Simplesmente Assim
4 Capítulo 4 - Desabafo.
Notas iniciais
Três dias depois...
O professor continuava a explicar incansavelmente a matéria, e por mais que se esforçasse em prestar atenção, Matteo não conseguia se concentrar. É o terceiro dia em que se encontra num estado de total falta de atenção e irritação, como se a queda de um alfinete o incomodasse. Todavia, a razão por seu estado emocional está completamente abalado é unicamente porque não conseguia parar de pensar numa certa morena de olhos verdes, cuja a petulância está em alto nível e não obstante, o seu pedido absurdo.
Passaram-se três dias desde que se encontrou com Luna, e mesmo que ele em nenhum momento se arrependeu de sua decisão e tão pouco que não havia mais relevância aquela situação, ainda sim, a morena de olhos verdes e todas as palavras ditas no dia do encontro, pereciam insistir em invadir os pensamentos do rapaz numa frequência exagerada para qualquer ser humano de bom senso. Por conta disso, por mais que ele não quisesse e fazia de tudo para nem ao menos se lembrar de Luna, mesmo assim lá estava ela invadindo os seus pensamentos antes mesmo de conseguir se esforçar para evitar. Matteo não mais a viu, nem mesmo por acaso circulando pelo campus como já havia acontecido antes de quando se falaram pela segunda e ultima vez. Não que ele se incomodasse, mas ficou feliz porque Luna cumprir com suas palavras de que se ele não tenha aceitado, seria como se nunca tivessem se visto e tão pouco trocado um terço de palavras.
Matteo bufa mentalmente, mas sua manifestação interna acabou sendo externa sem se dar conta e foi percebido pelo seu amigo Gastón, que vendo o seu incomodo olha-o de rabo de olho sem dizer nada para voltar a prestar atenção na aula. Se mesmo tendo a chance de evitar, Matteo ver seus pensamentos afogados em Luna. Ele não conseguia acreditar como uma pessoa tão friamente irritante conseguiu tirá-lo do serio a ponto de afetar em sua vida pessoal. Sim, chegou ao cumulo de dispensar por duas vezes duas garotas que estavam a fim de sair com ele, na verdade três vezes dispensou, contando com a loira que ficaria se não fosse Luna aparecer marcando um encontro ilógico que já começou por ai afetá-lo.
—Maluca sem noção... – ele murmurou para si mesmo.
—EI! VOCÊ. Está tendo alguma duvida? – Matteo remexe desconfortavelmente em sua cadeira se dando conta de que havia falado mais alto do que deveria.
Todos seus colegas de turma olhavam para ele esperando que respondesse ao professor expondo sua suposta duvida com a matéria.
—Er... Não, eu só estava conferindo minhas anotações e vi que me esqueci de anotar uma coisa. Perdoa professor se praguejei alto demais. — ele mente.
Gastón que está ao lado de Matteo olha para o caderno dele, e vê que nem ao menos anotou a data da aula. O moreno franziu a testa tendo a certeza de que está acontecendo alguma coisa grave com seu amigo, porque ele não é assim e nunca deixa de anotar algo que seja relevante para apoiar na hora de estudar, fora que vem percebendo que tem uns dias que ele anda meio irritado e desatento, e toda vez que o pergunta o que está acontecendo responde que não tem nada. Então só se limita em fingir que acredita nele e deixando em paz até que queria falar, mas vendo-o ali daquele jeito não iria esperar, falaria com amigo assim que terminasse a aula e se negasse o obrigaria a dizer.
O professor ergue a sobrancelha como se não acreditasse na resposta de Matteo, porem apesar de não ser um professor que conhece todos seus alunos, pelo menos reconhecem aqueles que mostram interesse e se esforçam para tirar uma nota excelente e o que é caso de Matteo, sendo assim não iria questioná-lo e interromper a própria aula para dar sermões quando seu aluno resolve manifestar irritação por algo pequeno.
—Voltamos à matéria. Continuando...
Matteo respira em alivio procura manter concentrado na aula, mas foi inútil porque foi o mesmo que não tivesse vindo à aula. Meia hora depois a aula termina e Matteo paga suas coisa colocando na mochila, mas antes de terminar escuta a voz de Gastón.
