Simplesmente Complicado

17 Capítulo 17 - Lobo Mal...


Notas iniciais
Eu sei que demorei muito, mas tive uns imprevistos... (Meus peixes morreram de causas estranhas e inesperadas)... De qualquer forma, eu gostaria de agradecer a todos vocês que leem esse original... Espero que gostem do capitulo...

Debbie saiu de braços dados a Joe depois da festa. Eles ganharam como melhor fantasia, pela incrível maquiagem feita por Bridget. Ela não sabia muito bem o que aconteceu com a loira. Apenas ouviu que foi embora mais cedo arrastada por James.

“Eu deveria ligar para Bridget...”

“Eu acho que está tarde e da forma como bebeu, já deve estar dormindo.”

A morena concordou e ergue a foice no ar. Ela está usando a melhor fantasia de todas, sentia que a qualquer momento podia ajudar uma alma a passar para o outro lado. Joe segurou sua mão e se inclinou sobre ela. Depositou um beijo em sua bochecha.

“Chegamos. Boa noite.”

Ele se virou e Debbie sentiu seu coração apertar. Ela esperava que ele a beijasse de verdade. Ficou decepcionada quando seus lábios tocaram sua pele. Algo havia mudado, ela sentia a necessidade de tê-lo por perto. Mesmo que ainda se incomodasse com o relacionamento de Gary e Jane. Ela correu até ele o virando para si.

“Disse que era bem insistente. Esperava também que fosse...” Ele a puxou para si selando seus lábios. Passando a mão por seus cabelos a fazendo tremer. Sua língua passeava em sua boca, provocando sensações desconhecidas. Ela se afastou para pegar folego. “Ousado...”

Ela riu envergonhada enquanto ele a segurava perto do busto e percorria seu pescoço com uma trilha de beijos. Quando o clima pareceu ficar mais quente Debbie se afastou segurando suas mãos e o dando um selinho.

“Eu estou cansada e essa é a frente da minha casa.”

Ele riu e a aproximou de si. Ela ficou rubra com o cantado de suas mãos entre si.

“Eu si que essa frase se resume em você é virgem...” Ela ia protestar, mas ele estava certo. “Eu a respeito e não farei nada que não queira.”

Ela soltou suas mãos e o abraçou. Ficaram assim por um longo tempo apenas sentindo o perfume um do outro. Debbie sorriu e o beijou de leve antes de ir para casa. Ele ria a vendo totalmente vermelha e arfante.

Sue observava cada canto da casa antes de pedir para Pete entrar. Ele não conhecia sua casa e achou extremamente linda ainda que simples.

“Onde é o banheiro?”

“Está vendo aquela porta? É a do banheiro.” Ela estava impaciente e vigilante. “Pete, vai demorar muito? Se eles chegarem em casa e encontra-lo aqui...”

“Por que se preocupar tanto?” Ele beijou o topo de sua cabeça quando saiu de lá. “Seu quarto é lá em cima?”

Ela segurou sua mão o guiando até seu quarto. Pete era um bom amante porém nunca entrou em sua casa. Ela ficou nervosa com seu quarto rosa claro decorado com borboletas e flores. Era feminino e infantil em alguns pontos.

“Quer tomar banho antes de começar?”

A frieza de sua pergunta não a assustava. Ele sempre era calmo e paciente a esperando se sentir confortável. Pete não foi seu primeiro amor e ela esteve com um rapaz tão virgem quanto ela. Infelizmente depois que ele descobriu os prazeres do sexo, pareceu um animal selvagem que não se saciava nunca. Ela disse que não aguentava aquela situação e ele se descontrolou.

A cena estava passando como um filme na mente de Sue. O momento em que ela se esquivou dele o fazendo cair do quinto andar do prédio. Ele caiu com o rosto para baixo e podia se ver uma imensa poça de sangue. Ela ligou para a polícia contando tudo que ocorrera. Para sua sorte uma senhora havia visto a cena e inocentando de qualquer suspeita.

