Simplesmente Percabeth

3 Cheiro de missão


Notas iniciais
Já estou postando o terceiro capítulo para vocês!

ROLEI PARA o lado, ficando em cima da forma que me atacara e coloquei minha espada em seu pescoço.

–Percy... — a voz disse ofegante — Sou eu... Groover...

Um raio rasgou o céu e iluminou o rosto assustado do garoto-bode. Larguei contracorrente no chão e dei a mão para ele levantar.

–Você é louco?! — ele perguntou, sacudindo a poeira da camisa laranja do acampamento, que pude ver com a luz dos raios.

–Você que é louco — retruquei, fazendo com que contracorrente voltasse a ser caneta. — Ou é normal sátiros quebrarem sua janela no meio de uma tarde de chuva?

–Hã... — ele fez uma careta. — Bem, olhando desse modo até... Annabeth!

Ele foi em direção à ela.

–Tudo bem com você? — ele perguntou.

–Sim — ela disse. — Mas o que houve para você aparecer aqui, assim?

Fui até o lado dela, e percebi que Groover corou de leve (os raios frequentes não me impediram de ver isto).

–Hã... — ele começou a morder a barra da camisa. — Eu não... hum... Eu não estou atrapalhando nada, estou?

Engasguei.

–O que?!– Annabeth e eu dissemos ao mesmo tempo.

–Não, claro que não! — ela arregalou os olhos e desviou o olhar.

–Que tipo de pergunta é essa, Groover?

–Eu só pensei... Bem, deixa para lá — ele sacudiu a cabeça e soltou a camisa.

–Groover — Annabeth parecia ansiosa para mudar de assunto. — O que ouve? Porque você entrou pela janela?

–Quíron me enviou em uma missão. Dois novos meios-sangue foram encontrados em uma escola — ele sentou no sofá e convidou para que fizéssemos o mesmo. — Eles já foram levados ao acampamento em segurança, ele é filho de um deus menores e ela de um dos doze. Mas parece que eles deixaram rastros...

–Rastros...? — perguntei.

–É, rastros — Groover continuou. — Pelo jeito a menina tinha uma irmã mais nova, que não é filha dos deuses, mas elas eram muito grudadas, e o cheiro de "filhote de deuses" está impregnado nela. Bem, na realidade é um cão infernal que foi visto rondando a casa, e por pouco não atacou a menina. Mas os semideuses lá do acampamento que tentaram atacá-lo não conseguiram, pois ele fugiu ao invés de lutar. Então vocês já podem imaginar o que precisamos fazer. Precisamos matar esse monstro e apagar qualquer rastro na menina.

–Espere... — estremeci com a última frase dele. — O que você quer dizer com "apagar qualquer rastro da menina"?

–Estive pensando que manipular a névoa serve — Groover sugeriu. — Annabeth?

–Pode ser... — ela simplesmente disse. — O que foi que Quíron disse?

–Ele disse que deveríamos tentar.

–Mas você tem certeza de que ela não é filha de deuses? — Annie tornou a perguntar.

–Sim — ele disse, mas fez uma careta. Eu acho... Escuta, a questão é que só um monstro está atrás dela.

Annabeth permanecera séria, parecia estar calculando as possibilidades ou então quais poderiam ser os resultados.

–Quando partimos? — ela perguntou.

–Amanhã de manhã bem cedo — Groover disse.

–Ok...

–Podemos dormir um pouco — o sátiro disse, bocejando. — Eu fico com o sofá — e logo caiu nele, mastigando as cobertas.

–Vamos para o meu quarto — disse, segurando Annabeth pela cintura. Desviamos dos cacos de vidro, "mamãe vai me matar", e entramos no meu quarto.

Tentei procurar algumas cobertas com Annabeth ao meu lado. Como não encontrei fui ligar a luz, que obviamente não ascendeu. Praguejei enquanto Annabeth ria da minha cara. Ela parou ao meu lado e envolveu meu rosto com suas mãos delicadas.

–Mas é um cabeça de algas — ela disse, me beijando.

Nos deitamos só com duas cobertas, com Annabeth virada para mim, com as mãos em meu peito e a cabeça escondida debaixo de meu queixo. Seus pés estavam gelados, então entrelacei os meus nos seus para esquentá-los. A envolvi em um abraço, e, assim, dormimos.

Notas finais
É isso! Não consigo fazer capítulo muuuuito grandes. Mas tentarei postar com frequência!
O que acharam??