Short-fic Only For Love (Concluída)
3 For Love!
Notas iniciais
Estou muito feliz pela aceitação dessa ShortFic.Pelo tema ser algo ''diferente'' que nós estamos acostumados a ler,devo confessar que fiquei receosa ao posta-la.
Obrigada por todos os reviews e principalmente a MarieGabys e micaele_krzv que recomendaram a Short.
Nos encontramos no N/A e N/B .
Enjoy!
''Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.''
(Friedrich Nietzsche)
Bella Pov's
Nossa semana tinha sido agradável. Edward sem aquelas porcarias no organismo era outro homem, o mesmo que conheci quando éramos crianças. O educado, carinhoso, amoroso um verdadeiro gentleman.
Sua mãe Esme era médica da Renée elas se davam super bem, afinal para minha mãe gostar de uma pessoa ela dizia que no mínimo deveria ser competente, e isso Esme era de sobra, fora suas outras qualidades.
Desde a tenra infância somos apaixonados, mas meus pais nunca me apoiaram nessa loucura de ir morar com meu namorado.
Charlie então o chamava de vagabundo, preguiçoso e monstro, mas eu tentava abstrair essas palavras de minha mente.
Para meus pais o que contava era o dinheiro e como o Edward havia sido praticamente deserdado, não tinha porque continuar com ele.
Nunca me sentir precipitada por isso, meu Edward precisava de mim e eu que não viraria as costas para ele.
Depois de muito conversarmos, Edward resolveu sair de casa e procurar Carlisle, meu coração não cabia no peito tamanha era a expectativa dessa conversa. Dela dependeria a nossa vida.
Minha ansiedade era tanta que eu andava de um lado e pro outro de tanto nervosismo.
Meu Deus e se essa conversa gerar em mais conflito?! Nunca irei me perdoar.
Não estava mais aguentando ficar em casa sozinha, o silêncio era enlouquecedor.
Assim que troquei-me liguei para Alice vir me buscar, já que ela não falava com o Edward, também não queria ficar aqui em casa. Se eu posso chamar esse lugar de casa.
Buzinou, peguei minha bolsa joguei no ombro e sair correndo.
Ah... Merda!
Voltei correndo, procurando os óculos escuros no criado mudo, assim que o peguei levei até o rosto e sai de lá.
Com toda a certeza Alice desconfiaria que havia algo errado, geralmente não saía de óculos.
No caminho nós não nos falamos, apenas trocamos alguns sorrisos... O silêncio não era constrangedor, muito pelo contrário era bom.
Assim que chegamos Ângela já estava na sala rodeada de filmes para escolhermos o qual assistir, veio em minha direção abraçando-me forte.
Sentamos todas no chão com um balde de pipoca enorme.
-O que é isso atrás desses óculos escuro?!-perguntou Alice irônica.
-É... -ia respondê-la mais fui interrompida por um soco na mesinha de centro.
-Chega Bella... Chega de mentir... Você quer dizer que isso foi o que?! Escorregou e bateu o rosto no vaso sanitário?! Foi abrir a porta do armário e acidentalmente com a sua força bateu em seu olho deixando assim roxo... Sim porque garanto que está roxo.
Alice era minha amiga de infância e ajudava-me em tudo, até com dinheiro, já que meus pais num momento de insanidade resolveram cortar a minha mesada achando que eu voltaria para casa, como eram medíocres. Nunca vivi para o dinheiro. Claro dinheiro é ótimo, mas não é o mais importante.
Óbvio também que não dá para viver em um país que tudo gira em torno do capitalismo e consumismo sem ele, mas entre o dinheiro e o amor, sem pestanejar eu preferia o amor.
Edward precisava de mim, e eu ia tirá-lo dessa vida custe o que custar.
-Não vai me responder Isabella?!-perguntou um pouco mais alto com aquela voz aguda quase que me deixando surda.
Já estava me arrependendo de ter aceitado encontrar-me com ela.
-Allie...
-Bella sou a sua amiga desde que nascemos praticamente... Olha pra você. -segurou no meu braço levantando a blusa que eu usava mostrando a marca roxa quase descolorida da semana que passara. -Porra Bella você apanha e aceita isso?Logo você que sempre foi contra essas coisas, levantava a bandeira na faculdade que denunciar o agressor era o melhor, que ele ficando impune isso viraria um ciclo vicioso.
-Alice já chega... Você não esta vendo como a Bella está?-falou Ângela em minha defesa.
