Notas iniciais
OI meu povo, eu sei que demorou... MAS gente. ACONTECEU DE TUDO... Meu note caiu no chão e estragou, eu viajei 20 dias (sem note) pra casa da Rosenrot, depois tive uma crise de labirintite que não me permitia NEM olhar para a tela do pc por semanas ( eque dura até hj..porém de forma mais branda) PORÉM ÁQUI ESTÁÁÁÁ O CAPÍTULOOOO MAIS ESPERADO DESTA FIC! E devo dizer que eu estou particularmente satisfeita com ele. Eu não queria fazer esse cap de qualquer jeito então preferi que ele demorasse mas saísse como eu imaginei. Além disso a Rosenrot fez uma fanart LINDAAAAAAAAAAAA para esse cap, mas não vou posta-la inteira aqui POR MOTIVOS ÓBVIOS HAHAHAHA Vou post-la no nosso grupo no face (fics trio ternura) e vou deixar o link do tumblr da Rosenrot nas notas ;)

♈ *** ♍ Sábado — Templo de Áries ♈ *** ♍

Deitado em enorme cama de casal de seu quarto Mu rolava de um lado para o outro tentando dormir e falhando miseravelmente na tarefa. A noite quente e o ar abafado faziam com que o suor se acumulasse sobre sua pele ao ponto do lençol grudar em seu corpo seminu o irritando deveras. Nervoso arrancou o tecido leve de algodão que o cobria da cintura para baixo com um resmungo, embolando-o grosseiramente, e o atirou no chão.

Estirado na cama na escuridão de seu quarto, apenas de cuecas, com os braços e as pernas afastadas e de olhos bem abertos, o lemuriano fitava o teto de pedra enquanto sua respiração se tornava cada vez mais pesada. Deveria estar cansado por ter trabalhado o dia inteiro na forja, porém tudo o que sentia era uma agitação desenfreada que fazia seu coração palpitar, e um calor enorme como se todo seu corpo fosse feito de brasa viva e não de carne.

Tudo culpa dele. Shaka.

A mente de Mu estava completamente tomada pelas lembranças dos encontros furtivos que tivera com o loiro durante toda a semana e que agora o impediam de dormir. O que estava vivendo junto dele era muito intenso, jamais imaginara que fosse capaz de sentir tamanho desejo e paixão por alguém, muito menos que esse alguém viria a ser seu melhor amigo.

Na última semana o Cavaleiro de Virgem reinara absoluto em sua mente.

Pensava em Shaka o dia inteiro, desde a hora em que acordava até o momento de se deitar, como agora. Quando não estava suspirando e sorrindo sozinho, feito um tolo apaixonado, estava bolando planos e estratégias para poder encontra-lo nem que fosse por alguns instantes.

Agora mesmo era ele o culpado por sua insônia. Ao fechar os olhos por um instante quase podia sentir novamente o gosto dos beijos dele.

Incentivado pelo desejo e pelas lembranças instigantes dos momentos compartilhados ao longo dos últimos dias, o lemuriano mordeu involuntariamente o lábio inferior o sugando de leve. Quem dera os próprios lábios tivessem o mesmo sabor suave de canela que tinha a boca de Shaka. Ainda perdido em sua fantasia escorregou os dedos da mão direita pela raiz dos cabelos úmidos de suor, apertando e massageando o couro cabeludo delicadamente, enquanto deslizava a outra mão pelo torso nu ao imaginar que aquelas mãos não mais lhe pertenciam e sim ao Santo de Virgem.

— Hmm... — gemeu contido e baixo.

Continuou com sua exploração libidinosa e logo sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha fazendo seus pelos arrepiarem quando os dedos atrevidos esbarraram no elástico da roupa íntima, e avançando um pouco mais para baixo pode, enfim, apertar o grande volume que crescia por baixo da cueca. Estava muito duro.

— Inferno! — Mu praguejou em voz alta ao abrir os olhos de uma vez e interromper a fantasia erótica que sua mente criava.

Frustrado, Áries afastou as mãos de si mesmo, apoiou-se nos cotovelos e olhou para a ereção vigorosa entre suas pernas ponderando suas alternativas para aquela situação. Poderia tentar resolver “aquilo” sozinho, mas no fundo sabia que apenas masturbação não seria suficiente pra aplacar todo tesão que borbulhava dentro de si. Precisava de bem mais do que “autocarícias”, mais do que prazer solitário, seu corpo exigia e sua mente implorava por Shaka.

Inconformado com sua condição delicada atirou-se de volta ao colchão dando um longo suspiro ao passar a mão pelo rosto suado e rolou sobre o colchão para apanhar o despertador que ficava no criado mudo ao lado da cama. Os ponteiros luminescentes indicavam dez horas, não era tão tarde assim. Contemplativo o lemuriano manteve os olhos fixos no despertador matutando se Shaka ainda estaria acordado e se era muito atrevimento lhe fazer uma visita a essa hora da noite. Provavelmente sim, mas duvidava que ele reclamaria quando soubesse de suas intenções nem um pouco castas.

Além disso, havia mais um detalhe que lhe instigava a ir em frente com seu plano recém-formulado. O Templo de Touro estava vazio, seu ex-marido inconveniente estava em missão e isso facilitaria e muito sua subida até o Sexto Templo.

Com um brilho perigoso nos olhos e um sorriso sacana a adornar os lábios rosados, o ariano rapidamente colocou o despertador de volta ao seu local de origem e saltou ligeiro da cama decidido a agir. Não tinha absolutamente nenhum motivo para ficar ali, fantasiando com o Cavaleiro de Virgem, quando ele estava literalmente a apenas alguns lances de escadas acima, totalmente ao seu dispor, bom... Pelo menos assim esperava que fosse.

Afoito e com o coração aos pulos, Mu acendeu a luz do quarto e correu direto para o banheiro a fim de se preparar para a visita surpresa que faria a um certo indiano metido e gostoso.

♈ *** ♍ Templo de Virgem 11:15 p.m. ♈ *** ♍

Alheio ao mundo terreno o Cavaleiro de Virgem meditava no centro de seu altar de ouro em forma de flor de lótus, o estado de transe era tão profundo que seu corpo levitava e uma parca luz irradiava de si. Permaneceria assim noite adentro se não fosse desperto por um toque suave em seus lábios que lhe tirou toda concentração e o puxou imediatamente de volta para a realidade.

