Simplesmente Acontece
38 Capítulo 7 - Verdade
Notas iniciais
E a fanfic aqui no Nyah está quase chegando no mesmo ponto do insta.
UAL, nem acredito que enfim estou conseguindo postar tudo que já foi postado lá [@LucaDu.Fic] Aqui.
Mas vocês estão gostando de poster acompanhar a fic na integra por aqui?
Du desce rapidamente a escada e vai logo pegando Martinha que estava no colo de Marta, João Lucas segue logo atrás, pegando Alfredinho que estava no colo de José Alfredo.
Maria Marta: Onde vocês pensam que vão? O jantar já está servido. João Lucas: Mãe, depois eu explico tudo. Du caminha com Martinha para fora, e João Lucas segue logo atrás. Maria Marta: João Lucas, vocês não vão sair de casa com essas crianças a essa hora. Volta aqui menino. João Lucas nem deixou Maria Marta falar e já estava ao lado de Du que colocava Martinha na cadeirinha, ele coloca Alfredinho também, e avisa: Eu dirijo Eduarda. Du: Mas você está com o pé machucado Lucas. João Lucas: E tu tá muito nervosa, vai pra lá que eu dirijo e nossos filhos estão no carro. Du entra no carro, e JL também, ele liga o carro e dirige por algum tempo. Du estava inquieta, não parava de mexer a perna, lágrimas escorriam pelo seu rosto, ela estava nitidamente muito nervosa. João Lucas tirou uma mão do volante, para segurar na mão da sua mulher, a mão dela estava tremula e gelada. João Lucas: Calma Meu Amor, por favor. Fala comigo, o que tu tá sentindo? Du vira para trás se certificando que os filhos estão bem. Du: Foi só entrar no carro que eles dormiram. João Lucas: Du, por favor, fala alguma coisa Leki. Du: Eu não sei Leki, eu tou com raiva, com muita raiva. E eu não posso acreditar, meu pai, meu pai leki, eu não quero que nada de ruim aconteça com ele. João Lucas: E não vai acontecer, eu prometo. João Lucas aperta forte a mão de Du, que sorri meio de lado, um sorriso forçado e triste. Alguns minutos depois enfim chegam a casa dos pais de Du. Eles retiram os gêmeos das cadeirinhas, que acordam sorridentes. João Lucas: Eu acordei papai. Eu gosto de passear papai. Du caminha rapidamente para a porta e toca a campainha. João Lucas fica ao lado dela, ele pega a mão dela, e diz baixinho : Tou aqui contigo Leki. Du o olha e sorri. A porta se abre. Francisco : Vocês aqui? E com meus netos? – O Pai de Du diz surpresos. Du o olha com os olhos cheios de lágrimas e não consegue pronunciar uma palavra si quer. João Lucas então quebra o silêncio. João Lucas: Podemos entrar? Francisco : Claro, por favor, fiquem a vontade. João Lucas: Obrigada. João Lucas entra, e puxa Du pela mão : Vem Du. Eles entram e logo Edna aparece vindo da direção da cozinha Edna: Oh, o que vocês estão fazendo aqui? Você se cansou dela? Veio devolver? Só me faltava agora ter mais três bocas para alimentar. Du: Você cala a boca que meu papo não é com você. João Lucas: Calma Du, nossos filhos estão aqui. Edna: Olha como fala comigo menina, me respeita. – Edna começa a falar sem parar, mas Du a ignora. Du : Segura a Martinha Lucas. João Lucas: Mas eu já tou com o Alfredinho Amor. Du tenta colocar Martinha no colo de Lucas, mas ele todo desengonçado não consegue segurar os dois juntos. Erick o irmão de Du, aparece na sala também. Erick: Oi Du, voltou é? Du caminha até ele e coloca Martinha em seu colo. Du: Segura a sua sobrinha um pouco. Ele pega a menina sem entender nada do que estava acontecendo. João Lucas caminha até ele, com receio e o alerta: Segura minha filha direito, e cuidado para não derrubar