Simplesmente Acontece
32 Capítulo 6 - Nova Moradora
Notas iniciais
Alguns dias se passam e o que Du mais temia aconteceu
Isis se mudou para a mansão dos Medeiros.
JL já tinha ido bem cedo para a empresa, Du tinha acabado de cuidar dos gêmeos e ia descer para o café da manhã, quando abre a porta do quarto dá de cara com Isis, que sorri amigavelmente pra ela.
Isis: Bom Dia Du.
Du fecha a cara imediatamente, e mesmo sabendo que Isis não tem "culpa" de JL ter sido apaixonado por ela, ela não consegue ser amável com a menina.
Du: Só se for pra você.
Du sai andando pisando duro, Isis fica parada sem entender porque Du foi tão grossa com ela. — Ísis estaca convicta que aquela temporada naquela casa não ia ser fácil.-
Marta era a única que estava na mesa, todos já tinham saído, Du se senta, e a sogra percebe o nervosismo de Eduarda, afinal, ela estava sentindo o mesmo.
Maria Marta: Já viu a nova surpresa do Zé Alfredo?
Du: Vi sim, tava saindo do quarto e dei de cara com ela.
Maria Marta: É minha querida, quando pensamos que as coisas vão melhorar, Zé Alfredo vem e nos mostra o contrário.
Du: Eu não vou conseguir ficar olhando para a cara daquela lá.
Maria Marta: Você tem sorte, você só vai ter que olhar para cara dela, e eu, que sei que ela está dormindo no quarto do meu marido, eu nem sei como ainda suporto isso.
Du: Eu também não sei viu dona Marta, a minha vontade é pegar ela por aqueles cabelos e tirar ela daqui.
Maria Marta: Vamos fazer isso juntas. rsrsrs
Du: Não quero ela perto dos meus filhos.
Maria Marta: Não deixe ela chegar perto é do seu marido. Pensa nisso tá?
Maria Marta sai da mesa deixando Du mais preocupada, que termina seu café e sobe para ficar com os gêmeos, antes disso ela resolve passar em seu quarto, e dá de cara com João Lucas que aparentemente procurava algo.
Du: O que tu tá fazendo aqui Leki?
João Lucas: Vim procurar uma pasta preta com uns papeis importantes, uma preta tu viu? onde tá?
Du: Pasta preta? Não seria uma pasta ruiva?
João Lucas: Não é preta mesmo.
Du: Não gosto que pense que eu sou otário JL, pq tu sabe muito bem que eu não sou.
João Lucas para imediatamente de procurar a pasta e encara Du, ela estava parada com aquela cara que ele conhecia muito bem,
ela estava zangada,
o que será que tinha acontecido? O que será que ele tinha feito?
Ele tantava puxar pela memória e não conseguia imaginar algum motivo para ela estar assim, eles estavam tão bem.
João Lucas: Du o que tá pegando? Por que tu tá com essa cara? O que eu fiz pow?
Du: Eu sei bem pq você veio para casa, eu sei bem viu o que você tá procurando. E só vou avisar uma vez, eu não vou aguentar isso, minha vontade é pegar meus filhos e ir embora daqui, e não vai demorar muito pra eu fazer isso.
Du dá as costas e vai em direção ao quarto dos bebês, João Lucas tenta ir atrás, e no corredor vê o motivo da fúria de Du.
Isis, ela estava ali, saindo do quarto do comendador,
Du passa por ela rapidamente e como já era de se esperar nem a olha na cara,
Isis vai em direção a João Lucas.
Isis: Oi Lucas, tudo bem?
João Lucas responde meio sem graça: Tudo sim e você como está?
Isis: Bem. Já é a segunda vez que vejo a Du, ela parece meio nervosa, tá tudo bem?
João Lucas: Tá sim, é que a Du tá com alguns problemas, liga não.
Isis: Eu queria ver os gêmeos, posso?
João Lucas: Pode claro, passa lá no quarto dos bebes, depois.
