Notas iniciais
Dama Assassina...!

Valentina abre seus olhos e uma luz forte ofusca sua visão, em seguida ela se levanta do chão onde está deitada e enxerga um rosto conhecido.

Ela caminha na direção da pessoa a sua frente e reconhece Anderson parado ali diante de seus olhos vestindo a mesma roupa de quando fora morto.

– Você não deveria estar aqui querida.

– Você? Você sabe quem é A, não sabe?

– É claro que sei você acha que A me matou por quê? Porque eu sou bonito? É claro que não.

– Quem é A? E por que está fazendo isso com a gente?

– Na verdade A é aquela pessoa que está bem próxima do você e seus amigos, A é...

...

Valentina acorda assustada com o barulho de uma explosão seguido das sirenes do caminhão de bombeiro que havia frente a sua casa.

Ela se levanta rapidamente e vai até o quintal de sua casa onde encontra seu pai, Angelica e Débora parados observando as chamas engolirem a casa dos Dilaurentis.

– Meu Deus como isso aconteceu?

– Valentina? Achei que estava dormindo. – afirma Débora.

– Estava, mas tive um sonho muito estranho e acabei acordando com o barulho.

– Bem, acho que você já viu o que aconteceu, né?

– Sim, mas faz muito tempo?

– Não, foi há pouco.

– Houve uma explosão e de repente a casa começou a pegar fogo como se não houvesse jeito de parar. – afirma Martin.

– Tinha alguém na casa?

– Não, o que é muito estranho, pois a explosão veio de dentro da casa.

Valentina para um estante e observando as chamas retorna ao sonho que tivera há pouco.

– Débora, vamos lá dentro um pouquinho?

– Sim, eu preciso de uma xicara de café.

As duas caminham até a cozinha e enquanto Débora prepara uma xícara com café para si mesma, Valentina senta-se no balcão e começa a falar sobre seu sonho recente.

– Débora, eu tive um sonho muito estranho, e envolvia todos nós.

– Que sonho? Me fala sobre ele.

– Eu acordei num chão e depois que eu levantei eu enxerguei o Anderson e me aproximei dele.

– O Anderson? Mas vocês nem se conheciam.

– Foi o que eu achei mais estranho, mas sabe o que ele me falou em sonho, que A matou ele porque sabia quem era e que A é uma pessoa muito próxima de nós.

Débora se assusta e derruba a xicara com café quente no chão da cozinha ao ouvir sobre A.

– Você está bem? – pergunta Valentina caminhando até a amiga rapidamente com um pano nas mãos.

– Sim, eu só me assustei com o que você disse sobre ele ter sido assassinado por A e que o assassino é próximo da gente.

– Só que na hora que ele estava começando a dizer o nome verdadeiro de A eu acordei com a explosão e não pude ouvir nada além de “A é...”.

– A gente precisa falar aos outros, mas acho melhor deixar para amanhã de manhã.

– Você tem razão, vamos lá fora.

As duas após limparem do café derramado no chão da cozinha caminham até o lado de fora da casa e se juntam a Angelica e Martin.

Valentina se distrai ao ver um vulto de alguém passar no final da rua e se esconder rapidamente.

Ela caminha até o arbusto próximo e não vê ninguém, porém quando ela vira-se vê alguém parado no final da rua, não consegue ver seu rosto, mas pela silhueta ela imagina ser um homem.

Valentina volta para perto de seus familiares e em seguida volta seu olhar para o fim da rua, mas não vê nada.

...

Na manhã seguinte, Valentina chega à escola acompanhada de Débora e se encontra com Jonathan e Bernardo.

– Gente a Gabriella me mandou uma mensagem avisando que não vai vir à escola hoje porque está indisposta. – avisa Jonathan.

Eles se sentam e Valentina fica mexendo seu café com uma colher muito distraída.

– Valentina, está tudo bem?

– Hã, nossa, desculpa, eu me distrai com um sonho que tive. – responde ela.

