Simplesmente Percabeth
4 Os três
Notas iniciais
Quarto capítulo for you!!
Nos vemos nas notas finais.
ACORDEI DE súbito com cinco batidas na porta. Não havia mais barulho de trovões, somente o que parecia uma fina garoa.
Annabeth resmungou qualquer coisa e levantou da cama. A luz simplesmente ascendeu e tapei meu rosto com a coberta, cegado com o clarão que apareceu do nada.
Saí de baixo das cobertas piscando muito os olhos, me acostumando com a claridade. Annabeth estava com os olhos semicerrados e o cabelo louro todo emaranhado, ainda na minha camisa azul e o short. Mesmo assim continuava linda, por isso sorri.
-Por que está sorrindo assim Cabeça de algas? — ela perguntou.
Levantei e fui até seu lado, dando-lhe um abraço.
-Porque você é linda — dei um beijo em sua testa. Quando ia beijar sua boca, ela desviou.
-Cabeça de algas — ela disse.
-Hum?
-Pode me fazer um favor? — ela disse, passando as mãos pelos meus cabelos. Assenti e um sorriso surgiu no rosto dela. — Vá escovar os dentes.
Ela se soltou de mim e colocou a mão em meu rosto.
Não pude evitar uma gargalhada. Novamente ouvi batidas na porta.
-Vocês vem ou não? — a voz de Groover gritou lá de fora.
Suspirei e sai do quarto para que Annabeth pudesse se arrumar.
-E aí, cara? — Groover deu umas batidinhas em minhas costas.
-Como anda conscientizando as pessoas sobre o meio ambiente? — perguntei. Ele já aceitava super naturalmente o fato de Pã ter-se ido, e, junto com outros sátiros saía nas suas missões.
-Não está fácil não... — ele disse. — Mas nós tentamos. Nunca vou desistir, por Pã!
Annabeth saiu do quarto com sua roupa de ontem já seca.
-Vou preparar alguma coisa para comer — ela murmurou sorrindo e foi até a cozinha.
Fui até meu quarto para me trocar. Quando cheguei até à cozinha Annabeth estava de pé trazendo um bule de café para a mesa. Groover estava sentado em uma cadeira mastigando o guardanapo como se fosse algo delicioso.
Também sentei a mesa e fui recebido com um beijo na bochecha de Annebth.
-Posso te beijar agora? — perguntei, tentando disfarçar o sorriso.
-Agora pode — ela respondeu, me dando um longo beijo.
-Ei! — Groover gritou, e nos separamos. — Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas não é divertido segurar vela! Comam de uma vez que precisamos partir.
Comemos os três em silêncio. Antes de sair, lavamos e secamos a louça. Tentei escrever um bilhete explicando à mamãe o que havia acontecido; arrumei uma mochila com roupas extras, um pouco de néctar e ambrosia que tinha em casa; uns sanduíches, barras de cereal e garrafas de água.
Saímos e tranquei a porta. Passei minha cópia da chave por de baixo da porta e descemos as escadas.
Lá fora, o céu ainda estava escuro. As luzes haviam voltado. Raios eram avistados ao longe, mas não se ouviam trovões. Não chovia e nem havia garoa.
Olhei para minha namorada e Groover, murmurei:
-Parece que somos só nós três de novo. .
Notas finais
Até logo!!
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