Notas iniciais
Devo confessar.

Valentina encara a irmã e pergunta.

– Não deveria estar em casa se recuperando?

Victória sem hesitar questiona.

– E você? Não deveria estar com a Anne?

Ambas se encaram uma ultima vez e retornam para seus assentos.

Instantes depois, a porta da cafeteria se abre e dois policiais entram no local. Jordan Parrish é um deles e logo que avista Gabriella vira-se para o outro lado sentindo-se apreensivo.

Eles se aproximam da mesa onde os jovens estão sentados, porém Jordan tenta não olhar para o rosto de Gabriella.

– O delegado quer a presença de todos vocês na delegacia com uma maior responsável.

– Por quê? – Você poderia adiantar o assunto? – questiona Débora enquanto apoia seus cotovelos sobre a mesa.

– É um assunto de interesse de todos vocês e seus familiares. – responde o policial.

Os adolescentes se olham.

– Eu vou ligar para a minha mãe. – afirma Jonathan levantando-se e indo até o lado de fora da cafeteria.

Ele pega seu celular e digita o número de sua mãe.

– Alô!

– Mãe, o delegado quer que Valentina, Débora, Bernardo, Gabriella e eu vamos até delegacia com um responsável, você pode nos encontrar lá?

– Sim estou indo pra lá, mas não falem uma palavra enquanto eu não estiver lá.

– Está bem, até logo.

– Tchau.

Ele desliga seu celular e coloca no bolso da calça. Em seguida entra na cafeteria e vai até a mesa de seus amigos.

– Ela vai nos encontrar lá. – diz Jonathan.

– Então vamos. – ordena o policial ao lado de Jordan.

Os jovens saem um atrás do outro como se estivessem sendo levados para a cadeia.

Gabriella olha para Jordan e o encara com o olhar receoso de preocupação.

Victória fica sentada em sua mesa com seus amigos observando a cena, enquanto Juliana pega seu celular.

– Vai ligar para alguém? – questiona Marina.

– Não, eu apenas estava olhando a hora. – responde a garota guardando seu telefone em sua bolsa.

Marina observa Juliana e dá um leve sorriso irônico, em seguida voltando seu olhar para a porta da cafeteria.

...

Na delegacia, os jovens entram e se sentam na sala de interrogatórios aguardando Estela que chega alguns minutos depois.

Ela entra na sala e logo questiona.

– Vocês falaram alguma coisa?

– Não. – responde Bernardo de imediato.

O delegado entra na sala em seguida para dar inicio ao interrogatório com um detetive contratado pela família Dilaurentis para investigar o caso.

– Boa tarde. – cumprimenta o detetive. – Eu sou o detetive Darren Wilden.

Os adolescentes se olham e retornam o olhar para Wilden.

Eles se levantam e esperam na sala ao lado enquanto Estela, Wilden e o delegado interrogam um jovem por vez.

– Valentina, você sabe que o corpo do Anderson desapareceu de seu tumulo e que o que liga vocês dois é a sua primeira noite em Westphalen. – afirma o detetive. – O que você sabe sobre esse sumiço?

– Sinceramente, eu nunca ouvi falar do Anderson até aquela noite. – responde ela.

O detetive olha para Estela e olha novamente para Valentina.

– Pode sair, mas não vá embora, ainda não terminei com você.

Valentina se levanta rapidamente e sai da sala deixando a porta entre aberta.

Ela chega na sala de espera da delegacia enquanto Débora é chamada para depor.

A filha do ex-prefeito de Westphalen se senta e fica observando o detetive.

– Pelo que eu sei você e o Anderson sempre foram muito amigos, não é verdade?

– Sim, nós sempre fomos amigos.

– E vocês distanciados quando ele morreu?

– Estávamos, mas era normal isso, nos não tínhamos nos falado desde que voltei à mora aqui.

– Esse seria um bom motivo para mata-lo não é mesmo?

A garota arregala seus olhos e olha para Estela que intervém no interrogatório.

– Isso não é uma pergunta neutra detetive, você a está acusando de tê-lo matado.