–ele responde meio sem jeito, rezando para que ela não faça isso, pois se ela entrar no quarto dos bebês, tem certeza que Du a tira de lá pelos cabelos-
JL olha para o relógio e percebe que está atrasado, ele corre para o quarto procurando desesperadamente a tal pasta com os documentos, enfim a encontra dentro de uma gaveta,
e por mais que tenha vontade de ir até o quarto dos bebes para acertar as coisas com Eduarda, sabe que não podia, pois o trabalho o esperava.
Du está nitidamente fora de controle, os bebês estavam quietinhos no berço,
percebendo a aflição dela, Zezé resolve perguntar:
Dona Du, o que está acontecendo?
Du: Nada não Zezé.
Zezé: Da para perceber que a senhora tá muito nervosa, posso ajudar em algo?
Du: Essa casa, esse lugar, essas pessoas Zezé tão me sufocando, agora vem essa aí, e ....
Du não se contém e deixa as lágrimas escaparem, Zezé senta ao seu lado, dando lhe um abraço.
Zezé: Chora mesmo Dona Du, desabafa, não guarda, põe pra fora, e pensa nos seus filhos, não vai fazer bem pra eles perceber que a senhora está assim.
Du: Você tem razão Zezé, obrigada viu?
João Lucas passa o dia todo pensando na crise de ciúmes da Du, ele sabia que a presença dela naquela casa não ia ser nada fácil. Ele não conseguia entender porque mesmo depois de tantas conversas, sobre aquele mesmo assunto, não entrava na cabeça de Eduarda que ela era a mulher da vida dele.
Ele simplesmente a amava, simples assim.
O que ele sentiu pela Isis foi algo passageiro, uma paixão talvez? Ou nem nisso, era apenas aquele sentimento de competição com o pai que falou mais alto.
Du o conhecia melhor que ninguém, ela sempre foi uma mulher forte, segura, mas diante desse assunto ela ficava frágil, será que tinha medo de perdê-lo?
Ele não sabia e nem entendia, e única coisa que tinha certeza era do seu amor por Du e pelos seus filhos.
Du por sua vez passou o dia nervosa, saiu com os gêmeos e Zezé para passear e ficou o quanto podia na rua.
Na real ela não queria voltar para casa e dar de cara com a Isis.
Ela sabia que João Lucas a amava, sabia que aquilo que ele sentiu pela Isis foi algo passageiro, intenso mas passageiro.
Mas o medo tomava conta dela, agora iam ter que conviver todos os dias na presença daquela garota, ele ia vê-la, falar com ela, ficar perto, bem perto. E ela temia que aquele sentimento voltasse.
E se Isis não quisesse mais o comendador, ela achava que se ela estalasse os dedos JL ia correndo para os braços dela.
Du nunca tinha se sentido tão insegura em sua vida.
Ela temia por ela, por seus filhos, pelo seu casamento.
Ela estava com medo, muito medo.
O dia de João Lucas na Império foi estressante, apesar das coisas estarem começando a melhorar, ainda tinha muita coisa para colocar de volta ao eixo.
Ele queria chegar em casa, tomar um banho e esquecer dos problemas, mas tinha acabado de lembrar que teria um outro problema chamado "Ciúmes de Eduarda" pela frente.
Ele respira fundo, e entra em casa, sobe direto para o quarto, nem sinal de Isis, Graças a Deus, do corretor já dava para escutar o choro dos Lekinhos.
“Ai Meus Deus, o dia não vai ser fácil”- Pensou JL.
Quando entrou no quarto, Du estava sentada na cama, com Alfredinho que chorava mais desesperado estava em seu colo, Martinha que estava resmungando estava deitada na cama.
Du: Meu filho, o que você tem? Diz pra mamãe vai. Tu não pode ficar assim cara, acordou tua irmã.
João Lucas: E ae Leki ?
Du: Oi.
João Lucas: O que tá pegando, porque tão chorando hein?
João Lucas se senta ao lado de Du, e pega Martinha no colo, que fica quietinha.