ela. Edna: Mas me fala, o que tu veio fazer aqui em Eduarda? Du: Eu já falei que o meu papo aqui não é com você. Edna: Eu já mandei você abaixar o tom comigo menina, eu sou tua mãe. Du começa a gargalhar sendo irônica, andando de um lado para o outro. Du: Minha mãe? Até parece, isso você nunca foi. Edna: O que é isso menina? Ficou maluca? Du: Se dependesse de você, eu já teria pirado faz tempo.” Mãe”, acho que você não sabe o significado dessa palavra, você nunca soube , sempre me tratou como um lixo, jogado no canto dessa casa. Francisco : Eduarda, calma por favor. Du: Calma? Você vem me pedir calma? Essa daí nunca gostou de mim, sempre me tratou mal. Eu lembro, lembro muito bem, quando eu era criança, as mães levavam seus filhos na escola e se despediam com um lindo abraço e um beijo, e eu sempre invejei isso, porque? Porque a minha mãe, me largava lá como se eu fosse um objeto que ela não queria mais, e me mandava ir logo, porque não me suportava mais. Eu não entendia o que eu fiz pra ela sempre me tratar assim. Agora eu sei, agora tudo faz sentindo. Edna: Do que você tá falando? Francisco : Eduarda, por favor. Du: Por favor nada pai, ela também sempre te humilhou a vida inteira, e você sempre como um cachorrinho fazendo tudo o que ela quer. Idiota, você foi um idiota pai. Francisco : Mas eu mereci isso. Du: Não pai, tudo mundo tem o direito de errar. Edna: Dá para alguém me explicar, o que tá aconteceu? Du: Você é burra ou se faz de burra? Ainda não sacou é? Mas eu te digo, te digo com todas as letras: Eu sei de tudo, eu sei a verdade, e agora tudo faz sentido. Tu não é minha mãe, tu nunca foi, só me suportou e me odiou a vida inteira. E sabe o que eu acho disso tudo? Eu fico aliviada, aliviada por não ter uma mãe como você.
Edna fica em choque com as palavras de Eduarda, ela não imaginava que um dia a menina ia descobrir a verdade. Edna: Você, você contou pra ela Francisco ? Para que? Para me humilhar ainda mais? Du: Não, você não vai se fazer de coitadinha agora, não na minha frente. Erick também estava muito surpreso ao ver aquela cena, ele não fazia ideia que sua irmã mais nova, na realidade não era filho de sua mãe. João Lucas tentava acalmar os gêmeos que estavam começando a se assustar com os gritos e aquele clima tenso. João Lucas: Du, nossos filhos estão ficando assustados, por favor se acalma. Du: Vai para cozinha com eles, ou para o quarto do Erick, para eles se acalmarem. João Lucas: Mas Du. Du: Mas nada Lucas, leva eles para outros lugares. Erick: Vem cara, vamos levar eles para cozinha. João Lucas caminha com Erick para a cozinha. Edna: Eu sou sua mãe, eu te criei, cuidei de você, alimentei, perdi o meu tempo. Du: E Eu pedi? Preferia ter ido parar em um orfanato, você não tem coração mulher. Francisco : Eduarda, por favor. Du: Por favor? Por favor pai? Por favor peço eu, passei a vida inteira sendo humilhada por essa aí, e tu nunca fez nada para me defender. Francisco : Eu não podia, filha. Du: Não podia, ou não queria? Edna: Chega, eu não sou obrigada a ouvir desaforos na minha própria casa. Du: Sua casa não, casa do meu pai, porque foi ele que pagou. Edna: Eu não vou ficar aqui ouvindo isso, quando essa daí for embora eu volto. Edna sai e bate à porta; Du enfim fica a sós com seus pais. Eles se olham, ela se aproxima dele e sem pensar o abraça forte. Toda aquela tensão, raiva, medo e angustia que sentia, desapareceu com aquele abraço. Ela sentia falta dele, muita falta. Ela encostou a cabeça em seu