Slytherin
Siria estava exasperada de ouvir todos a falar do que acontecera com Mrs. Norris, pois era óbvio que a maior parte dos alunos desconfiava que havia um dos quatro por detrás daquele ataque. Filch não deixava ninguém esquecer o que acontecera com Mrs. Norris, o que tornava o ambiente ainda mais pesado, mas pior era que as letras de vermelho sangue a relatarem que a Câmara fora aberta não saíam por nada daquele mundo.
- Eu não sei o que se passa com esta escola. Parece que todos se fecharam dentro de um cúbiculo. — Disse Harry, aproximando-se de Ron e Siria, que estavam na Biblioteca. Siria lia um livro, enquanto que Ron fazia o trabalho de História da Magia. — Passei pelo Justin Finch-Fletchley e ele evitou falar comigo, virou-me as costas simplesmente.
- Harry, é que... — Siria parou, não queria que Harry soubesse que desconfiavam que ele tinha aberto a Câmara dos Segredos. — Se calhar, viu que não gostas do Lockhart e como ele gosta, então está chateado contigo.
- Não sei, mas tenho que descobrir. — Disse Harry. — Onde é que está a Hermione?
- Ela anda a ler mais livros do que é normal, deve andar por aí a tentar descobrir mais sobre a Câmara dos Segredos. Eu estou a ajudá-la, mas... Ah, Hogwarts, Uma História. — Disse Siria. — Eu vou buscar o meu livro para ver se descubro. Esperem aqui. — Siria saiu, voltando dois minutos depois com o livro na mão. Hermione já lá estava. — Aqui está, como é que não me lembrei disto antes? — Perguntou Siria. — Deixa ver... A Câmara dos Segredos: Hogwarts foi fundada há muito tempo, não se sabe ao certo quando, por Godric Gryffindor, Helga Hufflepuff, Rowena Ravenclaw e Salazar Slytherin. Construíram este castelo todos juntos com o objetivo de ensinar todos os que possuiam dotes mágicos longe do olhar dos Não-Mágicos, porque naquele tempo, as feiticeiras e feiticeiros eram perseguidos. No entanto, apesar de ao início todos se darem bem ante as suas diferenças, Salazar Slytherin queria ser mais seletivo em relação aos alunos admitidos em Hogwarts. Defendia que os ensinamentos da Magia deviam ficar apenas entre as famílias de feiticeiros. Achava os das famílias de não-mágicos indignos de confiança. Algum tempo depois, houve uma grande discussão sobre o assunto entre Salazar e Gryffindor, e Slytherin abandonou a escola. No entanto, existe uma lenda obscura sobre a Câmara dos Segredos. Conta a lenda, que, antes de partir, Salazar Slytherin contruiu uma câmara oculta, cuja existência todos ignoravam. Salazar selou a Câmara dos Segredos para que ninguém pudesse abri-la até o seu verdadeiro herdeiro chegar à escola. O herdeiro, e apenas ele, poderia abrir a Câmara, libertar o horror que lá estava, (acredita-se que seja uma espécie de monstro que só o herdeiro de Slytherin pode controlar), e utilizá-lo para expurgar a escola de todos os indignos de aprender Magia. Nada, até hoje, prova a existência dessa Câmara. Todos os diretores revistaram esta escola por várias vezes e nada foi encontrado. — Siria olhou para os três, o olhar negro de preocupação, Harry reconhecia aquele olhar.
- Siria, é só uma lenda. — Disse o melhor amigo. — Isso não existe. — Hermione olhava para a parede. Siria sabia o medo que ela estava a sentir, ela era descendente muggle.
- Tu tens razão, Harry, mas pode bem ser verdade que exista uma Câmara dos Segredos e que ela possa ser aberta apenas pelo Herdeiro de Slytherin, temos que descobrir quem é que a abriu, Hermione. — Disse Siria, Hermione olhou para ela, tentando por tudo não chorar.
- É claro que temos. — Disse Hermione, acalmando-se.
- Eu sempre soube que Salazar Slytherin era um velho pateta e retorcido, nunca pensei foi que tivesse começado esta história de sangue puro. Se o Chapéu Selecionador me tivesse posto lá, tinha-me metido no comboio e ido para casa. — Hermione acenou a cabeça, concordando. Siria olhou para Harry, sabia o que o amigo estava a pensar. Harry pensava que o Chapéu Selecionador o queria meter no Slytherin, mas Harry implorou para ele não o fazer, a Siria acontecera o mesmo, só queria que Harry não se sentisse assim, porque ele escolheu ir para os Gryffindor e isso era um bom sinal.
- Estamos a faltar à aula. — Disse Hermione. — História da Magia, vamos.
- Ouçam, e se nós fôssemos investigar? — Perguntou Harry.
- Certo. — Disse Siria. Eles foram até ao segundo andar. Filch não estava lá. — Procurem por pistas. — Disse ela, olhando para as letras vermelhas que preenchiam a parede.
- Vejam, marcas de queimaduras. — Disse Harry, apontando para o chão.
- Olhem. Que estranho... — Disse Hermione, apontando para uma janela. Cerca de vinte aranhas debatiam-se para atravessar por uma brecha do vidro da janela, tentando desesperadamente fugir dali.
- Alguma vez viram aranhas a agir assim? — Perguntou Siria. Hermione e Harry responderam que não, Ron desviou o olhar dali. — O que se passa, Ron?
- Eu não gosto de aranhas. Odeio a forma como se mexem. — Disse Ron tenso. Estiveram mais um tempo por lá até as pistas os levarem à casa de banho das raparigas que era assombrada pela Murta, um fatasma de uma rapariga de óculos.
