Simplesmente Viver: Anos Um e Dois
17 O Primeiro Dia
Notas iniciais
Boa leitura!!!
O Primeiro Dia
Siria levantou-se cedo e preparou-se para o primeiro dia de aulas. Tomou o pequeno-almoço com um grande sorriso e dirigiu-se à estufa nº 3 de herbologia juntamente com Harry, Ron e Hermione. Lockhart passou por eles, intercetando Harry.
– Não se importa de ele chegar um pouco atrasado, pois não, Sra. Sprout? — Ele não deixou a professora responder e levou Harry para fora. Siria olhava aquilo incrédula. Harry voltou algum tempo depois, raivoso.
– Bom, esta aula vai ser sobre Mandrágoras, alguém me sabe dizer quais são as propriedades da Mandrágora? — Hermione ergueu imediatamente a mão, assim como Siria. — Granger.
– A Mandrágora tem um efeito reparador muito poderoso. É usada para fazer voltar as pessoas, que foram transfiguradas ou amaldiçoadas, ao seu estado original. — Respondeu ela.
– Excelente, dez pontos para os Gryffindor! A Mandrágora é parte integrante da maior parte dos antídotos, mas também é perigosa. Quem sabe dizer-me porquê? Sfear? — Perguntou a Prof. Sprout.
– O grito da Mandrágora é fatal para quem o ouve. — Respondeu ela.
– Excelente, mais dez pontos para os Gryffindor. — A aula sobre as Mandrágoras continuou. De tarde, dirigiram-se para a aula de Defesa Contra a Magia Negra.
– Eu não acredito que vamos ter aulas com aquele imbecil. — Reclamou Siria.
– Ele não é um imbecil. — Disse Hermione.
– É sim. — Disseram Ron e Harry ao mesmo tempo.
– Entrem, entrem. — Lockhart dava passagem a todos os alunos. — Bom, creio que todos leram os meus livros, vão responder a um pequeno questionário sobre os livros, têm meia-hora. — Disse ele, distribuindo a folha de teste. Eram apenas perguntas sobre ele.
– Que palhaçada. — Disse Siria quando acabou de fazer o teste.
– Eu ouvi aí uma reclamação, hum, Siria? — Perguntou Lockhart, consultando o livro da turma.
– Não, absolutamente, Professor, só não estava à espera de um teste tão bem construído como o seu. — Siria respondeu ironicamente. Lockhart mostrou o seu famoso sorriso branco.
– Eu sei. Vejo que poucos sabem que a minha cor favorita é o violeta, mas vejo que Miss Hermione Granger sabe muito sobre mim. Felicito-a por isso. Tem nota máxima, quem é miss Hermione Granger? — Hermione levantou a mão. — Muito bem, dez pontos para os Gryffindor. Bom, agora vamos começar a aula, não gritem porque pode piorar a situação. — Lockhart mostrou umas criaturas. — Pixies da Cornualha recém capturados. — Seamus Finnigan soltou uma gargalhada descontrolada. — Eles podem ser muito perigosos, vamos ver o que vocês são capazes de fazer com eles. — Disse ele, soltando as criaturas, libertando o caos pela sala. Os Pixies aterrorizavam alunos, levantando-os pelos ares e rodando-os. Todos fugiam deles, Siria esperava que Lockhart fizesse alguma coisa. O professor disse então: — São apenas Pixies. Peskipiksi Pesternomi! — O feitiço não teve efeito algum e Lockhart não teve outro remédio senão refugiar-se debaixo da mesa. Só se ouviam gritos até que Siria gritou imponente:
– Calma, não gritem, eles estão mais assustados que vocês. — Sem efeito, Siria puxou então da varinha, e com um aceno sem dizer palavra alguma, conseguiu prender todos os Pixies.
– Pronto, não foi assim tão difícil, pois não? — Perguntou Lockhart como se tivesse sido ele a fazer aquilo. — Muito bem, Miss Sfear. Quinze pontos para os Gryffindor. — Disse ele, saindo juntamente com os alunos. Siria disse então depois para Hermione, Ron e Harry:
– Que anedota! Ele não sabia o que estava a fazer.
– Tu já leste os livros dele? — Perguntou Hermione, defendendo-o de novo.
– Sim e, cada vez mais, tenho a certeza que ele é uma fraude. — Disse Siria, afastando-se. Queria ficar sozinha.
– Siria, o que se passa? — Perguntou McGonagall, encontrando Siria num dos muitos corredores de Hogwarts. — Tu não devias estar nas aulas? O que é que devias estar a ter? — Perguntou ela gentilmente, pois via Siria um pouco fragilizada.
– Nada de mais. — Respondeu Siria baixinho.
