Simplesmente Complicado
16 Capítulo 16 - A Princesa Borralheira
Notas iniciais
Jane vestiu a fantasia de fada e foi até a festa com umas amigas. Ela tentou ligar para Gareth que não atendeu. Sabia que ele não estava animado com a festa, mas não ir no último momento e deixa-la sem notícias era outra coisa… Ela tentou falar com Sue que a ignorou…
“Já que é tão insistente, eu vou falar…” Ela falou com um sorriso cínico… “Ele está trabalhando agora… Ajudando com as despesas…”
“Ele não me contou nada.”
“E por que contaria? Você é só uma distração…”
Peter se desculpou com Jane pela atitude rude de Sue a arrastando para longe. Ele estava vestido de lobisomem, com uma blusa e calça rasgadas, orelhas e uma calda peludas completavam sua fantasia. Sue estava com um longo vestido branco com manchas vermelhas imitando sangue, uma maquiagem preta nos olhos e a boca vermelha, além de maquiagem vermelha simulando enforcamento e arranhões.
“Eu não gosto dela…”
“Você não gosta de ninguém que chega perto dele….” Ele a puxou para um canto isolado da festa e beijou seu pescoço. “Essa festa está muito parada…”
“Eu sei de algo que pode animar a festa…”
“Sexo, drogas e Rock’n’Roll?” James apareceu na frente deles o assustando. Ele estava normal e só estava lá por insistência de Peter. “Você me chamou para a festa, então vou te perturbar até você dizer chega.”
“Isso é injusto…” Sue cruzou os braços e bufou como uma criança mimada. “Por que chamou ele?”
“Sou o melhor amigo dele…. Sou mais importante que você.”
“Os dois são igualmente importantes…” Ele fuzilou James com o olhar e abraçou Sue carinhosamente. “Ele vai encontrar uma diversão… Tenho certeza disso.”
Não demorou muito tempo para Debbie chegar acompanhada de Joe. Os dois estavam perfeitos de Morte, e tinham uma maquiagem no rosto os fazendo parecer caveiras. Bridget os maquiou tanto que Debbie insistiu, de acordo com ela a fantasia não estaria completa.
O irmão de James e o resto da banda estavam no palco se preparando para tocar. Seria o melhor do rock e metal em uma única noite. O colégio não autorizou bebidas, porém muitos alunos trouxeram escondidos garrafas de cerveja, vodka, energéticos, entre outros…
“Alguém podia fazer uma caipirinha?” James perguntou se escorando nos alunos mais velhos. O outro irmão dele que estava vestido de caçador de vampiros serviu um copo e o entregou. “Valeu, Sinbad… Mais isso ainda não é caipirinha…”
“Você não é mulher gravida, para eu ter que atender seus desejos…”
“Vou até o Juan, ele está vestido de gênio…”
James tinha uma forma incomum de tratar as pessoas, inclusive seus familiares. Ele não admitia que precisava de consolo e atenção. Agia como um adulto e não tinha medo das consequências. Em parte seus irmãos sabiam que ele não era tão forte, mas nunca a jogaram para baixo ou tentaram destruir aquela barreira que formara.
A festa havia ficado animada até certo ponto e Debbie dançava com Joe uma valsa lenta ao som pesado do metal. Ninguém falava nada sobre o que cada um estava fazendo, alguns estavam mais bêbados que outros e riam sem parar.
Quando James a viu entrar no ginásio seu coração parou. Ela estava com um vestido rosa claro colado no corpo, suas pernas estavam a mostra e ela calçava um salto alto rosa escuro e branco. Tinha uma maquiagem impecável, seus cabelos estavam soltos e ondulados. Ela tinha uma tiara prata pequena na cabeça e outros acessórios em prata.
Debbie parou de dançar e andou até a amiga. Quando perguntou o que ela estava fazendo na festa, Bridget sorriu educadamente.
“Não pude deixar de vestir meu melhor personagem…” Ela fixou o olhar em James. Ele também não estava fantasiado, mas de certa forma os dois possuíam mascaras. “Cuidado, sua máscara pode cair…”
Ela passou pelos presentes na festa indo até a pista de dança. Quem ainda estava sóbrio a olhava com espanto e algumas garotas a estavam invejando. Ela se divertiu bebendo e dançando como se nada mais importasse.
James tirou da mão dela o copo de cerveja. A loira tentou pegar de volta, entretanto ele jogou o copo no lixo. Ela estava ficando bêbada e ele se sentia no dever de protegê-la. Depois de convence-la a ir para casa com ele. Ela ficou calada todo o percurso. Ele a deixou na sala e pegou um copo de agua para ela.
“Você não está tão bêbada…”
“Por que você faz isso?” James a perguntou confuso o que estava fazendo. “Você sabe… Cuidar de mim… Não me deixar só.”
Ele sorriu sentando do lado dela. A puxou para seus braços e beijou seu cabelo. Acariciou abaixo de seus seios a beijando no pescoço. Passou uma das mãos pela parte interna da coxa dela a fazendo rir. Ela segurou sua mão quando ele ia acaricia-la.
“Esqueci que ainda está chateada.”
Ela virou se apoiando nele e o olhando fixamente. Sua perna estava entre as dele, ela se pressionou contra ele o fazendo gemer baixo. Suas mãos percorreram abaixo de sua camisa. Ela beijou seu pescoço e mordiscou na orelha. Ela o olhou distante com um sorriso triste.
“Por que eu não sou levada a sério?” Ela abaixou a cabeça querendo chorar. “Por que a única coisa que querem é ter sexo comigo?”
James a abraçou e afagou seu cabelo. Ele compreendia os temores dela, mesmo ele tendo usado mais que qualquer um. Ele levantou o rosto dela, a maquiagem borrada e olhos vermelhos. Ela era linda de qualquer forma fora seu pensamento.
“Eu disse que não vou dizer o que quer ouvir.” Ela baixou a cabeça triste novamente, ele a levantou de leve beijando seu topo. “Você é minha. Isso só não basta?”
“Sua o que?!” Ela o bateu se afastando. “Sua puta?! Seu objeto sexual que pode fazer o que quiser?!”
Ele revirou os olhos e segurou seus pulsos com firmeza. Ela começou a chorar tentando se soltar.
“Eu vou falar isso apenas uma vez. E é melhor não pedir para eu repetir.” Ele a soltou e secou as lagrimas dela a fazendo encara-lo. “Eu sinto sua falta e tenho sentimentos fortes por você.”
“Isso não basta…”
Ela se levantou e foi para a casa dela. Ele não a impediu ou chorou. Apenas pegou o celular e ficou vendo aa foto que tinha dela dormindo em sua cama. Ele não lembrava por que tirou aquela foto, não sabia o que sentia em relação a ida dela. O cheiro dela estava em todo lugar, ainda podia sentir o calor de suas mãos percorrendo seu corpo e ouvindo seus gemidos de prazer.
Ao mesmo tempo tinha imagem dela acordando sorrindo, pulando da cama como uma criança e ligando seu stereo para ouvir músicas pop enquanto se vestia. Suas palavras ríspidas com cinismo nunca a atingiam, ela apenas respondia a altura rindo ou fingindo estar seria. Ela parecia muito mais jovem sem maquiagem e em seus braços mesmo sendo uma mulher era doce como uma menina.
Ele chorou silenciosamente indo deitar na cama observava a luz do quarto dela. As cortinas estavam fechadas, mesmo assim ele podia ver ela se movimentar de um lado a outro.
Fale com o autor