Simplesmente Viver: Anos Um e Dois

16 O Começo do Ano Dois


Notas iniciais
Olá olá! Como devem ter reparado alterei o título para Anos Um e Dois... Estava indecisa se separava todos os anos, mas achei melhor fazer assim, já que a história não tá assim tão grande...

Boa leitura!!!!

Começo do Ano


– Harry, estás mesmo aqui? — Perguntou Siria, aparecendo. Estavam na casa dos Weasley. — Como é que cá chegaste? E porque é que nunca respondeste a uma carta desde que aqui estou?

– Pois, Dobby, querida Sfear. — Disse Fred, envolvendo a cintura de Siria. Esta separou-se logo dele. — Um elfo doméstico.

– Elfo? — Perguntou Siria sem perceber. — Mas...

– Ele interceptou as minhas cartas. Queria que eu não fosse para Hogwarts, ele fez de tudo para eu não ir. Eu recebi uma carta do Ministério a acusar-me de eu ter usado magia, mas ele é que a usou. — Respondeu Harry. — Mas estás aqui, foi por isso que nunca mais lá apareceste.

– Sim, foi difícil convencer a minha mãe deixar-me vir, mas acho que ela se dá muito bem com os Weasley. — Disse Siria, sorrindo.

– Somos amigos há muito tempo, Siria. Perguntava vezes e vezes sem conta quando teriam eles um filho. Aqui estás tu. — Disse Molly, sorrindo para ela. — Tão educada e gentil, e tens que aguentar os meus filhos. — Siria riu.

– Os seus filhos podem ser um pouco desmiolados, mas são muito amigos e eu vejo que tem orgulho nisso. — Disse Siria. Molly sorriu.

– Pois, é o nosso encanto natural. — Disse George. — Bom, vamos lá para fora?

– Sim. Já fizemos a desgonomização, logo estamos livres de gnomos por algum tempo... — Disse Ron, saindo com eles.

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O dia de fazer as compras do material, Quarta-Feira, chegou e foram todos à Diagon-Al, onde se encontraram com Hermione. Porém, como viajaram de pó de Floo, Harry foi ter à rua Bativolta, uma rua muito mal frequentada na Diagon-Al.

– E vi o Malfoy, pai e filho... — Harry contou tudo o que se passara na rua Bativolta. — Eles estavam a agir suspeito. O pai dele é maléfico, tem coisas maléficas em casa dele.

– Eu já conhecia o Lucius Malfoy. — Disse Siria. — Sujeitinho arrogante. O filho sai a ele sem dúvida alguma. — Disse Siria. Depois foram comprar mais uns livros.


– Vamos poder vê-lo daqui a um minuto. — Disse Molly para Siria, Harry, Hermione, Ron, Fred, George e Mr. Weasley.

– Ver quem? — Perguntou Siria, vendo muita gente dentro da livraria.

– Gilderoy Lockhart. — Respondeu George aborrecido. — A mãe é fanática por ele, caso ainda não tenhas reparado. — Eles entraram e Gilderoy reparou em Harry, apertando a sua mão e tirando fotografias com ele. Siria via tudo aquilo incrédula.

– Ele é fantástico, não é? — Perguntou Molly para ela. Eles ficaram mais um tempo com Lockhart a anunciar que seria o próximo professor de Defesa Contra a Magia Negra de Hogwarts. Siria só pensou na grande palhaçada que aquilo era. Houve também uma briga entre Mr. Weasley e Lucius Malfoy, o que tornou o dia bastante aborrecido para eles todos.

sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

– Siria, acorda, já está na hora. — Disse Harry, batendo na porta do quarto de Ginny. A irmã de Ron saiu de lá rapidamente sem olhar para Harry. Ginny já estava vestida. Harry aproveitou para entrar e ver Siria a preparar-se para se maquilhar. — Para que é isso, Siria? Tu não precisas de maquilhagem, tu já és bonita o suficiente. — Siria sorriu, pousando a caixa de maquilhagem.

– Só ia experimentar esta prenda. Veio anónima, acho que já sabes de quem é. — Harry assentiu. — Ainda não contei nada a ninguém a não ser a ti.

– Siria, há muito que recebes essas prendas. Porque não perguntas aos teus pais quem é o teu padrinho? — Perguntou Harry, sentando-se ao seu lado. Siria olhou-o através do espelho.

– Ele disse-me para nunca contar a ninguém que me dá prendas, Harry. Se eu o fizesse, seria como uma traição.

– Mas contaste-me...

– Eu sei, mas já estou arrependida de o ter feito, porque tu insistes para que eu conte aos meus pais. Mas eu não o farei, Harry, eu não quero dizer aos meus pais, quero descobrir quem ele é, mas não sei como. — Siria disse, passando a mão pelo fio. — Esta, Harry, é a prenda mais bela que ele me deu. Tem a tua foto, as fotos dos meus pais, dos meus avós paternos e da minha avó materna, não tem a dele, e sinto-me mal por isso. Quero ter a dele para agradecer-lhe, mas não...

– Vamos para Hogwarts, sim? — Perguntou Harry, levantando-se e pegando em duas das quatro malas de Siria.

– Sim. — Siria pegou nas outras duas e sairam para fora. Finalmente chegaram a King's Cross faltavam quinze minutos para o Expresso partir.

Siria passou por último antes de Ron e Harry, porém não reparou que eles não vinham logo atrás dela, pelo menos até o comboio partir.

– Viste o Harry Potter? — Perguntavam miúdos que entravam agora para Hogwarts a Siria.

