Notas iniciais
Corpos que andam...!

Valentina fica parada na porta em silêncio.

– Entra irmãzinha. – pede Victória.

Ela entra no quarto e senta na cama ao lado de sua irmã.

– Quem são eles? – questiona.

– São meus amigos, Juliana e Guilherme. – responde Victória. – Nos conhecemos no jardim de infância.

Juliana e Guilherme se levantam.

– Bom, a gente já esta indo. – dia Juliana. – Até mais Vic. – completa.

Tchau. – se despede Victória. – Foi bom ver vocês. – completa

Juliana e Guilherme saem do quarto e fecham a porta.

Caminham até o elevador.

– A Victória não contou para ela não é? – questiona Juliana.

– Você contaria um segredo como esse? – pergunta Guilherme.

– Eu não, mas ela precisa contar. – responde Juliana. – A fez isso porque ela não contou nada sobre a morte da Célia.

– Mas não cabe a nós contar esse segredo. – afirma Guilherme. – A vai se encarregar disso. – completa.

A porta do elevador se fecha e o mesmo desce até o estacionamento.

...

No Coffee break, os jovens se sentam junto de Henrique e Marina.

– Oi gente. – cumprimenta Débora com um sorriso nos lábios.

– Estou muito feliz por seu pai não ser o assassino da Helena, Débora. – afirma Marina.

– Obrigada Marina. – agradece Débora. – Mas e vocês ficaram bem amigos de uns dias para cá, não é? – pergunta

– Sim, a mãe da Marina me ajudou muito na Echo’s. – responde Henrique. – mas melhor ainda foi ter o Jonathan junto comigo todo o tempo em que eu estive lá. – completa ele pegando a mão de Jonathan.

– Que bom que vocês estão juntos. – afirma Gabriella sentando-se a mesa.

– Gente o que vocês vão querer pedir? – pergunta Marina. – Eu estou louca para comer uma torta de chocolate. – completa ela acenando para o garçom.

...

Na casa dos Salvatore, Angelica e Martin chegam exaustos do julgamento que não aconteceu.

– Sabe Martin, agora que o Alberto vai sair da cadeia, provavelmente ele voltara para casa e nós teremos que sair daqui. – afirma ela. – Então eu irei começar a olhar alguns imóveis, para que quando ele voltar, nós já estejamos preparados.

– Acho que você tem razão, eu na verdade nunca me senti bem morando aqui na casa dele. – concorda Martin.

– Eu vou tomar um banho. Diz Angelica subindo as escadas.

Martin senta se na sala e liga o noticiário.

“Após um vídeo mostrando toda a cena do homicídio de Helena Ravenwood, todas as acusações feitas contra o ex-prefeito de Westphalen Alberto Salvatore foram retiradas e ele será solto esta tarde.”

Martin desliga a televisão e fica por um tempo olhando para o vazio.

...

Naquele dia à tarde, após sair do fórum de Westphalen, Esther vai até o cemitério onde sua mãe está enterrada.

Ela caminha por entre as lápides olhando para os nomes das pessoas ali sepultadas. Quanto mais próximo ela chega do tumulo de sua mãe, mais devagar ela passa a caminhar.

Ela avista algo estranho próximo dali. Ela caminha até o local e avista um buraco como se algo tivesse sido desenterrado dali. Ela caminha mais um pouco e vê o nome escrito na lápide “Anderson Dilaurentis”.

Ela para sobre a terra e olha para dentro do buraco. O caixão aberto e nenhum corpo dentro. Ela arregala seus olhos e grita compulsivamente até que um guarda do local a vê e corre até ela.

– Senhora! – exclama o vigia. – Está tudo bem? – pergunta.

– Quem fez isso? – ela pergunta apontando para a cova a sua frente.

O guarda tão assustado quanto ela liga para os policiais que chega logo em seguida até o cemitério.

– Isolem a área! – exclama Osvaldo. – Parrish vá até a casa dos Dilaurentis e os avise sobre o que aconteceu aqui.

– Sim, delegado. – concorda ele em seguida caminhando até a viatura.

...

Parrish chega a casa dos Dilaurentis e bate a porta.

Jakeline abre a porta e fica apreensiva ao ver a figura do policial a sua frente.

– Sra. Dilaurentis posso entrar?

– Claro. – responde ela. – Sente-se, por favor.

– Infelizmente eu tenho um noticia terrível. – diz Parrish. – O corpo de seu filho desapareceu do túmulo.

– Como isso é possível? – pergunta ela desesperada. – Um corpo não some dessa maneira.

– Nós já estamos investigando todos os suspeitos e testemunhas. – afirma o policial. – Nós iremos achar seu filho.

– Eu espero que achem mesmo. – diz ela inconformada.

...

Na cafeteria os jovens que estavam conversando e rindo acabam sendo interrompida com o noticiário urgente que os chama atenção.

“O corpo do jovem Anderson Dilaurentis foi sequestrado do cemitério onde estava sepultado nesta manhã. Policiais já isolaram a área e testemunhas já estão sendo ouvidas.”

Os adolescentes se olham e levantam rapidamente.

– É melhor a gente ir pra casa. – propõe Débora.

Eles saem do Coffee break e vão todos para a casa de Débora.

...

Valentina arruma as coisas de sua irmã para poderem voltar para a casa de Martin.

Elas saem do quarto após Carolina liberar Victória da internação.

– Vamos para a casa da Débora. – convida Valentina. — Eu acabei de ouvir que sequestraram o corpo do Anderson Dilaurentis do cemitério. – completa.

– Quem em sanidade aceitável sequestra um corpo de um cemitério? – questiona Victória entrando no elevador.

– É uma pergunta que eu adoraria saber a resposta. – afirma Valentina. – Mas o mais impressionante foi à pessoa que viu a cova e o caixão abertos.

– Quem foi que viu? – pergunta Victória.

– A nossa mãe. – responde ela vendo a porta do elevador se fechar.

...

Valentina e sua irmã chegam junto com Débora casa dos Salvatore, enquanto os outros foram cada um para sua casa.

– Você viu o noticiário? – pergunta Débora.

– Sim. – responde Valentina. – Será que A fez isso? – pergunta.

– Eu tenho quase certeza de que sim. – responde a menina. – Mas por qual motivo A fez isso?

– Eu adoraria ter essa resposta. – afirma Valentina.

– A gente estava naquela igreja quando ele foi morto. – inicia Débora. – Então A pode estar fazendo isso para nos provocar.

– A libertou seu pai hoje de manhã. – argumenta Valentina. – E eu acho que sequestrando este corpo vai ser parte do favor que ela irá nos cobrar em breve.

– Eu gostaria de ter qualquer coisa menos uma divida com A. – afirma Débora.

– Acredite. – inicia Valentina. – Eu também.

...

Ao anoitecer, Bernardo vai até o quintal de sua casa levar um saco preto com lixo dentro até o cesto. Ele olha para os lados e vê a sombra de um homem parado no meio da rua.

Ele começa a caminhar até esse homem, porém o alarme de um carro ao seu lado dispara fazendo com eu ele se distraia e olha rapidamente para o carro.

Quando ele volta o olhar para o homem, o mesmo não está mais ali e Bernardo volta para sua casa. Chegando à porta ele olha para trás e avista um vulto passando pela rua. Entra rapidamente e tranca a porta de sua casa.

[...]

Notas finais
...!