—Cara o que foi aquilo na aula? – sua voz soa preocupada e confusa.
Entende onde Gastón queria chegar, mas não queria falar nada e tão pouco conversar. Na verdade conversar sobre a razão de seu estado de espirito implica em ter que contar o que aconteceu. Acontece que Matteo mesmo com a fama que tem nunca foi o cara que contava os detalhes de seus momentos íntimos com cada garota que saiu, sendo momentos não tão bons ou maravilhosos sempre guardou para ele, porque sempre achou que o cara que contava o que fez e aconteceu quando saia com alguém não era atitude de homem, e se fizesse o mesmo ainda que só contasse para seu melhor amigo estaria também se igualando a eles. Por conta disso, era um dos motivos das garotas sempre querer ficar com ele, porque além de dá-las prazer munia de uma descrição impecável. No entanto, a situação que se encontra é diferente, mesmo assim prefere seguir o mesmo padrão que segue ainda que nem ao menos tenha saído com Luna, e que somente tenha conversado com ela, uma conversa não muito agradável, mas ainda sim desnecessária para expor os detalhes para até seu melhor amigo.
—Aquilo que? – Matteo responde fingindo desentendimento fechando a mochila e colocando em seu ombro direito, e encara por fim Gastón que rolou os olhos em sinal de impaciência.
—Pare com esse fingimento Matteo. Sou seu amigo e conheço você. Sei que aconteceu alguma coisa que não quer falar, e se não quer falar é porque é uma coisa que tem haver com detalhes de sexo e mulher. Porque é a única coisa que nem comigo você conversa.
Matteo engole a seco se sentindo encurralado por Gastón, realmente ele o conhecia muito bem.
—Está bem. Aconteceu sim, mas não é nada relevante e que tenha que falar. – ele respondeu por fim caminhando até a saída de sua sala.
Gastón se apressa em alcançar Matteo para rebater.
—Matteo, espera... – ele disse postando-se ao lado do amigo. – Se não é nada relevante, então porque está assim todo estranho? Qual é cara... Sabe que pode se abrir comigo, e não vou sair espalhando por ai o que não é da minha conta e de ninguém. Além do mais, sabe que não sou assim.
Ele nega.
—Não... Não dá pra falar. Prefiro pensar que é nada demais, algo sem importância. Te garanto que não chegou a fundo para ser um assunto proibido, mas o melhor é deixar quieto.
—Esse é o problema. – Gastón rebate. – Se fosse alguma coisa qualquer não estaria assim todo nervoso e irritado. Das duas aulas que tive na mesma turma com você nesses dias eu reparei que não anotou nada das matérias, e seja o que for isso está tomando toda a sua atenção. Se você não quer ficar mal e acabar se ferrando com suas notas, é melhor desabafar. Contar o que está acontecendo e talvez seja por isso que está assim por ficar guardando para si. Desembucha...
Matteo para de caminha já no meio na passarela que leva até a descida do prédio e recosta na pilastra de apoio. Gastón para de frente a ele esperando que finalmente fale o que está acontecendo.
—Tá, você está certo. – como não passava mais ninguém naquela parte, Matteo decide contar a verdade a Gastón. – Domingo lá no bar do Mooho uma garota veio falar comigo...
—Está falando da loira que você pegou? – Gastón o interrompe acreditando que se tratava da garota que viu com seu amigo na noite de domingo, e que obviamente seria a garota daquela noite.
Matteo nega.
—Não... Aquela só dei uns beijos e uns amassos, mas nada. Foi outra garota, e depois meio que fiquei bolado e dispensei à loira.
—Credo. É difícil acreditar ver você dispensando uma garota que já estava certo que teria na cama.
Ele dar de ombro.
—Sempre a uma primeira vez.
—Verdade. – Gastón concorda. – Mas diz ai o que rolou de verdade.
—Cara nem eu acredito e tão pouco pensando quando falando... – ele balança a cabeça em negação mostrando que realmente não acredita.
