Notas iniciais
Hey...como estão? saudades de vocês meus amores...
Nesse meio tempo sem postagem nasceu o meu bebê, o meu pacotinho cor de rosa, gente a Cecilia é linda *-*
Obrigada por todos os reviews e principalmente a Tata Sag Cullen que fez uma linda recomendação.
Quem betou esse cap não foi a Nattie e sim a Alexia.
AAAAAAAAAAAAAAAA...Quem ai ta ansioso para Breaking Dawn? OMG...tô parido (sem esta gravida)de ansiedade-'
N/A e N/B não deixem de ler..
Enjoy!!
AVISO: Este capitulo contém Hentai,abuso de drogas e palavras de baixo calão...

Save me


‘’Quem luta com monstros deve velar, por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti. ’’

(Friedrich Nietzsche)

Edward pov’s.

Bella era a mulher mais perfeita do mundo. Era a única que me transmitia paz, amor, me dava à sensação que ainda eu tinha família.

Por ela, apenas por ela resolvi dar uma chance para a minha vida, iria enfim conversar mais uma vez com Carlisle. E quem sabe ele não me perdoaria?!

Eu estava empolgado com a possibilidade de me acertar com Carlisle.

Há exatamente uma semana eu estava limpo, sem drogas, sem bebidas, cigarros ou farras.

Olhei o seu corpo enquanto dormia ao seu lado com seu rosto próximo ao meu.

Linda! Serena!

Dedilhei seu rosto com as pontas dos meus dedos, sua fisionomia angelical ainda estava marcada pelo ultimo tapa que eu havia dado em uma daquelas surras. Quando eu usava aquelas coisas minha mente ficava perturbada. Eu não fazia aquilo por que queria machucá-la.

Quando eu ‘caia em mim’, já havia feito à merda.

Levantei antes dela, tomei uma chuveirada fria para relaxar os meus músculos rígidos pela noite mal dormida de tanta ansiedade.

Ao olhar-me no espelho quase que não me reconheci, acho que pela primeira vez em um ano tive consciência disso.

Procurei o creme de barbear que havia em uma das gavetas do pequeno armário branco do banheiro e espalmei o produto em meu rosto.

Comecei a passar o barbeador para tentar ficar mais apresentável para encontrar o doutor Carlisle Cullen em sua clínica ‘Clinical Center Dr. Cullen’s’, meu pai era um famoso cirurgião e seu sonho e o da minha mãe Esme que era dermatologista, era que Rosálie e eu ajudássemos na clínica. Eu na parte administrativa claro já que amava cursar Direito.

Meus pais não se opuseram a essa escolha, mas sei que eles queriam mesmo que eu fizesse medicina ,assim como Rosálie,entretanto eles apoiaram a minha escolha. Principalmente minha mãe, essa então sentia um orgulho enorme de mim. Que falta aquela doce mulher me fazia, e a minha irmã estudiosa, inteligente sempre preocupada com todos... Tudo culpa minha.

-Hum... Fazendo a barba. -falou minha namorada com os braços cruzados em frente aos seios, encostada na parede desbotada do nosso banheiro.

-Humhum... Gostou?-perguntei sorrindo.

Aproximei-me dela puxando sua cintura e a sentando na borda do lavatório.

-Claro. Assim fica mais lindo do que já é. -disse tocando de leve meu rosto com suas unhas curtas.

Infiltrei-me no meio de suas pernas, beijando-a.

-Amo você pequena.

-Eu também te amo, muito, muito, muito... -falava enquanto distribuía beijos molhados por todo o meu rosto.

-Senão fosse por você, eu não teria nenhuma razão para viver. -falei enquanto alisava seus quadris.

O seu corpo reagia aos meus toques.

-Me perdoe por te fazer passar por tudo isso. Não me deixe mais fazer isso com você. -apontei para as marcas roxas que estavam clareadas em sua pele muito branca em seu braço.

Ela sorriu agarrando-me pelo pescoço. Nossas bocas encostaram-se uma na outra. O beijo começou tépido e foi tomando medidas arrebatadoras. Sua boca cedeu espaço para que infiltrasse minha língua. Duelamos por espaço, ao mesmo tempo em que o nosso beijo era apaixonado.

Separamos nossas bocas apenas para buscar o ar, mas não parei de sentir o doce sabor da minha mulher.

Minha mulher. Era tão bom falar dela desse jeito. Eu a fiz mulher.

Beijei seu queixo pontiagudo e toquei suas sobrancelhas unidas.

-No que está pensando meu amor?

-Em nós, como nossa vida vai mudar. — sorriu contida.

-Por quê?-perguntei curioso.

-À noite eu te conto.

-Por que a noite, amor?! E não agora?! Hum...

-Por que eu quero que você se acerte com o seu pai primeiro.

-E se isso não acontece Bella?!

-Tenho certeza que acontecerá.

Colou sua testa na minha, passando o nariz sobre o meu de um jeito carinhoso. Assim como todos os seus atos.

Eu precisava dela, assim como eu precisava do ar para respirar e viver. Puxei o seu corpo colando no meu, ela passou suas pernas ao redor do meu quadril.

E nos beijamos com calma, deliciamo-nos com os nossos sabores característicos.

Puxei seus lábios sem fazer muita força, e o nosso beijo foi terminando lentamente e logo a minha boca começou a explorar outros cantos. Seu pescoço alvo era convidativo para mim e como um gesto de ‘pode ir em frente’ Bella jogou a cabeça para o lado deitando em meu ombro me dando total acesso ao seu colo.

Distribui beijos molhados por toda extensão. Até me deparar com aqueles seios lindos e redondos que a alça da camisola caída em seu ombro, deixava a mostra.

Meu membro pulsou dentro da calça de moletom. Minha sanidade estava indo para o espaço naquele momento.

O calor do seu sexo em meu pau fez com que ele vibrasse e crescessem mais e mais.

