Shinigami

2 Father of all


Notas iniciais
Olá Peixinhooos do meu core ♥ Bem? Espero que gostem e PFVR COMENTEM para eu saber o que você gostaria que tivesse aqui. Ok? BEIJINHOS ♥33

Depois de entrarmos no estranho buraco negro, eu simplesmente apaguei. Conseguia até ouvir as vozes dos meus amigos, mas elas estavam longe. Eu os sentia me segurar, tentando ao máximo me manter encima do dragão. Uma hora eu cheguei a acordar e ver o que acontecia a minha volta.

—Peguei — Falou Jason passando a mão esquerda pela minha cintura e a direita agarrando minha mão direita.

—Pronto — Disse Anne fazendo o mesmo gesto que o loiro. Eles me arrastaram por um campo, virei o meu rosto para os lados a fim de reconhecer o lugar.

A minha volta, casas feitas de madeira com telhados baixos, dragões de diferentes formas e cores andavam, trabalhavam, brincavam e voavam. Homens e mulheres com roupas de couro e peles de animais estavam ocupados fazendo as suas coisas, então, não olhavam para nós. Nevava fazendo o chão estar completamente coberto de neve, o ar frio balançava os meus cabelos e me faziam tremer.

—Hey mano! — Jason ao notar que eu estava acordado — Bem-vindo a Ribe! — Após isso eu desmaiei novamente. Eles me repousaram e me cobriram. Vez ou outra ouvia as conversas que tinham, mas sem muito nexo. Certa hora abri o olho novamente e vi Anne retirando um escudo da parede ao meu lado. Ela vestia roupas iguais as pessoas que eu vi quando cheguei.

—Ah oi — Sorriu — Descanse, é só um dragão. — Correu até a entrada e a com rapidez, consegui acompanhar ela com o olhar, ela portava o escudo na mão esquerda e um machado viking na direita e depois disso .. bom você já sabe.

Então, finalmente acordei e sentei na cama. Olhei em volta, era um quarto básico inteiramente feito de madeira, guarda-roupa, cama coberta de peles de vários animais e um criado mudo ao lado da cama.

Levantei, caminhei seguido pelo som de vozes. Quando cheguei no que eu suponho ser a sala de estar, vi Anne com uma camisa sem manga, colete de couro, calça e uma bota peluda.

Ela estava conversando com Jason que estava com a mesma roupa de que quando partimos, apenas com um casaco de peles. Eles estavam sentados em um sofá que era um circulo no chão e no centro uma grande fogueira.

—Ah! Frank! God morgen! — Anne erguendo uma caneca. Estranhamente eu sabia lá no fundo que ela me disse "bom dia". — Dormiu bem?

—Sim ..- Falei arrastado — Que horas são?

—A pergunta certa é: Quantos dias você dormiu. — Corrigiu Jason enquanto entregava uma caneca parecida com a que eles estavam.

—Okay — Tomei um gole — Café..?

— Hidromel.

— Hidro-o que? — Questionei olhando o liquido amarelado na caneca.

— A bebida dos vikings. Vamos, beba. -Tomei um gole e meu corpo aqueceu no mesmo instante, meus sentidos se intensificaram.

—Quantos dias eu dormi? — Sentei no sofá. Anne respirou fundo e falou:

—Três dias — Me assustei, eu nunca dormi por mais de doze horas.

—Vocês me doparam? — Brinquei. Os dois me acompanharam na risada.

—Antes fosse — Continuou Jason -. Mas não, apenas confirmamos as suspeitas.

—E quais eram? — Perguntei revisando o olhar entre os dois. Jason respirou fundo, levantou-se e começou uma história, a qual ele chamou de "O começo da humanidade". Nela ele contava como os deuses foram criados, os povos que os cultuavam e até a "raça humana".

—Perai — interrompi — Como assim "raça humana"? Você quer dizer que quem cultuava os deuses não era povos seres humanos? — Anne que até então estava muda se pronunciou:

— A sua raça, a dos humanos, é diferente das nossas.

—Seus povos? — Olhei para os dois — Quais são os seus povos?

—Eu sou Romano, filho de Mercúrio — disse Jason.

