Silence - Season 1
13 CleAr as water
Notas iniciais
No meio de tantas pessoas correndo para longe da explosão, Valentina fica paralisada, sem saber para onde correr e olhando fixamente para a casa em chamas.
A casa onde ela morou estava pegando fogo. Alguém havia explodido sua casa e ela não sabia que fora, mas tinha suspeitas. Suspeitas essas que e levavam até A.
Sua mãe e sua irmã estavam lá dentro e ela não sabia se ambas estavam mortas, ou não.
Instantes depois, Martin sai da casa com Esther nos braços o rosto sujo de fuligem. E desfalecida. Parrish sai em seguida, com Victória em seus braços mais ferida que sua mãe e também desacordada.
– Como ela está? – pergunta a garota para o policial.
– Ela precisa de cuidados. – responde ele.
– Onde ela estava? – questiona a menina assustada.
– Estava na cozinha, onde o fogo começou. – responde Parrish indo até a viatura.
Valentina fica assustada com a possibilidade de sua irmã ter atentado contra a própria vida e a vida de sua mãe.
– O que houve? – pergunta Bernardo se aproximando de Valentina.
– Eu acho. – ela inicia sem saber o que dizer. – Eu acho que minha irmã fez isso. – conclui ela.
– Isso não pode ser verdade. – afirma ele. – A fez isso e sua irmã não é A. – completa.
– Eu estou começando a duvidar disso. – diz ela. – Parrish a encontrou na cozinha, onde o fogo começou.
– A pode ter atacado ela e sua mãe e depois ter colocado fogo na cozinha. – insiste ele.
– Eu acho que não devemos culpar A por tudo de ruim que acontece na nossa vida. – argumenta ela caminhando até a viatura onde esta seu pai.
Minutos depois Bernardo e seus amigos que estavam ali perto recebem uma mensagem em vídeo.
No vídeo aparecem eles chegando até a casa, em seguida recebem a mensagem de A e depois a casa explode, tudo gravado de dentro da casa.
Cuidado! Quem brinca com fogo nem sempre se queima, mas que está perto sim.
Beijos e abraços calorosos.
–A
Os jovens se aproximam involuntariamente e uma duvida passa a assombrá-los. Será que Victória é A?
...
No hospital, Valentina fica no lado de fora do quarto onde sua irmã está internada. Sua mãe havia apenas inalado fumaça, e já estava bem.
– Filha, como você está?
– Eu estou preocupada com a Victória mãe. – confessa ela. – Parrish disse que a encontrou na cozinha, onde o fogo pode ter começado.
– Ela não seria capaz de fazer algo assim. – consola Esther. – Não com ela mesma e comigo.
– Eu também acho que não, mas tenho medo de que esteja errada. – diz a menina.
– Eu acho que você e seus amigos precisam descansar. – afirma à senhora.
Valentina se levanta e vai até a máquina de café no final do corredor.
Ela pega o copo, e nota que há alguém com uma roupa preta e capuz dentro do elevador, que desce até o térreo. Ela vai até as escadas e também desce.
Quando chega até o andar térreo do prédio, manda uma mensagem para seus amigos.
SOS A está aqui.
– Valentina.
Ela começa a caminhar a procura de A, mas o que ela vê são as mesmas pessoas que estavam na igreja. Os três A.
Ela corre até a escada desesperada por ajuda. Sobe correndo e quando chega até o primeiro andar se esbarra com Bernardo e Jonathan.
– Eu vi. – começa ela. – Os três A estão aqui. – completa.
– Onde eles estão? – pergunta Bernardo.
– E os vi no estacionamento, lá embaixo. – diz a menina assustada.
Os garotos descem com ela até o estacionamento, chegam lá e procuram por todos os lados, mas não encontram ninguém. Até que Jonathan está caminhando e algo chama sua atenção.
Um A desenhado da janela de uma ambulância.
– Eles estiveram aqui. – confirma o rapaz.
Os três amigos voltam para o primeiro andar e logo em seguida recebem uma mensagem em foto.