Levantei sua camisola fina, o deixando quase nos quadris. Ela apenas me olhava mordendo o lábio inferior.

Bella parecia uma menina arteira com aquele olhar. Sorri.

Toquei um dedo em sua intimidade, e ao sentir a quentura de seu sexo, afastei sua calcinha, e passei a brincar com o meu dedo em sua feminidade.

Porra como estava molhada!

O corpo da minha mulher se retesou, ao senti um dedo penetrando vagarosamente seu orifício apertado.

-Hum... -gemeu. Tombou a cabeça para trás. Beijei seu colo perfumado, desci até seus seios perfeitos, levei um a boca, mordisquei o mamilo róseo e intumescido e chupei com desejo , fome....Eu tinha fome de Bella.

-Oh... Edward!

Gemia e se contorcia enquanto meu dedo brincava de vem e vai dentro dela.

Senti seu aperto ao redor do meu dedo, e o tirei antes que ela viesse em minha mão, e levei meu dedo com o seu suco até a boca. Chupando com gosto. Eu nunca me cansaria de beber do seu mel saboroso, e singular.

Puxou meu rosto com suas pequenas mãos, colando sua boca na minha quase que com violência. Beijamo-nos com volúpia. Beijei-a de novo e coloquei a mão bem em cima da bocetinha. Estava ensopada. O tecido estava até manchado pelo suco que escorria. Isso me deu mais tesão ainda.

Segurei em sua cintura, e Bella rapidamente envolveu os meus quadris com as suas pernas.

Seguimos para o nosso pequeno quarto, depositei seu corpo macio e tão meu... Possessivamente meu, na cama.

Tirei minha calça o mais rápido que pude, e fui explorando o corpo dominado pela forte excitação dos dois. A minha garota gemia, balbuciava alguma coisa incompreensível. Puxei sua camisola pela cabeça delicadamente, tirei a calcinha e neste momento pude avaliar melhor o nível de tesão que a dominava. Meu pau vibrou ao ver aquele sexo brilhando.

Estava petrificado diante de suas coxas entreabertas, e extasiado de ver toda a sua intimidade.

Aproximei-me, distribuindo beijos molhados por toda a extensão do seu corpo.

Clavícula, colo, o vale dos seus seios que cabiam perfeitamente na palma da minha mão. Beijei cada mamilo róseo deixando-os molhados com a minha saliva e depois assoprei. Ela deu uma risada e um gemido ao mesmo tempo.

-Edward...

-Abra os olhos amor!-pedi.

Aqueles olhos chocolates me transmitiam tantas coisas, boas e apaixonantes.

Não tive presa, beijei seu ventre liso e infiltrei minha língua em seu umbigo, ela se contorcia em baixo de mim.

-Edward... Não me maltrata... –Disse minha mulher em uma lufada de ar.

Eu não queria maltratá-la, eu iria lhe dar prazer.

Bella abriu suas pernas para melhor me abrigar ali.

Beijei seu baixo ventre, alisando seus quadris. Até que cheguei ao seu centro úmido e pulsante. Cai literalmente de boca naquela boceta suculenta.

Beijei, lambi , mordisquei infiltrei minha língua em seu orifício apertado. Alternei as lambidas entre sua boceta e o seu ânus, apertados e sem nenhum vestígio de pelos.

O corpo de Bella se retesava diante daquelas sensações, enquanto mais eu chupava mais ela empurrava minha cabeça para sua vagina. Enterrei minha língua ali sentindo ela se derreter em minha boca.

Como era bom, tê-la em meus braços, sentindo prazer. Eu estava lhe proporcionando isso.

-Oh... Por favor, Edward... Vem...

Fiz o que ela queria. Também não aguentava mais, meu membro estava explodindo.

Voltei a beijar seus doces lábios, e me infiltrei no meio das suas coxas macias.

Deus como era quente e apertada!

Investi meu membro em seu corpo, e ela mordeu forte o lábio inferior para abafar o grito, com os olhos fechados.

O vai e vem era lento, eu não queria sexo com a Bella, eu queria fazer amor com ela. Há muito tempo não fazíamos amor!

-Por Deus Bella como é apertada...

Gemíamos baixo, afinal onde morávamos a parede era colada com outro quarto.

-Hum... Edward...

Sua Respiração se fez mais rápida.

Era tão bom estar mergulhando dentro dela, sem presa delicadamente, fazendo-a senti cada milímetro do meu desejo.

-Eu te amo... Bella.

Ela sorria mais a cada vez que eu repetia isso.

Seu corpo se apertava ao redor do meu, e o meu membro crescia mais ainda dentro dela.

-Eu também amo MUITO você. -falava entre arquejos e suspiros.

Voltei a distribuir beijos no vale dos seus seios. Porra como eu amo essa mulher, cada pedacinho dela, cada milímetro, como eu morro a cada segundo sem sua presença doce.

Enfiei minha cabeça no vão do seu pescoço, depois de mais duas investidas explodimos num orgasmo maravilhoso.

Assim que nossa respiração se normalizou, cai ao seu lado puxando-a para o meu peito. Não sabia o porquê, mas eu precisava dizer tudo o que eu estava sentindo naquele momento. Beijei os seus cabelos macios e com um cheiro suave do xampu que ela mais gostava camomila.

-Ver você todos os dias, senti-la perto de mim, isso é que me da forças Bella, não me abandone jamais. Promete?

Suas órbitas doces vidraram-se em mim, e ela sorriu pequeno.

-Eu prometi a você que nunca te abandonaria, e pretendo cumpri-la. -Acho que ela percebeu o meu desconforto, pois no mesmo instante me sentir enrijecer ao seu lado, no dia que ela havia me dito isso, na minha mente surgia à lembrança de três caixões dois cor vermelho mogno e um pequeno branco, como aquilo me doía. A culpa vinha à tona, por minha causa, as pessoas que mais me amavam, mas acreditavam em mim, se foram. -Edward, eu amo você. -ela puxou o meu rosto por entre seus dedos brancos finos, tão delicados.

