Simplesmente Assim
3 Capítulo 3 - Orgulho Ferido.
Notas iniciais
Pelo sorriso oferecido que a garçonete lançava em direção a Matteo enquanto anotava seu pedido, deixava bem evidente que ele já devia ter saído com ela, por outro lado, como não a tratava com certa intimidade pode ser que possivelmente haveria uma chance de sair em breve.
Luna observa a cena diante de seus olhos, e morde seus lábios não sabendo se ficava irritada por agora garçonete está atrasando a conversa que precisa ter com Matteo ou ria por ver o quanto a garçonete está sendo ridícula, não que Matteo estivesse sendo indiferente a forma que ela demonstrar está afim dele, até porque, o rapaz de maneira interessante demonstrava corresponder o interesse dela de uma forma singular e sedutora. Luna poderia jurar que com aquele olhar Matteo faria sem uma gota de esforço qualquer mulher que quisesse ficar nua sem pestanejar. Não que isso funcionaria com ela, mas estava sendo bem interessante ver um cafajeste levar seu jogo de sedução a outro nível.
—Vou buscar seu pedido. Não demoro... – disse a garçonete antes de começar distanciar lentamente da mesa onde Luna e Matteo estão, olhando sugestivamente para ele.
No entanto, Matteo não fica por muito tempo olhando a garçonete, na verdade, assim que ela se afasta ele volta a olhar para Luna, que parecia um tanto divertida com a cena que acabara de ver.
—Então. Não vai falar o quer comigo? – ele perguntou chamando atenção da morena de olhos verdes.
Luna volta adotar uma posição seria, mas não perde a oportunidade de alfinetar Matteo.
—Sim, mas não prefere esperar um pouco? Sua fã não vai demorar a trazer seu café da manhã, e com certeza posso aguentar outra cena de babação.
Matteo da um sorriso torto e responde.
—Por acaso isso é ciúme?
Luna bufa em desdém, mas responde a altura.
—Ciúmes do que não tem e nem pensa ter? Essa palavra não existe no meu vocabulário. – ela percebe que mesmo está falando a verdade, Matteo parecia não se convencer, mas não iria dar brecha para ele continuar com insinuações para aumentar o seu ego. –Então... Vamos ao que interessa?
Ele dar de ombro dizendo.
—É melhor mesmo. Além do mais esperar que preparem ovos mexidos com bacon e panquecas, isso vai demorar bastante para que possamos conversar.
Surpresa, Luna se deu conta de que ficou tão distraída com a garçonete flertando Matteo com olhares que não escutou ele pedir aquilo tudo para seu café da manhã, e com certeza o preparo será um pouco demorado.
—Certo... Então vamos lá. – ela diz por fim tomando folego e olhando seriamente para o rapaz. – Eu sei que deve está pensando que sou uma maluca por ter pedi que viesse se encontrar comigo sem dizer nada. Mas vai por mim, que depois de saber do que se trata vai entender.
—Então fale logo. – ele disse impaciente cruzando seus braços na altura do peito ao recostar suas costas no encosto da cadeira em que está sentando.
Pela primeira vez, Luna se da conta de que não havia pensado como o pediria algo tão delicado a um cara que mal conheça, sem deixa-lo confuso ou risse dela por achar que esteja fazendo uma piada. E agora não havia mais tempo de pensar, então sua única alternativa era falar de uma vez.
—Matteo eu pedi para que viesse porque preciso que faça um favor muito importante para mim. E não será de graça. Vou pagar a você o valor justo... – Luna apesar de não ter sido totalmente direta, acaba sendo interrompida por Matteo.
—Já entendi. Você quer que eu finja ser seu namorado, não é? Sabia! – ele fala sorrido de maneira sacana e vitorioso sem ao menos deixa-la terminar de falar. Com isso, ele inclina o seu corpo apoiando seus cotovelos na mesa não deixando de encarar Luna. – Escuta, apesar de você ser bonita e acredito que até gostosa por debaixo dessa roupa, infelizmente não poderei te ajudar nem me pagando. Não me leva mal, mas eu não namoro sério com ninguém e tão pouco finjo ser namorado...