ombro, e chorou, chorou como uma criança de 5 anos que teve um pesadelo. Francisco : Se acalma filha, por favor. Francisco : Também estava emocionada em ter a filha de novo em seus braços, filha que ele tanto amava. Ele tinha errado tanto com ela, e naquele momento só precisava do seu perdão. Depois que se separam do abraço, ele a pega pela mão e a conduz até o sofá, eles se sentam, ele passa a mão no rosto dela para secar as lagrimas, arrancando o primeiro sorriso do rosto da filha, coisa que não fazia a tempos. Francisco :: Senti falta de te ver sorrindo. Du: Senti falta do seu abraço. Francisco : : Me perdoa filha. Du: Não vamos falar nisso, já passou pai. Francisco :: Não filha, eu preciso do seu perdão. Du: Não se preocupa pai, eu já disse. Eu vim aqui, pra te ver, pra saber se você tá bem. O pai de Du estava muito doente, ela olhado para ele percebia que ele já não era o mesmo, havia envelhecido, estava com olheiras, nitidamente mais fraco, até sua voz tinha mudado. Ver o pai assim, lhe partia o coração. Du: Eu vou cuidar de você pai, não vou deixar nada de ruim acontecer, eu prometo tá? Francisco :: O seu velho aqui não tem mais jeito meu amor. Eu tou bem, tou forte até. Eu só preciso conhecer os meus netos. Meus dois netos lindos, quem diria Eduarda, dois de uma vez, tinha que ser você. Du sorri e grita para Lucas, que aparece com Erick na sala com os gêmeos. Eles se aproximam de Du, que se emociona mais ainda ao ver os netos. Francisco : Meus netinhos. Zé Alfredinho estava assustado, e choramingando no colo de Erick, que tentava anima-lo. Mas Martinha ficou toda sorridente ao ver o avó, deu os bracinhos para que ele a pegasse. Francisco olhou para Du, que fez que sim com a cabeça, e ele pegou a menina se sentando novamente no sofá. Francisco : Esse sorriso, e esses olhinhos são seus minha filha, ela é uma mini Eduarda. Du sorri, e Lucas a abraça, com Alfredinho no colo. Du pega o menino, e se senta o lado do Pai, que começa a brincar com ele. Logo os gêmeos estão em seu colo, e ele como todo vovo babão, brinca com as crianças. João Lucas observava a cena, e sorria aliviado, afinal estava contente e ver a felicidade nos olhos de Du. JL aproveito esse momento, para chamar Erick de lado, para continuarem conversando sobre o estado de saúde de seu sogro. Erick explicou que a situação de “” era deliciada, a doença estava em um estado bem avançado, e como a família não tinha muito dinheiro, dependiam dos médicos do plano de saúde que não cobria muita coisa. João Lucas garantiu que ia arrumar os melhores médicos para seu sogro, e que ia fazer de tudo para ele ficar bem. Já estava ficando tarde, João Lucas achou melhor interromper aquele momento família, afinal já estava na hora dos gêmeos se alimentarem para dormir. João Lucas: Du acho que está ficando tarde, é melhor nós irmos. Du: Tá bom amor. João Lucas pega Martinha do seu colo, e Du pega Alfredinho do colo de seu pai. Francisco : Obrigada filha, obrigada por permitir conhecer meus netos. Du: Não tem nada que agradecer. Francisco : Aperta a mão de Lucas. Francisco : Obrigada rapaz, obrigada por cuidar da minha filha. João Lucas: Não precisa agradecer sogrão. Todos começam a rir quando JL pronuncia sogrão, até Martinha achou graça. Eles acabam de se despedir e voltam para casa. No caminho de volta, eles não falaram muito, João Lucas permaneceu o caminho todo de mão dada com Eduarda. Quando ele estacionou o carro, Du agradeceu: Obrigada Meu Amor. João Lucas: Não precisa