Puxei suas mãos do meu rosto, e as segurei firmemente, as trazendo para tocar em meus lábios dando-lhes um beijo cálido.

Ela deu-me um sorriso terno e se aconchegou mais em meu peito, ronronando em seguida. E eu fiquei ali, aspirando ao seu cheiro dos seus cabelos, e a sentindo adormecer em meus braços.

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Assim que a minha mulher estava adormecida em nossa cama, tão relaxada depois de nos amarmos, sai a passos leves para não acordá-la e segui para o nosso pequeno banheiro.

Tomei uma ducha rápida e vesti algo que fosse convencional para ir numa clínica com uma clientela tão importante. Uma calça social escura e uma camisa da mesma cor.

Aproximei-me da cama, e depositei um beijo em sua testa. Dormia tão serena.

Como eu puder fazê-la passar por isso.

Assim que cheguei em frente ao suntuoso prédio da ‘Clinical Center Dr. Cullen’s’ respirei fundo, tentando acalmar o meu coração que batia freneticamente. Tive medo até de enfartar diante ao meu nervosismo.

Entrei e logo avistei uma senhora gordinha que usava óculos de armação branca. Assim que me viu Selena sorriu em minha direção. Retribui ao seu sorriso afetuoso.

-Como vai à mexicana mais gata de toda América do norte?!-falei divertido, abraçando seu corpo roliço.

Selena abraçou-me apertado e em seguida deu-me um sonoro tapa no braço.

-Cachorro, como você some, e nem vem me visitar?! Para a sua informação eu estava morrendo de saudades de você, meu menino. -falou meigamente.

Selena trabalha na clínica com os meus pais desde que eu me entendo por gente. Ela era muito mais do que uma secretaria ou recepcionista, ela sempre foi a melhor amiga da minha mãe estava sempre lá em casa, nos ajudando no que fosse necessário. Selena era como uma segunda mãe para mim e minha irmã.

Mas depois do que aconteceu, eu apenas queria me afastar de tudo que me lembrasse a minha família, era como se eu pudesse exorcizar os fantasmas que rondavam a minha mente apenas afastando-os da minha vida.

-Eu também estava com saudades de você Selena.

-Você esta mais magro esta com olheiras menino, a Bella esta cuidando bem de você?

-Muito, mulher melhor do que a minha não existe.

-Acho bom, meu filho.

Abracei mais uma vez, sentindo seu abraço confortador e aconchegante ao meu redor.

-Meu pai... Ele esta aqui Sel?!- perguntei receoso.

-Sim, seu pai só sai da clínica à noite para dormir em casa, ele praticamente vive aqui.

-O Carlisle esta ocupado... Quero dizer, com alguma paciente? Por que se ele estiver ocupado, eu volto outra hora. -falei atrapalhando-me.

Minha vontade era ir embora dali o quanto antes. Estava morrendo de medo de ser rejeitado novamente. Ser culpado por tudo o que aconteceu.

-Não, querido, pode ir até lá tranquilo, vocês precisam conversar.

Sorri, e segui até a sua sala.

Estacionei ao ler Dr. Carlisle Cullen Cirurgião plástico, na porta do seu consultório.

Respirei e dei dois toques rápidos na porta antes que eu me arrependesse.

Pude ouvir a voz do meu pai em um harmonioso entre.

Respirei fundo e girei a maçaneta da porta, adentrando no consultório tão familiar. Carlisle estava entretido com algum assunto em seu computador branco com designer inovador. Rose que havia escolhido.

Pigarreei alto.

Meu pai olhou lentamente para mim, puder ver nitidamente em seus olhos castanhos claros surpresa e ira.

Antes que eu pudesse pronunciar alguma coisa, Carlisle levantou ligeiramente da sua confortável cadeira, ficando de pé em minha frente.

-O que você faz aqui Edward?-vociferou.

-Pai... Eu...

Mas antes que eu completasse o porquê da minha ida, Carlisle interrompeu-me.

-Pai?! Pai Edward? Eu não sou mais o seu pai.

-Por favor, eu... -minha voz saiu tremula, Carlisle era o único parente que me restava, e porra ele era o meu pai.

-No dia em que você matou as três pessoas mais importantes da minha vida, naquele ESTUPIDO ACIDENTE, você foi com elas.

Já estava acostumado com aquelas palavras, afinal eu as ouvia a mais de um ano, uma droga de um maldito ano, não sei por que me doía tanto, batia com tanta intensidade dentro de mim aquelas palavras, que por um momento esqueci de como respirar.

-EU NÃO AS MATEI.

As lembranças vinham e desciam como cachoeira em minha mente.

Flashback On.

A iluminação do jardim estava linda, havia flores espalhadas por todo o salão improvisado. O acorde da música estava elevado, tocava uma melodia em forma de declaração. Não sei precisar qual era a musica.

A mansão dos Swan estava perfeita! Não havia muita gente, apenas os amigos mais íntimos da família.

Sorri, olhando ao redor tudo estava belíssimo e requintado, se não desse tudo certo Rose, Alice e a minha namorada se matariam, elas que organizaram tudo, das rosas até o Buffet. Eu estava atrasado, Bella com certeza arrancaria meu pescoço fora se eu não chegasse a tempo.

Seus pais estavam fazendo bodas de prata, 25 anos de casados. Hoje em dia isso era uma dádiva.

Meus pais estavam nas bodas de opala, em um mês fariam bodas de prata também, as meninas estavam em pavorosas organizando tudo, até porque eles também renovariam seus votos. Estavam todas animadas, minha mãe então sem comparação, fora que eles teriam uma nova lua de mel. O Brasil foi escolhido para passarem os seus 15 dias de ‘férias’ a cidade do Rio de Janeiro para ser mais exato, ouvimos falar que as praias eram maravilhosas, na minha lua de mel com a Bella também a levaria para lá.

