Silence - Season 1
20 The MasquerAde Ball
Notas iniciais
Um sol radiante ilumina Westphalen. Débora se levanta e vai direto chamar Valentina no quarto ao lado, pois hoje é o dia do Baile de Máscaras.
– Valentina acorda porque está sexta-feira promete ser maravilhosamente reveladora. – diz a garota empolgada.
– Bom dia pra você também, Débora. – cumprimenta Valentina meio sonolenta.
– Preparada para hoje à noite, porque eu não vejo a hora de descobrir A.
Valentina levanta da cama e olha para Débora que está inquieta frente ao espelho.
– Deixa de ser maluca e vamos descer tomar café. – convida Valentina puxando Débora pelo braço.
...
Bernardo se levanta e desce rapidamente para tomar café com sua família. Ao chegar à sala de jantar tem uma surpresa inesperada: Giovanna está de volta e com seu novo namorado, David.
– Eu não achei que teríamos visitas. – diz ele sentando-se a mesa. – Bom dia?
– Bom dia irmãozinho, esse é o David, meu novo namorado e ele veio para me acompanhar no baile de máscaras. – informa Giovanna.
– Você também vai ao baile?
– É claro, já que no ultimo ano fui coroada a rainha esse ano devo passar a coroa para outra pessoa.
– É verdade. Tinha esquecido esse detalhe.
– Filho, você não vai comer nada? – pergunta Virginia.
– Não, estou sem fome. – diz ele. – Vou subir pro meu quarto.
– Sim, mas não vai sair sem comer alguma coisa.
David olha para Giovanna e comenta.
– Ele ficou chateado porque nos vamos ao baile?
– Ele é assim, sempre emotivo. – explica ela. – Mas ele supera.
Ela dá um beijo em David e se levanta para ajudar a tirar a mesa do café.
...
Enquanto Estela sai para seu escritório junto com Gustavo que vai para a escola, Jonathan termina de guardar a louça do café e alguém toca a campainha.
– Henrique, que bom te ver. – diz o jovem abraçando o “amigo”.
– Por que você parou de falar comigo? – pergunta Henrique entrando na casa.
– Eu não queria fazer isso, mas é que tem tanta coisa acontecendo e tem... – ele se interrompe.
– Tem o quê? Você está saindo com outro garoto?
– Não, eu gosto de você, mas... – mais uma vez Jonathan se interrompe e olha para baixo tentando encontrar uma resposta sensata. – Desculpa.
– Jonathan, você sabe que se não fosse por você, eu ainda estaria na Echo’s House. – diz Henrique.
– Eu fiz aquilo porque eu gosto de você de verdade.
Henrique se aproxima de Jonathan e o abraça enxugando as lágrimas de seu rosto.
Os dois se olhos por um tempo e em seguida se beijam.
...
Em sua casa, Carolina organiza as fotos de Gabriella para colocar no álbum de sua filha. Ela pega uma foto onde estão ela, Gabriella, Joaquim e Enrico, irmão mais velho de Gabriella que mora em Curitiba com seu pai por causa da faculdade.
Ela fica observando a fotografia por um tempo e involuntariamente começa a chorar.
Ela separa algumas das fotos para colocar no memorial que os amigos farão para sua filha e aos prantos guarda todas as caixas e desce para tomar café.
...
Á tarde, no Coffee break Victória encontra seu psiquiatra Sam para eles conversarem.
– Victória, eu fiquei sabendo que você está tendo atritos com sua irmã?
– Não são atritos, a gente só não se dá tão bem como eu e minha mãe. – responde ela. – Quanto drama.
– Não é drama. Eu só não posso te ajudar se não você não deixar.
– Eu não pedi a sua ajuda. Quem pediu foi minha mãe.
– Ela se preocupa com você. –diz ele.
– Não! – exclama ela. – Ela só se preocupa com ela mesma. Ela me colocou naquele sanatório porque ela estava pensando só nela.
– Como assim? – pergunta ele confuso.
– Eu não deveria falar sobre isso com você. Aliás, eu nem deveria estar aqui. O que você sabe sobre minha internação lá?