Ela sorriu sem jeito e entrou no banheiro. Lavou o rosto e respirou fundo. Ela tentava esquecer e dizer a si que não fora a culpada. Sue tomou um banho rápido saindo de toalha. Pete estava sem blusa deitado de lado em sua cama. Ela gostava dele agindo de forma possesiva e algumas vezes malvada. Na hora do sexo não era muito diferente. Ela se descobriu uma perfeita masoquista quando ele sem querer a machucou e ela apenas sentiu prazer.

Ela gostava de se sentir dominada e segura ao mesmo tempo. Ele a tomava de forma possesiva e firme. Tinha uma segurança no olhar que a fazia relaxar em seus braços. Aquela forma de amor não era ruim, apenas diferente. Ele não era um louco ou maníaco. Pete não demostrava o ciúme de forma clara e explosiva, ao contrário ele agia frio e a mantinha perto de si. Olhava seus rivais com um olhar de vitória enquanto a beijava, via como eles se sentiam vencidos e arrasados.

“O que está em sua mente?”

Pete tinha levantado da cama e andado até ela que se mantinha parada por cerca de um minuto. Ela negou com a cabeça e sentou na cama o puxando para sua frente. Ele observou sua nudez se deleitando com sua pele clara e seios firmes. Ela possuía um corpo de menina e era extremante sensível ao seu toque.

“Pete...” Ela gemia baixo enquanto ele acariciava seu íntimo. Pete tinha uma expressão séria, entretanto não era fria. Ele sentia a paixão em seus gemidos e ficava feliz internamente. Porém aquilo não era suficiente para o outro sentimento que o habiatava.

Ele se inclinou e pegou as orelhas de lobo de sua fantasia, as pôs em Sue que ficou confusa. Seu sorriso malicioso a fez tremer um pouco. Ele estava enigmático e não falaria o que estava tramando. Ele a levantou com facilidade da cama e a pôs no chão. Em seguida sentou na cama a sua frente. Pegou seu queixo e quando ia beija-la parou.

“Implore por um carinho meu...”

“Como?” Ele se inclinou sobre ela e mordeu de leve sua orelha. E sussurrou em seu ouvido. “Quer que aja como um cachorro?!”

Ele a mandou de calar dizendo que não podia alarmar os vizinhos. Ela ficou emburrada cruzando os braços.

“Não seria um cachorro...” Ele fingiu parar para pensar. “Seria mais como uma cadelinha...”

“Muito menos gosto desse título!” Ele a fez sentar novamente e a encarou. “Isso já é maldade demais.”

“Ao contrário...” Ele acariciou seu cabelo e parou nas orelhas de lobo. “Isso é exatamente o que queria desde o início.”

“O que quer dizer com isso?”

Ele a deteve novamente de se levantar. Agora seus olhos mostravam um fogo estranho e perigoso. Pete sorriu maliciosamente e frio, como James faria enquanto jogava uns contra os outros. Pegou seus cabelos com força e a manteve o olhando. Ele não diria a causa de sua irritação, apenas deixaria que ela fraquejasse e se denunciasse.

“Eu mudei... E vai ter que se acostumar com isso...” Ela queria chorar suprimindo as lagrimas perguntou por que estava agindo daquela forma. “São só jogos... Nada pessoal.”

Ele viu um brilho incomum em seu olhar e a puxou com força contra si. Seus cabelos emaranhados em sua mão e o corpo dela vacilando em se sustentar. Entretanto aquele brilho ainda estava lá e ele queria apagar aquilo por completo.

Pete com a outra mão abriu o zíper da calça e pôs Sue sentada em sua frente. Ele expos seu membro e a ordenou que fizesse um bom trabalho. Em parte ele queria ter o prazer daquele contato e em outra apenas esperava que ela recobrasse a consciência não o fazendo.