Após alguns segundos necessários para unir corpo e alma, a luz a seu redor se apagou ao mesmo tempo em que seu corpo desceu até tocar a superfície da Lótus Sagrada. Tremelicando os longos cílios dourados Shaka abriu seus belos olhos azuis e surpreso vislumbrou diante de si as pálpebras cerradas do intruso que, inclinado por sobre as grandes pétalas de metal, ainda tinha os lábios unidos aos seus.

O virginiano sorriu sem interromper o contato, acariciou ternamente o rosto do audacioso invasor de sua morada e o puxou para si para que pudesse aproveitar melhor aquele toque íntimo. Logo o gesto singelo de carinho se transformou em um beijo cheio de volúpia e desejo que lhes roubou o ar obrigando-os a se separarem.

— Mu?! — arqueou as sobrancelhas aloiradas enquanto ainda segurava o rosto do lemuriano, confuso com a presença inesperada dele.

Áries sorriu abertamente ao lhe lançar olhar apaixonado.

— Muito tarde para uma visita?

— Claro que não. Nunca! — respondeu ao levitar para fora da lótus e se por de pé diante de Mu — Só estou surpreso, pois não senti sua aproximação.

— É porque eu suprimi meu cosmo e escondi minha presença para que não notassem minha passagem pelas outras casas. — Mu deu uma piscadinha travessa e puxou Shaka pela cintura abraçando-o — Não queria chamar atenção.

Virgem sorriu envolvendo o pescoço dele com os braços e inclinou a cabeça para frente para aspirar profundamente o perfume delicioso de lavanda que emanava dos cabelos lilases ainda úmidos do banho.

— Por que não me avisou que viria? — indagou com um sussurro rente ao pescoço de Mu. Se soubesse teria preparado a casa para recebê-lo.

— Porque eu decidi de última hora. Eu tentei dormir, mas um certo loiro não me saía da cabeça.

— Hmm... — mirou sedutor os olhos verdes de Mu — Então quer dizer que eu te tiro o sono?

— Tira... Tira meu sono... Minha paz... Meu juízo... — Áries respondeu rouco ao sorrir.

As bocas se uniram mais uma vez, agora com maior intensidade e volúpia.

Quando os beijos se tornaram amassos Shaka começou a puxar e conduzir Mu para a parte residencial de seu templo, não era seguro se agarrarem daquela maneira no pátio. Porém o lemuriano tornou a caminhada difícil ao se recusar a parar de beija-lo, fazendo com que seguissem aos tropeços, esbarrando nas colunas de mármore pelo caminho, que eram usadas como apoio para as costas quando um decidia pressionar o outro contra o pilar de pedra só por provocação.

Entraram na sala de estar de Virgem atracados, afoitos e aos risos.

Shaka tentou se separar de Mu para acender a luz, mas tudo o que conseguiu ao virar de costas para ele e dar alguns passos foi ser agarrado por trás e ter a nuca atacada com beijos molhados e mordidas.

— Espera! — Shaka riu divertido ao se esticar todo para finalmente alcançar o interruptor e iluminar o cômodo.

Assim que acendeu a luz girou o corpo novamente para poder olhar melhor para Mu e ficou um pouco incomodado com o que viu. Não que a visão lhe fosse desagradável, ao contrário, o lemuriano estava lindo com uma calça escura de brim, camisa azul e o lenço vermelho sobre os ombros. O problema era ele mesmo, Shaka, que trajava apenas uma calça de algodão cru e uma bata de malha branca que mais parecia um pijama.

— Estou um pouco envergonhado agora. — confessou — Você está tão bonito e eu...

— Você está perfeito. — Mu o interrompeu acariciando o rosto do virginiano com o polegar — Além disso... Logo as roupas não importarão mais. — completou com malícia ao aperta-lo junto ao corpo brincando com o brinco de argola do indiano usando os dentes.

Fazendo jus ao signo que o regia, o ariano se mostrou decidido e não disfarçou o motivo de estar ali.

Shaka era um homem adulto, poderia até ainda ser virgem, mas não era ingênuo. Por isso mesmo que ao ouvir aquelas palavras o loiro sentiu um calafrio percorrer todo o corpo lhe arrepiando os pelos ao ser corroído por uma ansiedade infinita. Então aconteceria naquela noite.

Com o coração acelerado o indiano levou ambas as mãos a nuca de Mu, onde começou a desenhar círculos com os dedos, e o encarou intensamente por um segundo, olhando dentro das orbes esmeralda como se quisesse ter certeza de que não estava sonhando. Só então avançou e mordeu o lábio inferior dele, prendendo-o entre os dentes, a qual sugou ávido em explicita provocação. Degustou com prazer o doce sabor de Mu por alguns instantes antes de solta-lo.

— Hmmm... E posso saber quais são as suas intenções ao invadir meu sagrado Templo no meio da noite, Cavaleiro de Áries? — indagou malicioso ao roçar sua boca na dele, voltando a encara-lo.

— As piores! — Mu respondeu com um riso e um brilho perigoso no olhar.

Imediatamente soltou Virgem levantando as mãos até o peito dele e empurrou-o gentilmente em direção ao sofá de suede cor de mostarda que ficava encostado na parede oposta da sala.

Entrando no jogo de sedução, o indiano caminhou de costas sem desviar os olhos da expressão sacana que o lemuriano exibia na face até suas pernas tocarem o estofado sofá, onde caiu sentado por sobre as almofadas coloridas devido a outro empurrão. Sem dar muito tempo para que o virginiano se ajeitasse, Mu subiu de joelhos no sofá, sentou-se obscenamente no colo dele e passou os braços ao redor de seu pescoço, puxando-o para si ao beija-lo.

— Mu... — o nome sussurrado escapou por entre os lábios rubros de Shaka assim que ele sentiu as nádegas firmes pressionarem sensualmente sua pelve.

