Notas iniciais
Yo, pessoas!
Aqui quem fala...
É a Kuro. ._.
Nunca postei nenhum cap, mas betei todos! Ò_Ó>
o Gom-nii e a Sara-chan escreveram esse e eu estou postando!
Boa leitura!
Infelizmente, estamos no final... Ç-Ç

Chilli abriu lentamente os olhos, era como se acordasse de um terrível pesadelo. Seus músculos doíam. Ao abrir os olhos, viu Satou, Lucy e um garoto desconhecido. Sua cabeça estava embaralhada e não tinha certeza do que tinha acontecido.

– Nii-san? – ele diz e Satou sorri. – O que você tá fazendo aqui? O que aconteceu? E por que você está chorando tanto Lucy?

– Bem... – começa Satou. – Do que se lembra?

– Pouca coisa... Quando você chegou aqui? – Satou suspirou.

– Você estava com Lucy e Isis certo? Bem, não tem um jeito legal de dizer isso... Você foi possuído, e tentou matar elas duas. Perdeu sua alma... Eu cheguei pouco depois, nós tentamos fugir, ouvimos um grito e fomos atrás dele, mas... Isis voltou. Lucy e eu quase morrermos, mas Hiroto nos salvou. – o garoto desconhecido deu um aceno de cabeça. — Ela quis te salvar, e exorcizou você. Mas, antes de sair do seu corpo... O demônio...

– O que? O que ele fez? – Chilli temia pelo pior.

– Ele... – Lucy escondeu o rosto nas mãos em prantos.

– O QUE SATOU? CADÊ A ISIS? – o maior olhou para o lado direito de Chilli, e este seguiu o olhar do irmão, e se deparou com Isis, com um rasgo no peito, encharcada de sangue.

Não podia ser verdade. Se arrastou para perto dela, esperou uma reação, mas seu rosto estava parado, imóvel. Lágrimas involuntárias encheram seus olhos enquanto ele ficava de joelhos e abraçava Isis.

– Não... Podemos salva-la! Temos que fazer isso! – ele tentou olhando para o rosto de Isis.

– Não dá. – disse Hiroto. – Ela deu a alma dela pra você. Mesmo que quiséssemos... Não podemos.

Só o que restava a Chilli agora, era chorar. Só agora percebia o tempo que perdeu... Devia ter mostrado seus sentimentos a ela... Mas não teve coragem. E ela dera sua alma para ele. Agora, tinha que guarda-la, e cuidar de Lucy. Para que a memória de Isis continuasse viva.

Satou olhava a cena com pesar.

– Não é uma boa hora não é? – Satou se virou e se deparou com Doku. Seu irmão. – Ouvi tudo. Ia te bater muito por não ter me esperado, mas...

E assim os três irmãos viram sua mais antiga amiga sair desta vida.

Lucy ainda chorava compulsivamente. Hiroto de repente começou a olhar ao redor.

– Snif... O que foi... Hiroto-kun? – perguntou à pequena.

– Tem alguma coisa estranha... Com esses demônios.

Em outro lugar...

Goru corria velozmente como uma moto, deixando uma enorme nuvem de poeira. De repente algo o empurra para o lado, e ele rola até bater com um prédio. Era Suchiro. Voando com asas brancas.

– Você tá doido pra morrer né garoto? Mas eu não tenho tempo pra perder com você! – diz Goru sinistramente.

– Quem vai morrer é você! – e dizendo isso, Suchiro avançou em velocidade total para Goru, que não se moveu.

Quando ia atingir Goru, Suchiro foi parado. Por braços de demônios.

– O quê? De onde essas coisas saíram? – diz ele se debatem inutilmente e sendo arrastado pelas criaturas.

– O básico de meu poder é isso meu jovem. Pode lutar o quanto quiser. Seus aneizinhos baratos não vão ajuda-lo com esses demônios. São mais fortes e melhores do que os outros. – Suchiro foi sufocado por demônios. – Vou deixar eles se divertirem com você. – Goru se vira volta andar, e sorri com os gritos de agonia de Suchiro, que dessa vez, não voltaria mais a perturba-lo.

– Eu vi vivi sete vezes... – disse Suchiro entre gritos e dores. — 7 vidas pelas quais eu passei... Agora é a hora do meu descanso. – sentiu sua pele ser rasgada por um dos demônios. Ele reviveria, mas eles o matariam no mesmo instante. — Entrarei no sétimo céu, apesar de todos os meus pecados. — Suspira — Deixo para aquele que é igual a mim, tudo que é meu.

Enquanto isso...

Alessa abriu os olhos e deu de cara com o rosto do irmão, e este, ela deu um soco.

– QUANTAS VEZES VAI FAZER ISSO SUA VACA! – gritou Gom indignado.

– PARE DE ME ASSEDIAR! PRA ISSO SERVE A SOYA NÃO? – gritou Alessa de volta. Soya corou.

– Calem. A. Boca. – disse Floquinho ajeitando seus óculos fazendo-os brilhar. Os irmãos rapidamente ficaram quietos. – Melhor assim.

– Cadê o Shiro? – perguntou Alessa.

– Não sabemos. – disse Soya. Por algum motivo, Alessa sentiu algo estranho. Como se Shiro estivesse se distanciando dela. Besteira provavelmente.

De repente, todos se viram ao ouvir passos, esperando demônios eles ficam em posição de batalha, esperando um inimigo fácil por causa de seus ferimentos. Mas da esquina saíram, Satou com Lucy nos braços, Doku, Chilli levando Isis nas costas, e Hiroto. Suspiraram aliviados.

– Ei, é aquele garoto do acampamento! O Chilli! – disse Gom. Chilli acenou com a cabeça. – O que houve com ela?

– É uma longa história. E com vocês? O que houve? – disse Satou.

– Uma igualmente longa.