Ângela é a irmã mais nova da Alice. São totalmente diferentes uma da outra. Ângela é mais calma, introspectiva, Alice pelo contrário era simplesmente elétrica demais.
As lágrimas traiçoeiras já escorriam pelos meus olhos. Alice estava certa, logo eu que sempre defendi os direitos nas mulheres que sofriam esse tipo de abuso no meu curso de ciências sociais estava sofrendo isso calada. Maneei minha cabeça, isso é muito contraditório.
Alice soltou o meu braço e levantou-se indo para o sofá da sala, cruzou as pernas balançou a cabeça e pegou uma revista que havia no centro. Ela folheava sem prestar atenção a nada, ela sempre fazia isso quando estava chateada com algo. E o ‘algo’ dessa vez era eu.
Limpei minhas lágrimas e sentei ao seu lado em silêncio, ela olhou-me deu um sorriso breve e bateu em suas pernas, deitei no sofá e pousei minha cabeça ali. Suas mãos pequenas iam fazendo cafuné em minha cabeça.
Era complicado admitir mais eu estava precisando de carinho e atenção. Realmente eu estava precisando de colo. Fechei os olhos sentindo a sua meiguice ao acarinhar-me.
Sempre dizia na faculdade que Alice era minha irmã emprestada, como eu amava aquela baixinha.
-Meu Deus Bella... Desculpe... Mas não aguento te ver desse jeito.-falou baixo.-Vou falar com o Emm pelo menos, o Edward não pode ficar fazendo isso com você.
Levantei de súbito o que me causou uma leve tontura.
-Não Alice, você não vai falar nada para o meu irmão. Por favor!
Na última vez que o Emmett foi até a nossa casa Edward havia acabado de chegar bêbado e acho que drogado também.
Meu irmão e eu estávamos na cozinha preparando uma torta de maçã que a nossa avó paterna Sue havia nos ensinado, adorávamos fazer esses doces quando éramos crianças, sujávamos tudo e fazíamos a maior bagunça, mas nos divertíamos tanto.
Naquela época era tão bom, eu não sentia dor, não havia problemas e com o Emm perto de mim era como se eu pudesse reviver aqueles momentos nem que se fosse por horas ou até mesmo por míseros segundos.
Edward entrou na cozinha e começou a perturbar-me, dizendo que a casa estava imunda, sendo que era mentira, pois eu tinha passado a manhã inteira fazendo faxina depois que ele e os amigos resolveram sujar. Aquilo era apenas para me aborrecer.
Como eu permaneci calada e tinha o meu irmão ao meu lado ele irritou-se e seguiu para a sala, jogando todas as almofadas no chão.
Não iria deixá-lo bagunçar o que tanto arrumei, avancei e peguei uma das almofadas que estavam em suas mãos, ele não gostou muito da minha atitude e avançou em mim. Nem a presença do meu irmão o intimidou.
Emm pediu para que ele parasse, e como Edward continuou a puxar-me pelos braços, gritando impropérios, meu irmão perdeu completamente a cabeça e deu uns bons socos em seu rosto. O que fez o Edward parar e ir dormir. Acordou com a boca sangrando e um olho roxo.
Meu irmão disse que não pisaria mais em minha casa, e também não entraria em contato comigo se eu permanecesse com o meu namorado.
Fiquei arrasada com a sua decisão, mas o meu irmão era adulto o suficiente para entender que eu não largaria Edward desse jeito.
-Minha amiga você esta se acabando!!
-Por favor, Alice...
-Tudo bem... Mas se ele tocar em você novamente eu juro que não pensarei duas vezes antes de ligar para o Emm ou para os seus pais.
-Meus pais não ligam mais para mim Alice. –falei triste.
E era a verdade meus pais não falavam comigo, estavam decepcionados demais. E eu não lhes tirava a razão, eles sonharam com o melhor para mim.
-Como não Bella?!Renée e Charlie... eles querem que você apenas volte a ser a de antes. Bella eles lhe devolveriam o seu apartamento, o seu carro... Amiga eles só querem te dar o melhor!
Alice falava como se bens matérias causassem algum tipo de fascínio sobre mim.
-Talvez isso não seja o melhor para mim Alice!
-E o que é melhor para você Bella?!Apanhar todos os dias?!-falou alterada.
Alice sabia ser cruel quando lhe convinha.
-Mas eu tenho esperanças que ele voltara a ser como era.
-Enquanto isso heim?!Quem sabe ele não te mate, depois de tanto te bater.
-Eu não posso deixá-lo.