Completamente extasiado com todo aquele atrevimento, o virginiano abraçou-o com força correndo as mãos pelas costas largas e fortes até que alcançassem a bunda, a qual apertou com gosto sem qualquer pudor, usando todos os dez dedos para agarrar a carne macia e tentadora por sobre o tecido grosso da calça. Mu entendeu o agarrão como um incentivo, sendo assim, enquanto degustava a boca do indiano de modo languido e sensual, passou a movimentar o quadril em um fraco rebolado provocativo que arrancava gemidos despudorados de ambos.

Após algum tempo perdidos entre beijos quentes, mãos buliçosas e movimentos pélvicos insinuantes para lá de imorais, as roupas se tornaram um verdadeiro estorvo por impedirem o contato pele com pele.

— Tira isso! — Áries pediu impaciente ao embrenhar os dedos por baixo da bata de Shaka e força-la pra cima.

Atendendo ao pedido desesperado, o loiro soltou Mu, ergueu os braços e teve a bata arrancada de seu corpo às pressas em um único movimento.

Logo, com um pouco de malabarismo e urgência de ambos, as demais peças também começaram a desaparecer rapidamente dos corpos febris, atiradas de qualquer jeito contra o chão da sala em meio a arquejos e beijos tórridos, até que lhes restassem apenas as roupas íntimas.

Com a respiração difícil e as pálpebras fechadas, Shaka nem pensava em reclamar por estar um pouco de mau jeito no sofá, meio deitado meio sentado, pois nessa posição desajeitada Mu passara a simular um vai e vem sórdido na qual esfregava obscenamente a ereção rija como pedra na sua por sob a cueca. O ariano o pressionava com força e torturante lentidão enquanto o beijava languidamente, lhe arrancando arquejos do fundo da garganta e o pondo louco.

Não estava aguentando mais. Se Mu continuasse a provoca-lo daquele modo o feito da cachoeira se repetiria e não era isso que desejava. Portanto escorregou ambas as mãos para dentro da cueca dele, lhe agarrou as nádegas nuas e o apertou deliciosamente contra si.

— Mu... Por favor... — estava prestes a implorar para que ele acabasse de vez com aquela tortura erótica quando foi interrompido pela voz sedutora e insinuante do ariano ao pé do ouvido.

—Me leve para o seu quarto Shaka! — Mu pediu mal conseguindo verbalizar as palavras ao morder o lóbulo da orelha do loiro e usar a língua para brincar com a argolinha do brinco. Também estava no limite — Quero conhecer a sua cama. — confessou cheio de malícia.

Shaka respondeu ao apelo erótico com um longo ofego que o obrigou a abrir a boca e comprimir os olhos, tragando duro o ar ao cravar as unhas na pele branca e macia da bunda do lemuriano a fim de conseguir segurar a forte contração que percorreu todo seu baixo ventre, desde o períneo até a glande, e que culminou em uma mancha molhada de pré-gozo no tecido de sua cueca.

— Por Buda! Não... Não fala isso... Não assim... — balbuciou ofegante ao impulsionar o corpo para cima e se levantar do sofá com um tranco sem soltar Mu, que imediatamente apertou o abraço em seu pescoço e passou as pernas ao redor de sua cintura ao se sentir sustentado pelas nádegas. O lemuriano era mais pesado e fisicamente mais forte que o loiro, mas isso não era um problema para o Cavaleiro de Virgem, que o carregava nos braços com facilidade enquanto caminhava afobado em direção ao quarto.

— Assim como... Shaka? — sussurrou o nome do indiano propositadamente baixo ao correr a ponta da língua por dentro da orelha dele e ganhar um longo silvo em resposta durante o trajeto que nunca lhes pareceu tão longo — Ahhh... Gemendo de tesão no seu colo? Hmm, eu falo sim... Eu quero conhecer a sua cama, Shaka. — repetiu ainda mais provocante, quase imoral, enquanto Virgem, após cruzar o corredor e lutar por alguns instantes contra a maçaneta, finalmente abria a porta do quarto e adentrava o cômodo visivelmente ansioso e nervoso — Quero rolar nos seus lençóis com cheiro de sândalo... Ahh... Quero gemer e gritar seu nome ofegante e trêmulo de prazer Shaka... Hmm... Eu quero, eu preciso de você essa noite...

A reação corporal de Virgem perante aquela confissão libidinosa fora tão intensa que a força do indiano vacilou. Suas pernas bambearam e ele deu um passo em falso, tropeçando e quase derrubando Mu, já que todo o sangue de seu corpo parecia ter sido instantaneamente bombeado por seu coração disparado para um único local latejante em sua pelve.

— Droga! — resmungou baixinho ouvindo a risada abafada do lemuriano contra seu pescoço enquanto apertava com as mãos trêmulas o corpo dele contra o próprio, tentando se recuperar para não deixa-lo cair — Eu te pedi para não fazer isso comigo... Tenha piedade... Faz ideia do quanto eu o quero?! — clamou sofrido e ofegante — Se continuar a me instigar assim não conseguirei sequer alcançar o leito... — confessou parado a alguns passos da cama. Tinha os olhos fechados, a testa apoiada no ombro do Mu e estava envergonhado por não conseguir controlar a própria excitação diante da expectativa de fazer sexo com o lemuriano.

Desde que o beijara pela primeira vez vinha se dedicando a intensas sessões de meditação nas quais buscava acalmar seu corpo e preparar seu espírito para o momento em que finalmente consumaria seu amor por Mu. Porém, como acabara de constatar, tais sessões de nada haviam adiantado.

Amava tão profundamente aquele homem em seus braços e o desejava com tamanha intensidade que ouvi-lo dizer aquelas coisas lhe causavam um furor sexual insano e uma ansiedade tresloucada. Além disso, nem anos de meditação o teriam preparado para a intensidade da realidade. Após uma vida dedicada à iluminação e castidade, na qual lutara diariamente contra seus instintos e desejos carnais, nem em seus sonhos mais devassos Virgem havia imaginado o quão lascivo, provocante e sedutor o ariano poderia ser quando rendido à luxúria. Não que o imaginara frígido, dócil ou algo do tipo. Jamais! Sabia bem que por baixo da aparência serena e calma de Mu existia um homem decidido e de temperamento forte. Porém sua inexperiência lhe cobrava um preço caro, mesmo que quisesse agir com a maturidade e segurança de um homem adulto, seu corpo lhe traía ao reagir de forma afoita e nervosa ao toques dele ou quando notava a devassidão pungente oculta no tom de voz sussurrado que Mu usava ao lhe falar ao pé do ouvido.

