Notas iniciais
Claro como água...!

No meio de tantas pessoas correndo para longe da explosão, Valentina fica paralisada, sem saber para onde correr e olhando fixamente para a casa em chamas.

A casa onde ela morou estava pegando fogo. Alguém havia explodido sua casa e ela não sabia que fora, mas tinha suspeitas. Suspeitas essas que e levavam até A.

Sua mãe e sua irmã estavam lá dentro e ela não sabia se ambas estavam mortas, ou não.

Instantes depois, Martin sai da casa com Esther nos braços o rosto sujo de fuligem. E desfalecida. Parrish sai em seguida, com Victória em seus braços mais ferida que sua mãe e também desacordada.

– Como ela está? – pergunta a garota para o policial.

– Ela precisa de cuidados. – responde ele.

– Onde ela estava? – questiona a menina assustada.

– Estava na cozinha, onde o fogo começou. – responde Parrish indo até a viatura.

Valentina fica assustada com a possibilidade de sua irmã ter atentado contra a própria vida e a vida de sua mãe.

– O que houve? – pergunta Bernardo se aproximando de Valentina.

– Eu acho. – ela inicia sem saber o que dizer. – Eu acho que minha irmã fez isso. – conclui ela.

– Isso não pode ser verdade. – afirma ele. – A fez isso e sua irmã não é A. – completa.

– Eu estou começando a duvidar disso. – diz ela. – Parrish a encontrou na cozinha, onde o fogo começou.

– A pode ter atacado ela e sua mãe e depois ter colocado fogo na cozinha. – insiste ele.

– Eu acho que não devemos culpar A por tudo de ruim que acontece na nossa vida. – argumenta ela caminhando até a viatura onde esta seu pai.

Minutos depois Bernardo e seus amigos que estavam ali perto recebem uma mensagem em vídeo.

No vídeo aparecem eles chegando até a casa, em seguida recebem a mensagem de A e depois a casa explode, tudo gravado de dentro da casa.

Cuidado! Quem brinca com fogo nem sempre se queima, mas que está perto sim.

Beijos e abraços calorosos.

–A

Os jovens se aproximam involuntariamente e uma duvida passa a assombrá-los. Será que Victória é A?

...

No hospital, Valentina fica no lado de fora do quarto onde sua irmã está internada. Sua mãe havia apenas inalado fumaça, e já estava bem.

– Filha, como você está?

– Eu estou preocupada com a Victória mãe. – confessa ela. – Parrish disse que a encontrou na cozinha, onde o fogo pode ter começado.

– Ela não seria capaz de fazer algo assim. – consola Esther. – Não com ela mesma e comigo.

– Eu também acho que não, mas tenho medo de que esteja errada. – diz a menina.

– Eu acho que você e seus amigos precisam descansar. – afirma à senhora.

Valentina se levanta e vai até a máquina de café no final do corredor.

Ela pega o copo, e nota que há alguém com uma roupa preta e capuz dentro do elevador, que desce até o térreo. Ela vai até as escadas e também desce.

Quando chega até o andar térreo do prédio, manda uma mensagem para seus amigos.

SOS A está aqui.

– Valentina.

Ela começa a caminhar a procura de A, mas o que ela vê são as mesmas pessoas que estavam na igreja. Os três A.

Ela corre até a escada desesperada por ajuda. Sobe correndo e quando chega até o primeiro andar se esbarra com Bernardo e Jonathan.

– Eu vi. – começa ela. – Os três A estão aqui. – completa.

– Onde eles estão? – pergunta Bernardo.

– E os vi no estacionamento, lá embaixo. – diz a menina assustada.

Os garotos descem com ela até o estacionamento, chegam lá e procuram por todos os lados, mas não encontram ninguém. Até que Jonathan está caminhando e algo chama sua atenção.

Um A desenhado da janela de uma ambulância.

– Eles estiveram aqui. – confirma o rapaz.

Os três amigos voltam para o primeiro andar e logo em seguida recebem uma mensagem em foto.