Era um raro momento durante o eclipse em que os participantes descansavam, e descobriam novos aliados. Depois das histórias contadas e compartilhadas, ficaram sentados em círculo, em frente a uma fogueira que Gom havia feito.

– Uma exorcista do Sol... – disse Floquinho olhando para Isis, que agora tinha um pano em cima de si. – Nunca conheci nenhum. Sinto muito por ela.

– Não sinta. – disse Chilli olhando para seus pés.

O silêncio que se seguiu foi quebrado pela barriga de Sawada que roncou. Este ficou vermelho de vergonha ao ver que todos tinham ouvido. Ninguém segurou o riso.

– Parece que alguém tá com fome hein Salada? – disse Gom dando um cascudo no amigo. A barriga de Gom fez um barulho ainda maior que a de Sawada.

– Parece que dois alguéns estão com fome não, maninho? – disse Alessa enquanto todos voltavam a rir.

O clima se tornou mais leve, mas, novamente Hiroto olhou em volta do ambiente, com olhar curioso.

– O que foi cara? – perguntou Chilli.

– Os demônios... Tem alguma coisa errada com eles...

– Como você sabe? – perguntou Alessa.

– Bem, minha magia lida com mentes. E eu posso sentir a deles... Estão muito agitadas... E parecem querer seguir alguém...

Gom, Sawada, Alessa, Nami, Soya, Rin e Floquinho se entreolharam.

– Deve ser por causa do rei Akuma. – disse Gom.

– Rei Akuma? Como assim? Não é possível!

– Nem tanto. Nós cruzamos com ele... Ele roubou a chama da Alessa. E foi embora.

– Precisamos detê-lo...

– Concordo... Mas não sabemos nem para onde ele vai!

– Talvez saibamos... – o rosto de Hiroto se iluminou. – É! Nós sabemos!

– Sabemos? – perguntou Lucy.

– Sim! O Chilli sabe! – Chilli fez uma careta.

– Eu não sei de nada... – disse o ruivo, anormalmente calmo.

– Mas o demônio em você sabia! Eu posso olhar na sua mente! Quer dizer, se estiver tudo bem pra você...

– Eu... – Chilli suspira. – Manda ver cara.

Hiroto chegou perto de Chilli e colocou sua mão perto da testa do ruivo, e fechou os olhos. Era um trabalho difícil já que as lembranças não eram de Chilli, era de um ser que habitou o corpo dele. Teria que vasculhar toda a mente, e isso levaria alguns minutos e muito esforço.

O garoto baixinho fechou os olhos e tentou concentrar-se. Chilli sentiu uma dor imensa em sua cabeça, o ruivo fez uma careta e mordeu os lábios com dor. Iria suportar aquilo, por aquela que ele amava, iria suportar aquilo para salvar a todos, isso seria o que Isis iria querer se estivesse viva.

Hiroto finalmente conseguiu entrar na mente conturbada de Chilli. Passou pela tristeza, raiva, lembranças, amor e por tudo mais até chegar onde realmente o interessava, o subconsciente do rapaz.

Hiroto estava em um corredor escuro e sinuoso, em suas paredes portas de madeira encontravam-se, cada qual com uma placa dizendo algo. Passou pelos ciúmes, culpa lembranças da infância, calma (esse ele quase nunca usava). No final do corredor uma porta sem placa se encontrava, a diferença das demais era que a madeira que a formava era mais escura do que todas as outras. Sem hesitar adentrou a sala, um cômodo escuro e frio. Fechou a porta e logo ficou mergulhado na total escuridão.

Sentiu algo tocar seu ombro e virou-se depressa assustado, uma luz branca surgiu iluminando a sala. O piso era preto e branco e não havia paredes, ao lado do rapaz encontrava-se um demônio feito de sombras, apesar da luz que iluminava o local, o corpo do demônio continuava negro como a noite e seus olhos brancos e brilhantes como a lua cheia. Um sorriso se formou no meio da escuridão de onde devia estar o rosto da criatura.

– Quem é você? — perguntou o garoto tentando disfarçar o medo que o invadia.

– Eu sou as lembranças do demônio que usou o Chilli. — sibilou a criatura enquanto ficava de pé. — O que você quer, humano?

– Eu quero que você me mostre o que você viu. O que você sabe.

– Nem sempre temos o que queremos ter.

– Eu tenho meios de te fazer falar. — disse o rapaz arqueando sua sobrancelha e mostrando o anel para a criatura.

– Vá em frente, me destrua e fique sem saber o que quer... — disse a coisa em tom irônico.

– Não preciso te destruir, apenas... — disse Hiroto soltando um suspiro de tédio. — Capturar as informações.

O anel brilhou azul e duas mãos feitas de uma luz clara agarrara o demônio e o puxou relutante pelos braços para dentro do anel.

– Feito. — disse Hiroto sorrindo satisfeito.

Estalou os dedos e saiu da mente do garoto

Enquanto isso...

A garota morena moveu sua kusarigama de modo a cortar o demônio que estava a sua frente, e repetiu o processo com o demônio que apareceu ao seu lado. Virou-as nas mãos e deu um carpado para trás e cortou em X o demônio que estava atrás de si. Três filetes de fumaça se dirigiram para a pulseira no pulso dela.

Não demorou e mais alguns demônios apareceram. Girou e acertou um deles com um chute, depois o cortou em X. Os outros dois foram esmagados por patas gigantes de cachorro. Mais três filetes de fumaça foram para sua pulseira. O cão até então gigante, encolheu até voltar ao tamanho de um Husky normal. A garota fez sua kusarigama sumir e acariciou o amigo.

Mas ela estava num área cheia de demônios. Logo mais alguns apareceram, e com um suspiro ela retornou para a batalha. Abriu os braços, vários demônios apareciam, ela tinha que cuidar daquilo rápido para poder lanchar alguma coisa.

Ela se concentrou, canos de água explodiram, e essa água afogou uma parte dos inimigos, a outra entrou em combustão. Com isso, muita fumaça foi para sua pulseira, ela tossiu um pouco por causa disso.