Ele sorri para Du, levanta e começa a ninar a menina.
Alfredinho continua chorando no colo de Du, ela tenta amamenta-lo, mas ele não quer.
João Lucas: O que será que ele tem?
Du: Não sei, ele tava quietinho, de repente abriu o berreiro, aí já viu.
João Lucas: Mini comendador.
Du sorri.
Martinha já dormia no colo de Lucas, ele então se aproxima de Du.
João Lucas: Vem cá.
Ela faz o que ele pediu, e também se aproxima dele, ele encosta seu rosto no dela, dando um leve selinho em sua boca.
João Lucas: Se acalma tá? Já já ele para. Vou colocar Martinha no berço, segura um 10 aí.
João Lucas sai com Martinha no colo, e no corredor encontra Isis.
Isis: Aiiiiwn que coisinha mais linda, posso ver Lucas?
João Lucas: Claro, ela acabou de dormi.
Isis: Queria pegar.
João Lucas: Não vai faltar oportunidade. Vou colocar ela no berço.
Isis: Posso ir com você.
João Lucas: Ehh, ehh, cla-cla-cla-ro
João Lucas coloca com cuidado Martinha no berço, e os dois ficam ali olhando para a menina.
Isis coloca a chupetinha na boca de Martinha, que tinha caído, depois pega na mãozinha dela.
Isis: Ela é tão linda Lucas.
João Lucas: Fiz um bom trabalho né?
Isis: Seu bobo.
Alfredinho finalmente se acalma e acaba dormindo, Du vai para o quarto dos bebês para colocá-lo no berço.
Eis que para na porta e fica alguns instantes escutando a conversa.
Isis: O Alfredinho parece mais contigo Lucas, mas olha só , esse olhar e esse narizinho são seus. Tão pequena e tão linda. Parabéns .
João Lucas: Acho que o Alfredinho vai ser como eu fui, esperto, encrenqueiro, desde cedo já dá pra perceber quando ele quer uma coisa, chora chora até conseguir....
Du fica extremamente brava em ver Isis no quartos dos seus filhos, ao lado do seu marido, ainda mais em uma conversa tão amável .
Du sentiu suas pernas bambearem, seu corpo tremer e seus olhos encherem de lágrimas .
A única coisa que passava pela sua cabeça ao ver aquela cena:
'Era isso que o Lucas queria, ela ao lado dela, ela cuidando dos filhos dela, era ela que ele amava desde sempre não eu'.
O medo já tinha tomado conta dela por inteira. Du sempre foi forte, não compreendia porque estava sendo tão fraca.
Ela não aguenta mais ver aquilo, então entra no quarto pisando duro, sem sequer dirigir o olhar para os dois, coloca Alfredinho no berço e sai rapidamente.
João Lucas e Isis ficam sem ação diante da atitude de Eduarda.
Isis: Eu sabia que a minha presença aqui nessa casa seria indesejada, mas não imaginava que a Eduarda fosse se incomodar tanto.
João Lucas fica nervoso, anda de um lado para o outro.
João Lucas: Eu não sei Isis, eu desisto de entender ela. Pow, ela tá com ciúmes de você.
Isis: Ciúmes? Mas nós nunca tivemos nada Lucas, e eu sempre deixei bem claro que eu amo o seu pai.
João Lucas: Eu sei, e já disse isso pra ela mil vezes, mil vezes Isis, mas a Eduarda tá pirando, só pode.
Isis: Quer que eu fale com ela?
João Lucas: Não, não pode deixar.
João Lucas continua andando de um lado para o outro no quarto, Isis percebe a aflição e caminha até ele.
Isis : Calma Lucas, daqui a pouco ela esfria a cabeça e vocês conversam.
João Lucas: Eu tou no meu limite cara.
Isis se aproxima um pouco mais de Lucas, e o surpreende com um abraço.
Isis: Fica calmo Lucas, agora você é pai, em primeiro lugar tem que pensar em seus filhos.
