Notas iniciais
Oi meus bebes, espero que não estejam com raiva.
Explico a falta de capítulos lá em baixo, espero que gostem deste.
Foi um pouco inspirado na musica Dilemma do Nelly feat Kelly.

4º capítulo: Dilema


Agora isso foi bom, eu tenho uma maneira especial de te agradecer, não se esqueça.

Mas não é fácil pra você se afastar e o deixar

Mas eu e você, a gente tem laços por razões diferentes.

Eu respeito isso e logo quando eu viro pra ir embora

Ela diz: "Você não sabe o que você significa pra mim"


Aquilo era loucura, parecia que já havia vivido aquela cena, uma desconhecida que quer saber a minha história, uma desconhecida que eu quero que seja a minha amiga. Eu sentia muita falta de Lexi, ela era uma das pessoas mais importantes para mim em toda a minha existência. A única amiga que eu realmente tive; que me colocava no eixo todas as vezes que perdia a razão, ela me curou de Katherine e me mostrou o lado bom de ser um vampiro.

Nem tudo era treva, mesmo eu rejeitando totalmente o monstro que vivia dentro de mim. Podemos sim ser quase normais, além de aproveitar tudo que ganhamos, como força, velocidade, sentidos... Se tudo for aproveitado de uma forma boa, você quase não se importa de ser um vampiro, de ser diferente.

Não reparei; preso em certos pensamentos, que seguia as coordenadas para chegar a casa dela, estranhei essa fato, alias, quem que conhecia o meu irmão convidava algum parente dele para a sua casa? Ainda mais um completo desconhecido. Mas a pequena garota parecia confiante e familiarizada com a situação, segurou minha mão para virarmos na curva e entrarmos em uma rua simples e comum. Tinha a famosa cerquinha branca, o asfalto liso e as casas de telhado.

Sua mão era quente em contato com a minha, era estranho essa sensação, quase nunca tinha esse contato com alguém, além de Elena, é claro. Ela olhou para mim pela primeira vez, tínhamos passado por cinco casas e ela parou de frente a uma não muito diferente. Sorriu da forma mais meiga que eu nem imaginava ser possível; o que...?

– Bem, vamos entrar? – Perguntou, enquanto caminhava para a porta procurando a chave em sua bolsa.

Acompanhei; ainda perdido entre essa cena surreal. Entramos na casa, como eu previa, era uma casa comum americana, fotos de família espalhadas na parede da escada, podia ver a cozinha da entrada e depois de educadamente tirar os sapatos fui arrastado novamente para a cozinha. Eu estava... Pasmo. Mas ao ouvir o tintilar dos copos sendo postos a bancada, foi como se um botão tivesse sido ativado em minha mente; eu despertei.

– E então... – Começou ao por dois copos de suco na mesa da cozinha, se sentando e olhando a cadeira a sua frente – Sente-se e sinta-se livre para contar sua história. Tenho todo o tempo do mundo.

Fui atingido mais uma vez com seu sorriso infantil. Céus, eu era um vampiro mais velho do que ela pode imaginar viver, e realmente me vi sentando e me preparando para contar minha deprimente história. Também havia uma coisa boa sobre eu ter vindo com ela até ali, afinal, ela era uma total estranha, jugará a história sem conhecer os personagens, e nada melhor como um olho por fora da caixa para enxergar a verdade.

– Primeiro – cruzei meus braços sobre a mesa apoiando a minha cabeça, enquanto olhava para ela de forma interrogativa – Pode me explicar direito à história sobre sua amiga e Damon?

Sua pequena risada preencheu o ambiente, enquanto ela dava pequenos goles no suco, que pela coloração previ ser de caju. Colocou, com seu braço esquerdo, uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha. Não havia notado, mas perto de seu olho esquerdo havia uma pequena marca; uma lua. Era clara, como uma marca de nascença, e era amarronzada, em contraste com sua pele branca pálida. Mas era uma lua crescente tão perfeita, que era difícil acreditar que ela não estava ali de modo proposital.