Virgem no mais amplo sentido da palavra, lidar com um ariano experiente que transpirava sensualidade e libido por todos os poros deixou Shaka em uma situação deveras difícil.

Situação essa que não passou despercebida por Mu.

Áries mordeu os lábios contento um palavrão quando, em um estalo mental desencadeado pelas palavras do virginiano, se lembrou de que aquela era a primeira vez de Shaka. Merda! O tesão nublara sua mente a tal ponto que se esquecera completamente daquele fato importantíssimo. Riu baixinho novamente ao desenroscar com certa dificuldade as pernas da cintura do indiano, se pondo de pé diante dele, encabulado com a própria atitude inapropriada. Pelos deuses, avançara no loiro feito fera faminta e dera o bote sem dó ou piedade. Definitivamente não era isso que havia planejado antes de sair de casa, porém a culpa era toda de Shaka, aquele indiano metido era tão instigante que Mu tinha certeza de que ao beija-lo, ainda na lótus, fora possuído por algum demônio da safadeza.

— Me desculpe. — disse tentando recompor o ritmo da própria respiração ao erguer o rosto corado do virginiano, olhar profundamente em seus olhos e lhe beijar o mais ternamente que era capaz, dada a situação.

— Como? — Shaka indagou confuso — Eu é que... — não concluiu a frase, pois Mu o abraçou com força e lhe tomou a boca dando início a um beijo bem diferente dos anteriores, este era calmo, lento e profundo.

Em pé, parados próximos à cama e com a luz da lua cheia a entrar pela grande janela aberta e iluminar os corpos seminus atrelados um o outro em um abraço íntimo e apertado, o lemuriano passou a degustar sem pressa alguma, metodicamente e com toda a dedicação que ele merecia cada recanto da boca do homem pelo qual estava perdidamente apaixonado.

Atordoado, Shaka não entendeu a drástica mudança de atitude de Mu, porém estava longe de acha-la ruim. Pelo contrário, aos suspiros e com o coração acelerado correspondia com igual ardor e paixão aquele beijo arrebatador.

— Mu... — suspirou o nome do amado quando este passou a lentamente distribuir beijos cálidos e gentis por seu pescoço e ombros.

— Me desculpe mais um vez Shaka! Vamos fazer isso do jeito certo. — apesar da excitação ainda estar presente na voz do lemuriano, agora também havia ternura.

— Hmm... E estávamos fazendo do jeito errado? — o virginiano indagou com certa ironia e diversão — Me pareceu bem certo até agora. — disse ao escorregar a mão por entre seus corpos e apertar de leve a ereção do lemuriano por cima da cueca.

— Ahhh! — Mu soltou um silvo baixo de prazer com o aperto — Sim, pareceu. Mas você merece mais que uma transa afoita com um ariano impaciente.

Foi vez de Shaka rir baixinho. Mu havia percebido seu nervosismo e mudado de atitude a fim de lhe deixar mais relaxado e estava verdadeiramente adorando isso.

— Então me ensine o jeito certo de fazer amor, Mu de Áries. — sussurrou ao soltar o pênis do outro e subir a mão pelo peito dele até lhe agarrar a nuca afastando os cabelos cor de lavanda para beijar a pele branca e arrepiada do pescoço exposto.

Alguma coisa na forma como Shaka disse aquelas palavras fez o coração de Mu disparar e seu corpo todo estremecer.

Com carinho e cautela os dois voltaram a se beijar. Desta vez Mu tentava conter um pouco mais a libido em erupção ao conduzir Shaka até a espaçosa cama do Cavaleiro de Virgem e fazê-lo se sentar no colchão macio forrado com lençóis terracota. O indiano sentiu as forças desaparecerem novamente quando de pé a sua frente, Mu segurou no elástico da própria cueca e a abaixou com torturante lentidão, retirando a peça e ficando completamente nu diante de si.

Já o havia visto despido incontáveis vezes nos vestiários, mas nenhuma se comparava a visão tentadora e sensual do corpo dele excitado e emoldurado pelos fios lilases que brilhavam iluminados pela luz da lua. Em um movimento involuntário, Shaka umedeceu os lábios, os mordendo de leve, ao deslizar os olhos por todos os músculos fortes e bem trabalhados do lemuriano até fixa-los na parte anatômica que mais lhe instigava no momento. A ereção de Mu estava obscenamente próxima, na altura de seu rosto, de modo que era impossível ignora-la e não reparar nos detalhes. Ele era grande, mas não exageradamente, “na medida certa” disse a si mesmo satisfeito e com água na boca, não possuía pelos pubianos e a pele muito branca aumentava ainda mais o contraste com a glande rosada e túrgida.

“Por Buda e todos os deuses! Ele tem ideia do quanto é sexy?” — pensou sentindo um calor infernal.

— Gosta do que vê? — Áries perguntou com um sorriso de lado ao notar o olhar intenso que Virgem direcionava a sua pelve.

— Muito... — desviou os olhos para cima.

— Ótimo! Agora é a minha vez...

Mu inclinou-se sobre Shaka tomando-lhe os lábios e o obrigou a se arrastar para trás quando subiu na cama. No meio do colchão, Áries desceu os lábios febris pelo pescoço, peito e cintura do loiro que entre arquejos observava sôfrego ele lhe distribuir beijos cada vez mais para baixo até que se concentrassem na borda de sua cueca, que foi, para o delírio de Shaka, sensualmente retirada com os dentes e atirada longe.

Agora era a vez de Mu ofegar e se perder na visão excitante do pênis ereto do virginiano. Teve ganas de abocanha-lo no mesmo instante, como criança diante de um doce suculento. Em um segundo planejou tudo em sua mente: contornaria com a boca a base, sentindo na língua aqueles pelinhos aloirados que tanto lhe instigavam, depois subiria lentamente todo o comprimento firme distribuindo beijos molhados até engolfar a glande, que sugaria com gosto e maestria antes de engoli-lo todo até o fundo da garganta. Porém não o fez! Tinha outras necessidades mais urgentes.