– Você ficou lá porque matou sua babá com uma corda de pular. – responde ele.
– Só que não. – corrige ela. – Eu fiquei lá porque assumi a culpa de um assassinato quando eu tinha só 13 anos. Eu nunca faria isso com a Célia, eu gostava dela mais do que da minha própria mãe. Por que eu a mataria?
– Quem foi que fez isso então?
– Pergunta pra minha mãe, ela vai saber te responder direito, até porque ela estava lá também – diz a menina levantando-se com sua bolsa na mão.
...
Frente ao Coffee break, Victória se encontra com Juliana e Guilherme.
– Você estava com o Sam? – pergunta Juliana.
– Sim, e eu preciso contar algo pra vocês. Vamos até lá em casa?
– Vamos. – responde Guilherme.
Chegando lá, eles sobem até o quarto de Victória e trancam a porta para não serem interrompidos.
– O que houve Vic? – pergunta Juliana.
– Vocês sabem que eu fui para o sanatório porque me acusaram de matar a Célia, não é?
– Sim, nós estávamos no balanço quando ela morreu. – diz Guilherme.
– Mas eu não a matei. Eu sequer cheguei perto dela.
– Então que foi? – questiona Guilherme confuso.
– Naquela tarde, quando eu entrei na casa, eu vi minha mãe discutindo com a Célia, assim que ela me viu veio até mim e pegou a corda da minha mão. Eu não sabia o que fazer até que Célia caiu no chão com a corda enrolada em seu pescoço. Eu corri até ela e tentei salvá-la, mas minha mãe foi mais rápida e ligou para a polícia dizendo que sua filha havia matado a babá. – conta Victória com lagrimas nos olhos.
Juliana e Guilherme ficam boquiabertos com a revelação de Victória.
– Victória você tem que falar isso para a polícia. – aconselha Juliana.
– E você acha que eles vão acreditar em mim, sendo que não tem ninguém para provar isso. A única pessoa que sabia disso era minha avó e ela está morta. – responde.
– A gente estava lá com você, a gente pode falar a seu favor. – sugere Guilherme.
– Mas vocês falaram na época... – Victória é interrompida por Juliana.
– Não, nós não falamos. – diz ela. – Eles não quiseram nos ouvir.
– A sua mãe precisa pagar pelo que ela fez tanto a você quanto a Célia. – diz Guilherme.
No mesmo instante eles ouvem um barulho no andar de baixo e mudam de assunto.
...
Na cafeteira os jovens se encontram para combinar sobre o baile de máscaras da escola.
– Gente, vocês estão preparados para hoje à noite? – pergunta Débora.
– Finalmente nós vamos descobrir quem é A. – afirma Bernardo entusiasmado.
No instante seguinte os telefones tocam.
Nada como um baile para nos aproximar. Até a noite.
–A
Jonathan coloca seu telefone sobre a mesa e afirma.
– Quando eu penso que A vai deixar a gente em paz, o meu telefone me lembra de que isso não é verdade.
– Hoje esse pesadelo acaba de vez. – diz Valentina.
– Eu espero que sim, não lembro mais de como era minha vida sem A. – Jonathan como um biscoito.
– Mas e seus pares, sabem de alguma coisa? – pergunta Valentina.
– Não, eu não falei nada para o Henrique. – responde Jonathan. – E você vai com quem?
– Eu convidei o Jordan para ir comigo. – responde Valentina. – Eu acho que assim ele precisa ocupar um pouco a cabeça com outras coisas, ele e a Gabriella estavam tão próximos ultimamente. – completa.
– Mas e o Daniel? – pergunta Bernardo.
– Ele não está na cidade. – responde ela.
Eles comem alguns biscoitos e bebem um pouco de café.
...
Quando começa a anoitecer, os jovens seguem para suas residências para se arrumar para o tão esperado baile de máscaras.
Valentina veste um belo vestido longo amarelo com detalhes pretos e uma pequena máscara de cor preta com pequenas plumas nas extremidades laterais. Ela prende um pouco de seu cabelo deixando o restante solto todo para trás com cachos nas pontas.