– Não. — Respondia ela aflitivamente. — Nem ele nem o Ron.

– Afastem-se da Siria Sfear. — Disse Parkinson com crueladade. Os alunos fugiram dela assustados e Siria encarou-a com raiva.

– Vejo que continuas a mesma estúpida e parva. — Disse Siria, com desdém.

– Ora, toda a gente sabe que és uma puta. — Siria sorriu irritada.

– Pelo menos sou bonita ao contrário de ti, não é? — Perguntou ela com frieza. Parkinson ergueu a varinha imediatamente. Siria nada fez.

– Agora estás com medo, não estás? — Perguntou Parkinson, aproximando-se arrogantemente dela.

– Medo, só se for de te magoar muito. — Disse Siria, tentando passar para não se meter em complicações. Ela não deixou.

– Então porque não me atacas?

– Não quero ter problemas em Hogwarts, mas ambas sabemos que nada conseguirias contra mim e que eu te ganharia por muito. — Parkinson deixou-a passar e Siria entrou numa cabine, onde estavam Ginny e Hermione. — Então, estás nervosa com a selecção? — Perguntou Siria a Ginny. Esta confirmou. — Vai tudo correr bem, tenho a certeza que irás para os Gryffindor, não estou a pressionar-te, sei que vais, vejo que és muito corajosa, mais do que imaginas. — Disse ela docemente. Ginny sorriu.

– Siria, sabes do Ron e do Harry? — Perguntou Hermione, lendo os livros de Lockhart.

– Não, mas aconselho-te a uma coisa, Mi, não leias esses livros, são um monte de me... de tretas. — Disse Siria, poisando as suas quatro malas.

– Não são tretas, o Prof. Lockhart sabe o que faz. — Defendeu Hermione.

– Por favor, eu sei o que faço, ele não. Tu estás encantada com ele, só isso, ele é bonito, é normal que fiques assim. — Hermione olhou para ela corada. — É verdade, o Lockhart é lindo, tem um charme extraordinário, algumas o querem de certeza. — Disse Siria, não estava encantada por ele, mas via que ele era muito atraente para algumas mulheres. Siria começava a tirar a camisola, quando o Prof. Snape entrou.

– Miss Sfear... — Siria virou-se assustada, abaixando imediatamente a sua camisola. — Recebi uma queixa sobre si. — Siria revirou os olhos.

– Está bem. — Disse Siria, dando de ombros, sem dar muita importância áquilo.

– Venha comigo. — Mandou ele, saindo. Siria sorriu para acalmar Ginny e Hermione antes de seguir Snape até à sua cabine. — É verdade que ameaçou a Miss Parkinson?

– Não. — Respondeu ela simplesmente. Snape analisou-a. — É verdade! Eu não fiz nada. Ela é que me ameaçou. — Ele ergueu a sobrancelha.

– Pode ir, Miss Sfear, mas eu vou estar atento a si. — Siria saiu sem se importar muito com a ameaça do professor.

– Não foi nada de mais. — Disse Siria antes de Hermione ou de Ginny falarem. — Foi só uma pergunta, um pequeno aviso, nada que eu não aguente.

– Ainda bem, Siria. — Hermione disse, voltando a ler os livros de Lockhart. Siria suspirou, vestindo o uniforme, seria um ano muito complicado.

Siria estava muito preocupada, o jantar já tinha começado e nem sinal de Ron ou Harry.

– Eles estão bem, Siria. — Disse Neville, tentando acalmá-la. Mas Siria sabia que não era bem assim, que eles não estavam bem. Ainda por cima, o Prof. Snape não estava na mesa de professores, o que a assustava ainda mais.

– Bom, aqui estamos para mais um ano de aulas. Para os que chegam agora tenho a dizer que são muito bem-vindos entre nós. Para os que já não são novos por aqui, peço que se recordem das regras e que não armem confusão. Bom, este ano, como sempre, será um ano que vocês recordarão com muita emoção. Eu sei que sim. — Dumbledore mantinha os braços abertos, como se quisesse acolher todos os estudantes. — Amigos e companheiros encontrarão ao vosso lado. Há-de chegar o dia em que teremos que ter cuidado, mas este dia não é hoje. Hoje, estamos unidos. Bom, como já todos devem saber, temos um novo professor de Defesa Contra a Magia Negra, Gilderoy Lockhart. — Todos aplaudiram o diretor. — Agora, ide para as vossas casas. — Eles foram muito ansiosos, principalmente Siria. Queria saber o que se passava, os gémeos vieram ter com ela e Hermione.

– Siria, olha. — Fred mostrou-lhe uma notícia onde dois mugles afirmavam terem visto um carro voador. — O Ron e o Harry, eu tenho a certeza.

– Eles são mesmo irresponsáveis. — Disse Hermione, procurando por eles. Siria encontrou-os já todos os Gryffindors tinham entrado.

– O que se passou? — Perguntou Siria sem nenhum tom de julgamento na voz.

– Tivemos que vir no carro voador do pai. — Falou Ron baixinho. — Não conseguimos passar a barreira.

– Não, mas como? — Perguntou Siria.

– Isso é uma desculpa esfarrapada. — Disse Hermione severamente. — Crista de pássaro. — Disse para a Dama Gorda que se abriu.

Ao entrarem, Ron e Harry foram aplaudidos e felicitados por terem feito aquilo e conseguirem escapar. De seguida, todos se foram deitar.

Notas finais
Então, o que acharam? Eu sei, não foi um cpítulo bom, mas foi só mesmo para enquadrar!

Kiss kiss,

CR, a autora