Notas iniciais
MundançAs...

Débora desce para tomar café da manhã e encontra na mesa da sala de jantar, seu pai Alberto, sua mãe Angelica.

Ela senta-se no lugar vago a ponta da mesa e apoia seus cotovelos sobre a mesa.

– Então, já decidiram que vai sair e quem vai ficar?

– Filha não é assim tão fácil. – afirma sua mãe. – Seu pai acabou de chegar a casa e claro que eu e você iremos para um hotel.

– Vocês não precisam sair daqui por minha causa. – diz Alberto.

– Pai eu concordo com a minha mãe. – argumenta Débora. – Nós não podemos ficar aqui, até porque se ela sair, eu terei que ir com ela.

– Isso não é necessário. – insiste o homem. – Eu saio.

– Alberto não precisa fazer isso. – pede Angelica.

– Sim, eu preciso. – diz ele em definitivo levantando-se da mesa. – Com licença.

Débora levanta-se logo em seguida, dá um beijo em sua mãe sai apressada com sua bolsa para a escola.

...

Na escola, naquela manhã, Débora entra pelo portão e passa a ser encarada pelos estudantes da West High, como se fosse uma estranha.

Ela logo encontra seus amigos na mesa do canto no quintal.

– Oi gente! – cumprimenta ela cabisbaixa sentando-se ao lado de Bernardo.

– Como você está Débora? – pergunta Jonathan pegando a mão da amiga.

– Meu pai está indo morar num apartamento do centro da cidade. – afirma ela chateada.

– Eu sei que isso é ruim, mas ele ou sua mãe teriam que sair da casa e como sua mãe é sua guardiã perante a lei se ela saísse você também teria que sair. – explica Bernardo. – Seu pai pensou em você e não nele quando decidiu sair de lá.

Valentina chega e se aproxima da mesa e concorda com Bernardo.

– É verdade, mas entendo o que você está passando amiga.

Ela abraça Débora e logo em seguida se senta.

– E sua irmã? – pergunta Bernardo.

– Está em casa, e ela não virá para a escola tão cedo. – afirma a menina. – Minha mãe esta até pensando em mandá-la ao psicólogo.

– Anne vai ficar sobrecarregada vendo cada dia um de nós. – brinca Jonathan.

– Victória não irá à Anne. – diz Valentina. – Minha mãe vai trazer um psicólogo de Curitiba para conversar com minha irmã.

– Nossa, pra que tanto drama. – afirma Gabriella. – Foi só um incêndio.

– Não acho que seja só pelo incêndio. – explica Valentina. – Eu penso que seja mais pelo que aconteceu há 4 anos atrás do que há 4 dias atrás. – completa.

– Sua irmã precisa de tratamento intensivo. – diz Jonathan. – A coitadinha ficou por quatro anos em um sanatório por assassinato e foi vitima de um incêndio.

– Eu prefiro a “coitadinha” em casa do que aqui na escola. – afirma Valentina rindo.

O sinal toca e eles se levantam indo à direção da sala de aula.

...

Naquela manhã Esther chega ao hotel onde está hospedada.

– Filha eu tenho uma novidade.

– Diga que achou uma casa porque esse quarto é muito apertado pra nós duas. – afirma a garota com uma xicara de café nas mãos.

– Sim, eu achei uma casa próxima à residência dos Dilaurentis e dos Salvatore. – afirma a mulher sentando-se a mesa.

– Nós vamos morar perto do meu e da sua nova família? – questiona a moça desapontada.

– Sim, e nós teremos um hóspede. – afirma Esther.

– Sério? – pergunta a menina. — E ele é bonito?

– Filha ele é bonito e será o seu psiquiatra particular. – responde a mulher.

– Eu não preciso de terapia. – argumenta ela.

– Não é você quem decide isso. – afirma Esther. — Agora é melhor você arrumar suas coisas.

A menina senta na cama a larga a xicara com café no criado-mudo ao seu lado.

– Se a Echo’s House não estivesse fechando, você poderia me internar lá de novo. – afirma a menina.

– O Radley não está fechando querida. – revida Esther. – Então não me dê ideias.

Victória encara sua mãe com o olhar enfurecido e começa a arrumar seus pertences.

...

Os jovens caminham pela rua indo ao Coffee Break e deixam Valentina no consultório de Anne.

– Olá Valentina, sente-se, por favor. – diz Anne abrindo a porta de seu consultório.

– Oi Anne. – responde rispidamente Valentina sentando numa poltrona afastada.

– Você sabe que eu estou aqui para te ouvir. – diz Anne.

– E se eu não falar nada? – pergunta Valentina.

– Eu ficarei aqui ainda. – responde Anne.

Instantes depois a porte se abre repentinamente e o filho de Anne entra na sala.

– Mãe... – ele pausa ao perceber que sua mãe não está sozinha. – Me desculpe, eu não queria atrapalhar.

– Não está atrapalhado, eu já estava de saída. – diz Valentina aproveitando a interrupção e saindo da sala.

...

No Coffee break os jovens se encontram e em seguida chega Valentina tida desajeitada como se estivesse fugindo de alguém, ou algo.

– Valentina você não deveria estar com a Anne? – questiona Bernardo.

– Ela está com o filho dela agora e não pode me atender, então eu vim para cá. – responde ela olhando para a porta.

– Está tudo bem?

– Sim Bernardo, eu estou bem. – responde ela olhando para a televisão. – Gente olha aquilo.

“As autoridades ainda estão investigando o sumiço do corpo de Anderson Dilaurentis e segundo o delegado Osvaldo Sottero, as pistas levam aos cinco jovens que estavam presentes quando seu corpo foi encontrado.”

No mesmo instante os cinco amigos se olham assustados e seus telefones tocam juntos. ♪

Mortos não andam, a não ser quando não estão mortos.

–A

Os jovens se olham novamente e vasculham a cafeteira com os olhos.

– Estamos no olho do furacão novamente. – afirma Bernardo.

– E A tem a gente nas mãos. – completa Débora.

– E não fazemos a mínima ideia de quem pode ser A. – complementa Gabriella.

Minutos depois, Victória entra no Coffee break com Marina, Juliana e Guilherme e se sentam próximo da mesa dos cinco.

Valentina e Victória se encaram perigosamente e uma levanta indo ao encontro da outra irmã.

[...]

Notas finais
...!