– Deixa ver. — McGonagall viu alguns dos papéis que tinha. — Siria... tu não deves ter medo do Prof. Snape, ele pode não gostar muito dos Gryffindor, mas ele é muito bom professor, não vai matar nenhuma aluna. — Siria sorriu, não tinha medo de Snape, só não queria que o professor a visse mal e fosse logo contar ao Diretor. — Vá, vai lá, ainda só passaram cinco minutos. — Siria foi para as Masmorras, devia isso a si mesma e a McGonagall, a professora acreditava em si. Bateu à porta suavemente, ouvindo:
– Entre, Miss Sfear. — Siria sorriu antes de abrir a porta, era incrível como o professor conseguia mostrar o desprezo apenas com a voz. — Já tirei dez pontos aos Gryffindor pelo seu atraso e fica já a saber que tem uma detenção marcada para o dia de Hallowe'en. — Siria sentou-se logo na fila de trás, pondo a mochila na mesa e cruzando os braços aborrecida. — Hoje, vão aprender a poção Léthiriis. — Siria ergueu logo os olhos interessadamente, simplesmente adorava Poções. — Alguém me sabe dizer que poção é essa? — Perguntou ele, folheando umas folhas. Hermione ergueu imediatamente a mão e Snape, como sempre, fingiu não a ver. — Ninguém? — Perguntou ele, continuando a ver as folhas.
– Se continuar a perguntar para as folhas, vai ser um pouco difícil elas responderem-lhe. — Falou Siria, captando de imediato a atenção do professor, alguns alunos abafavam o riso e sorriam discretamente. Os slytherin olhavam para Snape, esperando que ele a expulsasse da sala de aula.
– Miss Sfear... quer responder, é isso? — Perguntou ele, transmitindo raiva pela voz. Siria engoliu em seco.
– Lethiriis é usada para curar feridas feitas por serpentes, mas serve também como veneno que não mata, mas tortura bastante. — Siria respondeu.
– Certo, e vocês vão aprender porque...?
– Porque não vamos conseguir fazê-la, mas voltaremos a tentar no sétimo ano. Não vamos conseguir fazê-la porque ainda não temos idade suficiente para tal, nem sequer para usá-la, a poção deteta menores. — Respondeu ela mais uma vez. — Mas vamos poder ver o professor a fazê-la. — Disse ela. — Visto que já é maior, para não dizer sénior. — Mais uns risos abafados.
– Muito bem, cinco pontos para os Gryffindor. — Todos se surpreenderam ao ouvir a voz do Prof. Lockhart, virando-se para o verem à entrada. — Muito bem, Siria, és realmente boa aluna. Ah, Severus, não se incomoda de eu estar aqui, pois não? — Snape ia para responder, mas Lockhart impediu-o, pois logo falou: — Ótimo, então certamente não se importa que eu faça a poção. Ótimo, sim, eu também sou muito bom a fazer poções, turma.
– Também? — Perguntou Siria com um sorriso, pensando: ele é bom é a fazer nada.
– Sim, eu mostro. — Disse ele, pegando num caldeirão e na receita da poção. Siria limitou-se a cruzar os braços. — Quem quer ser a minha assistente a passar-me os ingredientes? — Perguntou ele. Hermione e outras raparigas ergueram imediatamente a mão entusiasmadas, Siria deu de ombros. — Siria, podes ser tu. — Siria forçou um sorriso ao chegar ao pé de Lockhart. — Muito bem, passa-me a killerty. — Siria ia para pegar no ingrediente, quando Snape a impediu, agarrando-a no pulso.
– Não vai fazer nada disso. — Disse ele. — A killerty é fatal para quem toca nela. Devias ter avisado a Miss Sfear, ela está no segundo ano, não sabe isso. Tu devias saber, Lochkart. — Disse o Professor severamente.
– É claro que eu sei, mas... o melhor é seres tu a fazer, visto que eu não conheço os teus alunos ainda. — Disse ele, saindo da sala.
– Imbecil. — Disse Snape baixinho, de maneira que apenas Siria ouviu. — Miss Sfear, vá para o seu lugar!
– Mas eu posso ser a sua assistente! — Siria sorriu.
– Acha mesmo que eu preciso de assistentes, ainda por cima inexperientes? Vá para o seu lugar. — Siria obedeceu. — Estejam muito atentos a isto! — Snape fez a poção, enquanto Siria só pensava que podia ter morrido devido à incompetência de Lockhart.
– Neste momento, estou mesmo muito agradecido ao Snape. — Disse Harry para Siria. Ele, Siria, Hermione e Ron estavam no quarto de Siria, Hermione a fazer o trabalho de Poções, Ron e Harry a jogarem xadrez feiticeiro e Siria a ler um livro. — Se ele não te impedisse, terias morrido, por causa daquele estúpido do Lockhart. — Ele estava furioso. — Ele é um monte de tretas.
– Toda a gente sabe que a killerty é fatal se lhe tocarem diretamente. — Disse Hermione sem levantar os olhos do trabalho. — O Lockhart deve ter-se esquecido.
– Sim, pode ter sido esquecimento. — Disse Siria. — Mas também pode ter sido porque ele não sabe nada de nada.
– Pois, mas e aqueles livros todos? — Perguntou Hermione. Siria suspirou, não sabia bem o que pensar sobre Lockhart, só sabia que ele não sabia metade do que dizia saber.
– Oh, eu devia agradecer ao Snape diretamente. — Harry suspirou.
– Ele fez o seu papel, Harry. Por mais que ele goste dos alunos, não iria gostar que algum deles morresse na sua aula. Ele não o fez por mim, muito menos por ti, mas por ele. — Siria riu, imaginando Harry a agradecer a Snape. — Enfim, vá, vão, eu quero dormir. — Disse Siria cansada, eram dez horas da noite.
– Boa noite! — Disseram todos ao mesmo tempo, despedindo-se com um beijo e saindo do quarto. Siria acabou por adormecer pouco depois.
Notas finais
Kiss kiss,
CR, a autora
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