Luna o encara com seus lábios entre abertos como se não acreditasse que poderia existir alguém tão idiota e cheio de si como ele. Porem não poderia culpa-lo por entender tudo errado já que ela ao invés de ser direta começou a enrolar tentando justificar e explicar suas atitudes.
—Matteo. Não quero que finja ser nada meu e tão pouco que seja de verdade. – contendo a irritação, Luna continua manter a seriedade, porque precisa mostrar para ele que estava falando serio e que nada o que ainda teria a dizer fosse piada. Com uma expressão confusa e um tanto decepcionada do rapaz, ela pode ver que conseguiu seu êxito.
—Tudo bem, então me diga que favor precisa que eu faça. – ele recosta suas costas novamente no encosto da cadeira dessa vez mantendo seus braços esticados e suas mãos cruzadas na outra em cima da mesa a encarando na espera da resposta.
Sem enrolações, Luna responde de uma vez.
—Quero que tire minha virgindade.
Mesmo que o primeiro pensamento do que Luna queria com ele não fosse o que acreditou, imaginou que poderia ser outras coisas, mas não aquilo que acabara de escutar. Os olhos de Matteo se abriram voluntariamente surpresos ao escutar o favor que Luna quer que ele faça. Se tivesse comendo ou bebendo algo, com certeza já teria se engasgado.
Matteo depois de alguns segundos encarando Luna que mantinha sua expressão decidida e seria, acreditando que em algum momento caísse na gargalhada dizendo que tudo o que falou fosse uma brincadeira, mas não aconteceu, na verdade foi ele mesmo que acabou rindo.
Luna continuou encarar Matteo a espera de uma reação ou resposta sem deixar se abalar, e quando o viu começar a rir histericamente de sua cara somente esperou que parasse para ela voltar a falar.
“Legal! Agora sou palhaça desse idiota” – pensou ela.
Ele não conseguia parar de rir, até que percebe que Luna continuava a encará-lo sem se abalar por ele está rindo de sua cara. Nesse momento, toda graça que achou começou a desvanecer.
—Desculpa. – disse ele conseguindo conter o riso. – É que acho que eu não escutei direito... Você disse que...
—Que preciso que transe comigo para tirar minha virgindade. – ela o interrompe repetindo novamente o que já havia dito.
Dessa vez, toda graça que ele sentiu morreu ao ver que realmente Luna falava serio.
—Você ficou maluca ou isso é algum truque? – Matteo não seguia acreditar. – Ah, já sei! É a mais nova armadilha para tentar ser convertida minha namorada, certo?
Luna adota uma expressão incrédula com o que Matteo sugeria. Mas não se irritou por isso, pois com certeza muitas garotas deva ter feito algo para que ele as tomasse como namorada.
—Truque? Não sei o que está falando, e seja o que for não me interessa. – a morena responde indiferente.
—Oh gata. Para com esse jogo porque sua mascara caiu. – ele parecia preferir criar suposições do que enxergar a verdade.
“Deus! Dai-me paciência...”. – ela pensa rolando os olhos.
—Matteo, cala a boca e me escuta. — ela fala começando a perder a paciência. – Não tem truque, joguinho ou que mais acredita ser. Não tenho ilusões ou desejo de ser convertida a sua namorada ou sei lá o que. Entenda que tudo o que quero e peço já lhe disse, e se ainda não entendeu, vou repetir devagar e pausadamente para que entenda de uma vez por todas... Eu. Quero. Que. Tire. A. Minha. Virgindade. Entendeu agora ou quer que eu desenhe?
Matteo finalmente percebe que Luna realmente está falando serio, mas ainda sim não deixa de ser uma loucura. Não que ele nunca tenha desvirginado uma garota, só que isso foi no colegial, mas agora... Não, não entende por que dessa loucura. Não entende porque ela escolheu logo ele para isso.
—Okay. – ele diz finalmente mostrando ter entendido. – Acredito em você e no que quer. Mas me explica direito esse negocio de virgindade e porque eu ter sido o escolhido para tal proeza.
Tranquilamente ela responde.
—Bem, deixando claro que não há intenção romântica nessa história. Não sou do tipo de garota que sonho encontrar um grande amor e me entregar para ele numa linda noite romântica e perfeita.