João Lucas fica imóvel, sentindo os braços de Isis a sua volta, por um momento ele prende até a respiração.
Ele sente medo, e como se um estalo tivesse dado em sua cabeça, ele se afasta rapidamente dela e diz: Tu tem razão.
E sai do quarto dos bebes.
Chegando em seu quarto seus olhos procuram por Eduarda mas não a encontra,
ele então se senta na cama, com as mãos sobre a cabeça, tenta se acalmar :
Por que Eduarda estava tendo essa crise de ciúmes logo agora? O dia já tinha sido um inferno ele só queria chegar em casa e poder descansar.
Eles já tinham conversado um milhão de vezes, e em todos Lucas tinha garantido que não queria nada com a Isis. Mas esse abraço que ela deu nele? Ele buscava compreender seus sentimentos, será que ele sentiu algo? Não parava de se perguntar.
Ele então se levanta e vai para a cozinha tentando encontra-la;
Ela estava lá parada tomando água.
João Lucas: Eduarda que cena foi aquela?
Du: Já falei que é Du.
João Lucas se aproxima.
João Lucas: Olha pra mim.
Du: O que tu quer?
João Lucas: Eu quero entender cara, que cena de ciúmes foi aquela lá em cima?
Du: Pow Leki, chegar no quarto dos meus filhos e ver você de conversinha com aquela lá,
tu acha que eu tenho estomago pra isso?
João Lucas: Ela é a mulher do meu pai, não tem nada haver Du
Du: Não Lucas, a mulher do teu pai é a tua mãe, aquela é amante que ele colocou dentro de casa. Amante dele tá me ouvindo? Não tua.
João Lucas aumenta o tom de voz:
Para com isso Eduarda, vamos ter que ter essa conversa de novo? Quantas vezes eu já te garanti que não quero nada com ela, que aquilo é passado, aquilo que nunca houve.
Du: Não houve porque ela não quis né? Mas tu acha que eu não sei, que eu não sinto, que tu queria tá com ela. Será que não é ela que tu queria para ser mãe dos seus filhos.
João Lucas: Eduarda olha a merda que você tá dizendo, tu tá ficando maluca é?
Du: Diminui esse tom de voz, que você vai acordar seus filhos.
João Lucas: Então para de ser marrenta, para de desconfiar de mim, eu tou fazendo de tudo, de tudo para te agradar pow.
Du: Eu não te pedi nada.
João Lucas: Eu me casei com você, hoje somos uma família, tá me ouvindo? Uma família Eduarda. Desde o primeiro momento que eu soube que tu tava grávida, eu já me amarrei na ideia de ser pai, e a partir disso eu mudei. E aquilo que eu sentia pela Isis, era um sentimento bobo de competição com o meu pai, ficou pra trás Eduarda, tu sabe disso.
Du: Será mesmo? Tu só casou comigo por causa dos bebês, por que cai entre nós Lucas, se não fosse eles você estaria até hoje correndo atrás daquela lá.
João Lucas: Tu só sabe jogar a culpa pra cima de mim, eu tou casado com você não tou? Dormimos juntos na mesma cama, nos amamos, somos felizes, e sou eu que sou o vacilão, por uma besteira de adolescente??? E você hein Eduarda?
Du: Eu o que, fala Lucas?
João Lucas: A partir do momento que tu me falou que tava grávida, eu quis esse filho. E você? Você falou que não queria. E aquela sua queda da escada hein? Até hoje aquilo não ficou bem explicado, você quis se matar, ou matar nossos filhos? É fácil jogar a culpa pra cima de mim por algo que eu não fiz e não estou fazendo, Mas e você?
Eu quis nossos filhos, eu quis casar com você, por vontade própria, e você hen? Por você nossos filhos não teriam nem nascido.
Eduarda olhava no fundo dos olhos de Lucas, e via sua fúria,
a cada palavra que saia de sua boca, ela sentia como se estivessem enfiando uma espada em seu peito, que atingia em cheio o seu coração.