- Queremos perguntar-te se viste alguma coisa estranha ultimamente. É que foi atacada uma gata aqui mesmo em frente à tua casa de banho na noite de Hallowe'en. Viste alguém perto nessa noite? — Perguntou Siria.
- Eu não prestei muita atenção, Siria. — Respondeu Murta, olhando diretamente para Siria. — O Peeves aborreceu-me muito nessa noite e eu vim para aqui tentar matar-me. Só então me lembrei de que estou... de que estou...
- Já morta. — Completou Ron. Murta soltou um solouço trágico, elevou-se no ar, voltou-se e mergulhou de cabeça na sanita, espalhando água por cima deles e desaparecendo.
- Para a Murta, isto até foi divertido. — Disse Hermione cansada.
- Vamos embora. — Eles foram, não sem antes serem apanhados por Percy que deu uma descasca a Ron por este estar a procurar por pistas e tirou-lhes cinco pontos.
Nessa noite, os quatro ficaram pela Sala Comum a conversar, pois Percy estava muito atento, não os deixando ir para o quarto de Siria e nenhum deles queria mais problemas. Harry fechou o livro e falou:
- Andam por aí a dizer que eu sou o Herdeiro de Slytherin. — Disse Harry sem se mostrar muito surpreendido.
- Hogwarts é perito nisso, em inventar coisas absurdas. — Disse Siria com cansaço na voz. — Já estou farta disto tudo.
- Mas quem poderá ser o Herdeiro? Quem quererá todos os cepatortas e filhos de Muggles fora de Hogwarts? — Perguntou Hermione, fechando também o seu livro.
- Quem conhecemos que ache que os filhos de Muggles são uma escumalha? — Perguntou Ron.
- Se estás a pensar no Malfoy... — Começou por dizer Siria pouco convencida. — Ele não tinha estofo para isso.
- Só pode ser ele. Lembras-te do que ele disse? "Vocês serão os próximos, Sangues de Lama".
- Não sei. — Disse Hermione cepticamente.
- Porque não? — Perguntou Harry. — Olha para a família dele, todos fizeram parte dos Slytherin. Podiam bem ser descendentes de Salazar. O pai dele é suficientemente mau.
- Bem, seria possível. — Disse Hermione lentamente.
- Não sei, mas tentar descobrir não faz mal. — Disse Siria. — Mas como conseguir isso?
- Bem, há uma maneira, mas infringiríamos mais de cinquenta regras de Hogwarts de uma só vez. — Disse Hermione.
- Isso nunca foi problema para nenhum de nós, Mi. — Disse Ron.
- Certo, só precisávamos que o Malfoy respondesse às nossas perguntas e entrar na Sala Comum dos Slytherin sem que ninguém se apercebesse que éramos nós.
- Mas isso é impossível. — Disse Harry, Siria concordou, franzindo a testa. Ron limitou-se a rir da ideia.
- Não, não é. Só precisamos de poção Polissuco. — Os outros três limitaram-se a olhar para ela sem perceber. — O Prof. Snape mencionou-a numa aula há poucas semanas.
- Achas que não temos coisas mais interessantes para fazer do que ouvir o Snape? — Murmurou Ron. Siria desviou o olhar culpada, realmente não andava muito atenta às aulas de Snape e achava que o professor começava a reparar nisso, pois ela não fazia simplesmente os trabalhos, nem sequer se esforçava para ter boa nota.
- Transforma-nos noutras pessoas. Se conseguíssemos transformarmo-nos em pessoas dos Slytherin, ninguém saberia. E o Malfoy contar-nos-ia tudo. Tenho a certeza de que ele se está a vangloriar, neste momento, na Sala Comum dos Slytherin, se ao menos pudéssemos ouvi-lo. — Disse Hermione. — Mas conseguir a receita é muito difícil. O Prof. Snape disse que vinha num livro chamado As Poções Mais Potentes e está com certeza na Secção Restrita da Biblioteca.
Só havia uma maneira de obter o livro dessa secção: com uma autorização assinada por um professor.
- Não vejo por que outra razão quereríamos o livro se não para tentar fabricar uma das poções. — Disse Ron.
- Eu acho que o conseguiríamos se fizéssemos parecer que o nosso interesse era apenas teórico. — Disse Hermione com um sorriso maroto.
- Estás a sonhar, nenhum professor caíria nessa. Só se fosse muito burro. — Disse Ron. Quando todos se entreolharam, souberam que a mesma ideia tinha surgido nas suas cabeças. Foram pedir a autorização a Lockhart na aula seguinte, que nem se deu ao trabalho de ver que livro é que Hermione queria.
- É a poção mais difícil de fazer que eu alguma vez vi. — Disse Hermione, lendo a receita.
- Vamos conseguir, não vamos? — Perguntou Harry com preocupação.
- Alguns ingredientes são fáceis de achar, estão no armário dos alunos, mas outros não são tão acessíveis. — Respondeu Hermione.
- Estás a pensar em nós roubarmos a algum dos professores? — Perguntou Ron.
- Não vamos preocupar-nos com isso agora. Só será preciso mais para o final. — Disse Hermione, voltando a ler a poção.
- Quando é que a poção estará feita? — Perguntou Ron.
- Visto que o fluxo de cinzânias tem de ser recolhido durante a lua cheia e as asas de renda têm de ser estufadas durante vinte e um dias... eu diria que, se conseguirmos arranjar todos os ingredientes, estará pronta dentro de um mês.
- Está bem, é a única maneira. — Disse Siria.
- Mas seria melhor se conseguisses amanhã atirar o Malfoy da vassoura abaixo. — Disse Ron para Harry de maneira a Hermione não ouvir. Amanhã haveria jogo: Gryffindor versus Slytherin.
Notas finais
Quero agradecer ao Darkson pela review. EU respondi, tá bom?
Kiss kiss,
CR, a autora
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