— Gosta do que vê? — Shaka repetiu a pergunta de instantes antes, satisfeito com o olhar desejoso que recebia.

Mu deu um sorriso e avançou sobre o loiro beijando-o com afinco.

— Muito! — suspirou rente aos lábios de Shaka — E eu o quero dentro de mim... Agora!

Virgem teve até vertigem e mais uma vez precisou conter a contração forte que irradiou por seu baixo ventre.

— Ahh! E-Eu também quero. Quero muito... — balbuciou agoniado ao beijar Mu e puxa-lo para seu colo. Porém abriu as pálpebras quando encontrou resistência e notou o corpo dele se afastar do seu — O que foi? — indagou com os olhos nublados de desejo e um tanto confuso, pois a face corada de Mu parecia aborrecida com algo.

Áries respirava fundo praguejando.

— Droga! O sachê de lubrificante ficou na sala, no bolso da minha calça. — estava frustrado — Espera! Eu já volto... Um segundo! — disse afobado.

Entretanto mal o ariano ameaçou descer da cama Shaka lhe segurou firme o braço, impedindo-o.

— Não! — disse e logo o soltou.

Curioso Mu se deteve e não se moveu enquanto observava o indiano arrastar-se um tanto atrapalhado pelo colchão, alcançar o criado mudo próximo à cabeceira da cama e vasculhar apressado a gaveta. Para sua imensa surpresa, instantes depois ele retornava para perto de si com o rosto vermelho, ofegante lhe estendendo quatro tubos lacrados de diferentes tipos de lubrificantes íntimos e vários preservativos coloridos.

— Você... — Mu definitivamente não esperava por aquilo. Mas logo a feição de espanto se transfigurou em malícia pura.

— Não me olhe assim, Mu! — Shaka ralhou um pouco embaraçado com a situação —... Eu sabia que aconteceria em algum momento. — explicou-se — Achei que deveria me preparar para isso agora que estamos juntos. Só que... Eu não sabia exatamente o que comprar. — confessou dando de ombros.

Com um sorriso sacana no rosto, Mu se aproximou do loiro, roubou um beijo e lhe fez um carinho singelo na face corada. Shaka podia ainda ser inexperiente, mas não era nem um pouco bobo. Gostava disso.

— Este! O resto pode guardar. — Áries disse ao pegar aleatoriamente um dos lubrificantes, aparentemente sabor morango ou algo do tipo — Não precisaremos de preservativos. — sorriu de lado e piscou um dos olhos para o indiano.

— Eu sei, confio em você! Mas preferi comprar mesmo assim, caso desejasse usar eu teria em mãos. — Shaka sorriu e inclinou-se beijando o ariano com carinho. Sabia que ele não possuía nenhuma doença ou algo do tipo, todos os cavaleiros de Athena passavam por exames de saúde periódicos rigorosos, mas como não conhecia as preferências sexuais do lemuriano achou por bem ter preservativos disponíveis caso ele lhe pedisse.

Sem perder mais tempo e bastante ansioso o virginiano se afastou rapidamente para guardar as camisinhas e lubrificantes que restaram enquanto Áries abria impaciente o lacre do tubo escolhido. Não satisfeito em apenas esperar, assim que retornou para perto dele, Shaka esticou o pescoço e passou a beijar Mu correndo as mãos por toda a extensão das coxas grossas dele, apertando os músculos firmes e arranhando a pele macia e aveludada.

Sem apartar o beijo, instigado pelos toques ousados que recebia, Mu despejou um tanto do gel nos dedos da mão direita notando perplexo que tremia levemente. Estava estranhamente nervoso. Afoito jogou o tubo de lado e levou a mão até o pênis de Shaka, apertando-o delicadamente entre os dedos ao espalhar o gel por toda sua extensão.

— Hmm... — Shaka soltou um murmúrio dentro da boca de Mu ao sentir a mão quente e macia dele lhe tocando de forma tão íntima e prazerosa.

— Pronto? — indagou com um suspiro ao soltar o membro entre seus dedos, afastar a franja loira da testa suada do indiano e depositar um beijo por sobre o terceiro olho desenhado ali.

— Sim. — a resposta saiu quase inaudível acompanhada de um leve balançar de cabeça.

Com o coração batendo tresloucado pela expectativa, Shaka rapidamente se sentou no meio da cama segurando Mu pela cintura. Em igual ansiedade, o lemuriano apoiou-se nos ombros de Virgem, passou uma das pernas por cima das dele e sentou-se em seu colo, posicionando a ereção úmida e dura entre as nádegas.

Há instantes de se unirem de corpo e alma, os olhares apaixonados se cruzaram e o tempo pareceu desacelerar parando para ambos.

Trêmulo de emoção, o Cavaleiro de Virgem sentia o baixo ventre latejar enquanto mirava intensamente as íris cor de esmeralda do Cavaleiro de Áries em seu colo. Os grandes olhos verdes dele refletiam a luz da lua e nunca antes lhe pareceram profundos como naquele momento. Por sua vez, Mu, que nunca sentira tamanha emoção antes, não conseguia sequer piscar completamente arrebatado e hipnotizado pelas gemas azuis que lhe devoravam alma.

Guiados pelo mesmo anseio, em sincronia uniram as testas mantendo seus rostos tão próximos que passaram dividir o mesmo ar. Olhos nos olhos, o ariano então deu início a penetração arrancando um longo uivo de prazer do fundo da garganta de Shaka assim que este sentiu a ponta do pênis ser englobada e comprimida pela carne quente e macia de Mu.

Áries sabia bem o que estava fazendo quando se permitiu penetrar sem “preparação”. Para superar a dor da invasão precisava relaxar seu corpo e literalmente se abrir a fim de facilitar a descida, mas Shaka tinha um tamanho considerável e os meses de abstinência sexual não lhe ajudavam no momento. Era sempre mais doloroso ser penetrado após muito tempo sem transar, por isso preferia encarar a dor inicial de uma vez e cortar o mal pela raiz.

Segurando firme no pescoço de virgem, desceu devagar e cauteloso. Mordia o próprio lábio e soltava pequenos gemidos e suspiros quando era acometido pelas pontadas doloridas ao sentir a ereção quente e dura lhe invadir, centímetro a centímetro, até ser preenchido completamente.

