Notas iniciais
O caso Jenna...!

No dia seguinte, os adolescentes são chamados até a delegacia com seus pais.

– Bem, devido ao ocorrido ontem a noite, ficou decidido que vocês cinco irão prestar serviços a comunidade começando esta tarde. – informa o delegado.

Gabriella se prepara para reclamar quando sua a mãe Carolina a interrompe.

– E também irão voltar a frequentar a psicóloga individualmente, uma vez por semana e em dias diferentes.

Valentina se levanta e começa a andar pela sala e seu pai a chama.

– Filha, vocês terão toque de recolher e só poderão ir da escola para casa, com exceções apenas para a Anne e o serviço comunitário.

– Isso não pode ser verdade. – argumenta com indignação Débora.

– Mas é, e caso não sejam cumpridas essa exigências, teremos que conversar mais seriamente. – confirma Osvaldo. – Entenderam? – pergunta.

– Sim. – respondem todos eles.

Ao sair da delegacia, os jovens avistam Victória sentada em um banco do ouro lado da rua.

Quando ela os vê, levanta-se e caminha até a direção de sua mãe Esther.

– Victória, o que você está fazendo aqui?

– Mãe, eu não quis ficar naquele quarto de hotel sozinha. – explica a garota. – E se for possível, vocês poderiam para de observar, parece que eu não tenho rosto. – pede ela olhando para sua irmã gêmea e seus amigos.

Os jovens se disfarçam olhando uns para os outros como se não a estivessem encarando.

– Ainda não me acostumei com sua irmã. – comenta Bernardo.

– Nem eu. – concorda Valentina.

Os jovens junto de seus pais vão cada um para sua casa.

...

Em casa, Valentina e Débora sobem até o quarto.

– Eu fico pensando como é para uma mãe perder um filho. – comenta Débora.

– Como assim? – questiona Valentina confusa.

– Olha para a Dona Jakeline. – diz ela olhando pela janela de seu quarto a casa de Jakeline Dilaurentis que fica frente a sua. – Aquela mulher que perdeu o filho está agora arrumando o jardim, mas será que ela está realmente concentrada em arrumar o jardim?

– Na verdade, ela está ocupando a cabeça para não pensar em seu filho morto. – completa Valentina.

No instante seguinte, Jenna chega à sua casa Ian Richards, seu namorado.

– Já te contaram a história do Caso Jenna? – pergunta Débora.

– Caso Jenna? – pergunta Valentina. – O que seria isso?

– Há dois anos, eu e Anderson estávamos sentados na escadaria aqui de casa quando a garagem da casa dele começou a pegar fogo. – inicia ela. – Jenna ficou presa dentro da garagem, como ela inalou muita fumaça, acabou ficando cega e manca por causa das queimaduras na perna esquerda. – completou.

– Que horror. – diz involuntariamente Valentina. – E como aconteceu isso? – pergunta.

– Na verdade, ninguém sabe, mas sempre foi dito que foi alguém com a intenção de machucar a Jenna. – responde Débora.

– Por que machucá-la? – questiona Valentina.

– A Jenna sempre foi muito arrogante, tinha muitos segredos e arrumou muitos inimigos quando estava no ensino médio. – responde ela.

– Ela ainda tem muitos segredos. – corrige Valentina. – Ela não morreu, apenas ficou cega e manca. — completa

No mesmo minuto as meninas se sentem encaradas por Jenna e se afastam da janela.

– O que foi isso? – Valentina assustada senta-se na cama.

– Eu senti como se uma garota cega estivesse me olhando fixamente. – Débora senta-se ao lado de Valentina.

As meninas ficam um tempo em silêncio e Valentina confusa pergunta.

– Vocês dizem que o Anderson sempre foi arrogante e presunçoso como toda sua família, e que ele também não se dava muito bem com a Jenna. – inicia Valentina. – Será que ele não armou pra ela? – questiona.

– Eu nunca pensei nesta possibilidade. – justifica Débora. – Ele seria capaz de fazer isso com a própria irmã?

– É uma resposta que nós nunca teremos. – responde Valentina.

No segundo depois os telefones de Débora e Valentina tocam. É uma mensagem em vídeo.