Andou até um caixote e ali se sentou. Pegou um pequeno recipiente e o abriu, ali haviam vários sushis, pegou seus hashis e calmamente começou a comer.

De volta Gom e Cia...

– E então? – perguntou Satou. Hiroto limpou o sangue que escorria de seu nariz.

– Bem, — ele olhou para o anel. – A história do rei Akuma é verdade e... Ele está indo para as geleiras procurando seu... Hospedeiro... Charles...

– O pai? – disseram Gom, Alessa e Nami juntos.

– Eu tentei falar isso... – disse Floquinho. – Ele tem três hospedeiros, Sam, de quem eu consegui tira-lo, Goru, e o mestre.

– E parece que o Charles tem algo que ele precisa... – disse Hiroto. – Precisamos acha-lo.

– Mas como? – perguntou Lucy.

Todos se calaram, pensando. Devagar, Sawada se moveu para a escuridão. Ainda estava frustrado por alguns acontecimentos anteriores, queria provar para si mesmo que era capaz. Além de saber que onde Goru estivesse Suchiro também estaria. Se escondeu em um beco e invocou Butaro e o porco sem nome.

– Butaro, fareje Goru. Você ainda deve se lembrar do cheiro dele. – sussurrou Sawada. – E eu preciso das asas. – então com seus fieis porquinhos, ele levantou voo, iria atrás de Goru.

Seus cabelos negros balançavam ao vento, suas asas batiam depressa como seu coração. Butaro suava um pouco frio por estar voando, era sua primeira vez voando e não estava gostando nem um pouco.

– OOOOOOOOOINK! — Gritou o porquinho rosa assustado.

– É você encontrou. — Disse Sawada sorrindo bobo.

Lá embaixo era possível ver alguém correndo depressa, sua velocidade era incrível. Butaro nunca errava um rastro, isso já era quase que um fato. Suspirou e tentou manter-se o mais calmo que pode, concentrou-se e fez sua presença desaparecer. Chamou de volta o porquinho sem nome para sua alma e girou no ar.

– Onde pensa que vai? — Perguntou o menor sorrindo bobo enquanto girava.

Goru fora atingido por um potente chute em sua nuca, seu corpo foi arremessado contra o chão e rolou alguns metros. Parou perto do meio fio da calçada e levantou-se visivelmente irritado. Seu rosto estava ralado e seu nariz sangrava.

– Não estou com tempo pra brincar com você. — Resmungou o maior revirando os olhos.

– Tarde demais! O que você fez com aquele garoto que parecia comigo?

– Ah, aquele pivete? Provavelmente foi devorado por demônios. Eu não estou nem um pouco de conversar, eu quero resolver uns assuntos. Se você não quiser ter um destino trágico como o dele, saia do meu caminho.

– Você fez coisas muito ruins... Me desculpe Goru... Mas, eu vou ter que ferir o seu corpo. — Sussurrou o menor fazendo com que Butaro se virasse duas pistolas.

– Amadores. — Resmungou Goru fazendo apenas um movimento rápido com a mão.

Sawada levitou e depois foi lançado contra um carro estacionado do outro lado da rua. Suas costas estavam cravejadas de cacos de vidros, o sangue escorria por sua camisa roxa por debaixo do paletó. Butaro despareceu e no lugar dele Lawliet estava. A dor o deixava bastante confuso, era o momento mais que perfeito para Lawliet tomar o controle do corpo.

Os olhos do menor tornaram-se negros. O sangue escorria pelos braços e pingava no asfalto, Sawada levantou devagar sua cabeça e encarou os olhos negros e profundos de Goru, que um dia foram cheios de alegria. (N/Gom: Mentira, o Goru é emo HDSUAIDSA).

– Agora, fique quieto e vá dormir. — disse Goru jogando o menor contra o carro novamente. — Seu lado demônio não vai te ajudar, afinal, eu sou um deles!

Sawada foi tomado por uma forte dor de cabeça e caiu desacordado ao chão. Você pode chama-lo de fraco e de inútil, porém, ponha-se no lugar dele. Você não aguentaria dois demônios dentro de sua mente.

Em volta da fogueira... (N/Sara: Essas frases enchem o saco né?).

Todos estavam sentados envolta da fogueira com expressões sérias em seus rostos, as chamas tinham seu brilho refletido nos olhos de cada um deles. Olhos que presenciavam um verdadeiro apocalipse. Gom olhou envolta em busca de seu amigo baixinho, não o encontrou e preocupou-se ainda mais, onde ele estava? Por que continuava com essa mania ridícula de desaparecer sem falar nada? Gom suspirou e balançou a cabeça, o orgulho do pequeno estava ferido.

– Ei, Hiroto, não é? — Perguntou o maior.

– Sim. Fala. — Respondeu o garoto sorrindo.

– Use seus poderes pra achar o Sawada, tenho a leve impressão de que ele sabe onde o rei Akuma esta exatamente agora.

O menor fechou os olhos e concentrou todo o seu poder. Via cada centímetro daquela cidade imensa. Sabia a localização de cada demônio. Abriu os olhos e cerrou o punho e olhou para seu anel, um raio azul saiu de dentro dele e formou uma linha azul que seguia em uma direção.

– Vamos! — Gritou Gom sorrindo feliz. — Temos que salvar um pedaço de bacon!

O bando levantou depressa e correram seguindo o fio de luz. Passaram correndo por diversos demônios, apenas ignoraram e continuaram a correr. Mas, no fim, não eram tão rápidos quanto Goru, não tinham asas como Sawada ou Shiro, e estavam muito cansados. Lucy foi a primeira a parar, ofegante, se apoiando nos joelhos. Chilli foi até ela.

– Tudo bem Lucy? – o maior perguntou.

– Sim... Arf... Só estou cansada... Desculpa...