— Hmm... Ai! Não se meche ainda por favor! — pediu com a respiração difícil quando finalmente o sentiu todo dentro de si — Ahh... Preciso... Preciso apenas de um instante para... Hmm... Me acostumar.

Shaka não conseguiu responder.

Com os olhos vidrados, o indiano exibia no rosto extremamente corado uma expressão de puro abandono enquanto seu peito subia e descia descompassado, delirante com a sensação arrebatadora de possuir o ariano.

Por Buda! Era bom demais para ser real! Mu era quente, apertado, úmido e... Delicioso.

Passados alguns segundos e notando o estado entregue de Shaka, Mu tocou-lhe os lábios o trazendo de volta a realidade com um beijo suave.

— Oi! — sorriu sensual esfregando ponta do nariz no dele.

— Oi... — Shaka piscou os olhos atordoado e sorriu de volta — Isso é tão...

— Bom!

— ...É!

Os dois sorriram abobados trocando carícias e beijos apaixonados até que finalmente a dor abandonou Mu completamente. Desfrutando enfim da benção do prazer, o ariano se moveu insinuante no colo do loiro, subindo até quase deixa-lo escapar e descendo o quadril lentamente até senti-lo bem fundo. Aproveitava cada centímetro do membro delicioso que o invadia.

— Ahh... Assim é melhor ainda. — gemeu ao quebrar o contato visual com Shaka, fechar os olhos e inclinar levemente a cabeça par traz, entregando-se completamente ao deleite que sentia com aquele lento cavalgar.

— Hmm, Sim Mu... Assim é maravilhoso! — Shaka balbuciou com dificuldade rente o pescoço exposto do lemuriano ao abraça-lo com força e colar o corpo dele no seu.

— Consegue sentir isso? — perguntou sedutoramente ao rebolar e comprimir a carne rija do loiro com força durante o movimento — Gosta quando eu faço assim?

— Ahhhh! Sim!... — respondeu sôfrego e gemendo alto ao sentir o pênis latejar deliciosamente — Eu gosto... Gosto muito... Hmm...

— Ótimo, porque estamos apenas começando. — sentenciou ao enlaçar o pescoço do loiro com os braços e o puxar para um beijo lascivo e arrebatador.

Em regozijo com os uivos, arquejos e gemidos cada vez mais altos de Shaka, o lemuriano movimentava-se com um rebolado tão obsceno quanto prazeroso. Não precisava se tocar, o prazer da penetração somada a fricção de seu pênis contra a barriga do loiro era mais do que o suficiente para lhe fazer revirar os olhos e querer mais.

Shaka não estava em melhor estado. Arfante, beijava e mordia o pescoço de Mu desesperadamente, apalpando com força a bunda dele ajudando-o a se mover sobre si. Estava em êxtase, mal conseguindo lidar com todas aquelas sensações incríveis que sentia.

— Ahh Muuuu... Mais rápido! — implorou angustiado após alguns minutos de movimentos lentos e torturantes — E-Eu preciso de mais...

— Assim? — Mu ofegou rente a testa do indiano ao aumentar apenas um pouco o ritmo imposto.

— M-Mais... — disse ao morder forte a junção entre o pescoço e o ombro do ariano sugando o local em seguida.

Shaka sentiu a pele dele se arrepiar e ficou satisfeito ao notar que havia deixado uma marca roxa e dolorida no local.

— Ahhhh Shaka... Hmm... Não me provoca!

O loiro soltou um riso abafado ao descobrir o fraco de Áries por mordidas e chupões, atacando-o com os dentes logo em seguida.

O Cavaleiro de Áries bem que tentou controlar seus ímpetos libidinosos e manter a relação em um ritmo calmo, mas com o pescoço sendo atacado daquela forma ficou impossível. Em furor Mu soltou o pescoço de Shaka e o empurrou, obrigando-o a se deitar sobre os travesseiros macios. Com os braços apoiados no peito dele, os movimentos lentos e cadenciados do lemuriano ganharam força e vigor a medida que a luxúria que queimava dentro de si sobrepunha a paixão.

Porém ele não era o único a ditar as regras ali.

Extasiado com visão sensual de Mu subindo e descendo em seu colo, Shaka percebeu que naquela posição tinha certa mobilidade nas pernas e algum controle da situação. Foi só o que precisou para agarrar as nádegas firmes com ambas as mãos e começar a estocar Áries com força. Com a mente enevoada pelo prazer e o autocontrole perdido, o loiro usava os braços para sustentar e ajudar Mu a se mover enquanto elevava o quadril chocando seu corpo contra o dele com força e certa violência, o que arrancava gemidos altos e burburinhos inteligíveis dos dois.

Mu foi aos Elísios.

Apesar de ter começado tímido, o indiano agora se mostrava fogo puro e lhe estocava com tamanho vigor que lhe causava calafrios e revirar de olhos. Por todos os deuses do Olimpo! Shaka era gostoso demais. O tesão louco que sentia por ele só aumentava a cada encontro barulhento de seus quadris e logo Mu se viu cavalgando-o com intenso ardor, embebecido pelo doce sabor da luxúria. Só pensava no quanto precisa desesperadamente ter prazer e dar prazer a ele. Nada mais nesse mundo importava.

— S-Shaka... Ahh... Ahh... Shaka... — entoava em arroubo voluptuoso ao segurar com uma mão seus longos cabelos lilases, os quais balançavam vigorosamente junto de seu corpo conforme subia e descia no colo do loiro — Hmm... Tão fundo... Ahhh.

Quanto mais Mu gemia apaixonadamente seu nome, mais forte, mais rápido e mais profundamente Shaka o estocava. Chocavam-se em um ritmo delirante, porém Virgem percebeu que tamanha intensidade estava levando-o próximo de seu limite cedo demais, se continuassem dessa maneira não conseguiria mais se segurar.

— Ahh... Mu... Espera! Desse jeito eu... Ahh... Eu vou... Hmm...— desesperado tentou avisar o lemuriano de sua situação e ir mais devagar — Para!...Ahhh... Mu...