Seus olhos se inundaram de lágrimas,
doía na alma ouvir tudo aquilo.
Realmente a queda dela da escada nunca tinha sido explicada, nem ela sabia explicar,
ela amava seus filhos mais que tudo na sua vida.
E no começo da gravidez ela estava confusa, com medo, mas ela queria, queria mais que tudo na vida, mas temia que JL não quisesse.
Ela que era livre, se viu presa na mansão dos Medeiros, esperando um filho do seu melhor amigo, e teria que crescer, mas não estava pronta pra isso.
Era uma mescla de sentimentos que ela não conseguia descrever, ela não costumava pensar nisso para não se torturar, afinal, ela nem si quer lembrava direito como tinha caído daquela escada, mas de uma coisa tinha certeza se pudesse voltar no tempo, nunca teria dito que não queria ter aquele filho, nunca teria deixado passar pela sua cabeça tirar a criança, e nunca teria chegado perto daquela escada.
Ela não pensava para não se machucar,
mas naquela momento ela tinha certeza que João Lucas pensava nisso, e a cada palavra dele sentia seu mundo desmoronar.
Tudo ficou escuro por um instante, quando voltou a si João Lucas estava ali em sua frente,
encarando a com uma cara de assustado.
As lágrimas saiam desesperadamente de seus olhos, ela não conseguia segurar, ela fez um sinal negativo com a cabeça, deus as costas para João Lucas e subiu correndo para o quarto.
João Lucas percebeu a besteira que tinha feito, ele estava nervoso, estressado, com raiva,
mas não queria machucar Eduarda, ele não devia ter falado aquilo.
Du tinha se transformado na melhor mãe do mundo, e ele não queria outra para os seus filhos, ele a amava mais que tudo nessa vida,
ela e seus Lekinhos, os mais valiosos presente que ela podia ter lhe dado.
"Por que tu disse isso Lucas? Pq?????? Você é um babaca mesmo!"
Ela sobe correndo atás dela, entrando no quarto,
ela estava lá, sentada na cama, chorando desesperadamente,
ele se ajoelha ao seu lado, e pede perdão:
Me perdoa, eu não sei o que deu em mim, eu não devia ter te faldo aquilo. Por favor me perdoa.
Du: Pq? Tu não, não devia. Isso dói, dói muito.
Ele pega nas mãos dela, que estavam tremulas, ele aperta e acaricia.
João Lucas: Eu sei, eu perdi o controle, não sei o que deu em mim.
Du: Eu, eu, eu, não tentei matar os lekinhos, eu já amava eles, mesmo não sabendo que tinha dois..
João Lucas não deixa ela terminar de falar, ele coloca o dedo em sua boca.
João Lucas: Shiiiiiu. Não precisa, você é a melhor mãe desse mundo Leki.
Depois ele se senta na cama ao lado dela e sua mão desliza pelo rosto de Du, para secar as lágrimas que ainda insistiam em cair.
Du: Será, será que um dia eles vão me perdo....
João Lucas: Shiuuu, eles só tem que agradecer Du, por ser essa mãe carinhosa e devotada que tu se tornou.
Du: Mas, aquele dia, eu tava triste, me sentia perdida, cansada, presa sabe? Eu não sei como eu fui parar naquela escada, eu simplesmente não consigo me lembrar.
João Lucas: Du, você não precisa falar, eu fui um imbecil em falar isso, esquece por favor, eu te imploro me perdoa.
Os dois se abraçam, um abraço forte e aconchegante.
Du encosta a cabeça no ombro de JL e fica ali quieta por alguns instantes,
quando voltam a se encarar.
Joao Lucas: Você e nossos filhos são a minha vida, por favor confia em mim.
Du: Me desculpa?
João Lucas: Me Desculpa?
Eles afirmam que sim com a cabeça, e os rostos se aproximam e os lábios se encontram em um beijo apaixonado que foi capaz de apagar todas as magoas que o passado deixou.
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