—Mercúrio? — Ele concordou com a cabeça — O deus mitológico. — Novamente ele concordou. Olhei para a Ann para confirmar que não era zoeira com a minha cara, ela apenas me encarou séria.

—E você? — Perguntei a Ann.

— Meu pai é filho de Thor. — Falou firme. Quando eu fui falar mais alguma coisa do lado de fora gritaram "Dragão!", Anne correu para colocar a armadura, pegou o escudo e o machado. Antes de sair, ela parou na porta e falou — Não se preocupe — Sorriu — É só um dragão. — Ela disparou para fora. A porta foi fechando lentamente e antes de encostar vi Anne se protegendo com o escudo e correndo para o dragão que no qual nós tínhamos vindo.

Até ela voltar, Jason me contou tudo sobre essa tal terra. Ela funcionava como a "minha" Terra, havia 5 grandes potencias: Wa, Ribe, kemet, Roma e Atenas, junto a Esparta. Essas grandes potencias tinham suas ramificações, pequenas sociedades que a custura era muito similar a uma ou mais potencias mas não era tão conhecidas. E existia uma cidade que juntava todas culturas, e lá era um centro comercial, ela se chama Urbo.

Quando Anne chegou, ela estava com alguns arranhões, o escudo partido ao meio e o machado pendurado no cinto. Oleg, o dragão que nos trouce para cá, correu para o sofá e deitou feito um gato, ocupando metade do sofá.

— To com fome — Anunciou Anne jogando o escudo na fogueira. -, o jantar logo vai ser servido, vamos indo. — Jason levantou e eu o acompanhei. Caminhamos para fora da casa, ainda nevava e por isso Ann deu-me uma pele de lobo cinzento, para eu não morrer de frio.

Andamos lado a lado, crianças corriam brincando de pega-pega, de luta com espadas. Os adultos trabalhavam como ferreiros, pescadores, comerciantes, dentre outros. Os dragões estavam por toda parte, seja brincando com as crianças ou trabalhando com os adultos, Ann me explicou que os dragões são amigáveis com os humanos, pelo menos alguns deles, os outros atacam as cidades quando lhes convém.

Seguimos para um grande pavilhão, dentro era enorme, varias mesas e bancos de madeira, no fundo do salão tinha uma mesa virada para as demais, a mesa dos lordes explicou Anne. Em um instante os portões abriram bruscamente e todos os habitante entraram conversando e rindo. Anne me puxou para o lugar mais próximo, a ponta da mesa perto da mesa dos lorde. Por fim, os lordes entraram e se sentaram. Garotas começaram a voar a nossa volta servindo os pratos e enchendo os nossos copos.

Antes de terminar de comer um dos lordes levantou-se, pegou a taça e a bateu na mesa, todos no mesmo instante calaram-se e voltaram a sua atenção pra ele. O lorde era enorme, tinha cabelos loiros compridos e encaracolados, barba também loira com molho e pedaços de comida, seus olhos eram azuis intensos, ele vestia roupas totalmente negras e eu conseguia ver -mesmo que só um pouco- o cabo de uma espada.

— Irmãos — Falou. -, hoje o Senhor do Submundo está presente entre nós. — Todos do salão soltaram sons de aprovação.

O loiro levantou a mão pedindo silencio.

— Por favor levante-se, Frank. — Ele olhou para mim, eu fiquei parado em choque.

Ao meu lado Jason e Anne falavam para eu levantar

. — Frank. — Seu olhar se tornou mais autoritário. Com as pernas meio bambas, levantei.

Todos no salão começaram a gritar e bater nas mesas. Quando as comemorações sessaram o Lorde voltou a falar:

— E isso foi graças a minha filha e seu amigo Romano. — Meus amigos levantaram. — Graças a eles, o Pai de Todos está de volta a suas terras. — Mais comemorações. De alguma forma aquelas comemorações me eram familiares.

Sentamos e terminei de comer. Agora meus medos sobre o desconhecido se foi, eu estava até animado para ver, explorar este novo mundo. Eu estava animado para ver a reação dos outros povos quando souberem que eu... eu sou o Senhor das Trevas. É isso ai, sou o Pai de Tudo.