Shaka implorou e tentou conte-lo, pois estava realmente prestes a gozar, porém foi em vão. Ao contrário do que esperava, quando ouviu seus clamores o ariano fora tomado por uma devassidão ainda maior e não apenas não diminuiu o ritmo, como o aumentou. Alucinado Mu inclinou-se pra frente, deixando que seus cabelos formassem um véu ao redor dos dois, e buscou em verdadeiro arroubo libidinoso os lábios de Shaka, beijando-o em desespero enquanto levava uma mão até o próprio pênis masturbando-se intensamente na mesma velocidade em que seus quadris se chocavam. No estado em que estava não era mais capaz de desacelerar.

Foi o golpe de misericórdia para Shaka que não resistiu e atingiu o orgasmo.

Por alguns segundos, que lhe pareceram toda uma vida, Virgem acreditou ter adentrado o paraíso celeste, qualquer um deles. Revirou os olhos e comprimiu os dedos dos pés empurrando-se ainda mais contra Mu ao se derramar abundantemente dentro dele.

— AHHH! MUUUUU... — contorcendo-se sobre o leito, o virginiano soltou um grito de prazer seguido do nome de seu amado, sentindo pela primeira vez a satisfação sublime e arrebatadora de alcançar o nirvana carnal.

Em seu colo, Mu também estava em uma dimensão à parte. Ouvira distante seu nome ser chamado, mas não conseguiu responder, pois aproveitava os instantes finais da ereção de Shaka para alcançar o próprio prazer, o que não demorou a acontecer.

O loiro ainda se recuperava do gozo sentindo lentamente seu espirito retornar dos Céus à Terra, adentrando seu corpo febril sobre o leito, quando foi a vez de Mu ser elevado as alturas.

— Ahhh! Shakaaa... — também chamou-lhe o nome molhando o abdome dele com seu prazer.

Arfante e com um sorriso abobalhado no rosto o lemuriano sentiu os últimos espasmos do orgasmo e o corpo pesar em seguida, então deitou-se sobre o peito do loiro descansando a cabeça em seu ombro, mal conseguindo acreditar no arrebatamento que sentia. Era diferente, não havia apenas o alivio físico e vazio comum no sexo, ali nos braços de Shaka seu coração foi preenchido por um calor aconchegante e sentiu-se pleno e completo.

Em resposta foi abraçado com carinho e teve os cabelos beijados e acariciados pelos dedos longos de Shaka. Estavam cansados, suados, quentes e felizes.

— Você está tremendo! — Virgem sussurrou quase sem voz ao deslizar a mão pela linha da coluna do ariano, lhe arrancando um suspiro.

Não obteve outra resposta.

Mu não sabia como explicar a Shaka que seu corpo todo reagia involuntariamente em sincronia com a revoada de borboletas em sua barriga, sempre elas, as intrusas que instalaram morada dentro de si desde que se apaixonara perdidamente pelo loiro. Tremia sim, mas pela emoção de fazer amor pela primeira vez.

Mas não fora preciso dizer nada, nunca era, Shaka o entendia perfeitamente. Também tinha as mesmas borboletas habitando seu corpo, porém as suas estavam calmas voando tranquilas em enlevo e graça, pois Virgem sentia-se verdadeiramente em paz pela primeira vez em muito, muito tempo. Seu coração transbordava pleno de alegria e amor. Mu era finalmente seu.

Ficaram algum tempo ali abraçados e ainda unidos apreciando a letargia pós-sexo, Áries trêmulo nos braços de Virgem, que o acalmava distribuindo carícias por seus os longos cabelos e por suas costas largas, até que o lemuriano se moveu saindo de cima do loiro e se deitou ao seu lado, de frente para ele.

—Isso foi... incrível! — Mu disse após um longo suspiro.

— Foi! E eu adorei. — Shaka sorriu ao trocar um olhar cumplice com o amado e lhe acariciar o rosto.

— Bom, foi mais intenso do que planejei mas... Pelo menos eu tentei! — o ariano riu divertido ciente de que fracassara completamente na sua intensão de “ir com calma”.

— É, tentou! — o loiro riu junto dele — Mas em sua defesa digo que ambos estávamos meio... “necessitados”.

Mu riu alto concordando com Shaka.

— Para ser sincero eu já estava a ponto de fazer uma loucura em uma dessas ruínas e becos onde nos encontrávamos. — confessou com um sorriso sacana no canto da boca ao se aproximar do loiro beijando-o.

Shaka fechou os olhos entregando-se ao beijo e sem aviso prévio avançou sobre Mu. Por cima do ariano, que deitara de costas no colchão, aprofundou o contato entre as bocas famintas correndo as mãos por toda a lateral de seu corpo. Áries, que não era bobo nem nada parecido, abriu as pernas para melhor acomoda-lo entre elas e dobrou uma, usando a própria coxa e o pé para acariciar toda a extensão da perna dele. Estava surpreso com aquela tomada de iniciativa, mas simplesmente adorou ver Shaka mais desinibido e partindo para cima. Por isso correspondia ao ataque com os braços ao redor do pescoço dele devorando a boca macia e com gosto de canela enquanto lhe arranhava e marcava a pele dourada das costas.

— Não sabia que era desses, Mu de Áries! — Shaka provocou com malícia ao agarrar com força a coxa de Mu, deslizando a mão atrevidamente até a bunda dele, e descer os lábios pelo pescoço já muito marcado até se deter sobre o pomo de adão, que sugou avidamente.

— Hmmm... E não sou! — Mu respondeu suspirando após sentir o corpo todo se arrepiar e o baixo ventre pulsar — Mas nem eu me reconheço mais. Pensar em você me faz cometer loucuras.

— Que tipo de loucuras, posso saber? — sussurrou ao correr a língua macia até a base da orelha de Mu e lhe morder o lóbulo da orelha.

O ariano gemeu alto e puxou o rosto do indiano para perto do seu, queria olha-lo nos olhos.

— Loucuras como... Invadir a Sexta Casa Zodiacal na calada da noite, atacar o Cavaleiro de Virgem covardemente durante a meditação e obriga-lo a fazer amor comigo até o amanhecer. — respondeu assim que as gemas esmeralda encontraram as safiras, sentindo-se excitado novamente.

Um brilho perigoso surgiu nos belos olhos azuis quando o loiro ouviu aquelas palavras e notou o quão duro Mu estava ficando. Com vigor renovado tomou a boca rosada e pressionou o quadril contra o dele. Já havia tido tempo suficiente para descansar e agora queria-o mais uma vez.