Avistei minha irmã sentada com a minha pequena e adorável sobrinha no colo, parecia esta levando algum tipo de bronca. Fui até elas e sentei ao seu lado.

-O que foi princesa?-perguntei a pequena Kathy, a minha sobrinha de três

anos, estendeu os bracinhos na minha direção e a peguei trazendo-a para meu colo.

-Ela estava correndo Edward e isso é perigoso. -disse minha irmã Rosalie ajeitando os cabelos da pequena.

Rose desde que ficara viúva ainda grávida morava conosco. E desde então Kathy virou um pouco também minha. Afinal eu era a figura paterna que ela tinha.

-Não pode ficar correndo princesa, eu não quero que você se machuque. Você quer ver o titio triste?

Ela balançou a cabeça negando, deixando seus cachos loiros tocarem seu rostinho com algumas sardas. Beijei seus cabelos.

-Aonde esta a mamãe e o papai? Você viu a Bella?

-Calma Edward. -falou levantando-se. Estava com um vestido preto justo e saltos altíssimo. -Mamãe e papai estão lá na frente com os seus futuros sogros, e a Bella acabou de subir para o quarto.

Algumas conhecidas foram conversa com a minha irmã. Dei um beijo em cada uma e sai.

Minha mãe estava de pé com um vestido estampado belíssimo, com uma taça de champanhe nas mãos conversando animadamente com Renée. A anfitriã estava muito bonita também e jovial um vestido tomara que caia o corpete era preto com a parte de baixo rosa, o vestido deixava sua pele do colo em evidência.

Sorriram quando me aproximei das duas.

-Filho, a Bella estava a sua procura. -falou minha mãe.

Abracei seu corpo e em seguida beijei a minha sogra parabenizando-a.

Carlisle e Charlie se juntaram a nós, e começamos a conversa amenidades.

A conversa estava ótima , rimos , fizemos planos...

Mas uma pessoa muito essencial estava faltando naquela conversa.

Meus olhos variam todo o ambiente, mas nada dela.

-Edward querido, porque você não vai atrás da sua namorada?-disse Renée piscando o olho para mim.

Quando entrei em sua casa, tive a bela visão da minha namorada descendo as escadas. Perfeita!

Conversava animadamente com Alice que estava muito bonita também com um vestido roxo de uma manga só, mas a minha atenção era apenas para a minha namorada. Seu vestido cor de laranja forte com listras pretas assimétricas era curtíssimos deixavam suas coxas a mostra. Seu cabelo preso em um coque mal feito, estava linda. Bella era a mulher mais linda que eu tinha visto.

Sorriu tímida assim que seus olhos encontraram os meus.

Abracei sua cintura e beijei seus lábios com calma.

Ficamos os três conversando um pouco, mas do jeito que Alice é agitada não para em um lugar, rapidamente saiu dando ordens em Deus e no mundo e no coitado do Jasper também.

Minha namorada e eu seguimos para a pista de dança onde estava a maioria dos presentes.

Estava tocando ‘A Case Of You’, lembrei-me de quanto a Bella ouvia essa musica. Peguei na mão direita da minha namorada num convite mudo para dançar, e ela assentiu aceitando.

Seguimos para o meio do salão nos juntando com os outros, minha mãe com meu pai dançam de rostinho colados, era tão bonito a paixão que ambos ainda sentiam.

Os pais de Bella também pareciam namorados, desejei que fosse assim comigo e a minha namorada.

-Adoro essa música. -falou suspirando.

-Eu sei... Conheço seus gostos senhorita Swan.

-Hum... Eu também conheço os seus senhor Cullen. Ouço essa música quase todos os dias. –mostrou a língua discretamente para mim.

Sorri.

-Não é por isso, é que a música é realmente boa.

-Eu que escolhi, o repertorio para os músicos tocarem. -falou orgulhosa.

Ela encostou sua cabeça em meu peito, e deixamos nos guiar pela letra singela e intensa da melodia.

...

-Hey... Você esta monopolizando o seu namorado.

-Ainda bem que você sabe meu namorado!

Eu apenas ria da briguinha ridícula entre Emmett e Bella, e os irmãos levavam a sério essa disputa de ‘Edward fica comigo’... ’Edward vai comigo’.

Quem acabou ganhando, foi o meu futuro cunhado. Não por eu querer ir com ele, mas a Alice e a Rose acabaram tirando-a de mim para irem retocar a maquiagem. Mulheres!

Seguimos para a mesa onde estavam Charlie e Carlisle, Jasper se juntou a nós também.

O ambiente estava agradável, as pessoas conversam animadamente, todos na nossa mesa se serviram do mais puro uísque. O único que não consumia bebida alcoólica era apenas Carlisle. Quanto mais a conversa fluida e o garçom passavam, mas bebidas ficavam na mesa, uísque, vinho, coquetel, drinques para todos os gostos.

Bella veio na minha direção segurando a minha sobrinha pela mão direita, enquanto à esquerda se incumbia de um Dry Martini.

-Acho que você esta bebendo demais amor!-constatou minha namorada em meu ouvido.

-Relaxa amor, não passei de duas doses de uísque.

Sorri e a puxei pelo braço para sentar-se em meu colo.

Logo, minha mãe e Renée se juntaram a nós,assim como Rose e Alice, conversamos sobre o nosso cotidiano, sobre os nossos estudos em Dartmouth, sobre o rumo que daríamos em nossas vidas assim que nos formássemos.

Estava ficando tarde, muitos dos convidados estava indo embora. Então ficávamos cada vez mais a vontade.

Nosso papo era agradável, riamos, ou melhor, gargalhávamos, do Emmett tentando paquerar a minha irmã, já com o teor de álcool elevado.