– Sonho? Que tipo de sonho? – pergunta Bernardo.

– Eu sonhei com o Anderson.

Todos ficam surpresos com o sonho de Valentina, já que a moça não conhecia Anderson.

– Ele disse que morreu porque sabia quem é A, e quando ele estava prestes a me contar eu acordei com a explosão. – afirma ela.

– Outra coisa que estou achando muito estranho foi a explosão da casa dos Dilaurentis. – diz Jonathan.

– Não é só você, porque os Dilaurentis nem estão na cidade, mas a polícia afirma que a explosão veio de dentro. – Débora afirma comendo um biscoito de chocolate.

– O que alguém ganharia explodindo a casa dos Dilaurentis? – questiona Bernardo.

– Alguém não, A com certeza tem um dedo nessa explosão. – afirma com convicção Valentina.

Os jovens se levantam a caminho da sala de aula e de repente Valentina tem um mal estar e desmaia.

Alguns minutos depois, Valentina acorda atordoada e vê todos ao seu redor.

– Você está bem? – pergunta Débora.

– Sim, estou só me senti fraca. – responde a garota levantando-se do chão.

Eles a levam até a enfermaria da escola e se dirigem para a sala de aula.

...

Durante toda à tarde Valentina ficou em sua casa entristecida e angustiada como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento.

À noite durante o jantar seu pai a questiona sobre o que aconteceu na escola durante a manhã.

– Filha eu fui informado de que você desmaiou hoje na escola, você está bem?

– Sim, foi uma queda de pressão, verifiquei na enfermaria e estava abaixo do normal.

– Filha, por favor, se algo estiver acontecendo não hesite em me dizer, está bem?

– Sim pai.

Instantes depois o telefone toca e Valentina se levanta para atender.

– Alô?

– Valentina?

– Sim, quem está falando?

– é a Carolina, mãe da Gabriella. Você a viu hoje?

– Não, achamos que ela estava doente porque não foi a aula, mas depois recebemos uma mensagem dela dizendo que estava indisposta. Está tudo bem Sra. S.?

Valentina ouve Carolina chorando e em seguida a ligação cai.

A garota caminha até a cozinha onde seu pai, Angelica e Débora estão, senta-se na bancada e se escora no balcão assustada e em seguida começa a chorar.

– Valentina, meu anjo o que ouve? – pergunta Angelica preocupada.

– A Gabriella sumiu.

– Como? – pergunta Débora assustada.

– Era a Sra. S. no telefone perguntando da Gaby e a hora que eu disse que nós não a vimos ela começou chorar e desligou.

– Eu acho que ela foi sequestrada. – afirma Valentina.

– Por que filha? – pergunta Martin.

– Porque se a gente recebeu uma mensagem dela dizendo que estava indisposta e não apareceu o dia todo, alguém estava com o telefone dela. – responde Débora no lugar de Valentina.

Alguns minutos depois ele ouvem sirenes de policia a frente a sua casa e saem para verificar o que está acontecendo.

Martin se aproxima dos policiais e os questiona.

– O que houve? Encontram alguma coisa?

Jordan se aproxima de Martin e responde sua pergunta.

– Acharam um corpo. – ele olha para Débora e Valentina ao longe.

Martin caminha até as meninas e as abraça repentinamente e sussurra em seus ouvidos.

– É a Gabriella. Ela está morta.

Valentina se ajoelha no chão e tudo ao seu redor parece desmoronar. Ela vê Carolina correndo na direção dos policiais.

Carolina se desespera mais ainda ao ver um corpo em cima de uma maca coberta com um saco preto sendo colocado na ambulância do hospital de Westphalen por bombeiros.

...

Em um quarto escuro A coloca uma faixa com os dizeres “Meus Sentimentos” sobre uma coroa de flores coloridas.

E em seguida arruma seus bonecos. Tira uma boneca semelhante à Gabriella e coloca em uma caixa. No lado de fora escreve.

Para: Valentina Hastings.

Com amor

–A

Notas finais
...!