— Hmm! Shaka! Round dois? — brincou ao morder os próprios lábios, extasiado ao senti-lo descer por seu peito e lhe atacar os mamilos com os dentes.

— É preciso muitos rounds para se derrotar o guardião deste Templo caro invasor! — Virgem respondeu malicioso ao esfregar o pênis rijo contra a ereção de Mu e se desviar para o outro mamilo eriçado.

— Convencido! — Mu riu arranhando nuca dele. Estava adorando descobrir aquela versão safada do sempre recatado virginiano.

Shaka prosseguiu com o ataque descendo pelo peito e cintura do lemuriano até lhe alcançar a virilha, cada movimento seu era minuciosamente acompanhado pelos enormes olhos verdes de Mu, que aflito e apoiado nos cotovelos, o observava em expectativa. Sabendo disso o virginiano ergueu os olhos e sem desvia-los da face rubra e ofegante de Áries, correu a língua por toda a base do membro turgido e tentador, enfiando o nariz ali e se deliciando com o aroma forte e masculino de sexo e suor. Pode ainda sentir o sabor salgado do prazer dele sobre a pele.

— Eu amo o seu cheiro... É delicioso! — confessou com rouquidão e desejo explícitos na voz ao abrir ainda mais as pernas do ariano com as mãos e descer a ponta da língua obscenamente na direção do períneo. Ali provou do próprio sabor que havia escorrido um pouco e labuzara a região.

Rendido Mu sentia a respiração falhar e o coração bater tão forte que este quase lhe saltava pela boca, vivia um estranho e deleitoso Déjà vu. Já havia visto aqueles sedutores olhos azuis lhe mirarem de volta exatamente do mesmo jeito antes, meses atrás em Jamiel quando sonhara com Shaka. Fora o primeiro de muitos e lembrava-se dele com exatidão:

“A íris azulada formava apenas um anel colorido em volta de verdadeiros buracos negros, causados pela intensa dilatação da pupila, denunciando todo o desejo, malícia e volúpia de seu portador. Emoldurando aquele olhar tão intenso, havia uma cascata de longos fios dourados, enquanto a boca sumia por baixo do nariz, já que ávida subia e descia devorando-lhe o pênis.”

Teria tido uma premonição? O lemuriano sorriu ao pensar nisso e na possibilidade instigante de poder transformar em realidade todos os outros sonhos igualmente eróticos e deliciosos que tivera com o loiro.

Porém diferente do sonho, Shaka não prosseguiu lhe fazendo sexo oral. Virgem não sabia ainda como fazê-lo corretamente e preferiu não arriscar, portando apenas distribuiu mais alguns beijos e lambidas pela região antes de retomar a subida pelo torso de músculos muito bem trabalhados de Mu.

Quando alcançou novamente o rosto do lemuriano Shaka virou-lhe a cabeça de lado expondo a orelha e parte da nuca, que atacou com afinco, distribuindo mais beijos, lambidas e mordidas por toda a região sensível.

Após alguns instantes que passaram embolados entre arquejos e sussurros de tesão, o indiano afastou-se de Mu puxando-o pela mão para que levantasse consigo, e quando ficaram de joelhos sobre o colchão Virgem o surpreendeu mais uma vez ao vira-lo de costas com um movimento ligeiro, abraçando-o por trás.

— Shaka! Ahh! Pelos deuses! — Áries gemeu alto ao levar as mãos para trás e agarrar os cabelos cor de ouro com força, completamente instigado ao sentir o pênis rijo do indiano a lhe roçar entre as nádegas.

Sem pudor algum empinou a bunda arqueando as costas ofereceu-se para ele.

Diante da reação positiva Shaka deslizou uma das mãos insinuante pelo abdome de Mu até alcançar e agarra-lhe a ereção desperta, a qual massageou com habilidade em um delicioso vai e vem lento, cobrindo e expondo a glande rosada a cada deslizar de seus dedos, arrancando silvos e arrolhos de prazer de Mu. Fazia com ele o que costumava fazer a si mesmo em seus momentos de prazer solitário.

— Eu pedi para que me ensinasse a fazer amor Mu. — sussurrou com os lábios febris colados a nuca que expôs ao afastar os longos cabelos lilases para frente com a mão livre — Você é um excelente professor. Agora vou te mostrar o que aprendi com a nossa primeira “lição”. — ao término das palavras mordeu forte a nuca de Mu e insinuou o pênis contra a entrada macia e quente que já se abria para recebê-lo.

Após sua primeira experiência sexual ter sido muito bem sucedida, Shaka sentia-se bem mais confiante e seguro para agir. Era a sua vez de mostrar que também possuía o mesmo demônio da luxuria queimando dentro de si.

De joelhos sobre o colchão e com as mãos apoiadas na cabeceira da cama, Mu fora tomado por trás com avidez, desejo e paixão até ambos alcançarem novamente o júbilo maior dos amantes.

Se Áries era um excelente professor, Virgem era um aluno melhor ainda.

Com disposição de jovens enamorados, e a resistência física de bravos guerreiros, amaram-se ainda muitas outras vezes madrugada adentro. Juntos eles desvendaram sem pressa os pontos sensíveis um do outo, experimentaram posições e sensações novas, até que o sol começou a insinuar seus raios no céu clareando o horizonte. Nesse momento eles finalmente se renderam ao cansaço e esgotamento e se entregaram ambos aos braços de Morfeu; nus, entrelaçados e plenos de felicidade e amor.

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Grupo no face com as minhas fics — Fics trio ternura

Grupo do Mushakismo espaço reservado apenas para Mu x Shaka

Notas finais
.... E então a espera valeu a pena? Por favor me deem suas impressões XD Escrevi esse cap entre trancos e barrancos mas com muito amor e carinho. Realmente foi difícil conciliar a primeira vez entre um Homem experiente, passivo e fogoso com outro virgem, porém decidido. Inclusive, o próximo cap já está a caminho, não pretendo demorar pois é o dia seguinte *-* e não quero que vcs percam o timing da coisa XD enfim... beijos pessoal, espero que realmente tenham aproveitado esse cap de safadeza XD