-Gata, a economia grega anda tão ruim assim?-perguntou Emmett sério para Rose.

-Por quê? –perguntou minha irmã confusa.

-Porque até uma deusa grega como você veio morar aqui!

Nós gargalhamos estrondosamente, sabíamos que um tinha uma quedinha pelo outro, mas Rose dizia que os três anos de luto, ainda eram recentes.

Achando pouco Emmett segurou na mão de Rosálie olhando-a serio.

-Você é tão linda, que quando nasceu o médico disse: “Vou jogar para cima, se voar é um anjo!”

Todos caíram numa gargalhada sonora, inclusive a minha sogra que era sempre polida. Emmett não tinha jeito. E a minha irmã coitada fica toda vermelha com aquele assedio do meu cunhado.

O celular de Carlisle soou alto, atrapalhando a nossa conversa.

-Com licença. -pediu ele se retirando, com o aparelho em mãos.

-Pai eu vou me casar com a Rosálie. — ele disse para Charlie que estava com a mão na cintura da esposa.

-Hum... Faço muito gosto filho!-respondeu sorrindo.

-Agora é preciso saber se ela quer grandão. -falei brincalhão.

-Claro que ela vai querer. Olha mãe o Edward disse que ela não me quer. -abraçou Renée depositando a cabeça em seu ombro, ficando curvado.

Parecia uma criança mimada e ele não estava brincando não seus olhos estavam marejados.

Minha irmã aproximou-se dele e segurou sua mão.

-Vem...

-Para onde? Você vai me dar banho?-perguntou ainda no ombro da mãe.

-Não, vou te dar um café bem forte, por que você parece um gambá de tão bêbado, gorilinha.

-Eu vou viu mãe?!

-Vai lá bebê da mamãe. –falou Bella revirando os olhos. Mimado era o nome do meio do Emm.

Assim ele saiu com Rose, e sumiram pelo jardim. Carlisle voltou com o aparelho entre as mãos.

-Tenho que ir. Surgiu uma emergência de ultima hora.

-Você quer que eu vá com você querido?!-perguntou Esme já ao seu lado.

-Não precisa meu bem. -Carlisle beijou a testa da minha mãe. -Você quer que os levem para casa antes de ir para a clínica?

-Não pai. -protestei, eu levo as garotas. Pisquei o olho para Esme que sorriu.

Despedimo-nos e o meu pai foi para á clínica resolver o problema.

Dancei com a minha namorada mais algumas musicas, antes de dançar com Renée e minha mãe também.

Já era madrugada quando minha mãe chamou-nos para irmos embora.

Minha sobrinha que dormia no quarto de hóspedes foi trazida pelo Jasper que estava ajudando a minha irmã.

Depois das devidas despedidas, nós seguimos para o meu carro, a madrugada estava fria, caia uma pequena garoa nada preocupante, ou algo com que eu nunca havia lidado antes.

Coloquei a pequena atrás e logo em seguida Rose entrou para pegar a sua filha ainda adormecida. Na frente ao meu lado foi minha mãe.

Saímos Bluell St onde os pais de Bella residiam e seguimos pela estrada despovoada e completamente erma da Hovey Ln, agora não caia mais a garoa fina, ela aumentava a cada segundo gradativamente, mas não demoraria muito para chegarmos em casa no máximo em meia hora estaríamos na Lebanon St. Os lugares não eram tão distantes assim já que Hanover é uma pequena cidade do estado da New Hampshire.

-Edward é melhor pararmos no acostamento e esperar a chuva passar. -pediu Esme temerosa.

-É melhor seguirmos Edward, aqui é muito perigoso, já ouvi vários casos de assaltos.

Olhei para trás minha sobrinha dormindo tão tranquila.

-Mãe, concordo com a Rose aqui é muito perigoso.

Ela assentiu.

A metade do caminho foi tranquila, a pista começou a ficar escorregadia.

O carro não obedecia aos meus comandos. Decidir para próximo a um posto de gasolina.

Mas antes que estacioná-lo, um caminhão veio rápido demais em nossa direção.

Farol. Pancada. Gritos. Dor. Mãos. Luzes. Borrões. Escuridão.

...

Sabe aquele momento em que você esta consciente, mas a inconsciência quer tomar conta do seu corpo?! Como se um grande torpor te puxasse para o longe...

Mas senti um par de mãos macias e pequenas segurando uma das minhas.

Forcei meus olhos há abrirem um pouco. A dor me fez resmungar um pouco.

-Graças a Deus que você acordou... Eu pensei que ia te perder. -sua voz estava chorosa.

Olhei em sua direção e ela em minha opinião estava mais linda do que nunca. Cabelos presos em um rabo de cavalo, sem nenhum vestígio de maquiagem uma roupa preta. Só uma coisa me incomodava, as lagrimas que caiam por seu rosto de porcelana, também havia olheiras ao redor dos seus belos olhos.

Levantei a minha mão que ela segurava e a levei para o seu rosto.

-Porque esta chorando amor?

Minha voz saiu rouca e fraca eu mesmo assustei-me ao ouvir-me falar.

-Você não se lembra de nada?

Certo. Eu realmente não estava entendendo aonde ela queria chegar.

Balancei com a cabeça. E aquilo realmente começava a me assustar.

-O acidente... Sua família...

Ela continuou falando, mas não fiz questão de escutar. As cenas vieram como enxurrada na minha mente.

-Como eles estão?-se minha namorada não estivesse ao meu lado garanto que não escutaria. A minha voz não passava de um sussurro.

Bella não me respondeu, apenas maneou a cabeça em negação. Comecei a sentir uma angustia e estava com medo de ouvir o pior.

Carlisle chegou na hora, ou talvez estivesse escondido ouvindo tudo.

-Pai... –sussurrei.

Seu rosto estava abatido, assim como Bella ele também tinha manchas arroxeadas ao redor dos olhos.

