Short Fic - A Drop In The Ocean
4 No Light, No Light
Notas iniciais
Amanha é a minha ultima prova, então irei postar com mais frequência.
O capitulo ficou pequeno, mas logo postarei a continuação.
Obrigada pelos reviews, irei responde-los logo.
Vocês são uns fofos.
MUSICA DO CAPITULO:
No light, no light - Florence + The machine
http://www.youtube.com/watch?v=HGH-4jQZRcc
Capítulo 3: Sem luz, Sem luz.
"Você é o buraco na minha cabeça
Você é o espaço na minha cama
Você é o silêncio entre
O que eu pensava e o que eu disse
Você é o medo noturno
Você é a manhã, quando está claro
Quando tudo acaba, você é o início
Você está na minha mente e você está no meu coração"
A floresta passava com rapidez a minha volta, eu corria seguindo o cheiro e o rastro de uma corsa, o verde intenso me cercava e eu podia sentir os pingos de chuva cortando a minha pele, mas nada disso chamava a minha atenção, minha mente estava longe dali.
Estava exatamente em Mystic Falls, onde tinha uma garota de sedosos cabelos castanhos e olhos tão profundos e escuros como o céu a noite. Os mais lindos que poderia existir. Uma noite não fora o suficiente, as lembranças continuavam a vir.
"- Você já pensou sobre nós? Sobre como o nosso futuro vai ser?
- Isso é uma memória para o futuro: quando o seu namorado sussurra no seu ouvido que ele te ama... eu te amo."
Suspirei, me sentia patético mas não conseguia controlar. Tentei me trancar no quarto, meus olhos escuros e com veias ressaltadas demonstra os dias sem caça. Até que desisti e resolvi comer alguma coisa.
Encontrei a minha presa, a corça bebia distraidamente sobre o leito do rio. Tentei fazer o minimo barulho possível, distanciando as lembranças o máximo que podia enquanto arquitetava o meu pulo. Não precisou muito, logo estava em cima dela, minhas presas perfuraram a pele como faca passando na manteiga.
O gosto, é claro, não é o melhor. Mas com a fome que estava, o líquido meio amargo foi como ambrosia e néctar. Infelizmente, a corça secou e eu ainda estava com fome, mais umas horas de caça para me dar por saciado. Eu odiava o que era, pelo fato de precisar matar para sobreviver.
Vendo por um lado, eu era igual aos humanos nisso, eles também matavam para sobreviver, principalmente animais, a diferença é que eu tomava o sangue, eles, a carne. Afinal, era a lei da cruel natureza.
"No meio da multidão eu estava gritando
E no seu lugar havia milhares de outros rostos
Eu estava desaparecendo a olhos vistos
Senhor, ajude-me, eu preciso fazer isso direito
Você quer uma revelação
Você quer um acerto
Mas essa é uma conversa
Que simplesmente não posso ter esta noite"
Respirei fundo, ainda tentava afastar todas as memórias de Elena na minha cabeça, então, corri sem rumo. A saída da floresta dava em uma pequena praça, os brinquedos típicos, os bancos de madeira, tudo estava vazio, sem uma alma penada alem da minha. Percebi uma sobra, o formato de um corpo se formava sobre a chuva intensa.
"- Eu queria me desculpar pelo meu ato de desaparecer mais cedo, eu sei que foi... estranho.
- Sem problemas. Eu entendi, você é sensível em ver sangue.
- Um... algo assim."
O vento forte fazia os cabelos claros se balançarem, logo foi se mostrando a capa de chuva na figura feminina, fui me aproximando. Minha mente febril imaginava outra pessoa ali, quando cheguei perto o suficiente percebi como um drogado triste que aquela não era a minha heroína.
O rosto era suave, me lembrava um pouco de Lexi, tirando é claro que minha amiga não tinha cabelos escuros. Ela me viu, sorriu meigamente e depois ouvi sua voz.
- Olá.
- Oi
Era estranho falar com alguém desse jeito de novo, acho que não estava muito bem no meu dever de tentar viver sem Elena, afinal, o que mais estou fazendo é definhar sem ela. A Elena que eu conheço, a menina forte e corajosa, não gostaria nada disso, iria querer que eu vivesse e conhecesse novas pessoas.
- Também vai esperar o ônibus? Ele não costuma demorar muito.
- Estava apenas passando, e vim ver se não precisa de ajuda.
Tinha muitas bolças perto dela, usei isso como desculpa, não sei porque, mas queria conversar com alguém. Talvez assim as memórias não seriam tão constantes, eu não sentisse tantas saudades. Quanto tempo demorará?
- Há, eu moro a poucas quadras, mas não consigo levar todas essas bolças. Você se importa?
Sorri, não tinha nada na agenda mesmo. Por que não?
- Não me importo, me permite?
Peguei as bolças, ela sorriu feliz. Seu sorriso me lembrava o de uma criança, na verdade, ao todo ela era assim, o rosto redondo e infantil, ela é baixinha, mal batia no meu ombro. Foi engraçado quando tentou segurar o guarda-chuva até a minha altura, por isso o peguei e fomos andando assim.
- Meu nome é Clara. Clara Portland.
- Sou Stefan Salvatore.
Sua risada, fina e extravagante como a de uma criança, preencheu todo o silencio da rua.
- Salvatore? parente do italiano Damon?
- Ele é meu irmão. Mas o conhece da onde?
Estava curioso, mas não pude deixar de notar a ironia da situação, acho que todas as mulheres que passassem em minha vida estava fadadas a conhecer Damon.
- Vamos dizer que ele marca uma impressão por onde passa. Já namorou uma amiga minha, bem, se namorar é a palavra certa.
Eu ri, pela primeira vez desde que sai de Mystic Falls, eu verdadeiramente ri. Sabia que meu irmão fazia muitas coisas, mas uma delas não era namorar alguém.
Ela me acompanhou na risada, até isso dela me lembrava a de uma criança, mas não era irritante. Era...bom.
- Então, você é o irmão bonzinho?
- Podemos dizer que sim, eu conquistei esse cargo.
- E está nessa cidade minuscula por que...
Suspirei.
- É uma longa história.
- Bem, eu tenho tempo.
"Sem luz, sem luz
Você quer uma revelação
Algum tipo de resolução
Diga-me o que você quer que eu diga"
Notas finais
Espero que gostem.
Beijos. M.C.
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