Simplesmente Percabeth
8 Retorno ao acampamento
Notas iniciais
O ÚNICO problema de ir tomar sorvete as 7 horas da manhã, é que nenhuma sorveteria está aberta.
Groover tinha gamado em Susana. Da última vez que olhei para trás ela estava sentada em seus ombros enquanto ele corria por aí e a menina gargalhava. Annabeth sorriu para mim e me deu um selinho.
-Me diga quem é mais criança — ela disse.
Caminhamos vagarosamente até que encontramos uma sorveteria e sentamos em um banco debaixo da árvore enquanto esperávamos. A sorveteria ficava dentro de uma pequena praça, perto de outras lojinhas. Várias árvores e bancos estavam espalhadas por aí; flores perfumavam o ar e o sol começava a aparecer no céu.
A Senhora O'Leary inventou de perseguir um pássaro que parou em cima de uma árvore. Tentando pegá-lo, ela abocanhou um galho e puxou. Bem... Digamos que ela veio até nossa direção arrastando um galho do tamanho do meu braço na boca.
Susana gargalhou e foi até ela para brincar. Groover sentou no chão e começou a tocar algumas notas na flauta de bambu.
-Quem diria que a gente estava tão tenso — falei, acariciando os cabelos de Annabeth, que tinha a cabeça escorada em meu ombro — para encontrar algo tão... Divertido, algo que parece tão... Mortal.
-Não se iluda, cabeça de algas — Annabeth suspirou.
-O que houve? — perguntei — O que é que você sabe?
Ela ergueu os olhos cinzentos para mim.
-Só estou pensando — ela mordeu o lábio.
-Ei — ergui seu queixo com minha mão — Eu sei muito bem que você está nervosa. O que foi?
-Bem — ela começou. — Ela é bastante nova. Já sabemos que não é semideusa, mas tem sonhos estranhos, vê através da névoa e desenha... Desenha coisas estranhas, escreve grego, é como se... Bem, isso não te lembra nada?
Franzi as sobrancelhas.
-O que você quer dizer com isso? — perguntei.
-Percy — Annebth continuou. — Isso não te lembra alguma coisa... Quero dizer, alguém? A...
-Sorvete! — Susana gritou e puxou Annabeth pelo braço — vamos tomar sorvete.
Annabeth me lançou um olhar "falamos disse depois" e nos dirigimos até a sorveteria que acabara de abrir.
Groover escolher uma casquinha de frutas; Annabeth pegou sabor morango; Susana de chocolate e eu... Bem, eu escolhi tuti-fruti. E não foi por causa do azul.
Todos nós sentamos em uma mesa circular e conversamos enquanto terminávamos os nossos sorvetes. Depois andamos até a rua e esperamos um táxi passar.
A Senhora O'Leary ganiu tristemente quando nos despedimos, mas depois pareceu sorrir e saiu saltitando atrás de algum animal que encontrou.
Groover sentou na frente, enquanto Susana ficou entre mim e Annabeth no banco traseiro. Mas isso não nos impedia de trocar alguns selinhos.
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Chegamos perto da colina do Acampamento Meio-Sangue perto das onze horas. Pagamos o motorista com um bom rolo de dinheiro mortal e subimos a colina até o topo. O pinheiro com o velocimo continuava do mesmo jeito que eu me lembrava. Acariciei o pescoço do dragão Peleu, que estava enorme.
-Uau! — Susana arregalou os olhos mas reucou. — É que nem no meu sonho! — seu jeito de falar era engraçadinho.
-Este é Peleu — eu disse. — Ele é o guardião do acampamento.
-Sua irmã também está aqui — Annabeth complementou. — Você vai poder vê-la.
Os olhos azuis de Susana brilharam de tanta satisfação que parecia o próprio céu.
-Vamos — Groover disse.
Eu consegui ver rapidamente que os chalés novos estavam prontos e havia movimentação de campistas por todos os lados.
Sorri para Annabeth.
-Parabéns — eu disse. Enlacei sua cintura e colei nossas testas. — Você fez um ótimo trabalho, como sempre — então nos beijamos demoradamente.
-Ei! — Groover chamou. Nos separamos rapidamente. Ele fez gestos para Susana, que também nos olhava.
Annabeth revirou os olhos, sorrindo.
-Não faz mal — Susana sorriu. — meus pais também se beijam.
Groover iria falar alguma coisa, mas fechou a boca e continuou andando em direção à Casa Grande.
-Ele é um cavalo ou um homem? — Susana perguntou. Segui seu olhar e vi Quiron conversando com o Sr. D. na entrada da Casa Grande.
-Ele é um centauro — Annabeth explicou. — Metade homem, metade cavalo, é o nosso diretor. Seu nome é Quíron.
-Mas vejam só! — Quíron apareceu e bagunçou os cabelos de Susana. — Quem é esta menina?
-Susana — ela riu. — Eu quero ver a minha irmã.
-Muito bem — Quíron sorriu. — Nós já vamos vê-la. Antes nós precisamos... Conversar.
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