Na foto aparecem eles três no estacionamento parados. E na segunda foto aparece o rosto de Jonathan observando o A da ambulância.

Eu estou em todos os lugares e em lugar nenhum.

–A

Eles saem do hospital e vão à direção da casa de Débora, chegando lá Bernardo e Jonathan seguem para casa e deixam Valentina na casa.

– Jonathan, você já contou para sua mãe? – pergunta Bernardo com as mãos no bolso do moletom cinza.

– Contei o quê? – pergunta Jonathan confuso com o questionamento do amigo.

– Sobre você e o Henrique. – afirma Bernardo pegando o celular do bolso e mostrando uma foto de Jonathan e Henrique se beijando fora da Echo’s House.

– Onde você conseguiu isso? – questiona o rapaz assustado.

– Alguém mandou para mim hoje, mas não sei se foi A, porque não estava assinada no final e nem com uma frase de efeito idiota. – responde Bernardo

– Eu ainda não falei nada. – diz o garoto. – Ainda estou arrumando uma boa forma de falar pra ela.

– Só ao demore muito, A gosta de estragar a vida da gente, mas não quero que A destrua a sua. – diz Bernardo abraçando o melhor amigo.

Eles seguem caminhando vagarosamente até a casa de Jonathan que está determinado a entrar e contar a sua mãe sobre ele e Henrique, mas quando entra em casa tem uma pequena e desagradável surpresa.

Sua mãe está sentada no sofá da sala segurando uma foto, a mesma foto que Bernardo havia mostrado alguns minutos atrás.

– Mãe quem te mandou isso? – pergunta o garoto.

– Veja a dedicatória. – diz ela entregando uma carta para o rapaz.

Sra. Montgomery

Eu, como cidadão (a) desta cidade apenas acho que você como a advogada renomada que é deveria cuidar melhor de seu filho e não deixar que ele fique beijando pessoas internadas em um sanatório.

Sinceramente, A

– Eu sei que você estava apenas aguardando um momento propicio para me falar sobre isso, e eu até entendo o motivo, mas eu tenho medo, por você meu filho. – argumenta ela.

– Mãe, eu entrei agora disposto a contar para a senhora, sobre o Henrique e sobre eu ser gay, mas temia pela sua reação, eu fiquei da sua rejeição. – alega o rapaz se ajoelhando diante de sua mãe.

– Filho, eu jamais rejeitaria você pelo que você é. – diz ela. – Eu sou sua mãe e eu amo você independente de qualquer coisa. – completa chorando e abraçando Jonathan.

No mesmo instante ao pé da escada Gustavo está para de pé observando a cena de sua mãe e seu irmão e começa a caminhar se aproximando deles.

– Então você é gay? – pergunta ele.

– Sim. – responde Jonathan encarando a reação de seu irmão mais novo.

– Deve ser muito legal ter um irmão gay. – afirma ele rindo junto de sua mãe que abraça os dois garotos na sala de sua casa.

...

Na casa de Débora, Angelica e Martin convidam as meninas para jantar.

– Meninas venham, o jantar esta servido. – diz Angelica.

Débora, Valentina e Gabriella descem as escadas rapidamente e caminham até a sala de jantar.

– Como está sua irmã Valentina? – pergunta a mulher.

– Ela está fora de perigo, mas ainda desacordada. – responde a menina.

Martin senta-se à mesa e observa as meninas.

– Vocês sabem que dia é amanhã? – pergunta ele.

– É o dia do julgamento. – responde Débora. – Acertei?

– Sim, e eu sei que estou na casa que é do seu pai, mas quero que saiba que assim que ele voltar eu sairei daqui. – alega o homem.

– O meu medo e que ele não volte mais. – confessa Valentina.

O silencio toma conta da sala e o que pode se ouvir são apenas os barulhos dos talheres batendo sobre os pratos.

...

A aparece nos destroços da antiga casa de Helena mexe em algumas madeiras caídas e pega uma espécie de cronometro, porém o mesmo está zerado e ligado a alguns fios.

[...]

Notas finais
...!