—Matteo, para de enrolar e fala logo. – Gastón começa a ficar ansioso.
—Okay... Como disse, uma garota veio falar comigo quando esperava a tal loira voltar do banheiro para sairmos, e enquanto isso fiquei conversando com Ramiro e o agradecendo por ele ter ficado servindo de bartender no meu lugar naquela noite lá na boate que trabalhamos e outras paradas já que ele havia chegado naquela hora. Ai do nada percebi alguém se aproximar e olho na direção vendo que além de vir me encarando de um jeito que até me excitou, parecia que vinha tratar de negócios. De cara dava pra ver que além de gata é gostosa, e mesmo que já tivesse companhia para aquela noite, não significa que não poderia deixar para sair com ela outro dia. Como você já me conhece não iria dispensá-la ou ignorá-la. Então assim que parou em minha frente o Ramiro se ligou e saiu de fininho me deixando sozinho com ela... Bom, a garota veio com um papo de que precisava falar comigo, mas não ali... Pediu que me encontrasse com ela na lanchonete próxima ao bloco C pela manhã... Eu não ia ir, mas no fim decidi saber o que queria.
—Sei, mas e ai. O que a garota queria?
Matteo bufou lembrando as palavras de Luna e sua forma fria de se expressar.
—Cara, a garota e uma maluca sem noção.
—Como assim? Por acaso pediu para se casar com ela? – Gastón ri tentando imaginar que seria isso ou outra coisa.
—Porra... Quem dera fosse isso! Não faz ideia da coisa mais absurda.
—Se é absurdo, então deve ter pedido para ser voyeur enquanto você faz sexo com algum amigo gay dela.
Matteo o encarra enojada e responde.
—Eu disse absurdo e não nojento.
—Tá, Matteo, mas que porra então que essa garota te pediu?
—Ela me pediu que tirasse a virgindade dela e que me pagaria por isso.
Gastón ao ouvir o que Matteo disse cai na gargalhada pela graça da situação, mas entre risos ele volta a falar.
—Mas como assim?
—Como assim? Foi assim mesmo. Ela disse decididamente com todas as letras.
Contendo o riso e um pouco mais serio Gastón procura entender melhor a situação.
—E pelo visto você não aceitou. Está arrependido?
—Tá maluco? Claro que não aceitei... E tão pouco estou arrependido.
Gastón nega sorrindo.
— Pode parecer estranho, mas não há nada de mal uma garota querer perder sua virgindade com um cara bonitão e de boa fama, mesmo já estando na faculdade.
Matteo discorda.
—Realmente mal algum não tem, mas eu não sou esse cara. Ela queria me pagar para isso, entende... Gastón até poderia atender ao pedido dela de boa, até porque pelo que entendi, só queria perder a virgindade dessa maneira porque nunca foi do tipo de garota romântica e sonhadora com o cara perfeito para se entregar, e fora alguma coisa de que foi traída pelo namorado por não fazer sexo com ele e outras coisas que não me lembro, mas que a motivaram a não dar pra ninguém sem esperar nada romântico. Então querendo ter uma vida sexual escolheu a opção de se entregar a alguém que não tem nenhum tipo de vinculo romântico e que não espera que queira ficar com ela feliz para sempre. E sendo assim nunca irá se arrepender por ter se entregado a uma cara que usou ela e depois a magoou.
—Credo... Compreensivo que ela tenha uma escolha diferente de outra garota na mesma situação de virgem. Mesmo assim é uma coisa bem maluca mesmo... Mas e ai? Se a entende e estaria disposto a fazer, então porque se negou?
—Porque ela é uma maluca sem noção. Cara você tinha que ver a maneira que falava e agia. Parecia mais uma pessoa fria e calculista tratando de uma decisão insignificante e indiferente... O pior foi à maneira como ela me tratou.
—E te tratou como? – Gastón o olhou serio cruzando os braços no seu peito.
—Ela me tratou como se eu fosse um garoto de programa. Disse que eu seria pago pelo favor que faria a ela... E depois quando percebeu que não gostei da maneira como falou, tentou se corrigir se desculpando, mas dizendo o que queria dizer era que o dinheiro seria um agradecimento pelo que fiz por ela e não um pagamento.