-POR DEUS BELLA... Eu sou sua amiga, você tem noção do quanto me machuca te ver assim?!-apontou para o meu rosto e para os meus braços. -Eu sei que o Edward era um cara legal e muito meu amigo, te fazia sorrir o tempo inteiro, mas era o de antes e não o de agora, que te machuca e só te faz chorar.
Por um lado ela tinha razão. O Edward de antes do acidente era totalmente diferente do de agora. Era horrível vê-lo se destruindo do jeito que ele estava fazendo. Principalmente remoendo uma culpa que não é dele, foi apenas uma fatalidade.
-Já chega dessa conversa. -falou Ângela vindo da cozinha. — a empregada fez um lanche maravilhoso com direito a uma torta deliciosa de cereja. -deu um breve sorriso virando-se para voltar à cozinha.
Assentimos.
Levantamo-nos, Alice limpou minhas lágrimas , dando-me um abraço apertado.
-Eu só quero que você fique bem!
-Eu sei...
-Te amo!-beijou minha testa.
-Eu também e muito Allie.
O resto da tarde foi agradabilíssima, o lanche maravilhoso e nossa conversa fluiu como sempre. Falamos bastante da época em que estudávamos juntas, gargalhamos muito.
Só as AA, assim que chamávamos Alice e Ângela na época da faculdade por que elas não se desgrudavam nunca... Quer dizer quase nunca. Só as minhas amigas para me proporcionarem uma tarde regada a risos.
Já era o crepúsculo quando as meninas levaram-me para casa, mas antes claro que contei sobre a minha inesperada surpresa, que mesmo sem ser desejada já era muito amada pela mãe.
Claro que elas chamaram-me de louca, irresponsável, mas era um bebê, uma vida que crescia dentro de mim. Era o filho do Edward, do homem que eu amo.
Tenho certeza que ele mudará pelo nosso filho!
Tirei as chaves do bolso, mas ao girar a maçaneta para minha surpresa a porta estava destrancada.
Gelei de medo!
Próximo a porta havia um taco de beisebol mesmo tremendo segurei com força com as duas mãos.
A sala estava completamente revirada, pratos sujos, comida pelo chão, garrafas de cerveja jogadas. Isso não é ladrão com certeza!
-EDWARD... EDWARD...
Nenhuma resposta.
Um barulho forte veio da cozinha, e eu sinceramente não sei de onde eu arrumei coragem, mas respirei fundo e segui até lá.
Parei estática na porta, Edward e Jacob jogando todos os mantimentos no chão, os armários estavam revirados.
-O que significa isso Edward?!-perguntei sentido minha garganta se fechar e meus olhos arderem.
-Amor que bom que você chegou. –largou um dos potes na mesa, e veio em minha direção.
-Edward a casa tá uma bagunça... O que significa isso?!
As lágrimas teimosas insistiam em cair.
Larguei o taco de beisebol, no canto encostado ao armário e comecei a juntar as coisas que estavam no chão.
Jacob parou o que estava fazendo, não sei o que era e nem me interessei em prestar atenção. Puxou uma cadeira e sentou-se colocando os pés em cima da mesa.
-Eu estava procurando uma coisa. -respondeu rindo coçando a cabeça.
-Até nas caixas de cereais?!
Tudo estava jogado de qualquer jeito pelo chão, mesa e pia.
-Eu preciso de dinheiro e sei que você tem... Em algum lugar. -seus olhos voaram para a bolsa e apontou.
-Eu não tenho Edward.
-Sei que você saiu com Alice e ela sempre te dar dinheiro.
Alice todos os meses me dava uma quantia em dinheiro que o meu irmão Emmett mandava para as minhas despensas diárias, já que eu não conseguia um trabalho e todas as minhas economias já não existia mais.
Edward, esse, não tinha mais cartões Carlisle havia cancelado todos. A sua conta bancária estava zerada e a herança da sua mãe o seu pai alegava que ele não tinha nenhum direito. E trabalho ele não passava mais do que uma semana.
Esse dinheiro que o Emm mandava eu o economizava para até o final do mês seguinte.
-Man sua mulher não te obedece, se fosse minha garanto que já tinha me dado essa grana há muito tempo. -falou Jacob intrometendo-se na nossa conversa.
-O que você esta fazendo aqui seu cachorro?!FORA DA MINHA CASA AGORA SEU VAGABUNDO!-gritei a plenos pulmões.
