Simplesmente Percabeth
7 Jogando vôlei com um cachorro
Notas iniciais
Primeiramente peço desculpas por não ter postado anteontem nem ontem. Mas aqui está o 7º capítulo!
Muito obrigada por comentarem meus amores!!
ANNABETH E eu nos entreolhamos e corremos para a porta.
-Não! Não! — Susana corria atrás de nós, gritando, mas não era tão rápida como nós. Groover nos ultrapassou, dando um grito selvagem.
Chegamos ao quintal com um pulo, olhando ao redor. Annabeth e eu ficamos um de costas para o outro, enquanto Groover farejava o ar.
-Espere... — ele franziu a sobrancelhas.- eu conheço esse... — uma forma escuro pulou em cima dele, prendendo-o no chão — soc... Socorro...!
-Não! — Susana chorava e quando Annabeth passou por ela, a criança se agarrou no seu tornozelo e a puxou. — Não!
Olhei para Groover e corri em sua direção. Annabeth já havia se livrado das mãos de Susana e corria ao meu lado. Susana chorava muito e tentava acompanhar nosso ritmo.
Pela primeira vez olhei para o monstro que segurava Groover entre as patas. Era um imenso cão infernal que estava de costas para nós e parecia estar mordendo Groover que gritava de puro terror.
Annabeth ergueu sua faca no ar e...
-Espere! — gritei. A faca de Annabeth parou a centímetros no traseiro do enorme cão, que virou cabeça com um ganido e quando me viu começou a balançar a cauda loucamente.
-Senhora O'Leary! — eu disse. A cadela levantou do chão, deixando um Groover com a cara toda babada deitado. Ela veio até mim, fazendo menção de me lamber. — Não! Não. Por favor! Nãaao! — mas era tarde demais. Minha cara já estava toda cheia de baba de cão infernal.
Susana estava mais calma e veio na direção da Senhora O'Leary com uma bola de vôlei toda rasgada na mão.
-Vai pegar Pitoca! — ela gritou, jogando a bola longe. A cadela infernal correu atrás da bola com uma rapidez imensa.
-Pitoca?! — perguntei, indignado. — Isso não é nome... Ai! — Annabeth me deu uma cotovelada.
-Desde quando a Senhora... Quero dizer, Pitoca, — Annabeth se corrigiu — Está por aqui?
-Uma semana antes de minha irmã sumir — ela respondeu, pegando a bola de vôlei da boca da Senhora O'Leary e jogando longe novamente.
-Você sempre... Hum... Brinca com ela? — Annabeth perguntou.
-Sim — ela sorriu. — Ela apareceu aqui e logo começou a querer brincar comigo, então eu peguei a minha bola e nós sempre brincamos nesse horário.
-É... — Annabeth olhou para mim. — Parece que alguém não cuida direito dos seus animais.
-Eu?! — fiquei surpreso — Mas ela é livre! Eu não posso...
-A questão não é essa — Groover interrompeu. — Você precisa ir com a gente para um lugar onde estará segura.
-Mas... — ela arregalou os olhos. Senhora O'Leary parou ao lado dela, tentando entregara bola, mas a menina a ignorou, fazendo com que a cadela soltasse um ganido. — Mas eu estou segura aqui! E minha mãe... Eu não posso deixá-la! Não!
-Escute — Annabeth se ajoelhou ao lado dela, segurando seu braço — Sua mãe vai ser avisada, e temos certeza de que ela vai concordar conosco. Venha comigo, por favor. — a menina desviou o olhar.
-Mas...
-Ei — Annbeth sorriu para ela. — Que tal um sorvete?
Seu olhos voltaram a fitar os de Annabeth com um sorriso.
-Pode ser — mas o sorriso sumiu. — Só se eu levar o meu caderno.
-Pode buscar — Annabeth assegurou. — E traga uma mochila com algumas roupas.
Eu e Groover fomos até o banheiro tirar a baba do nosso rosto e quando voltamos Annabeth estava sentada num banco e a Senhora O'Leary perseguia um passarinho, dando pulos que faziam estremecer o chão.
-É estranho — Annabeth murmurou quando chegamos. Sentei ao lado dela e passei um braço por seus ombros. Dei um beijo em sua testa.
-Me diga o que não é estranho para os semideuses — falei com um sorriso.
-Mas ela não é semideusa — Groover disse. — Não tem cheiro.
-Mas ela tem sonhos — eu comentei.
-E os desenha — Annbeth disse, colocando o cabelo atrás da orelha.
A encarei e nossos olhares se encontraram. Então entendi que ela já sabia de alguma coisa — ou ao menos tinha um palpite — e não falaria agora. Não em "solo mortal".
-Pronta! — Susana apareceu ao nosso lado, com uma pequena mochila cor de rosa às costas.
Levantamos todos e seguimos caminhando pela rua.
Quem olhava, via dois adolescentes namorados de mãos dadas, uma criança sorridente de mãos dadas com um jovem e um cão de estimação correndo aos nossos pés.
Notas finais
Vou ver se consigo postar outro capítulo ainda hoje.
Então, vocês acharam o que deste capítulo??
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