– Não se culpe. – disse Alessa. – Todos estamos cansados. – era verdade, todos arfavam. – Alguns também parecem famintos... – dizendo isso todos olham para Gom que está deitado de cara no chão.

– Comidaaaaaaaaaaaaaa... – ele diz contra o chão.

– Levante seu fraco. – disse Floquinho.

– De qualquer modo, — disse Hiroto. – Vamos morrer se continuarmos nesse ritmo. Seria bom se tivéssemos uma carona.

Neste momento, Gom levantou a cabeça e começou a fungar o ar.

– Esse cheiro... – ele diz entre fungadas.

– O que foi Nii-san? – perguntou Nami.

– COMIDA! – e começou a se arrastar velozmente em uma direção diferente da do raio de luz de Hiroto. Em poucos segundos estava quase fora de vista.

– Por que a gente não deixa ele pra trás? – perguntou Doku.

– Não, acho que sei de quem é a comida que ele está seguindo o cheiro. – comentou Hiroto com um sorriso. – E ela pode nos ajudar a chegar até o Sawada.

– Como sabe? Sentiu a mente dela? – perguntou Satou.

– Não. Mas ela é a única doida a ponto de ficar na área mais infestada de demônios.

– Bem, se é assim, vamos seguir logo o menino urso porque ele está quase fora de vista. — disse Alessa correndo atrás do irmão e sendo seguida pelos outros.

Depois de alguns segundos Gom avistou a fonte do cheiro que ele sentiu. Uma garota, sentada em um caixote, comendo sushis. O faminto ainda se arrastando no chão babava. Ao chegar perto, a garota o olhou estranho, e quando ele estava a poucos metros dela, um Husky, muito maior que a média, apareceu e baixou a cabeça na altura de Gom e rosnou para o garoto urso.

– *gota* O-oi cãozinho bonitinho. – disse Gom. Os outros chegaram e pararam, com medo de que o cão devorasse a cabeça de Gom com uma mordida.

– Tudo bem Arashi. – disse uma voz feminina atrás do cachorro, e este se desfez em fumaça e sumiu, revelando a dona. Uma garota de cabelos castanhos, com uma mexa colorida de cada lado, camisa roxa dos Scorpions. – Recomponha-se. – ela diz para o maior no chão, que se levanta.

– Er... – diz Hiroto se aproximando. – Oi, você lembra de mim? – ele sorri simpático.

– O nanico que estava tão dopado que estava pedido ajuda pra um rato? Difícil de esquecer.

– Hehe...

– Você pode me dar um pouquinho que seja da sua comida? – pediu Gom se agarrando a perna da garota. – Por favooooooooooooooooor!

– Cadê a sua dignidade? – ela perguntou e ofereceu o pote com sushis ao moreno, que os devorou compulsivamente.

– Então, — Hiroto continuou. – Você me deu aquele líquido e me curou...

– Poção de cura. – ela disse indiferente.

– Mas não fomos apresentados. Eu sou Hiroto, esse daí é o Gom, — apontou para o maior, que sorriu com a boca suja de arroz. – E estes são Alessa, Nami, Floquinho, Soya, Rin, Chilli, Satou, Doku e Lucy.

– Nitsumi. – ela disse simplesmente.

– Então... Precisamos da sua ajuda.

– Para?

– Bem, um amigo nosso foi atrás do rei Akuma sozinho, e precisamos acha-lo.

– Rei Akuma? – pela primeira vez ela esboçou reação. – Isso explicaria porque dos demônios estarem tão fortes. Mas vá direto ao ponto. O que você quer?

– Seu cachorro, ele poderia nos levar, para nos pouparmos.

– Arashi? Ele é uma invocação, não um táxi. Pode esquecer. – ela se levanta e começa a andar.

– Mandou bem cara. – disse Chilli para Hiroto.

– Eu achei que ela fosse ajudar... – o baixinho diz cabisbaixo.

De repente, enquanto andava, Nitsumi foi empurrada para trás por alguma coisa, voltando para perto dos outros.

– O que foi isso? – perguntou Soya.

– Problema. – disse Nitsumi.

Então, da escuridão surgiu um demônio. A primeira vista era como os outros, mas não era.

– É só um demônio. – disse Satou.

– Não... – disse Hiroto. – Esse é diferente...

Dito isso, Floquinho desmaiou. Nami se ajoelhou perto dele.

Ao chegar perto o demônio olhou para cada um deles e deu um aparente sorriso, e mudou de forma.

O demônio se transformou em uma garota de cabelos pretos longos, pele branca, e cauda e orelhas de gato.

– Hiroto-kuuun! – a Neko Girl disse. Hiroto arregalou os olhos e um filete de baba saiu de sua boca. Ela sorriu e colocou as mãos em punho perto do queixo. – Nyah!

– UOOOOOOOOOOOOU! – Hiroto gritou e caiu no chão desmaiado com um forte sangramento nasal.

– Um já foi. – a Neko Girl disse e novamente mudou de forma. Agora era uma mulher loira de biquíni vermelho, com fartos seios e bunda grande. Satou e Doku começaram a babar, ela fez sinal para que eles se aproximassem, e assim fizeram, depois de dois passos ela levantou a parte de cima do biquíni e os dois desmaiaram perto de Hiroto com um sangramento nasal pior do que o do menor. – Mais dois.

–*gota* Isso é nojento. – disse Soya. A mulher loira olhou para ela.

– Nojento é? – ela mudou de forma. – Tem certeza? – Soya estava incrivelmente vermelha. O demônio se transformara em Gom, usando somente uma cueca box preta.

– QUE MERDA É ESSA? — gritou Gom. O falso Gom deu uma piscadela para Soya, esta gritou e caiu desmaiada e corada.

