Silence - Season 1
19 I don't believe you, liAr
Notas iniciais
As pessoas entravam na igreja como se conhecessem Gabriella como a palma da própria mão. Sentavam e sussurravam para não ofender Carolina que estava sentada no primeiro banco, junto de Valentina, Débora, Bernardo e Jonathan.
– Vejam todas estas pessoas, eu não faço ideia de quem sejam, mas se estão aqui é por um único motivo. – afirma Carolina com um lenço em suas mãos. – Ver o sofrimento de uma mãe que acabara de perder a filha e um acidente sem explicação.
– Não de importância para ele, Sra. S. ele acham que estando aqui podem tirar conclusões da causa da explosão, mas não sabem de nada. – conforta Débora.
Valentina observa a entrada da a igreja e vê alguém que não tinha motivos para estar naquela igreja, mas estava lá: Jenna Dilaurentis e Ian Richards.
– Gente porque a Jenna está aqui? – questiona ela.
– Eu não sei, achei que eles estavam fora da cidade. – afirma Débora.
– Eles foram contatados assim que a policia chegou na casa após a explosão. – afirma Jonathan.
– Gente, parece que ela fica encarando a gente o tempo todo, isso me dá arrepios. – afirma Débora.
– Fala baixo Débora. – pede Jonathan. – Ela é cega, mas ainda tem ouvidos.
Marina chega e se senta ao lado de Débora junto dos outros jovens, após Carolina se dirigir até a frente do palco.
Os olhares todos se voltam para o caixão no palco da igreja com uma foto ao fundo.
– Eu estou muito grata pela solidariedade de todos vocês ao virem aqui. – ela agradece seguindo com um choro silencioso.
Marina se levanta sensibilizada e vai até o palco confortar Carolina levando até a sacristia.
Os jovens um a um levantam-se e caminham até o palco para falar algumas palavras sobre a amiga.
– Ela era uma pessoa muito feliz, sempre alegre e com certeza não iria querer vê-los com esta carinha triste. – diz Jonathan.
– O jeito que ela falava, com aquela voz doce e alegre fazia qualquer pessoa, por mais triste que estivesse sorri um pouco. – completa Débora.
– Ela era sensível também, por mais que aparentasse estar sempre alegre, ela sempre ficava emotiva. E isso era o que eu mais gostava nela, o fato de ela se importar com os outros, como se isso fosse tudo para ela. – diz Bernardo.
– Eu não a conheci há anos atrás, mas desde a primeira vez que falei com ela, vi em seu olhar o seu carisma. A pessoa carinhos que ela era, faz todos nós estar aqui se despedindo dela, e em nossas memorias momentos felizes com ela estão marcados para sempre. – encerra Valentina.
...
No cemitério, após o enterro da moça, Valentina, Bernardo, Débora e Jonathan caminham na rua em direção ao Coffee Break.
– Eu ainda não acredito que ela morreu. – diz Débora. – Ela sempre foi a única amiga que eu tive em todos esses anos e agora está morta.
– Agora mais que tudo é nossa obrigação descobrir quem é A e honrar a memoria de Gabriella. – afirma Bernardo.
– Acho melhor deixarmos isso para outra hora, eu vou pra minha casa, não estou com cabeça para lidar com isso agora. – afirma Jonathan.
Quando eles se despedem de Jonathan, Victória se aproxima dos jovens.
– Eu sinto muito por sua amiga, ela era a única do grupo que eu gostava. – afirma ela.
– Você não deveria estar internada em algum hospício por aí. – confronta Débora.
– Não fui eu quem explodiu a casa dos Dilaurentis e não consegui sair a tempo de me salvar. – diz Victória encarando Débora.
– Victória é melhor você daqui. Agora não é hora de seus joguinhos intrigantes. – pede Valentina.
– Sim, eu vou embora, mas pensa no que eu disse A estava tão perto de vocês que nem notaram. – completa a garota caminhando na direção da Ali’s, uma loja de roupas no final da rua.
Os adolescentes ficam pensando no que Victória afirmou. Jonathan que ia para sua casa decide ficar com seus amigos e eles acabam tocando no assunto A.
– Gente, a Victória só ligou os fatos. – afirma Bernardo.
– Que fatos? – questiona Valentina.
– O fato de que desde que Gabriella sumiu no dia da explosão dos Dilaurentis, nós paramos de receber mensagens de A. – responde Débora.
– Isso é só coincidência. – enfatiza Valentina. – Gabriella não era A.