Suas mãos foram até ele a acariciando e o deixando decepcionado. Ela o lambia provocando um êxtase que ele mascarava com uma expressão fria de certo falso contentamento. Ela o deixava cada vez mais rígido e latejante em seus lábios.

Mesmo tudo aqui sendo um jogo de sua insegurança ele iria até o fim. Ele a afastou bruscamente a jogando na cama. Ela sorriu contente e arfante, o que o fez ficar irritado internamente. Sem nenhum aviso ele a penetrou propriamente com proteção. Ele estava sério e frio por fora enquanto seu interior pagava fogo. O ritmo era rápido e brutal mesmo assim Sue estava se derretendo em gemidos e gritos, inclusive pedia mais rápido e forte.

Ele continuou o ritmo de forma frenética e quando estava quase gozando ouviu entre os gemidos dela o nome de James escapar por sua boca. Irritado saiu bruscamente dela a deixando confusa. Ele pegou o celular no chão perto da cama e salvou a gravação. A pôs para ouvir no ponto final.

"James..." A voz dela saía em gemidos enlouquecidos e baixos. "Mais... James mais..."

Ele não pode acreditar que ela o havia chamado duas vezes enquanto tinham sexo. Então ele não tinha ficado paranoico ou possesivo o suficiente para ter a ideia de colocar tudo para ser gravado. Desde que ficou sozinho no quarto a esperando estava sentado na cama. A janela aberta fez alguns papeis voarem, ele prontamente a fechou e recolheu os papeis. E viu um que era uma folha arrancada de um diário.

"Querido diário,

Hoje estou desolada. Vi James beijando Bridget no parque. Pareciam tão íntimos. Senti muita tristeza e sai de lá correndo. Gostar dele sempre foi difícil, mas agora é simplesmente impossível. Aparentemente ele gosta mais do tipo mais velhas com corpos volumosos. Queria tanto estar no lugar dela. Ter suas mãos me acariciando enquanto me beija.

Depois disso encontrei com Pete, ele é um bom amigo e sabe meus gostos. Acho que posso superar meu amor não correspondido com sua amizade."

Aquilo foi o estopim para relembrar todos os acontecimentos. Desde encontra-la chorando no parque até a primeira vez que ela se mostrou interessada por ele. Ele percebeu que seu novo eu era tão semelhante a James que Sue se sentira atraída por ele. Tentando desmentir suas premissas bolou um plano rápido para descobrir seus sentimentos. Iria incorporar totalmente a aura de James, agindo impulsivamente e não se importando com a opinião dela.

Em sua percepção James sempre fora indiferente a Sue, e praticamente a tratava como um cachorrinho. Ela sempre fazia o que ele queria e se deixava ser comandada. Assim teve a ideia de pegar as orelhas de sua fantasia e insinuar que ela tinha que agir como sua cadelinha. No início a reação dela o deixou contente, pôs ela se recusou a agir como tal. Entretendo quando ela sucumbiu ao jogo, seu desespero cresceu. Continuou agindo friamente como James faria, e cada vez mais irritado em continuar com tudo aquilo.

Ela caiu em sua armadilha. A doce e pequena chapeuzinho vermelho nas garras e presas do lobo mal. Ela se deixou levar vendo nele o reflexo de James. Ele esperava que ela não o fizesse, e seu coração foi apunhalado quando ouviu o nome dele entre seus lábios.

Peter vestiu a camisa e os tênis. Quando ia saindo entre os protestos chorosos de Sue, lembrou das orelhas de lobo. Faziam parte de sua fantasia e eram dele, então ele chegou bem perto dela e as arrancou bruscamente. Durante o caminho inteiro ela tentou detê-lo falando que podia explicar. Naquele momento o que ele queria fazer era apenas ouvir uma explicação de James.

Notas finais
Eu sei muito dramático... O que acham que vai acontecer entre Peter e James agora?