Notas iniciais
De quem é o corpo?

No plantão da delegacia, Virginia Sottero, vice-prefeita de Westphalen e esposa do delegado Osvaldo Sottero, chega invadindo o escritório.

– Osvaldo nosso filho não voltou para casa, quero que você o encontre.

– Virginia, eu não posso dar prioridade para um adolescente arruaceiro como nosso filho quando tenho outros casos para resolver. – afirma o homem completamente tranquilo com o chilique de sua esposa.

– E se ele foi sequestrado, morto. Meu Deus, eu não quero nem pensar isso. – se queixa ela toda dramática.

– Você já ligou para os amigos dele? – pergunta Osvaldo.

– Sim e ele não está com nenhum. Osvaldo eu realmente estou preocupada com nosso filho, por favor, faça alguma coisa. – suplica a senhora aflita.

No mesmo instante Alberto Salvatore, o Prefeito de Westphalen, entra no escritório de Osvaldo cautelosamente.

– Com licença, mas você disse que o Bernardo não voltou para casa?

– Sim, já faz algumas horas que ele saiu. – afirma a senhora virando-se em direção à porta. – Por quê?

– A Débora também não voltou para casa. – responde ele preocupado com a filha.

No lado de fora do escritório, gritos são ouvidos, como se alguém estivesse brigando. Osvaldo levanta-se e vai até a recepção.

– O que está havendo na minha delegacia?

– Osvaldo eu quero que você encontre meu filho. – afirma Jakeline DiLaurentis.

– Minha filha também desapareceu. – completa Carolina Santiago, médica responsável pelo Hospital Municipal de Westphalen.

– Meu filho também. – afirma Estela Montgomery, advogada conceituada na cidade. – Será que é coincidência? – questiona ela.

– Por favor, minha neta não conhece está cidade e ela ainda não voltou para casa Osvaldo, acho que não seja coincidência. – continua Helena, entrando na delegacia.

Osvaldo tenta acalmar os pais dos adolescentes quando recebe uma ligação anônima.

– Por favor, vocês precisam se acalmar, eu vou precisar da lista de amigos de filhos e... — ♪ toca o telefone ♪ e a secretária chama Alberto para atendê-lo.

– Sim, estou a caminho. – afirma o policial ao telefone.

Em seguida pede para a recepcionista mandar uma ambulância para um endereço escrito em um papel.

Quando Osvaldo sai, é seguido pelos pais que vão com seus carros ate o local designado pelo delegado.

...

O barulho é chamativo, fazendo com que os moradores de Westphalen acordem para ver o que está acontecendo na cidade durante a madrugada.

Ao chegarem às ruinas, uma multidão de pessoas está se perguntado o que há de estranho para a polícia e ambulância estarem lá.

Os policiais entram na velha igreja e veem alguns jovens caídos no chão, o delegado se aproxima e avista seu filho, corre na sua direção.

– Bernardo o que está acontecendo? O que você está fazendo aqui? – questiona Osvaldo.

– Ai, minha cabeça dói. – afirma o garoto.

Não tão longe dali, outro policial faz sinal com a lanterna e fala.

– O senhor vai querer ver isso.

Osvaldo se aproxima e vê um garoto com cabelos loiro- escuro amarrado a uma árvore. Aproxima-se do rapaz, coloca a mão em seu pescoço e afirma.

– Está morto e eu tenho certeza de que estes garotos estão envolvidos, leve-os para a delegacia, na viatura.

Os jovens que estavam sumidos há algumas horas são levados algemados para as viaturas e uma maca com um saco preto do IML de Westphalen sai a caminho da ambulância.

Jakeline observa todos àqueles jovens caminhando até a viatura da policia tentando ver se encontra seu filho. Ao avistar a maca, cai apoiada aos joelhos e começa a chorar desesperadamente.

– NÃAAAO! MEU FILHO NÃO! – grita ela sendo abraçada pela filha Jenna.

Os policiais tentam afastar a multidão, mas sem sucesso.

As viaturas da policia saem dali apenas com as luzes vermelha e azul ligadas. Os cinco jovens dentro dos carros observam a multidão os encarando e o desespero de uma mãe que acabara de perder seu filho.

...

Valentina, Bernardo, Débora, Jonathan e Gabriella passam o que restou da madrugada na delegacia em uma cela.

Na manhã seguinte, uma psicóloga é chamada para auxiliar no interrogatório das crianças.

Eles são levados para uma sala, onde estão o Delegado Osvaldo, Estela Montgomery, a advogada dos jovens e Anne Rodriguez, a psicóloga.

Estela começa lhe dando uma sugestão para eles sobre o que dizer no interrogatório.

– Vocês devem falar tudo o que aconteceu naquela igreja, tudo, entenderam?

Eles assentem com a cabeça.

– Bem, vocês estavam lá, mas o que estavam fazendo lá? – questiona Osvaldo.

– Nós não matamos o Anderson. – afirma Bernardo.

– Não foi o que eu perguntei. – diz Osvaldo.

– Sem me permitem, eu sei que vocês receberam uma mensagem anônima ontem à tarde dizendo o seguinte: vá até as ruínas da igreja hoje ao pôr-do-sol, tenho uma surpresa para você. – Anne afirma deixando-os assustados.

– Não sabemos que mandou a mensagem e não vimos que matou o Anderson, fomos acertados com uma pancada na cabeça e desmaiamos todos nós. E só acordamos quando vocês chegaram lá. – afirma Débora. – É isso que vocês queriam ouvir, não é?

– Ela está dizendo a verdade. – afirma Anne direcionando-se para o delegado ao seu lado.

– Como você sabe? – questiona ele.

– Ela não está tensa e sua expressão facial não enrijeceu o que sempre acontece quando alguém mente principalmente quando são jovens. – explica ela.

– Então eles podem ser liberados. – afirma Estela.

– Eu temo que não. — diz Anne. – Eles vão precisar de um acompanhamento psicológico.

– Podemos marcar algumas sessões individuais para eles. – fala Estela.

– O quanto antes melhor. – alega a psicóloga olhando para os adolescentes. – Eu receio que este assassinato possa causar muitos danos a mente deles.

...

Algumas horas depois...

Jakeline e sua família estão no cemitério onde será sepultado Anderson quando chegam os cinco jovens. Ela os encara o volta seu olhar para o caixão onde está seu filho.

Ela chora abraçada com seu esposo e filha. Enquanto outras pessoas deixam rosas brancas sobre o caixão com madeira avermelhada por verniz.

Assim que o caixão é descido para a cova e as pessoas começam a deixar o local o telefone dos garotos toca.

O jogo só está começando idiotas. — A

Eles olham ao seu redor e não avistam ninguém mais além da família de Anderson no cemitério.

[...]

Notas finais
...