– Eu tenho em minha mente uma única pergunta. – diz Jonathan. – O que ela estava fazendo da casa dos Dilaurentis se eles estavam fora da cidade?
– Ela explodiu a casa, mas não conseguiu se sair a tempo de morrer na explosão. Gabriella era A esse tempo todo e nós nem imaginávamos. — afirma Débora.
– Nós não podemos acusá-la sem provas. – defende Valentina.
– Nós iremos até a casa dela então. – propõe Jonathan.
– Quando? – pergunta Valentina.
– Que tal agora? – sugere Débora.
Os jovens se levantam e saem para irem até a casa dos Santiago.
Quando estão a caminho, eles avistam o Detetive Darren Wilden conversando com Carolina na frente da Delegacia de Westphalen.
Eles caminham sorrateiramente para tentar ouvir o que ambos estão conversando, mas não conseguem.
...
Alguns instantes depois de saírem da cafeteria, eles chegam na casa de Carolina e tocam a campainha.
– Entrem meus queridos. – pede Carolina com voz de choro.
– A senhora se importa da gente ir até o quarto da Gabriella uma ultima vez? – pergunta Débora.
– É claro que não, podem subir e ficar a vontade.
Eles sobem as escadas e entram num corredor, abrem a segunda porta a direita e adentram cautelosamente no quarto.
Os jovens vasculham o quarto com calma sem tirar nada fora do lugar, mas não encontram nada.
Valentina olha dentro das gavetas de Gabriella e encontra uma estranha chave onde a inicial A está gravada em seu chaveiro.
– Eu acho que achei alguma coisa. – afirma ela.
– Que chave é essa? – pergunta Bernardo.
– Deve ser de alguma gaveta. – sugere Jonathan.
– Não. – diz Débora. – É do armário dela na escola. Um armário eu nós deixamos de usar a muito tempo.
– Eu acho que nem todos nós deixamos de usá-lo. – ironiza Jonathan.
Eles descem as escadas e Carolina vai ao encontro dos jovens.
– Não querem biscoitos? – pergunta ela. – Tirei do formo agora.
– Não, infelizmente nossos pais já devem estar se preocupando. Obrigado. – responde Valentina.
– Não se desculpe. – diz Carolina abrindo a porta da casa. – Voltem quando quiserem.
Os amigos saem da casa dos Santiago e voltam para o Coffee break.
Lá eles encontram Victória, Juliana e Guilherme sentados nas poltronas de canto tomando café e comendo biscoitos.
– Amanhã a noite vai ter o baile de máscaras na escola. Nós aproveitamos e vamos até esse armário e vemos que tem lá. – diz Valentina guardando a chave em sua bolsa.
– E assim descobrimos que é A de uma vez por todas. É claro que isso acontece só se a Gabriella for A. – brinca Jonathan.
Instantes depois, Victória se aproxima da mesa dos jovens e dispara.
– E então? Já comprovaram o que eu falei?
– Victória, você deveria cuidar mais da sua vida e deixar a gente em paz. – sugere Valentina.
Enquanto Valentina e Victória conversam, Juliana e Guilherme ficam ao aguardo da amiga e comentam.
– Ela está fazendo de tudo para que eles descubram que é A. – afirma Juliana.
– Mas se nem ela sabe que é A, como ela vai induzi-los a isso? – questiona Guilherme.
– Eu não sei, mas ela esquece o perigo de ser aliado de A. – responde Juliana.
– Ainda bem que ela nem desconfia de nós, não é mesmo. – afirma Guilherme.
– Até porque se ela soubesse, já não estaria mais aqui entre os vivos. – completa Juliana.
Eles ficam observando Victória e dão um pequeno sorriso de satisfação.
...
Após a discussão com Victória no Coffee break, Valentina chega à sua casa e se depara com uma grande caixa de presente em sua porta. Ela pega a caixa e junto de seus amigos entra na casa.
Ela coloca a caixa sobre a mesa de centro, na sala e começa a desembrulhar.
Débora observa as escritas da caixa e afirma.
– É de A. – ela aponta para as escritas do lado da caixa e faz com que os jovens fiquem receosos ao abrirem a caixa.
Bernardo tira a tampa da caixa e dentro há um pequeno caixão branco de madeira. Ele tira o caixão e abre cautelosamente.
Os jovens se assustam por completo quando enxergam dentro do caixão uma boneca semelhante à Gabriella com um pequeno bilhete na mão.
Valentina pega o papel e lê em voz alta.
Eram cinco porquinhos no chiqueiro, um virou presunto e outros quatro estão prestes e virar também!
–A
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