agradecer amor, já sabe que eu tou aqui para cuidar de você e dos nossos lekinhos. Eles dão um rápido selinho e sobem para o apartamento. Claro que Maria Marta estava na sala fazendo plantão para saber o que estava acontecendo. João Lucas subiu com Du para o quarto, enquanto ela amamentava os filhos, ele desceu para explicar a Marta o que havia acontecido.Depois de contar tudo para Maria Marta e José Alfredo, Lucas vai até a cozinha e prepara um lanche para levar pra Du. Ele sobe até o quarto e quanto entra se depara com Du de toalha, ela tinha acabado de sair do banho, ele coloca a bandeja em cima de um móvel, e a observa. Du vai até o guarda roupa e pega uma camiseta dele para vestir. João Lucas não fala nada, fica lá apenas a observando. Du olha pra ele e questiona: Que foi Leki? João Lucas apenas sorri, Du deixa a toalha cair no chão, e rapidamente veste a camiseta. João Lucas se aproxima dela. Du: Que foi Leki? Ele fica de frente pra ela, pegando em sua mão e pergunta João Lucas: Eu que te pergunto Leki, que foi? Tu tá bem? Du sorri e faz que sim com a cabeça. João Lucas: Eu gosto de te ver assim, com esse sorriso no rosto, com esse olhar mais lindo. Acaba comigo te ver triste Du, tu não tem noção. Du: Obrigada Leki, eu não sei como te agradecer. João Lucas: Tu não tem que me agradecer, eu prometi cuidar de você, de vocês. E nossos Lekinhos? Du: Dormiram rapidinho, estavam cansados. E eu vou fazer o mesmo, tou morta Leki, o dia hoje foi pesado – diz caminhando de mão dada com JL até a cama. Du senta na cama e JL vai pegar a bandeja com o lanche que ele tinha preparado. João Lucas: Não vai dormir não, primeiro vai comer. Du: Ai Lucas, tou sem fome. João Lucas: Nada disso, vai comer sim Du, olha preparei um sanduiche delicioso de peito de peru. Você tem que se alimentar, tá amamentando nossos Lekinhos ainda, faz um esforço, por eles? – João Lucas faz uma cara de pidão. Du começa a rir. Du: Que cara é essa Lucas? João Lucas: Só um pedacinho, pequenininho vai? Du: Tá bom, mas você vem comer comigo, porque aposto que você ficou lá em baixo contanto tudo para os seus pais, e também não se jantou. João Lucas: Vai dividir comigo? Tou dentro. João Lucas senta na cama com Du, e os dois começam a comer o lanche que ele tinha preparado com todo o carinho. João Lucas: Du, pode ficar tranquila falei com o coroa e vamos conseguir os melhores médicos para o seu pai. Du: Agora que a empresa tá começando a ficar bem de novo, isso vai custa muito caro. João Lucas: Du, esse império também é seu. Tu é minha esposa esqueceu? E mesmo que eu não fosse o filho do Comendador, eu ia arrumar um jeito de cuidar do seu pai. Du: Mas Lucas... João Lucas: Mas nada Du, não se preocupa com isso. Tudo vai ficar bem com seu pai, eu te prometo. E não esquece que esse império também é seu. Tá eu sei que eu nunca vou chegar a ser como meu pai, eu sou o filho casula, o queridinho é o Zé Pedro vai querer ficar com o lugar do meu pai, e tem a Cristina a Clara que também vão brigar por isso.
Du: Pow Lucas nem sonha, tu é a ovelha negra dessa família. – rindo. João Lucas: É isso mermo, eu sou a ovelha negra da família, mas mesmo assim Du, uma parte desse império é meu, seu e dos nossos Lekinhos. Du: Quero saber disso de Império não Lucas, a gente não precisa disso. João Lucas: Verdade. Eu só preciso de você, dos nossos Lekinhos. Du: Eu também. Só preciso da nossa família, o resto a gente dá um jeito.
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