-Como estão à mamãe, a Rose e a minha princesa?

Perguntei diretamente para Carlisle, que se virou mirando meu rosto com um semblante de dor e ódio.

-Você realmente não lembra que a quatro malditos dias sua mãe, sua irmã e a sua sobrinha morreram naquele maldito acidente por sua causa... -cuspiu cada palavra, silaba na minha cara.

Olhei para Bella tentando achar algum vestígio de brincadeira nas palavras de Carlisle, mas ela olhava chocada para o meu pai.

-O senhor sabe que o Edward não é culpado. -defendeu-me Bella. Eu estava sem ação tentando assimilar a palavras ‘Morte’, ‘Sua Causa’.

Nossa como aquilo pesava.

Meu corpo tremia, minha namorada me abraçou envolvendo seus braços ao meu redor.

Eu havia provocado à morte da minha família? Deus eu sou um monstro!

-Calma meu amor! –Bella beijou-me no cenho.

Eu dava espasmos causados pelos soluços.

O acidente, os gritos da minha mãe... Elas morreram.

Carlisle saiu, sem nem ao menos dizer que não era minha culpa. Ele deixou o fardo totalmente nas minhas costas. Agora eu era o responsável pela morte das três pessoas mais importantes da minha família.

-Eu deveria ter morrido com elas...

-Não fale assim meu amor eu estou aqui com você sempre...

Minha namorada foi à única pessoa que me apoiou e em nenhum momento me criticou, pois ela me conhecia o suficiente para saber, que eu preferia ter morrido junto com elas a de ter ficar vivo sem elas.

Chorei até não ter mais forças, e acabei adormecendo, mas sem antes ouvi a sua promessa.

-Promete que nunca vai me abandonar Bella? Eu não suportaria... Perder-te também... -minha voz saia enrolada por causa da letargia.

-Prometo, nunca em hipótese alguma deixarei que você saia da minha vida. Eu te amo.

Não tinha forças para sequer responder, limitei-me a apenas sorrir, Bella aproximou-se da minha maca e beijou-me tepidamente os lábios antes que a inconsciência resolvesse por si me dominar.

Flashback Off.

Carlisle andava de um lado para o outro na espaçosa sala. Seu nervosismo e incomodo com a minha presença eram evidentes.

-Eu não tive culpa de nada pai.

-Não ouse me chamar de PAI, seu MOLEQUE INCONSEQUENTE, VOCÊ MATOU AS TRÊS PESSOAS QUE EU MAIS AMAVA NA VIDA... Você é um assassino. –falou entre dentes.

-Até quando o senhor me culpara por essa fatalidade? Eu não sou um monstro, eu já me sinto um merda demais. Elas eram as pessoas que eu mais amava também e...

Iria completar, falar tudo o que sempre tive vontade de dizer, mas fui brutamente interrompido.

Ele segurou firmemente na gola da minha camisa, sacudindo-me.

-Eu amaldiçoou o dia que você nasceu.

Jogou-me no sofazinho de couro que ficava ao lado em um canto da sala.

-Se não fosse pela maldita compaixão que Esme teve com você, certamente ela estaria viva agora. Mais não ela não poderia se contentar apenas com a Rosálie, tinha que adotar você. Por que assim que a viu naquele orfanato você estendeu os braços para ela. Maldita hora que nós te adotamos Edward. Você apenas trouxe a desgraça para os Cullen. Eu preferia que você tivesse morrido naquele acidente também... –despejou de uma só vez, olhando duramente para mim.

Se Carlisle tivesse me dando um soco, me expulsasse a ponta pés, ou até mesmo me desse um tiro não doeria tanto quanto estava doendo àquelas palavras proferidas.

Nunca havia acontecido nada de errado comigo para a família se envergonhar de mim pelo contrario, eu era o filho querido que seria o primeiro advogado dos Cullen. Agora eu era um monstro.

Até quando me culparão? Jamais faria mal a pessoas que eu mais amei na vida.

-Eu amava a minha mãe, Carlisle, e ela diferente de você agora NUNCA me tratou com diferença em relação a Rose por ser sua filha de sangue.

Respirou com impaciência. Carlisle sempre foi um homem duro, mas depois da morte de Esme, Rose e a minha doce Kathy tornou-se amargo.

-Fora. Esqueça que algum dia eu fui seu pai.

-Você nunca vai me perdoar?-perguntei aproximando-se da porta.

Não havia o que mais argumentar. Essa era a sua decisão. Ou me traria de volta para a sua vida, ou me expulsaria de vez, porque depois que eu saísse para lá não voltaria mais.

-Para mim, você morreu no dia em que enterrei a mulher que eu amava, a minha filha e a minha netinha.

-Naquele maldito dia, eu perdi a minha mãe amada, a minha irmã adorada, o meu anjinho e também o meu pai que estava comigo em todos os momentos.

Foi difícil falar sem derramar uma gota de lagrima, quando dei por mim, as teimosas lagrimas caiam por minhas bochechas. Enxuguei com a palma das mãos e abrir a porta para sair totalmente da sua vida.

-Edward? Deixe o seu endereço com a Selena, vou mandar os advogados entrarem em contato com você. A herança da sua mãe é sua por direito.

Sai daquela maldita sala sem ao menos respondê-lo. Não era por dinheiro que eu vim procurá-lo. Eu só queria o meu velho Carlisle de volta.

Segui em direção a minha moto estacionada. Porra, a minha Bella ficaria desapontada comigo.

As ruas em que eu passava eram apenas borrões que se dissipava à medida que eu avançava pelos caminhos de arranha céus .

Foda-se Carlisle chega de humilhação.

Eu daria um rumo na minha vida. Não quero mais passar por isso que eu passei agora. A dor que eu estava sentindo era intensa. Como doía ser acusado da morte das pessoas que você ama.