Fui atraído novamente para olhar em seus olhos, um verde de musgo intenso, quando sua voz melódica começou a formular a resposta.

– Bem... – ela riu levemente antes de continuar – Sara sempre foi uma garota fácil de ser manipulada, um dia estávamos em um pequeno bar, nesta mesma cidade, e seu irmão Damon apareceu, ele a encantou facilmente, mas eu sempre soube que não era flor que se cheire. Quando depois de uma semana ele sumiu sem deixar pistas, ela ficou arrasada. Mas conseguiu superar.

Lutei muito para não revirar os olhos, sim, aquilo era bem a cara de Damon. Lexi sempre o descreveu como: um vampiro que nunca superou o abandono e agora abandona os outros apenas para vingança mesquinha pessoal. Mesmo amando o meu irmão, eu não conseguia discordar dela.

Fui arrastado novamente para realidade, assim que ganhei um olhar irritado da morena a minha frente, ela rapidamente correu os dedos entre a franja e depois para o copo, o girando em sua mão, enquanto me mandava um olhar insistente.

– Sua vez agora, senhor Salvatore.

Respirei fundo, repeti a mim mesmo as palavras que estavam levando a minha vida para frente e que, de alguma forma, começaram a ocupar o buraco em meu peito: Por que não? De repente, eu estava contando tudo, desde o inicio, tirando é claro, o fato de que era um vampiro. Ela escutou tudo pacientemente, fazendo pequenas caretas nas cenas que continha a Katherine e a Elena, no final, eu estava muito mais leve. Era como um milagre, se é que se aplicam milagres em seres como os vampiros, mas o peso e a solidão que estava me sufocando nos últimos dias foram quase totalmente apagados no meu monologo.

Seus olhos são indescritíveis, o verde estava escuro enquanto sua testa estava franzida, decidi aproveitar o tempo em que ela pensava sobre provavelmente a história mais depressiva e patética que ela tenha ouvido na vida para terminar meu suco; em três ou quatro goles eu já o tinha acabado.

– Quer minha singela opinião, Stefan?

Era a primeira vez que a ouvia chamar meu nome daquele jeito, não entendia o motivo, mas senti um frio passar e arrepiar todos os pelos de minha nuca. Sua voz estava séria, do modo que não tinha pensado ser possível vir dela desde que a conheci até agora. Consenti, sem poder fazer muito, afinal, a curiosidade me dominava enquanto a via morder o lábio inferior.

– Acho que não gosto de nenhuma das duas, nem mesmo desta tal de Elena, – soltou, adquirindo uma leve coloração rosa nas maçãs do rosto – com todo o respeito, é claro.

Não me aguentei.

Minha risada foi alta e escandalosa, retumbando por toda a casa e a assustando um pouco, o que me fez rir ainda mais. Não ria daquele jeito a semanas, ou meses. Era uma gargalhada livre e alegre, sendo seguida por ela, que começou com sua risada infantil mesmo sem entender. Fui parando aos poucos, com o corpo balançando pelos risos, enquanto a encarava de forma divertida.

– Não sei por que, mas tive a leve impressão de que realmente não gostaria delas – ela rolou os olhos de maneira infantil – Até eu não gostaria delas, se visse a história de fora.

Ela sorriu doce, mas então esse sorriso foi murchando até dar lugar a um olhar entre o sério e o curioso.

– E o que pretende fazer? O que ira fazer se Elena entrar por esta porta agora mesmo e dizer que te quer de volta, ou que ela tinha escolhido seu irmão?

Aquelas palavras, da garota mais inocente e infantil que eu tinha encontrado em todos os anos de minha vida, viraram bolas de fogo.

Notas finais
Esse ficou bem maior, acho que para compensar um pouco vocês.
Enfim, essa vida de estudante é corrida, e espero apenas que aceitem minhas sumidas, eu tento, mas sempre fico uma temporada sem postar de tempos em tempos, sinto muito D:
Deixem reviews me contando sua opinião sobre a história.
Beijos, Mony Dias.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.