– *gota* SOYA SUA IDIOTA! – gritou Rin. – EU CUIDO DISSO! – correu até o falso Gom e invocou um bispo gigante. – Acaba com ele! – mas antes de o bispo atacar, o falso Gom se transformou em uma serpente gigante. Rin começou a suar frio, entrando em pânico, o bispo se tornou pó. A serpente sibilou, e Rin correu, mas caiu desmaiado perto da irmã.

– Agora sssssssão cinco. – disse a serpente. Chilli começou a andar em direção ao bicho.

– Vai pagar pelo que fez aos meus irmãos! — e agarrou a serpente, se posicionando para dar um soco, mas novamente à criatura mudou, e se transformou em Isis. Chilli começou a tremer. – I-Isis?

– Vai me machucar Chilli?- perguntou à falsa Isis olhando em seus olhos. O ruivo não poderia mesmo se quisesse. Soltou à criatura, esta o chutou para junto dos irmãos. – Amor. Sempre funciona.

– Chilli! – gritou Lucy. – Como ousa assumir a forma de Isis! – e correu querendo vingar seu amigo.

– Não Lucy! – gritou Nami. Mas era tarde.

De Isis, o demônio virou um homem loiro, de pele branca e olhos cor de fogo. Math.

– P-papai? – diz a pequena com os olhos se enchendo de lágrimas.

– Minha pequena. – o falso Math sorri. – Você conseguiu?

– Pai... – ela desmaia como os outros e o demônio a joga para cima de Chilli.

– Como disse Amor. Nunca falha. – se gabou o falso Math.

– Chega de brincadeira. – disse Nitsumi invocando sua kusarigama.

– Hm... Você é difícil... – comentou a criatura enquanto a morena se aproximava. – Já sei. – Nitsumi se preparou, mas antes de conseguir cortar o monstro, ele se transformou em um homem de olhos e cabelos escuros, dentes afiados e sorriso cruel. – Garotinha.

– V-você... – a garota ficou em um pânico maior do que o de Rin caiu de joelhos. O homem a socou fazendo-a voar para os outros fora de combate. E ali ela ficou. Nami em desespero começou a pegar fogo e correu para o demônio.

– NAMI!- gritaram Alessa e Gom juntos. O demônio se transformou em uma grande criatura disforme com olhos brilhantes e vermelhos. Na hora, Nami começou a chorar com medo do bicho papão.

– Fácil demais. – a voz retumbante do monstro soou quando Nami caiu no chão.

– NINGUÉM FAZ ISSO COM A MINHA IRMÃ! – disse Gom invocando Kenji e partindo para a luta. No lugar do bicho papão, surgiu um palhaço. Gom parou, suando frio.

– Palhaços? – disse o palhaço com um grande e sombrio sorriso. – Na sua idade? – Gom caiu e o monstro o chutou para os outros. – Agora só falta um. – olhou para Alessa. Esta se manteve firme, nada poderia assusta-la.

O palhaço andou até ela, mudando aos poucos, e quando ficou de frente para a garota, se transformou em Ursula.

– M-m-mãe... – a falsa Ursula aproximou sua boca da orelha de Alessa.

– Você. É. Um. Fracasso. – Alessa caiu no chão. Todos estavam desmaiados. A falsa Ursula começou a fazer seu caminho de volta. – Fácil demais.

– Ai... Você é cruel. – o demônio se virou de olhos arregalados e viu Hiroto se levantar, empurrando a cabeça de Doku.

– Não é possível...

– Eu uso magia de mentes minha querida. Não achou que isso ia durar muito né? Mas eu tenho que admitir que você tem um método interessante. Fragiliza a mente, a invade e os deixa fora de combate. Muito interessante mesmo. Só fiquei curioso... Por que você se transformou no meu tio na hora da Nitsumi? – a falsa Ursula sorriu debilmente.

– Pergunte pra ela pivete. – novamente o demônio assumiu a forma de Neko Girl, e sangue saiu do nariz de Hiroto.

– Ai ai, é muito tentador... Mas não.

– Se transforma em mim, acaba com minhas irmãs... – ambos se viram para ver Gom levantar. – Mas assumir a forma da minha mãe... – agora ele estava completamente de pé. – Foi demais.

– Tem tanto medo de mim que teve que acordar o amiguinho? – disse o monstro para Hiroto. Este sorri.

– Eu não acordei ele.

– Para de falar... – os três se viraram e viram Nitsumi levantar a cabeça e coloca-la em cima do braço. – E acaba com isso aí... – a Neko Girl riu.

– Eu não sou um monstro. Vocês são! – dizendo isso, Gom e Nitsumi caíram inconscientes de novo. – Essa luta será nossa.

Hiroto correu e acertou a barriga da Neko Girl, que tossiu sangue.

– Agora esta na hora de você se machucar um pouco. — disse o garoto fazendo surgir um chicote em sua mão.

Afastou-se da criatura e girou o objeto em suas mãos, como se tivesse vida própria o chicote enrolou-se no pescoço da garota e começou a apertar, o demônio começava a sufocar. Seus olhos reviravam, seus gritos saíam falhados e roucos. Em um golpe rápido, a criatura tem seu corpo puxado ao encontro do corpo do menino, Hiroto sabia que aquela batalha não seria fácil.

O rosto de Hiroto estava quase colado com o da criatura, os olhos do menor iluminaram-se em um azul turquesa e ele finalmente invadiu a mente da Neko Girl.

O menor fechou os olhos, sentiu uma pequena turbulência. Abriu os olhos e estava dentro do subconsciente daquela coisa. Abriu uma porta que o levou até uma sala de belíssimas paredes vermelhas, no teto um enorme lustre de cristal iluminava o local. O garoto correu seus olhos por todo o local, acabou por encontrar no canto da sala a Neko Girl sentada em uma poltrona de veludo.

– Olá Hiroto. — disse ela levando a mão a um pote cheio de pirulitos vermelhos.

– Não tenho tempo pra conversas. — resmungou Hiroto sério enquanto a fitava chupar um pirulito sedutoramente.

