Silence - Season 1

14 Evidence of the crime


Notas iniciais
Provas do crime...!

Terça-feira de manhã. Todos estão muito nervosos, principalmente os adolescentes, pois sabem que Alberto Salvatore está sendo julgado por algo que ele não fez.

Débora passa a noite em claro, virando-se na cama sem conseguir dormir. Caminhando pelo jardim de sua casa, pelo escritório de seu pai tentando encontrar um jeito dele ser inocentado, mas nada, nem sequer um pedaço de papel provando que ele não matara Helena Ravenwood.

Sua única saída seria A aparecer na metade do julgamento e confessar o crime, mas isso é apenas algo de sua cabeça que não virá a acontecer tão cedo.

Talvez as câmeras da rua possam ter visto que o pai dela não saíra de sua casa, mas ela terá que esperar até eu o juiz inicie o julgamento.

Os adolescentes já estão prontos, no saguão do fórum aguardando que o juiz inicie o tão aguardado julgamento.

Repórteres por todos os lados. O julgamento não será fechado ao público, porém a mídia não poderá gravar nada dentro da sala. Um pedido de Estela Montgomery, advogada de Alberto.

Começa o julgamento.

...

O júri entra na sala, seguido do advogado, do réu, do promotor e por ultimo o juiz. O julgamento tem inicio e minutos depois começam a serem chamadas as testemunhas de acusação e defesa.

– Por favor, que entre a primeira testemunha de acusação, Esther Hastings. – pede o juiz.

– Sra. Esther como era sua relação com sua mãe? – questiona o promotor.

– Bem, a relação minha e dela sempre foi difícil, mas mesmo com nossas diferenças nos dávamos bem. – responde ela.

– E a relação dela com Alberto? – pergunta o promotor.

– Sempre foi difícil, principalmente após minha filha ter vindo para Westphalen. – inicia a mulher. – Quando voltei para cá encontrei dois amigos em guerra. Ele sempre fora muito violento com suas palavras quando falava com minha mãe. – completa

O promotor se vira para o juiz.

– Sem mais perguntas.

– A advogada de defesa tem perguntas para fazer? – questiona o juiz.

– Sim, meritíssimo. – diz Estela se levantando e indo até o centro da sala. – Esther, você alega que Alberto era violento verbalmente com sua mãe, mas como você notou isso se você voltou para Westphalen apenas algumas semanas antes de sua mãe ser assassinada? – questiona a advogada com o olhar feroz.

– Bem, minha mãe sempre disse para mim tudo o que acontecia com ela. Tínhamos uma relação bem aberta, por isso ela me disse sobre seus diálogos com Alberto. – responde.

– Estou satisfeita meritíssimo. – alega Estela.

Minutos depois Valentina entra na sala como testemunha da defesa autorizada por seu pai e guardião Martin Hastings.

– Srta. Valentina como você via a relação entre o réu e sua avó Helena? – questiona Estela.

– Todo o tempo em que fiquei com minha avó, via eles dois se dando muito bem como os amigos que sempre foram. – responde a menina. – No meu primeiro dia aqui, a ouvi falando ao telefone alegremente com ele. Não vejo motivos para ele tê-la assassinado.

– Da minha parte, sem mais pergunta meritíssimo. – afirma a advogada.

O promotor se dirige até o centro.

– Bem, Srta. Mas você pode alegar isso por ele ser pai de sua melhor amiga, não é verdade? – pergunta o promotor.

– Sim, ela é a minha melhor amiga, mas estamos falando sobre a morte da minha avó, a pessoa que sempre me apoiou. E uma coisa que eu quero ver é seu assassino na cadeia. – argumenta a moça.

– Meritíssimo. – o promotor inicia, mas é interrompido quando as luzes da sala começam a se apagar.

As luzes se apagam definitivamente, todos ficam assustados, principalmente quando todos os celulares na sala começam a tocar.

– Desliguem seus telefones, por favor! – exclama o juiz.

As pessoas pegam os celulares e recebem uma mensagem em vídeo que em seguida aparece de forma inesperada na parede da sala.

No vídeo mostra uma mulher entrando loira com uma máscara entrando na casa de Helena na noite em que fora assassinada. Helena desce as escadas e vê a porta do porão entre aberta. Ela desce para ver o que está havendo e encontra a mulher mascarada no pé da escada. A mulher pega uma pedra e lhe acerta varias vezes na cabeça deixando Helena caída no chão inconsciente.

O juiz olha o vídeo e encara fixamente Alberto e Estela.

– A sessão está adiada até segunda ordem. – diz ele levantando-se e saindo pela porta lateral da sala.

Todos se levantam assustados e saem da sala.

...

Os jovens encontram-se no lado de fora do fórum.

– O que foi aquilo? – pergunta Valentina.

– A ajudou meu pai a ser inocentado. – afirma Débora. – Por quê?

– Essa é uma pergunta interessante, já que A não ajuda ninguém, só a si mesma. – afirma Bernardo.

– Se A já nos perseguia antes, imagina agora que temos uma divida com ela. – ironiza Gabriella.

– Mas quem era aquela mulher loira do vídeo? – questiona Valentina.

– Eu não, mas quero descobrir, por culpa dela meu pai ficou preso por semanas. – argumenta Débora.

Estela sai de dentro do fórum e Débora a encontra na escada.

– E agora o que vai acontecer com ele?

– Eles irão rever as acusações, mesmo porque isso é algo inédito, então eles estão mais perdidos que nós, mas seu pai será possivelmente inocentado de todas as acusações ainda brevemente. – informa a advogada.

– Que noticia ótima, mas acho que vou ver como está minha irmã. – afirma Valentina.

– E você, filho, vai para casa ou vai ficar aqui com seus amigos ou talvez o Henrique queira te ver hoje? – questiona Estela.

– Mãe eu irei ficar aqui com eles. – responde ele. – Até mais tarde.

Estela entra em seu carro e segue para sua casa.

– Jonathan vem aqui um pouco. – convida Bernardo. – Você já contou para ela? – pergunta.

– Sabe aquela foto que você recebeu? – pergunta o rapaz.

– Sei. – responde Bernardo.

– A também mandou para a minha mãe e com uma dedicatória. – inicia ele. – Então na hora que eu entrei em casa ontem a noite ela já sabia de tudo.

– Nossa! – exclama o rapaz. – E como ela reagiu?

– Ela ficou bem por eu ter contado, mas ficou triste por eu não ter dito antes para ela. – responde ele.

– Que bom. – diz ele.

Os dois rapazes voltam para junto de Gabriella e Débora e todos vão até o Coffee break.

– Vocês se lembram de nossas vidas antes de A? – pergunta Débora.

– Eu só sei que se não fosse por A, talvez nós não estivéssemos nos falando agora. – argumenta Bernardo.

Eles começam a rir e entra na cafeteria onde encontram Marina e Henrique.

...

No hospital, Valentina entra no elevador e vai até o andar onde sua irmã está internada.

Ela caminha vagarosamente até o quarto e vê a porta entre aberta. Ela a empurra calmamente e encontra Victória com os olhos abertos, ela abre a porta mais um pouco e avista um rapaz e uma moça sentados conversando com Victória ao lado da cama.

[...]

Notas finais
...!