Na foto aparecem eles três no estacionamento parados. E na segunda foto aparece o rosto de Jonathan observando o A da ambulância.
Eu estou em todos os lugares e em lugar nenhum.
–A
Eles saem do hospital e vão à direção da casa de Débora, chegando lá Bernardo e Jonathan seguem para casa e deixam Valentina na casa.
– Jonathan, você já contou para sua mãe? – pergunta Bernardo com as mãos no bolso do moletom cinza.
– Contei o quê? – pergunta Jonathan confuso com o questionamento do amigo.
– Sobre você e o Henrique. – afirma Bernardo pegando o celular do bolso e mostrando uma foto de Jonathan e Henrique se beijando fora da Echo’s House.
– Onde você conseguiu isso? – questiona o rapaz assustado.
– Alguém mandou para mim hoje, mas não sei se foi A, porque não estava assinada no final e nem com uma frase de efeito idiota. – responde Bernardo
– Eu ainda não falei nada. – diz o garoto. – Ainda estou arrumando uma boa forma de falar pra ela.
– Só ao demore muito, A gosta de estragar a vida da gente, mas não quero que A destrua a sua. – diz Bernardo abraçando o melhor amigo.
Eles seguem caminhando vagarosamente até a casa de Jonathan que está determinado a entrar e contar a sua mãe sobre ele e Henrique, mas quando entra em casa tem uma pequena e desagradável surpresa.
Sua mãe está sentada no sofá da sala segurando uma foto, a mesma foto que Bernardo havia mostrado alguns minutos atrás.
– Mãe quem te mandou isso? – pergunta o garoto.
– Veja a dedicatória. – diz ela entregando uma carta para o rapaz.
Sra. Montgomery
Eu, como cidadão (a) desta cidade apenas acho que você como a advogada renomada que é deveria cuidar melhor de seu filho e não deixar que ele fique beijando pessoas internadas em um sanatório.
Sinceramente, A
– Eu sei que você estava apenas aguardando um momento propicio para me falar sobre isso, e eu até entendo o motivo, mas eu tenho medo, por você meu filho. – argumenta ela.
– Mãe, eu entrei agora disposto a contar para a senhora, sobre o Henrique e sobre eu ser gay, mas temia pela sua reação, eu fiquei da sua rejeição. – alega o rapaz se ajoelhando diante de sua mãe.
– Filho, eu jamais rejeitaria você pelo que você é. – diz ela. – Eu sou sua mãe e eu amo você independente de qualquer coisa. – completa chorando e abraçando Jonathan.
No mesmo instante ao pé da escada Gustavo está para de pé observando a cena de sua mãe e seu irmão e começa a caminhar se aproximando deles.
– Então você é gay? – pergunta ele.
– Sim. – responde Jonathan encarando a reação de seu irmão mais novo.
– Deve ser muito legal ter um irmão gay. – afirma ele rindo junto de sua mãe que abraça os dois garotos na sala de sua casa.
...
Na casa de Débora, Angelica e Martin convidam as meninas para jantar.
– Meninas venham, o jantar esta servido. – diz Angelica.
Débora, Valentina e Gabriella descem as escadas rapidamente e caminham até a sala de jantar.
– Como está sua irmã Valentina? – pergunta a mulher.
– Ela está fora de perigo, mas ainda desacordada. – responde a menina.
Martin senta-se à mesa e observa as meninas.
– Vocês sabem que dia é amanhã? – pergunta ele.
– É o dia do julgamento. – responde Débora. – Acertei?
– Sim, e eu sei que estou na casa que é do seu pai, mas quero que saiba que assim que ele voltar eu sairei daqui. – alega o homem.
– O meu medo e que ele não volte mais. – confessa Valentina.
O silencio toma conta da sala e o que pode se ouvir são apenas os barulhos dos talheres batendo sobre os pratos.
...
A aparece nos destroços da antiga casa de Helena mexe em algumas madeiras caídas e pega uma espécie de cronometro, porém o mesmo está zerado e ligado a alguns fios.
[...]
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