– Você sabe que você me quer... — sussurrava a garota.

– Eu não quero. — disse Hiroto fechando os olhos e suspirando.

– Então já que você vai me negar... Acho que vou matar você de vez.

– Vamos ver quem mata quem.

A demônio desapareceu e surgiu dando um potente chute contra o peito do menor, o corpo do garoto foi arremessado contra a parede. Um fio de sangue escorria de sua boca, aquilo seria mais difícil do que ele imaginava. Nas mãos de Hiroto o mesmo chicote de antes surgira, porém, gora em sua ponta havia uma lâmina, o que tornava tudo "mais divertido".

Desenrolou seu chicote e observou a demônio gargalhar debochando, seu sangue ferveu e por um momento sentiu-se dominar por uma força maior do que qualquer outra, a força da raiva.

Com movimentos rápidos de sua mão, o chicote já tomava grande parte do cômodo de paredes vermelhas. Sua lâmina acertava tudo e qualquer coisa, fatiando assim grande parte da mobília. A criatura desviava muito bem de todos os golpes desferidos, isso deixava Hiroto ainda mais embebecido por conta da raiva.

– Vou pegar pesado. — grunhiu ele.

Em sua outra mão um chicote idêntico surgiu, desenrolou e logo o quarto foi tomado por um "mar" de linhas pretas que se moviam velozmente acertando toda e qualquer coisa que entrasse em seu caminho e a demônio não era exceção.

Hiroto fechou os olhos e sorriu satisfeito. Seus chicotes recolheram-se sozinhos e desapareceram, o quarto estava completamente destruído. O lustre estava quebrado no chão, o local estava sendo iluminado por uma luz vinda sabe se lá de onde, a demônio permanecia parada boquiaberta, diversas e finas linhas de sangue escorriam de seus olhos, nariz e boca, algumas gotas caíam no tapete. A garota caiu de joelhos e tudo ficou escuro.

Hiroto abriu os olhos e uma fina fumaça negra foi em direção a sua pulseira. Sorriu satisfeito e virou-se para seus amigos que ainda estavam caídos no chão. Estendeu sua mão e pequenas esferas azuis perolado foram em direção ao corpo de cada um deles e os adentrou. Aos poucos eles foram acordando.

Alessa fora a primeira a acordar, levantou-se e ajudou os outros, olhou para Gom que ainda estava caído e um sorriso malicioso tomou conta de seu rosto. (N/Gom: Feel like a Medusa do Soul Eater)

– GOM ACORDA! TEM PALHAÇOS AQUI GOM! ACORDAAA! GOM SOCORRO! UM PALHAÇO PEGOU A SOYA! — gritou Alessa fingindo pânico.

O maior abriu os olhos e o pânico tomou conta. De um salto colocou-se de pé e ficou procurando por uma possível ameaça.

– PALHAÇO?! ONDE?! PALHAÇO! — gritou o moreno em desespero.

Todos riram da cara de pavor dele, até mesmo Nitsumi que até a pouco só mostrou indiferença e raiva. Soya foi até o maior e o envolveu em um caloroso abraço.

– Não tem palhaços aqui, amor. Fique calmo. — sussurrou ela ao pé do ouvido do maior.

Gom retribuiu o abraço e a beijou na bochecha. Olharam envolta e viram-se envolver em um grosso nevoeiro, uma silhueta feminina podia ser vista com certa dificuldade caminhando em direção a eles. Gom colocou-se na frente de Soya e preparou-se para o pior.

– BUUUUUUUUUUUUU! — gritou Lily sorrindo amigável.

–*gota* É só uma menina. Pode me soltar agora, Hiroto. — disse Nitsumi séria.

O garoto desfez o abraço e sorriu sem graça. Alessa correu até a garota de cabelos brancos e desesperada começou:

– Você tem que nos ajudar. O seu irmão, ele tá...

– Eu sei de tudo, eu vi tudo. Temos que impedi-lo, tem mais um receptor. Me disseram que ele esta nas geleiras, lá tem um selo de magia. Eu acho que o Goru já sabe como rompê-lo...

– Precisamos chegar lá depressa! — gritou Chilli enfurecido. — Chega de conversas idiotas, a Isis morreu por causa desse maldito demônio!

– Cala a boca que você tá sem seus poderes. — disse Doku acertando um cascudo na cabeça do ruivo.

– Ele não é o único sem poderes... — disse Alessa olhando para o chão. Suas bochechas enrubesceram e ficaram quentes.

– Eu tenho um jeito da gente chegar bem mais rápido. — disse Lily sorrindo maliciosa. — Mas... Vai custar um beijo.

– Não temos tempo pra essa bobagem, precisamos ir logo! — protestou Satou.

– Eu queria poder levar todos de "graça", mas... Eu preciso energizar as minhas chamas derivadas das chamas da água... Ou não terei como transformar todos nós em vapor...

Todos olharam para Satou, este que ficou corado e sorrindo sem graça. Doku e Chilli o pegaram pelos braços e o arrastaram até a garota.

– Faça logo o que tem que fazer. — disse Chilli irritado.

– Isso mesmo, não me faça ter que envenenar você com o soro do controle. – ameaçou Doku.

– Odeio vocês... – disse Satou. – Tá. Anda garota. — Lily se aproximou de Satou, mas quando chegou realmente perto. Caiu no chão desmaiada. -... Por favor, digam que ela não está morta.

– Não está. – disse Floquinho. – Eu a fiz desmaiar.

– Por quê? – perguntaram os três irmãos.

– Se ela viu mesmo o irmão se transformando, porque não avisou ou algo do tipo antes? Não valia a pena recarregar os poderes dela. Não confio nela.

– Sua opinião não é a única que conta coelho! – disseram Gom e Alessa. Os óculos de Floquinho brilharam.

– Calados. Além do mais, — ele olhou para Nitsumi. – Uma pessoa confiável, tem um plano. Certo?