Jacob com certeza tinha uma parcela de culpa no que aconteceu com o meu namorado, ele o incentivava a fazer e usar besteiras. Não adianta dizer que más companhias não influenciam porque óbvio que influencia, ainda mais quando se esta ferido mortalmente e a pessoas ao invés de jogar um remédio, jogam veneno por cima.
Ele não deixava as feridas do Edward cicatrizarem, ele as nutria abertas.
-Edward você vai deixá-la falar comigo assim?!-falou o playboy irritado.
-Bella não me faça perder a porra da paciência.
Ignorei completamente o que ele falava e o seu nervosismo.
-FORA JACOB... EU QUERO VOCÊ FORA DAQUI...
Empurrei seus pés da mesa.
Levantou-se aborrecido e empurrou a cadeira com força o que a fez cair no chão causando um barulho forte.
-Tô lá fora cara. –abriu a porta dos fundos e fechando com força.
-Bella eu preciso de dinheiro... Me dá agora.
Ele estava bêbado, dava para sentir o cheiro forte de bebida que vinha do seu hálito.
-Para que você precisa do dinheiro Edward?!
Eu sabia muito bem para que.
Avançou na bolsa mais eu fui mais rápida e desviei de suas mãos.
Olhou-me com raiva, mas não encostou o dedo em mim, ele só fazia isso quando usava as malditas drogas.
Começou a andar de um lado para o outro.
Meu Deus será que isso nunca daria certo?!Tenho certeza que o Edward foi falar com o Carlisle e ele o destratou.
O semblante do meu namorado era de dor e decepção quando encostou os braços na pequena mesa da nossa humilde cozinha, e os levou ao rosto.
-Bella... Por tudo o que a de mais sagrado, me dá esse dinheiro... Eu preciso esquecer... -sua voz era amargurada.
-Eu amo você e não quero vê-lo...
-Desista de mim Bella... Eu não valho à pena. -falou interrompendo-me.
-Não... Não farei isso nunca.
Ele riu sem humor, passando as mãos pelos cabelos inquieto.
-Para que você que o dinheiro Edward?! – insisti.
Levantou-se com raiva e aproximou-se de mim, seus olhos cravados nos meus. Senti até um arrepio.
-Pra que?-voltei a perguntar. Minha voz não passava de sussurros.
Meu namorado estava entontecido de cólera.
-Pra enfiar no seu cú, agora me da o caralho desse dinheiro porra!
Assim como um puma quando ataca suas presas Edward foi aproximando-se de mim bem vagarosamente.
Minhas costas bateram contra a parede, eu estava coagida não tinha para onde para onde fugir.
Suas mãos puxaram forte a bolsa que estava pendurada em meus ombros. Seguiu para a mesa jogando tudo sobre ela.
Edward não se contentaria com pouco dinheiro, ele pegaria tudo para comprar de drogas.
Por mim e pelo nosso filho eu não o deixaria se destruir desse jeito.
Um misto de desespero e ira apoderou-se de mim.
Observei o taco de beisebol e o peguei, segui até onde ele estava, e reunir coragem que nem eu mesma sabia que eu tinha, o levantei.
-Me perdoa meu amor!
Com toda força, mesmo sendo um ato covarde sendo de costas, desferir uma cacetada em sua cabeça.
Pode acreditar que aquilo estava doendo mais em mim do que nele.
Edward não esboçou nenhuma reação, caiu desmaiado no chão.
Vê-lo daquele jeito foi doloroso!
Juntei as coisas que estavam na mesa que ele havia jogado da minha bolsa e tranquei a porta dos fundos, fechei a janela do quarto, seria impossível ele passar por ela. Era pequena demais para seu corpo grande.
Abaixei-me certificando que ele respirava e beijei seus cabelos.
-Fiz isso por você e pelo nosso bebê... Eu te amo!
Peguei minha bolsa joguei no ombro e sai, trancando a porta da frente.
Eu ia procurar ajuda, não conseguiria sozinha e não botaria a vida do meu filho em risco.
-Eu nunca irei desistir de você.
Algo que aprendi em minha vida é que diante de um verdadeiro amor, não se desiste. Mesmo que essa pessoa a implore.
Notas finais
N/B: Nossa que barra a Bella tá passando. Mas acho que ela fez o certo. Ela precisa de ajuda. Eles dois precisam, ainda mais com ela grávida. O capítulo nos deixou com gostinho de quero mais. Comentem muito meninas e vamos incentivar nossa escrita preferida a escrever mais rápido.
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N/A:
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Beijos!!
Priscila =}
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