Notas iniciais
Ressuciteeeeei o *música de macumba ao fundo*
Bom, melhor eu deixar o falatório no final do capítulo

Reita\'s P.O.V.

Eu estava em estado de choque, ligeiramente boquiaberto e os olhos pregados na figura do menor, que agora deixava o pequeno palco. Como ninguém nunca havia notado o talento naquele baixinho? Sem contar que ele era outra pessoa em cima do palco, mais confiante, mais atrevido, mais... sedutor? É, até que se encaixava bem a palavra.

Mas não era algo que eu deveria pensar. Eu, Suzuki Akira, professor formado, recém-chuatdo de um casamento... achando meu aluno sedutor. Pra não dizer sexy. Acho que o divórcio me enlouqueceu.

— Suzuki?

Assustei-me ligeiramente, abrindo um sorriso para Takanori. e indicando a cadeira em frente à minha.

— E então, o que achou? — ele parecia ansioso pela minha resposta.

— Bom... ainda estou sem palavras. Foi muito bom.

— Ah, que bom que gostou.

— Não imaginava que voc~e fosse tão bom nisso. É o que pretenmde seguir, como profissão?

— Com certeza. — respondeu com tanta convicção que até ergui uma sobrancelha.

— Imagino que não vá ser um caminho fácil.

Ele deu de ombros.

— É igual a toda profissão. Você sempre tem que ser o melhor se quiser algo mais.

— E seus pais, concordam com isso?

Sua expressão fechou um pouco e logo percebi que eu havia pisado em terreno proibido. Abri a boca, na intenção de me desculpar, mas ele foi mais rápido.

— Meus pais não sabem dos meus planos. Na verdade, eles mal me conhecem. Vivem roando pelo mundo, promovendo festas. Raramente vêm ao Japão. Quem sempre cuidou me mim foi a minha irmã — ele sorriu de lado, encarando um ponto da mesa. — Acho que é po risso que eu não sou muito normal.

— Acho que você é um ótimo rapaz e que um dia vai ser aplaudido por um público milhões de vezes maior que este.

Ele me olhou por alguns segundos e logo depois abriu um sorriso sincero. Era o sorriso mais bonito que eu já havia visto.

— Obrigado, sensei.

Assenti com a cabeça, as palavras me fugindo momentaneamente. Estava com problemas.

Ruki\'s P.O.V.



— Muito obrigada mesmo, Suzuki-san.

Nakayume tinha um sorriso grato no rosto, mas eu, como seu irmão, notava aquela pontinha de malícia. Já era a quinta vez que ela agradecia Suzuki por se dispor a me acompanhar até em casa.

— Já disse que não tem problema, Nakayume-san. Takanori mora bem em frente à minha casa mesmo.

— Certo, então eu já vou. Comporte-se, Taka.

Apenas resmunguei, vendo-a se afastar e se encontrar com um rapaz moreno que a esperava.

— Ela não toma jeito. — comentei alto, sem preceber.

— Acho que ela só está aproveitando a vida. Ela é jovem.

Sorri, assentindo.

— Talvez eu tenha medo de perdê-la.

— Mas você não bai perdê-la, Takanori. Ela me parece se importar demais com você pra deixar isso acontecer.

Sorri mais uma vez pra ele, acompanhando seus passos. Estava ficando perigosamente fácil demais sorrir pra ele.

— Sensei... se eu te perguntar uma coisa, você não vai ficar bravo ou ofendido?

Ele riu brevemente.

— Eu imagino que dependa da pergunta. mas pode perguntar.

— Bom, ahn... por que... você se separou? Quero dizer, houve um motivo específico? Não precisa responder, se não quiser.

Mordi o lábio, vendo-o suspirar e abrir um sorriso triste.

— Sinceramente, eu não sei muito bem. Um dia eu voltei pra casa e só encontrei um bilhete. Talvez ela tenha se cansado de mim.

Assenti, sem querer dizer qualquer coisa.

— Mas acho que foi melhor assim.

— Mesmo? — ergui uma sobrancelha.

— É. Amor cansa.

Comecei a rir, percebendo o olhar curioso do mais velho sobre mim.

— Como assim, \"amor cansa\"?

— Cansando. Pensa comigo: aquela água com açúcar todo dia, carinho todo segundo... fica cansativo. Pra não dizer entediante.

— Se o \"amor cansa\", então o que vale a pena?

— A paixão.

Ergui as duas sobrancelhas, um sorriso divertido se formando nos meus lábios.

— Paixão?

— Sim. Chega, revira e vai embora. Simples, prazeroso e indolor. Talvez seja isso que eu esteja querendo.

Voltei a rir, negando com a cabeça.

— Você definitivamente é uma caixinha de surpresas, Suzuki Akira.

Ele me olhou por alguns segundos, um sorriso enigmático se formando em seu rosto.

— Chegamos. Boa noite, Takanori.

— Boa noite, Akira.

Nos separamos, indo em sentidos opostos, cada um para sua casa.

Continua...

Notas finais
Então, minha gente. ESTOU MORRENDO DE SAUDADES ;__; Mas ainda não posso voltar definitivamente porque eu AINDA estou sem pc, e pagar pra digitar em lanhouse, NO WAY *pobre*
Mas eu estou tentando dar o meu jeitinho. Não pensem que eu vou abandonar a s inhas histórias ;_; Mas é que não teve jeito mesmo... Estou surtando pela abstinência ._.

FAÇAM MACUMBA POR MIM ._________________. E me deixem review pra eu matar as saudades T-T