Nitsumi andou um pouco mais para frente dos outros e invocou seu cachorro, que estava sentado. Ela acariciou a cabeça dele.

– Bem, acho que depois disso tudo. Preciso agradecer vocês. – ela olhou para o cão, que retribuiu o olhar. – Sim, tenho certeza. – ela disse para o Husky, que cresceu até ficar do tamanho de um cavalo. – Mas é o seguinte! – ela se virou para o grupo, que estava ficando animado. – Ninguém. Monta. No. Arashi.

– Grande ajuda a sua... – resmungou Rin.

– Calado ai pirralho! – ela se voltou para o cão. – Vai nessa. – Arashi uivou, e em poucos segundos quatro lobos brancos surgiram pulando de prédios. – Esta, é a minha ajuda.

– Nossa! – disse Alessa correndo para acariciar um dos lobos. – Você os invocou?

– Não. Digamos apenas que muitos seres poderosos me devem favores. Agora, escolham um lobo!

Lucy correu para subir em um, mas Chilli a segurou.

– Você não vai. – o ruivo disse para a pequena.

– O que?! – ela se indignou. – Por que não?

– Você tem uma promessa para cumprir lembra?

– M-mas...

– Satou e Doku vão cuidar de você. Certo? – ele se virou para os irmãos que assentiram.

– Você vai?

– Sim. Foi por culpa desse cara que Isis morreu. Eu tenho que ir! Mas se precisar de mim. – Chilli se inclinou e entregou para Lucy uma pequena Trinidad Scorpion, Butch T, a pimenta mais ardida do mundo. – Mastigue isso e cuspa ok? E se você me chamar... – ele se voltou para os irmãos novamente. – Quer dizer que alguém deixou alguma coisa acontecer. E esse alguém vai se ver comigo!

– Falou pirralho, a gente cuida dela. – disse Doku.

– Também ficarei. – disse Floquinho. – Se o mestre Charles for possuído, ou mesmo influenciado, seria obrigado a obedecê-lo, mesmo contra a minha vontade. Melhor que eu fique.

– Ei. – disse Nitsumi. – Pensei que fosse urgente.

– E é! – disse Hiroto. – Anda antes eu ela mude de ideia Chilli! – Chilli deu um último abraço em Lucy e subiu em um lobo.

Rin e Soya em outro, Alessa e Nami em outro, Gom subiu em um e deixou claro que queria ir sozinho então Hiroto se juntou a Chilli.

– Para onde? – perguntou Nitsumi subindo em Arashi.

– Siga o rastro de luz. – disse Hiroto fazendo a luz azul reaparecer.

– Ou o cheiro de toucinho. – disse Gom com um sorriso.

Arashi olhou fixamente para a direção da luz, e arrancou seguido dos lobos.

Um tempo depois...

Sawada acordou tonto, não sabia onde estava, mas não era onde havia lutado com Goru. Olhou para o lado e se afastou assustado ao ver um corpo parecido com o seu, mordido e arranhado. Suchiro. O garoto se encolheu ao sentir as pontadas dos cacos de vidro em suas costas. De repente, um gato branco apareceu em sua frente.

– Quem é você? — ele perguntou.

– Nina. – respondeu o gato branco.

– Como eu vim parar aqui?

– Sua outra personalidade o trouxe. Lawliet não é?

– Sim... Esse é... Suchiro?

– Sim. – a gata disse com pesar. – Meu mestre lutou até suas últimas forças, mas não resistiu. – ela abaixou a cabeça, mas logo a levantou. – Pegue os anéis dele.

– Hã?

– Os anéis. Pegue-os.

– Por que eu faria isso?

– Pegue a porcaria dos anéis seu menino porco imbecil! – disse a gata ficando com os pelos eriçados. Rapidamente, Sawada superou o nojo de mexer no cadáver e tirou os anéis dos dedos dele. – Agora coloque-os. – ele obedeceu prontamente.

– Mas... Por que isso tudo?

– Porque agora estes anéis, eu e meus companheiros, pertencemos a você. – e dizendo isso, se transformou em uma pequena luz e foi até o peito de Sawada.

O garoto ficou em choque por alguns segundos, então reparou uma fina luz azul vinda de algum lugar, logo o chão começou a tremer. Invocou Butaro e este ficou em seus braços, a causa do tremor apareceu, cinco lobos. Seu único pensamento foi: É hoje que eu viro presunto... Mas então percebeu Gom, Alessa, Nami, Hiroto, Chilli e uma garota desconhecida montada nos animais.

– SAWADA-KUUUN! – gritou Nami, que com um grande salto, foi do lobo para abraçar Sawada, que caiu sentado. – Nunca mais faça isso! Tem ideia de como me deixou preocupada?! – a garota disse com os olhos cheios de lágrimas. – Se fizer de novo eu mato você! – Sawada somente sorriu com aquilo.

– Certo. – e abraço Nami de volta, sentindo o cheiro de morango que os cabelos dela tinham.

Nesse meio tempo os outros se aproximaram montados nos lobos.

– Você é um porco mal sabia? – disse Gom descendo do lobo e chegando perto do amigo. – E vamos parar com as saliências com a minha irmã na minha frente, por favor. – o casal riu.

Todos os outros desceram dos lobos e cumprimentaram Sawada. Nitsumi foi à última, descendo de Arashi e se aproximando com o mesmo do garoto novo.

– Essa é a Nitsumi! Nossa nova amiga! – disse Gom com um sorriso.

– Não sou amiga de vocês. – ela disse olhando para o maior.

– Aliada?

– Só quando for do meu interesse.

– Bem, — disse Sawada se levantando. – De qualquer forma, é um prazer conhece-la. – eles apertaram as mãos, Nitsumi cerrou os olhos e puxou Sawada para o que seria um abraço, mas ela apalpou as costas dele, fazendo-o gemer de dor.