As casas do bairro em que eu morava passavam como borrões, não me preocupei com a velocidade. Estava pouco me fodedo para nada. Se eu morresse seria até melhor...

Estacionei a moto de qualquer jeito em frente ao lugar que morávamos. Assim que entrei em casa eu queria apenas uma pessoa. Bella.

-Amor?!-chamei por ela, mas não obtive resposta.

Vasculhei o cômodo pequeno e nem sinal dela.

Porra eu precisava sentir o seu cheiro, a sua pele contra a minha, a sua voz doce, o seu abraço acolhedor. A minha mulher era o meu porto seguro.

Deitei-me na cama e apertei o seu travesseiro sentindo o seu cheiro inebriante inflamar minhas narinas.

Uma batida forte na porta ecoou pela casa e tirou-me dos meus devaneios.

Levantei da cama rapidamente. Praticamente voei até a porta pensando que era a minha mulher.

-Ah... Você. -fiz menção para ele entrar.

-Nossa que animação em amigo. -falou Jacob debochado.

-Fui encontrar meu pai... -respondi com desgosto, sentando-me no pequeno sofá da sala de qualquer jeito.

-Porra e ele te destratou de novo?

Assenti.

-Isso é foda cara, seu pai é um merda que fica botando a culpa em você... Olha o que eu trouxe. — balançou dois pequenos papelotes no ar.

-Não sei... -falei em referência as drogas. Eu havia prometido a Bella que não usaria mais essas merdas.

-Maluco usa só um pouco, você tem que esquecer as barbaridades que o seu pai lhe disse.

Era verdade, eu precisava esquecer sua voz surgia como um flash.

-Que talSpeedball?-perguntou Jacob indo até a cozinha e voltando com um prato raso.

-Não, da ultima vez fiz muita merda.

-Okay eu vou de Speedball.

Levou o prato transparente até o pequeno centro quadrado da nossa sala e despejou primeiro o pó branco da cocaína e depois o pó meio amarronzado da Heroína.

Ele misturou o que tinha colocado no prato fazendo assim uma fileira de speedball em seguida fez uma fileira branca para mim.

-Vai cara, faz as honras. Você precisa disso para esquecer. Seu pai te odeia cara.

Jacob levantou por uns três segundos pegando uma nota de um dólar da sua carteira e em seguida formou um ‘canudo’ para que pudéssemos aspirar.

E assim eu o fiz, peguei a nota da sua mão. Ajoelhei-me em frente ao centro de cara para o prato e aspirei fundo, inalando toda a minha trilha branca do prazer.

Funguei uma, duas vezes para a minha via respiratória se acalmar um pouco.

Porra como era ótima a sensação que ela me causava.

Deitei-me no sofá e me deixei levar por ondas de prazer inimagináveis.

Jacob imitou o meu gesto e fez o mesmo com o seu speedball e se jogou no sofá rindo a toa.

-Caralho qualquer dia o meu coração sai pela boca.

-O seu não é o único. -constatei sobre gargalhadas.

-Hey... tenho cervejas. Aceita?-perguntei ao até então meu amigo.

-Claro! Porra não tem nada pra comer não? Meus velhos saíram de casa cedo e dispensaram as empregadas.

-Não sei, Bella saiu...

-Cara você dá muita liberdade para a sua mulher, se fosse minha ela estaria aqui ao meu lado.

-Mas ela não é sua mulher, é minha. Cala a boca e vamos procurar o que comer.

Sabia que ela não me deixaria na mão. Abri o forno e lá estava uma torta de frango com palmito em um refratário redondo.

Vasculhei pelos armários até encontrar os pratos e os talheres para a nossa refeição.

Seguimos para a sala com a nossa comida e as garrafas de cerveja, ligamos a TV e estava passando um jogo qualquer de beisebol não fiz nem questão de saber quem esta jogando.

Quando eu era moleque amava beisebol, ou talvez eu amasse apenas a atenção do meu pai.

Não sei como derrubei a merda do prato com a comida, e a cerveja acabou caindo também, para completar a cagada passei as almofadas sobre a sujeira.

Fui até a cozinha me servir da torta novamente.

Minha mulher tinha mãos de fadas. Por que a torta estava uma delicia.

Quando acabamos deixamos os pratos ali mesmo, juntos com as garrafas de cerveja jogadas de qualquer jeito no chão.

-O que acha da gente ir lá ao Beco do Marcão pegar algumas coisas? Tem mercadoria nova.

A mercadoria nova que Jacob se referia eram drogas de boa qualidade.

Marcão era o nosso ‘fornecedor’.

-Nem rola tô sem grana. –falei apático.

-Porra nem eu, mas tô com uma puta de uma vontade... Será que a Bella não tem nem 20 dólares?

-É ela deve ter...

Eu nem conseguia raciocinar direito, a minha mente apenas queria ser esvaziada e aquela quantidade que eu havia consumindo não abarcou esse sentimento de sufocamento.

Lembrei-me.

Uma vez vi a Bella tirando algum dinheiro de um dos potes de mantimento para ir até o mercado dos Newton’s.

Segui para a cozinha com o Jacob no meu encalço. Levantei os braços e comecei a pegar os mantimentos e levá-los para a mesa. Olhei de esguelha e Jacob fazia o mesmo.

Porque caralho eu estava fazendo aquilo?! Por que eu estava destruindo as coisas que a minha namorada havia comprado?

-Bora procurar Edward antes que a patroa chegue. Você precisa usar o ‘produto’ de novo cara, é muito bom você vai ver... Vai esquecer rapidinho tudo o que aconteceu.

Porra Jacob adorava enfiar o dedo na minha ferida.

Continuamos nossa ‘caça ao tesouro’.

-O que significa isso Edward?!-Ouvi sua voz esganiçada.

Virei subitamente para ela que estava encostada na parede como se aquela parede fria fosse seu porto seguro e não a deixasse cair.