Débora usa um vestido azul celeste com detalhes prateados, babados que começam na cintura e terminam na ponta de seu vestido. Sua máscara também azul, com pedras brilhantes ao redor de seu contorno.
Jonathan veste um terno branco todo branco com detalhes pretos e prateados. Uma máscara preta simples para não chamar muita atenção.
Bernardo usa um terno preto e uma máscara também preta, o mais simples possível.
...
Chega o tão esperado baile de máscaras de escola de Westphalen.
Os jovens chegam com seus pares e enquanto Henrique e Jordan pegam bebidas, os quatro amigos combinam.
– Vamos nos dividir, assim poderemos cobrir melhor todos os ângulos do salão. – propõe Valentina.
– Boa ideia e daqui uma hora a gente se encontra aqui na escada para ir até os armários e ver o que tem no armário A. – concorda Bernardo.
Os dois retornam ao grupo e então eles se separam indo cada casal para um quanto.
Alguns minutos após eles irem para a pista de dança, algo faz com que eles levem sua atenção para a moça que esta parada no topo da escadaria na entrada do salão.
Ela veste um vestido preto com rosa e detalhes em roxo. Usa uma máscara prateada com rosa. Seus cabelos loiros estão presos a um belo coque com apenas alguns fios soltando-se do arranjo em sua cabeça.
Ela fica parada como se estivesse procurando alguém e segundos depois ela fixa o olhar nos quaro jovens parados no meio da pista de dança.
– Quem é ela? – questiona Valentina.
– Ela me lembra a Gabriella. – responde Jonathan.
– Ela viria com um vestido muito parecido com aquele. – afirma Débora admirando o belo vestido. – Ela me mostrou há alguns dias atrás.
– Gente foco. – pede Bernardo. – Deve ser apenas mais uma aluna da escola e que a gente não esta lembrando quem.
A moça então começa a descer os degraus uma por vez e caminha em direção aos jovens. Ela para frente a eles e em seguida desvia para continuar caminhando já que eles não lhe dão passagem.
Marina os observa de longe junto de Victória, Juliana e Guilherme que estão num canto do salão escorados em uma mesa.
– Gente, aqueles quatro estão escondendo alguma coisa. – diz Marina. – E eu quero descobrir.
Uma hora depois, eles se encontram na escada prontos para irem até os armários.
Eles sobem as escadas e sem perceberem, Marina os segue até o corredor da escola, quando eles param de repente.
Os jovens ficam parados quando notam duas pessoas com roupas pretas. Eles se aproximam mais um pouco e conseguem ver que uma das pessoas é uma moça loira, e a outra um rapaz também de cabelos loiros.
– Gabriella? – pergunta Débora, baixinho.
– Não pode ser ela, ela morreu. – corrige Valentina. – Nós fomos ao velório dela.
– Mas não vimos o rosto dela dentro daquele caixão. – insiste Débora.
– Meninas parem ou vamos ser vistos. – pede Bernardo.
Eu acho que já fomos, porque eles não estão mais aqui. – diz Jonathan.
Enquanto os jovens ficam conversando, as duas pessoas de preto caminham e viram em um dos corredores da escola.
Quando os jovens viram o mesmo corredor, perdem os dois de vista.
Eles entram em outro corredor e entram no ginásio onde ficam os antigos armários da escola. Eles então começam a procurar pelo armário A, e logo o encontram.
Valentina tira a chave de sua bolsa e abre o armário.
Os quatros dão um leve passo para traz completamente assustados ao verem tudo o que Gabriella guardava dentro de seu antigo armário da escola.
Marina fica escondida entre alguns armários e vê a mesma coisa que os quatro adolescentes enxergam ao abrirem a porta.
Ela dá um pequeno passo para traz quando o som dos telefones tocando juntos quebra todo o silencio da sala.
Eu ainda estou aqui, idiotas, e estou vendo vocês no meu armário.
–A
[...]
ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA!!!
–A
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