—É tô percebendo. – ele a interrompe. – Só ainda não decidi se isso é por loucura ou alguma anormalidade.
Luna sorri ironicamente, mas não se sente ofendida, na verdade via um pouco de humor nos pensamentos dele.
—Anormal, pensamentos atípico, talvez, mas loucura isso não. – com essa resposta, Matteo ergue sua sobrancelha esquerda, mas não rebate e a morena continua a falar. — Como não há muito tempo para te explicar farei um breve resumo para que entenda meus motivos. Como já disse não tenho pensamentos românticos quanto a isso... Passei parte da minha adolescência e esse começo da minha vida adulta namorando o mesmo cara que a cada dia mostrava que não merecia que me entregasse a ele e fora outras razões. Isso nunca foi problema para mim nem mesmo quando ele passou a me trair porque não transavamos. A questão Matteo é que quero seguir uma nova etapa em minha vida passando a ter uma vida sexual tranquila sem arrependimentos por ter aberto as pernas para um idiota com que me apaixonei e no fim me descartar como lixo. Pode até me achar louca e não conseguir me entender, mas eu não quero assim como todos idealizam que uma garota e seu romantismo devam fazer.
Matteo não via hesitação ou sinal de mentira nas palavras de Luna, mas ainda sim não conseguia acreditar que alguém poderia ter esses pensamentos. Por outro lado, pensou que se todas as garotas pensassem como ela, pouparia a todos de tanto chororó de mulherzinha iludida.
—Certo. – ele disse por fim. – Me diga onde entro nessa história?
Luna respira fundo, sem deixar de olhar em seus olhos.
—Eu não sei. Não foi nada premeditado. A escolha e a certeza que você seria a pessoa ideal foram poucos minutos antes de falar com você, já que estava decidida em fazer seja com que fosse. – ela sorri se interrompendo por um segundo para ficar seria novamente. – Não me leve a mal, mas apesar de agora saber mais sobre você, até ontem à noite eu nunca havia o reparado, não sabia da sua existência relevante. Então surgiu uma conversa sobre você entre as minhas amigas e perguntei. Então pelo pouco que me contaram, e principalmente o importante que é um cara que não fica mais de uma vez com a mesma mulher, então percebi que seria o cara certo para me ajudar.
Matteo não fica feliz pela forma que ela se referia a sua pessoa, como se fosse superior a ele e não hesita em mostrar sua insatisfação.
—Se quer transar e perder a virgindade com um cara sem vinculo romântico, então porque não vai para uma balada e sai com o primeiro cara que vir até você?
Por sorte, Luna havia escolhido se sentar num lugar mais reservada e para melhorar, não havia quase ninguém ali para que escutasse a conversa que estava tendo.
Ela dar de ombros com a pergunta de Matteo.
—Bem, terei que fazer isso se não aceitar me ajudar, ou ter que usar os meus próprios dedos e em ultimo caso, sob ajuda de um consolo, o que seria bem doloroso e não é isso que quero. E só não optei em seguir por essa sequencia logica logo de cara, porque apesar de não seguir os padrões convencionais, não significa que não possa ser de maneira consensual, sem omissão da verdade e por qualquer um, ainda que não tenha vinculo ou tido qualquer atração. Tanto que no momento senti que você seria a pessoa ideal, optei em conversar e expor a situação dando o direito a você de saber a verdade e decidir se quer ou não. Ao contrario de esconder e bancar uma das garotas que você sai e só saber que está desvirginando a mim quando enfiar seu pênis e eu der um grito de dor. E ainda que sejam uns momentos de sexo e depois mais nada, isso não me tira o direito de ter prazer, e segundo sua fama você não decepciona quanto a isso.
Mesmo com toda aquela explicação convincente, Matteo ainda estava irritado e desconfortável com aquela situação. Não queria fazer isso, mesmo ela tendo dito todas aquelas coisas e mostrando que depois de tudo não ficaria em seu pé bancando a vitima.
—Eu não sei não... Isso parece loucura. E mesmo assim você está errada e não sou cara certo. Não quero tirar o lacre de ninguém. – ele recusa.