Ela abre e se vê sentada frente a sua casa, em seguida vê Anderson saindo da garagem de sua casa e indo a sua direção. Minutos depois a garagem começa a pegar fogo.

Respondida a sua pergunta? Agora me deixem em paz vadias.

– A

As meninas se olham assustadas e caminham até a janela e veem Jenna parada frente a sua casa como se estivesse vendo as garotas enquanto Ian está entrando em seu carro.

...

À tarde, no serviço comunitário os jovens estão em um parque vestidos como macacões laranja e catando lixo e folhas secas do chão.

– Eu ainda não acredito que fizeram isso com a gente. – afirma inconformada Gabriella.

– Débora, você já disse a eles sobre o Caso Jenna? – pergunta Valentina agachando-se para pegar algumas folhas.

– O que tem o Caso Jenna? – pergunta Jonathan curioso.

Débora pega o celular e mostra o vídeo que recebera de A durante a manhã.

Os jovens olham o vídeo com atenção e ficam completamente assustados.

– Gente, eu sempre achei que aquela maluca havia armado tudo aquilo. – diz Gabriella.

– Mas pelo visto, o Anderson que é o maluco e não a pobre da Jenna. – opina Bernardo.

– Acho que deveríamos mostrar esse vídeo para a Jenna. – afirma Jonathan.

– Jonathan como que ela vai ver o vídeo? – pergunta Débora confusa. – Ela é cega entendeu, ela não vê nada, apenas um borrão. – completa.

– Ai, explicar para ela que foi o irmão que a deixou cega. – explica ele.

– Não seria uma boa ideia. – opina Valentina. – Ela perdeu ele há pouco tempo e isso só causaria mais dor ainda.

– Eu acho que a gente deveria continuar o que estava fazendo. – aconselha Bernardo apontando para um policial que se aproxima com uma viatura.

O carro da policia se aproxima vagarosamente e estaciona próximo ao parque.

Parrish, o policial encarregado de vigiar os garotos pega uma planilha e encosta-se sobre o capô do carro.

Gabriella se aproxima de Parrish com segundas intenções, ele larga sua planilha e presta atenção na moça.

– Sabe Parrish, você deveria sair mais, está com uma cara de cansado. — inicia ela. — Precisa se divertir.

– Eu tenho trabalho a fazer Gabriella, não posso me dar ao luxo de fazer festas como vocês. — argumenta ele.

– Mas você não é tão mais velho que nós, deve ter 22 ou 23 anos. — insiste ela.

– Na verdade, tenho 24 anos Gabriella. — confirma ele.

– Então que tal você ir a uma festa conosco neste fim de semana. — convida ela.

– Irei pensar sobre o assunto. — diz ele.

Ela pega um pedaço de papel e anota seu numero de telefone e entrega para ele.

– Acho melhor você terminar o que estava fazendo. – diz ele. – Seus amigos vão ficar irritados por fazerem todo o serviço e você ficar aqui conversando comigo.

– Me liga Parrish. – pede ela caminhando de volta ao parque.

Ela volta para o parque e Parrish a fica observando.

Minutos depois o radio toca e ele distraído se assusta com os ruídos.

– Parrish falando.

– Atenção todas as unidades, sigam para a Avenida dos Carvalhos, número 26. – anuncia o radio. — Sigam para a Avenida dos Carvalhos, número 26. – repete.

Parrish entra rapidamente no carro e segue para a igreja ligando as sirenes da viatura.

– Gente o que aconteceu para ele sair com tanta pressa? – pergunta Valentina.

– Aconteceu alguma coisa na Avenida dos Carvalhos, número 26. – responde Bernardo.

– Número 26? – pergunta Valentina. –É onde eu morava com avó. – completa.

Eles saem correndo depressa na direção da Avenida dos Carvalhos.

Quando eles chegam lá, seus telefones tocam juntos, eles imaginam que seja A e temem abrir a mensagem.

Tapem os olhos crianças, agora a coisa vai ficar quente.

Beijinhos.

– A

Instantes depois, a casa de Helena Ravenwood explode.

[...]

Notas finais
...!