Silence - Season 1
3 Mother i hate you
Notas iniciais
Após toda aproximação que os jovens tiveram após as seções em grupo com Anne ela decidiu que atenderá eles individualmente como já havia proposto anteriormente.
Eles se aproximaram muito durante as semanas após o acontecimento, principalmente pelo fato de tentarem descobrir que é “A”, mas a amizade deles progrediu bastante.
Eles retornaram a escola uma semana após o incidente na igreja, bem próximos. E estão se conhecendo.
Algumas semanas depois...
Carolina chega a sua casa assustada a procura de sua filha.
– Gabriella, onde você está? Gabriella?
– Calma mãe, eu estou aqui, estava estudando, provas finais esta semana lembra? – afirma a moça descendo as escadas.
– Querida, você precisa avisar a Valentina o mais rápido possível. – afirma a médica.
– Por quê? Aconteceu alguma coisa com a avó dela? – questiona Gabriella.
– Não, mas nós estávamos em uma reunião na prefeitura e a Helena recebeu uma ligação. Adivinha quem está voltando, Esther Hastings. – responde Carolina.
– A mãe da Valentina. Ai meu Deus. Eu vou ligar pra ela. – afirma a menina pegando o celular do bolso de seu moletom cinza e rosa.
...
Em sua casa, o telefone de Valentina toca ♪. Ela pega o celular e olha quem está ligando para ela.
– Gabriella está tudo bem?
– Valentina, preciso te falar uma coisa, mas você precisa estar sentada.
– Está bem, eu estou sentada, fala logo.
– Minha mãe falou que sua avó recebeu uma ligação na reunião da prefeitura hoje e adivinha quem era.
No mesmo instante a campainha da casa de Valentina toca e ela desce as escadas para atender a porta.
– Só um pouquinho tem alguém na porta.
– Está bem, eu espero.
Valentina abre a porta vê uma senhora com cabelos negros e longos com a pele clara e olhos azuis. No mesmo instante diz ao telefone.
– Eu acho que sei quem ligou pra vovó.
Ela desliga o telefone e o larga no sofá próximo a porta.
– O que você quer aqui? – questiona a garota.
– Olá para você também minha filha. – afirma a mulher.
– Olá mamãe, o que você quer aqui? – pergunta a menina sarcasticamente.
– Me poupe do seu sarcasmo querida, eu vim aqui ver como você está, diante de acontecimentos recentes. – afirma Esther.
– Você ficou 16 anos sem me procurar, perdeu praticamente tudo desde que eu nasci só não o meu nascimento, porque você me pariu e volta querendo saber como eu estou após meu pai morrer, e eu ser acusada de um assassinato de um garoto que eu nem conhecia. – desabafa a garota. – Não se preocupe, eu estou super bem.
– Eu sinto muito, mas você não vai entender o motivo de eu ter te abandonado. – se desculpa Esther.
– Sente muito? Nossa como você é sentimental, cortou meu coração. – afirma a menina rindo de sua mãe.
– Eu vou ficar num hotel, amanhã a gente conversa melhor. – afirma a mãe da garota.
– Não precisa se dar ao trabalho, eu realmente não que ouvir você, não ver você e não quero te conhecer. Adeus, mãe! – diz a menina abrindo a porta da casa para Esther sair.
Esther sai da casa, entra em um carro preto estacionando a frente da moradia.
...
Na casa de Débora, na manhã seguinte.
Débora ouve seu pai ao telefone conversando com sua mãe, ela entra no escritório e seu pai despede-se rapidamente desligando o telefone.
– Pai, era a mamãe?
– Não querida, era do trabalho. – afirma o homem.
– E você fala para alguém do trabalho “nossa filha está bem Angelica, não precisa vir”? — questiona a menina encarando seu pai.
– Querida, você vai se atrasar, mais tarde a gente conversa. – despista o senhor sentado a mesa do escritório.
– Sim, pai depois a gente conversa, mas pelo menos eu espero que este depois chegue bem rápido. – concorda ela saindo do escritório.
Alberto pega o telefone e tenta ligar novamente para Angelica, mas não consegue.
...
Na escola, os garotos se encontram no pátio em uma mesa próximo da cantina.
– Oi gente adivinhem quem ligou? – questiona Débora enigmática.
– Não tenho a mínima ideia amiga, quem ligou? – responde Jonathan com uma pergunta.
– A senhora Angelica Salvatore. – responde Débora.
– Então, pelo visto esta semana vai ser bem em família. E já que estão brincando de charadas quem apareceu lá em casa ontem à noite? – questiona Valentina.
– Não me diga que foi seu pai. – brinca Jonathan.
– Não, por incrível que pareça não foi meu pai. Foi minha mãe. – diz a garota.
– E você está bem? – pergunta Bernardo.
– Eu me sinto aliviada. Falei tudo o que tinha entalado na minha garganta anos e foi muito bom. – responde ela.
– Mas não a matou depois disso né? – questiona Jonathan rindo.
– Jonathan seja útil e fique quieto admirando o time de futebol. – afirma Gabriella.
Alguém se aproxima da mesa e fala.
– Valentina, eu sabia que ela ia aparecer algum dia, mas você ouviu os motivos dela? – pergunta uma voz bem conhecida dela.
– Henrique. O que você está fazendo aqui? – pergunta ela virando-se com um sorriso enorme em seu rosto.
– Surpresa. – diz ele abraçando-a bem forte
– Eu estou muito feliz em ver você e não ela disse que eu não entenderia os motivos dela ter me abandonado. – diz a menina sem conseguir parar de sorrir.
– Então você vai procurá-la e vai perguntar. E você sabe como eu sou insistente. – ordena Henrique ironizando a teimosia de Valentina.
– Está bem, eu vou procurá-la hoje à tarde depois que eu sair da seção com a Anne. – concorda ela.
Enquanto o sinal toca, Jonathan fica admirando Henrique sair da escola. Ele se levanta e fica lá parado com um sorriso bobo nos lábios feito uma árvore.
...
Naquela tarde, Valentina e Henrique vão até o hotel onde Esther está hospedada.
Valentina toca a campainha do quarto e sua mãe abre a porta.
– A gente pode conversar? – pergunta ela.
– Sim, filha entre. Olá Henrique. – diz a senhora.
Henrique fica no lado de fora do quarto esperando elas conversarem.
– Mãe eu vim aqui pedir desculpas pelo que falei ontem à noite. – diz a moça sentando-se na poltrona frente à cama.
– Querida tudo o que você disse é verdade. Não se desculpe por algo que eu fiz a você. – diz Esther.
– Eu também vim porque eu preciso que você fale os motivos de ter me abandonado. Por favor, eu preciso ouvi-los de você. – diz a menina com uma lagrima escorrendo de seus olhos.
– Está bem. Eu falo, mas não me julgue, eu fui julgada a vida inteira por meus erros e não preciso que minha filha faça isso também. – afirma Esther.
[...]
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