-Amor que bom que você chegou. -deixei o que estava fazendo e segui em sua direção. -seus olhos estavam marejados.

-Edward a casa tá uma bagunça... O que significa isso?!-As lágrimas caiam pelo seu rosto de porcelana. Aquilo era doloroso demais. Vê-la tão frágil me doía.

Largou o meu taco de beisebol que trazia junto ao seu corpo.

Jacob pegou uma cadeira e sentou para me esperar.

-Eu estava procurando uma coisa. -respondi rindo e coçando a cabeça.

-Até nas caixas de cereais?!-perguntou com a voz entrecortada.

Realmente estava tudo jogado. Que grande merda você é Edward que faz a sua mulher chorar.

Olhei para Jacob que silabou ‘’Vamos logo cara’’. Eu apenas assenti.

Ser chamando de assassino das pessoas que você mais ama ser um merda de um bastardo. Foi algo horrível. Eu precisava esquecer tudo.

-Eu preciso de dinheiro e sei que você tem... Em algum lugar. -olhei diretamente para sua bolsa. A única pessoa com quem Bella saia era Alice e esta sempre lhe dava uma quantia em dinheiro para as despesas, já que não conseguíamos emprego.

-Eu não tenho Edward.

-Sei que você saiu com Alice e ela sempre te dá dinheiro.

Bella não sabia mentir, dava para ver através dos seus olhos que mentia.

-Man sua mulher não te obedece, se fosse minha garanto que já tinha me dado essa grana há muito tempo. -falou Jacob intrometendo-se na nossa conversa.

-O que você esta fazendo aqui seu cachorro?!FORA DA MINHA CASA AGORA SEU VAGABUNDO!-Bella gritou a plenos pulmões.

Porra essa mulher tá maluca? O que os caras vão pensar?

-Edward você vai deixá-la falar comigo assim?!-falou meu amigo irritado.

Ele tinha razão, Bella não poderia falar assim com os meus amigos.

-Bella não me faça perder a porra da paciência. -disse manso, tentando manter minha voz ponderada.

Ignorou-me completamente. A passos duros seguiu até Jacob.

-FORA JACOB... EU QUERO VOCÊ FORA DAQUI... -jogou seus pés que antes estavam na mesa no chão.

Jacob levantou-se aborrecido e empurrou a cadeira com força o que a fez cair no chão causando um barulho forte. Em outra ocasião eu me importaria dele ter feito uma merda dessas, mas eu não liguei, precisava ser mais sucinto com o que eu queria.

-Tô lá fora cara. –abriu a porta dos fundos e fechando com força.

-Bella eu preciso de dinheiro... Me dá agora.- vociferei perto do seu rosto.

Ela se retraiu um pouco. Acho que sentiu o cheiro da bebida em meu hálito.

Foda-se. A porra da minha cabeça girava, eu tinha que sair dali antes que a machucasse. Eu odiava vê-la chorar, sofrer.

-Para que você precisa do dinheiro Edward?!

Avancei na sua bolsa , mas os reflexos foram mais rápidos e ela se esquivou, afastando-se de mim.

-Bella... Por tudo o que a de mais sagrado, me dá esse dinheiro... Eu preciso esquecer... –a minha voz saiu embargada.

-Eu amo você e não quero vê-lo... -falou com pena. Mas eu não deixei terminar a frase.

-Desista de mim Bella... Eu não valho à pena. –eu não queria que ela me abandonasse nunca, mas eu não era tão egoísta a ponto de não deixá-la ir. Eu a queria bem, e feliz mesmo que isso fosse longe de mim.

-Não... Não farei isso nunca.

Ri sem humor passei as mãos pelos cabelos inquieto. Será que ela não via o quanto era perigoso para ela estar ao meu lado?

-Para que você quer o dinheiro Edward?! – insistiu. A dor estava em seus olhos.

Fiquei de frente para ela, eu estava com ódio de mim, e dela por aceitar essa situação.

-Para que?- voltou a perguntar sua voz não passava de um sussurro.

Ela sabia muito bem para o que era.

-Pra enfiar no seu cú, agora me da o caralho desse dinheiro porra!

Vagarosamente aproximei-me dela, suas costas batiam contra a parede. Assim que estava coagida, puxei a bolsa do seu corpo.

Joguei tudo na mesa. A carteira preta esta ali na minha frente.

Senti sua respiração forte atrás de mim, mas não dei muita importância.

-Me perdoa meu amor!

Estava pronto para olhá-la, mas senti uma dor muito forte na cabeça... Blecaute...

Notas finais
N/B:
Hey Pessoal, nossa! Um dos motivos que amo betar o que a Pri escreve é a riqueza do vocabulário e dos detalhes também!
Aprendo muito com ela...Esse capítulo foi tipo UAU né pessoal? Nos deixa pasmos...E mostra que como não só o nosso Edward dessa fic, mas como vemos por ai, pessoas viciadas que usam a droga para esquecer momentaneamente fatos de suas vidas.
Amei o capítulo e fico cada vez mais feliz em ver o crescimento dessa autora.
Ela merece muitos comentários e lindas recomendações, não acham?
Para todos um bom fim de semana, beijos Alexia =]
____________________________x_________________________
N/A:Então...A Bella não é uma idiota , ela apenas tenta ajudar o amor da sua vida.
Edward não é um idiota...Ele apenas esta traumatizado e se sentindo culpado da morte das pessoas que ele mais amava...
Desculpem pela demora na postagem, mas a minha vida anda meio complicada.
A próxima fic a ser atualizada é Love Can Happen... =)
Responderei os reviews logo, logo...
Quem gosta de estórias HOT aqui minha O/S sobre menáge a tróis
http://www.fanfiction.com.br/historia/165989/One-shot_Sexy_Bitch
Qualquer coisa tem o meu perfil com todos os meios de me encontrarem...
Mereço reviews? Recomendações?
Beijos!!
@PriihCullen
Priscila =}