Luna não se abala, e novamente tenta argumenta mencionando um incentivo.
—Matteo o favor que peço, já disse que não será de graça. Eu vou pagá-lo.
—COMO É QUE É? – Matteo não consegue controlar a sua revolta pelo que a morena acabou de falar e acaba falando mais alto de que deveria.
—Ei fale baixo. – Luna o repreende ao ver que as poucas pessoas que estão ali olhavam em direção a eles. Mesmo estando sentados um pouco afastados, ela não queria chamar atenção deles para que se esforçassem a tentar ouvir.
Matteo nega ainda revoltado.
—Falar baixo porra nenhum, sua maluca sem noção. – ele não se importa em ofendê-la, ate porque Luna o fez ainda que precisando de sua ajuda. – Não é porque sou popular com as mulheres por trata-las bem dando prazer, que isso significa que já tenho aceitado algum tipo de pagamento, dou a elas o que quer e recebo o que quero de graça. Deu pra entender que não sou garoto de programa?
Indiferente à ofensa que Matteo está sentindo, Luna responde nada abalada com sua reação.
—Oh, então me desculpa por tê-lo ofendido. Acho que me expressei mal quando falei em pagar a você pelo favor... O que eu quis dizer que na verdade é que, se aceitar em me ajudar te darei certa quantia em dinheiro como forma de agradecimento pelo que fez por mim. E isso não o faz ser um garoto de programa, certo?
Se houvesse naquele momento uma possibilidade de estrangular uma pessoa somente com um olhar, poderia dizer o que é o que Matteo está fazendo nesse momento. Luna pode ver o quanto ele a mandava tomar naquele lugar em varias posições transmitindo sua ira a ela só pelo seu olhar.
Luna mordeu seu lábio inferior se dando conta de que havia atingido em cheio os culhões da sua dignidade de Matteo. No entanto, não baixaria a guarda já que entrou de cabeça erguida, e não faria agora vendo que pisou na bola.
Como se houvesse controlado sua revolta Matteo pausadamente responde.
—A minha resposta, é não. Se quiser um garoto de programa procure um nos anúncios da internet, e lhe garanto que terá o que quer sem se importar que seja virgem.
—Uau... – ela diz rapidamente quando vê que ele iria se levantar consideravelmente para ir embora. – Não precisa ficar assim... Já disse que não quis ofender.
—Não me ofendeu. Só me encheu a paciência com sua idiotice. – ele rebate não querendo admitir que se sente ofendido.
—Tudo bem... Esquece o pagam... Agradecimento. – ela se corrige, mas ainda mantendo a frieza em sua postura. – Eu sei que não é um garoto de programa, e se quisesse um já teria feito. Mas não quero assim, eu quero você e com você – ela fala a ultima frase com a mesma emoção de uma adolescente declarando seu amor pelo namorado, e isso chama atenção de Matteo deixando nítido que sua guarda baixou um pouco ainda que sua testa esteja franzia pela irritação. – Não quero nada além do momento que seja o suficiente para acontecer o que tem que acontecer, e depois você segue o seu caminho e eu o meu. Sem problemas ou exigência...
Matteo a encara por alguns segundos, vendo que estava focada em convencê-lo a fazer o que ela quer... Nunca havia conhecido uma garota tão maluca sem noção com pensamentos ilógicos, não até o momento que Luna apareceu em sua frente. Jamais imaginou que a garota desatenta a tudo a sua volta que viu andando pelo campus, tivesse pensamentos que apresentou seriamente a ele naquela manhã e tentava convencê-lo a dizer sim. Sem duvida Luna é uma pessoa memorável, irritantemente deliciosamente memorável, ainda que jamais fosse ceder a seu pedido e conhecer se existia algo por baixo de suas roupas que desvanecesse toda má impressão que deixou.
—Não é uma boa ideia. Sinto muito, mas não posso te ajudar. – ele não pode conter a ironia quando colocou aspas ao pronunciar a palavra “ajudar”.
Não há mais duvida para Luna de que Matteo por baixo de sua fama tem sentimentos e princípios e que ela o feriu com suas atitudes. Por outro lado, de uma forma estranha e um tanto obsessivo, não conseguia aceitar a resposta dele como definitivo.