– Me desculpe, se você interpretou mal o meu questionamento, mas eu ainda tenho mais uma pergunta.

– Pode falar. – afirma Débora.

– O que você sabe sobre o acidente na garagem dos Dilaurentis há alguns anos atrás, aquele que deixou Jenna Dilaurentis cega e manca?

– Nada, apenas o que todo mundo sabe, que alguém colocou fogo na garagem com ela dentro.

– Saia, mas não vá embora.

Débora se levanta a sai rapidamente da sala de interrogatório sentando-se ao lado de Valentina na sala de espera.

Bernardo entra na sala logo em seguida para ser interrogado acompanhado de seu pai, o delegado.

– Eu tenho uma única pergunta pra você Bernardo.

– Manda detetive. – pede o rapaz sentado a frente do detetive de braços cruzados.

– O que você estava fazendo naquela igreja?

– Eu estava lá com meus amigos, todo mundo sabe disso.

– Seus amigos? Mas vocês nem se conheciam direito.

– Nós estávamos nos conhecendo melhor.

– Tem algo que você não está me contando.

– Sempre tem. É o que sempre dizem dos adolescentes. – diz Bernardo com o olhar misterioso encarando Wilden.

Bernardo se levanta da cadeira e sai vagarosamente esperando ser interrompido por seu pai ou até mesmo pelo detetive, o que não acontece.

Jonathan entra em seguida e senta-se ao lado de sua mãe.

– Jonathan, você e o Anderson sempre foram próximos demais até, o que aconteceu com uma amizade tão perfeita?

– Desgastou detetive, como tudo desgasta.

– Que pena, mas só terminou de repente? Não teve nenhuma intriga no meio disse?

– Eu e ele apenas paramos de nos falar, não brigamos nem nada desse gênero detetive Wilden.

– Bom saber disso, você é o menos suspeito até agora, até porque você e ele não tiveram nada além de uma bela e longa amizade.

Estela fica irritada com as insinuações de Wilden e novamente interrompe o interrogatório.

– O que você acha que meu filho fez?

– Eu? Eu não acho nada Estela, estou apenas fazendo o meu trabalho que é investigar e resolver este caso.

– Investigue este caso e resolva-o, mas sem culpar inocentes. – afirma Estela abrindo a porta para Jonathan sair do interrogatório.

– Peça para a Gabriella entrar.

A moça entra rapidamente se senta diante do detetive que a olha e a admira instintivamente.

– Algum problema?

– Nenhum Gabriella, apenas esse que eu quero resolver hoje ainda, então sejamos breves.

– Faça seu trabalho detetive.

– Você nunc foi amiga de Anderson, mas estava quando ele morreu. Como?

– Afirmar que eu nunca fui amiga do Anderson é errado. Nós fomos amigos, mas não tínhamos uma convivência diária.

– E por que você estava na igreja naquela noite?

– Eu sou muito amiga do Bernardo e da Débora e todos nos estávamos lá, você não concorda?

– Claro que estavam.

– Mais alguma pergunta? Tenho manicure e pedicure marcados para hoje e não posso me atrasar.

– Não, era só isso, pode ir, mas aguarde lá fora com os outros. – afirma Wilden.

Gabriella sai e senta-se na sala junto com seus amigos enquanto Estela, Wilden e Osvaldo conversam em seu escritório.

Alguns minutos depois de conversarem, eles saem da sala e vão até a sala de espera onde estão os cinco jovens.

– Vocês estão dispensados até segunda ordem, mas eu preciso que amanhã todos vocês compareçam aqui com seus pais. – informa Osvaldo.

Os jovens concordam e saem o mais rápido da delegacia.

Sentados na praça frente a delegacia, eles aguardam a mãe de Jonathan sair da delegacia, quando de uma hora para outra seus telefones tocam juntos, o que para eles não é um bom sinal.

Eles pegam o telefone e leem a mensagem que receberam.

Se eu fosse vocês, não saía contando tudo e soltando fogos de artificio.

Beijinhos!

–A

[...]

Notas finais
...!