—Tá bom, isso não foi legal. Mas eu não entendo porque ficou tão ofendido.
Matteo nega sorrindo com ironia balançando a cabeça.
—O que me ofendeu foi à forma que falou e a sua atitude detestável. Mas não adianta tentar te explicar, porque você não esteve em meu lugar. Mas no dia que aparecer uma garota assim que te trate como essa garota me tratou você vai entender.
—Oh... Pera lá! Não me roga praga. Porque não fui eu quem te deixou assim...
—Cara, me diz qual foi o dia que eu tratei mal alguma garota? – Matteo ignora a reclamação de Gastón e continua a dizer como se falasse consigo mesmo. – Nunca. Eu já sai com milhares de garotas, cada uma com seu estilo, cheiro, gosto, altura, peso, beleza ou desprovida, e essas ultimas fiquei de boa sem precisar que me pagasse.
Gastón sorri entendendo tudo, e diz.
—Agora entendo... Essa garota feriu o seu ego e orgulho quando agiu com frieza ao mencionar que te pagaria para fazer amor com ela tirando sua virgindade, além da maneira como falou.
Matteo bufou, mas o que Gastón disse é a mais pura verdade.
—É isso ai.
—Cara, sai dessa. Você não aceitou e ponto... Quem perdeu foi ela que foi burra em ter agido da maneira que agiu no momento em que precisava de você. Azar é o dela... Então meu amigo supere esse ponta pé no seu orgulho e bola pra frente. Não vai gastar sua energia remoendo uma coisa que já passou.
—É... Tem razão. – Matteo concorda se dando conta de que está dando muita importância para algo que já passou.
—É assim que se diz. – Gastón sorri dando um soco de leve no ombro de Matteo por ver que ele nitidamente mudou seu humor com aquela conversa.
Matteo sorri dizendo.
—Valeu pela força... Só de ter te contado isso já aliviou um pouco...
—Não entendo porque não me disse antes. Pelo menos lhe pouparia de todo esse estresse que passou por esses dias.
—Sei lá... Achava melhor não. Além do mais, ela me pediu para não contar a ninguém e esquecer tudo como se nada tivesse acontecido, já que não aceitei.
Gastón franziu a testa agora já caminhando com Matteo até a descida da passarela.
—Como assim? Mas o que tem isso? – Matteo ergue os ombros encolhendo em um sinal de que deu de ombro não tendo uma resposta obvia. – Bom, seja como for você me falou. Mas não precisa me dizer quem é essa garota... Só me diz uma coisa. Eu a conheço?
Matteo faz uma careta e responde.
—Não... Eu mesmo nunca a vi antes. – mentiu. — Acho que deve ser uma caloura ou uma veterana do terceiro período...
Tanto ele quanto Gastón conhecem pelo menos de vista boa parte dos alunos dos períodos mais próximos aos seus ou dos seus respectivos período. Os dois estão no sexto período e terceiro ano de faculdade no curso de engenharia civil. No entanto quando se tratava sobre os primeiros períodos eles não tinham ideia...
—Tá. Tanto faz, isso não importa agora. – Gastón dar de ombro. – Mudando de assunto... Não esquece que na próxima segunda é o dia do pagamento do aluguel do apartamento.
—O que? Como assim? – Matteo com tanta coisa rolando, havia se esquecido do aluguel, como também de ter deixado separado a metade que lhe cabe ao pagamento, já que Gastón e ele cada um paga a metade. – Mas segunda já é dia dez?
Gastón o encara incrédulo, mas responde tranquilamente.
—Na verdade é dia onze, porque como data cai no domingo e a imobiliária não abre, fica só para a segunda feira... Mas você sabe dessa parte já que não é a primeira vez que pagamos um dia depois do vencimento.
—É... Eu sei. Só havia me esquecido mesmo. – Matteo fala meio desanimado...
—Tá legal, então... No domingo à noite me entrega a sua parte, porque quando tiver indo para o trabalho eu aproveito para fazer o pagamento.
—Tá. Tá certo. Pode deixar que não esquecerei.