– O que você fez com ele?! – disse Nami com uma pontada de fúria.

– Eu? – disse a maior. – Nada. Mas esse tal de Goru fez um estrago fenomenal nas costas do seu namorado. – ela se dirigiu para Arashi, ainda grande e vasculha no pelo dele até achar uma pequena bolsa de couro. Todos olharam preocupados para o amigo. – Mas eu posso resolver. – ela vasculhou a pequena bolsa até achar um frasco com uma substância cinza. – Vem cá. – ela chamou Sawada para perto dela e de seu cão, ele foi, e Butaro que agora estava em seu ombro se encolheu ao ver Arashi.

– O que vai fazer? – perguntou o garoto com medo.

– Curar você. Vira ai. – Sawada ficou de costas para ela. – Agora tira o terno.

– O QUE?! – disse Nami.

– Para de surtar menina. Anda tira o terno. – Sawada o fez, mostrando suas costas para Nitsumi. Esta assobiou ao ver. – Olha... – ela puxou alguma coisa das costas dele, fazendo-o se encolher. Era um caco de vidro. – Foi um estrago e tanto. – ela tirou a rolha do frasco com os dentes. – Vira pra mim. Agora abre a boca. – ela jogou um pouco da substância na boca de Sawada, que se encolheu e tentou vomitar aquilo, mas ela tapou a boca do mesmo obrigando-o a engolir. – Não, não, isso! Engole. Agora vira de novo. – ela jogou o resto da substância nas costas dele.

Fumaça saiu das costas de Sawada, conforme ela cicatrizava, e cacos de vidro caíram no chão, sendo expelidos de lá.

– Voalá. — Nitsumi disse por fim.

– Ai... – disse Sawada recolocando o terno. – Valeu... Eu acho.

– Disponha. – Arashi aproximou o focinho de Butaro.

– Hm... Leitão. – disse Arashi deixando todos de boca aberta. – Posso comê-lo?

– NÃO VAI COMER COISA NENHUMA! – disse Sawada abraçando Butaro.

– ESSE BICHO AÍ FALA? – disse Gom.

– Claro. – disse Nitsumi para Gom como se ele já devesse saber disso. – E ele só tá com fome porque o seu amigo urso, — disse para Sawada. – E o baixinho aí – se referindo a Hiroto. – Acabaram com nossa comida enquanto vínhamos para cá.

– Mas a gente tava com fome... – disseram Gom e Hiroto encostando os indicadores.

– E você nem pra deixar um pouco pra mim né, desgraçado? – disse Sawada. Gom sorriu travesso.

Enquanto isso nos limites da cidade...

Goru se aproximou da fronteira mágica que impedia os shinigamis e demônios de saírem dali. Tinha todas as almas que precisava, agora só precisava achar Charles. Atravessou a fronteira como se não fosse nada, sorriu e abriu um portal, um ar frio saiu de lá. Calmamente, Goru atravessou.

De volta aos outros...

– Tá tudo muito lindo, — disse Chilli vendo Nami e Sawada e Gom e Soya abraçados. – Mas a gente não tem que ir?

– Concordo com ele. – disse Hiroto de vela, perto de um dos lobos, que estavam deitados no chão.

– Que nojo... – disse Rin.

– Odeio melação. – disse Nitsumi. – E esses lobos não podem ficar aqui para sempre. – Alessa somente suspirou, pensando em Shiro, e em onde ele poderia estar.

– Mas para onde vamos? – perguntou Soya.

– Floquinho e Lily falaram das geleiras. – comentou Alessa.

– Vamos ter que passar da fronteira mágica antes. – disse Gom. – E não dá tempo de ir até as geleiras andando. – Sawada olhou para sua mão, e os anéis nela.

– Acho que posso abrir um portal. – ele disse. Todos o olharam impressionados. – Longa história.

Todos subiram nos lobos e cão, na mesma ordem de antes, com Sawada junto a Gom dessa vez. Os animais correram como nunca, até chegarem às fronteiras, então pararam e se aproximaram. Os companheiros tocaram na parede invisível e se entreolharam e souberam o que fazer. Precisariam de muito poder para romper aquelas barreiras.

Os lobos recuaram três quilômetros e se viraram para onde deveriam correr. Gom invocou Aishiteiru, Sawada invocou Butaro como pistola, Hiroto uma espada branca com detalhes azuis, Nitsumi fez um brilho verde aparecer em suas mãos, Nami, fogo, Soya, um brilho branco, e Rin um brilho amarelo. Chilli e Alessa se sentiram frustrados por não poderem fazer nada.

Os lobos correram para a barreira o mais rápido possível. Ao chegar perto, Soya, Nitsumi, Rin e Nami atiraram com seus poderes, Gom e Sawada atiraram com as armas e Hiroto arremessou a espada. Uma abertura foi feita, e só durou o suficiente para que eles passassem, depois se fechou.

Desmontaram dos animais. Nitsumi se curvou diante dos lobos, que correram de volta para o lugar de onde vieram e Arashi sumiu. Sawada não precisou de um aviso, andou um pouco e estendeu a mão para o horizonte. Seus olhos brilharam branco, os anéis também brilharam e um círculo negro apareceu. Exausto, ele quase despencou no chão.

– Agora não tem mais volta. – Gom se virou para Alessa, Chilli, Hiroto e Nitsumi. – Vocês não precisam vir. – os quatro se entreolharam.

– E deixar a diversão toda pra você? – disse Alessa. – Nem pensar. – e os quatro sorriram.

Então, eles passaram pelo portal. Sentiram uma grande onda fria assim que chegaram do outro lado. Estavam olhando para um grande bloco de gelo.

Não muito longe dali, Goru caminhou, até achar o que procurava

Notas finais
Gom: ESSA É A PARTE 1! OS PRÓXIMOS 3 CAPÍTULOS VÃO SER EXTRAS/FILLERS! AÍ VEM O FINAL!