—Não que seja uma má deia. – ela rebate. – Você não gostou da maneira que apresentei as coisas e de certa forma o ofendi. Sendo assim, não acho certo que me de uma resposta definitiva agora. Eu não tenho pressa e posso esperar que você coloque sua mente no lugar e reflita todos pros e contras tomando sua decisão definitiva.
Matteo nega com a cabeça falando em seguida.
—Qual a parte que você não entendeu? Minha resposta é não. – mesmo ele mantendo sua voz serena, deixa visível a irritação pela insistência da morena de olhos verdes.
Luna continua a ignora-lo.
—Meu Deus, eu não sou surda. Já entendi... Só acho que não custa pensar mais um pouco sobre o assunto com calma... – ela insiste. – Só peço que pense um pouco e se no fim continuar tendo a mesma decisão, que seja.
Sem esperar que Matteo responda, ela abre a sua mochila pegando um bloco e uma caneta, e anotando o número de seu celular. Matteo a observa sem dizer nada ate que Luna destaca a pequena folha e desliza em cima da mesa na sua direção.
—Tome. Esse é meu numero. Pense e se mudar de ideia, me liga. Se não, esquece tudo o que conversamos e haja como se nunca tivéssemos nos encontrado ou falamos. Tudo bem?
Ele nega com a cabeça pegando o papel amassando e jogando novamente em cima da mesa como se fosse um guardanapo sujo, dizendo.
—Não tenho o que pensar. É não. Sempre não.
Contrariada, Luna se levanta pegando suas coisas, e antes de voltar a falar ou ir embora, coloca uma nota em cima da mesa para pagar o que comeu. Fazendo isso ela olha para Matteo que mantinha a mesma expressão firma sem sinal de que mudaria de ideia. Derrotada, mas não querendo admitir, ela demonstra indiferença e dar de ombro.
—Está bem, então. Adeus! – sem esperar por resposta ela vai embora sem olhar para trás.
Matteo observa Luna ir embora e quando olha pela janela da lanchonete, a vê passando pela calçada sem nenhum sinal de tristeza ou decepção por ele ter recusado o seu pedido. Ele não conseguia acreditar no que aquela garota era capaz e sua existência. Todavia Luna existe sim... Ele pode ate negar em voz alta, mas não pode a si mesmo que queria até dizer sim e que não seria problema, pois seria só mais uma garota com a diferença de ser virgem, mas nada mudaria a sua decisão porque a maneira como Luna conseguiu irrita-lo não teve como dizer sim.
Ele bufa balançando negativamente sua cabeça e se levanta sem ao menos tocar no seu café da manhã que havia pedido e tão pouco percebeu que a garçonete havia levado para ele. Sabendo quanto custava à comida, pegou a quantia em sua carteira e juntou com a nota que Luna havia deixado para pagar o que pediu e deixa ali, mas antes de sair seus olhos vão ao encontro do pequeno papel amassado por ele que contem o número do celular da morena.
Não podia explicar porque, e quando deu por si já havia pegado o papel e desamassado colocando dentro de sua carteira, que na sequencia voltou para o seu bolso, e por fim ele saindo dali sem olhar para trás.
Numa outra rua, Luna caminha em direção à faculdade, especificamente ao bloco correspondente ao que assiste a suas aulas. Como já estava bem longe dos olhos de Matteo deixou sua mascara cair e seus ombros arriarem pelo desanimo... Realmente contava com que ele aceitasse em fazer amor com ela, embora tenha usado a expressão “transar” quando o pediu.
Com sua mania auto defensiva de querer ser superior acabou estragando as coisas e o único cara com quem queria finalmente transar para se livrar da virgindade da maneira que deseja. Seja como for talvez isso seja um castigo ou praga das meninas que não concordavam com aquilo ou ate mesmo Simón, porque já que ela não fez amor com ele, não faria com mais ninguém ainda que implorasse ou pagasse, e de certo modo foi o que aconteceu.
Respirando fundo, ela decide por hora não pensar sobre essa situação e se concentrar na semana que teria de aulas, novos testes e trabalhos, depois se prepararia mentalmente para decidir qual seria o plano B.
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