—Beleza então... – Gastón sorri para em segunda se despedir. – Eu vou lá, que já estou atrasado para o trabalho... Ah! – ele abre a mochila pegando o caderno. — Tome meu caderno e copia as coisas da aula de hoje que você não anotou...
—Po cara, valeu... – Matteo agradece. – Vou ter que ver o que mais deixei de anotar e correr atrás... Acho que vou aproveitar e ficar mais um pouco e ir a biblioteca pegar um livro que estou precisando... Como só pego no trabalho as oito...
—É quinta... Porque vai trabalhar hoje ser só trabalha nas sextas e sábados, e quando precisa nos domingo?
—É, mas o Tino me ligou e pediu para que fosse hoje. Parece que o Cato comeu alguma coisa que não caiu bem e agora está internado tomando soro para ver se para de vomitar. E como ele é o responsável na supervisão das bebidas, meio que embola o meio de campo se não tiver alguém que fique no seu lugar. Então como conheço a função dele me pediu ajuda para essa noite... Pelo menos na quinzena é uma grana a mais.
—Isso é verdade... Então tá. Vou lá.
Depois que terminam de se cumprimentar em despedida, Gastão segue para a saída do prédio, quanto a Matteo segue em direção que levaria a biblioteca que fica após dois blocos e o prédio da reitoria.
Caminhando sozinho, seus pensamentos agora estão à volta sobre o dinheiro que precisa para pagar a sua parte no aluguel. Ele não tinha mais nenhum centavo da quinzena que recebeu do seu salario do mês anterior, e só o que tinha era o que precisava para suprir suas necessidades pessoais no mês.
Desde que foi para faculdade, Matteo optou por não depender totalmente de seus pais. Com o dinheiro que recebia trabalhando na boate como bartender nos fins de semana e juntando com o valor que recebia mensalmente dos pais, é o suficiente para suprir com seus gastos, com a faculdade e despesas particulares, como também todas as contas referentes à divisão no gasto principal, Gastón sempre pagava a metade e isso fazia com que não passasse por aperto. No entanto dessa vez, Matteo não contava que havia esquecido se do aluguel e também de separar o valor e o gastando. Agora sem ter o dinheiro, não sabia o que fazer.
Naquele momento sua única solução era procurar Tino, o seu chefe e pedi-lo um adiantamento no valor exato da sua parte do aluguel como sua quinzena. Além do mais, fazendo isso só ficaria privado de fazer algumas coisas por conta da privação de dinheiro, mas para não deixar na mão o seu amigo com o aluguel, não se importaria de ficar sem dinheiro por um tempo.
Otimista de que conseguiria o adiantamento, Matteo não repara que alguém vinha na mesma direção que ele já que olhava para baixo antes de chegar à porta da entrada da biblioteca, e acaba esbarrando na pessoa e assim caindo algumas folhas e dois livros no chão.
—Desculpa... Deixa te ajudar. – ele disse agachando sem olhar para a pessoa que esbarrou.
A pessoa não responde, somente pega o que suas mãos conseguem pegar e ajuntar. E quando tanto ela e Matteo pega tudo do chão, se levantam ao mesmo tempo. Nesse momento é que ele reconhece a pessoa.
Apesar no seu olhar demonstrar surpresa por vê-lo, Luna tem as feições de seu rosto intacto sem qualquer sinal de emoção.
—Tome. – foi só o que Mattei consegue dizer entregando as folhas que pertencem a ela.
Luna olha para as folhas por dois segundo antes de levantar sua mão para pega-las.
—Obrigada. – é tudo o que ela disse pegando as folhar e em seguida desviando dele e saindo de perto.
Matteo bufou ao vê-la se distanciar sem olhar se quer para trás, e em seguida volta a caminhar para a porta da biblioteca. Não iria se incomodar com as atitudes maluca da morena de olhos verdes e tão pouco com o que acontece com ela, pois havia muitas coisas a se preocupar, como por exemplo, recuperar o conteúdo da matéria que perdeu durante esses dias e conseguir arrumar o dinheiro do aluguel.
Fale com o autor