Shin Senshi
1 Capítulo um, parte um. - Asuma -
A vida de Asuma era legal. Não tinha tantos defeitos, e não tinha aquela família típica de se dizer: Que chata, só vivem brigando.
Na verdade, ele tinha uma família bem unida, de classe média alta, num bairro não tão desconhecido assim de sua cidade. Ah, falando da cidade, Atarashi Kakumei era o nome dela. Era uma cidade bem antiga, onde historiadores dizem que foi uma das primeiras cidades da Ásia que foram formadas. Algumas lendas também são contadas, mas isso não é para agora, já que não tem muita importância.
Asuma quase sempre vivia saindo com seus poucos amigos pelas lojas no shopping da cidade, ele sempre pegava a tarde para isso, e de noite ele tentava estudar, porém muitas vezes ele achava alguma coisa que ele considera mais interessante para se fazer. Suas notas são razoáveis por causa desse fato.
-Asuma-kun, ande logo. Acorde – uma voz masculina atrás da porta fala suavemente. O garoto abre seus olhos azuis claros como o gelo, e se senta na cama.
-Acordei – fala rapidamente. Ele escuta passos do pai indo embora, e então se levanta. Quando ele está sentado, pode parecer que ele não tem lá aquela altura, mas quando ele se levanta, revela que ele é bem alto, com 1,80 de altura. Ele mexe nos seus cabelos loiros bagunçados, como quase sempre fica, e se espreguiça. Sente o piso frio de madeira nos seus pés, e vai andando para a sala de estar.
O cheiro de chá quente de ervas, bolinhos de arroz, e outros aperitivos bons estavam deixando Asuma com água na boca.
-Ohayo – fala. Seus pais dizem o mesmo, e ele se senta numa almofada no chão, para começar a refeição na mesinha. Derrama um pouco do chá numa xícara, pega alguns bolinhos de arroz e alguns Bo-Zushi. Seu café da manhã estava muito bom, e era quase sempre o que ele comia, mas nunca enjoava. Por mais que não gostasse muito de bebida quente, o gosto do chá estava bom. Asuma nunca foi pra lá de gostar de coisas quentes, o que era ruim para quem vivia em Atarashi, já que só nas férias do meio do ano que choviam, e no final do ano, em época de natal que nevava. Fora isso, era sol o resto do ano.
Terminando o café, já foi para a cozinha levar o prato e a xícara para lá, e lavá-los. Naquela família, não importava quantos pratos de alguma comida e quantos copos de bebida você usava para consumir alimentos, você teria que lavar tudo. Após terminar de lavar, foi para o seu quarto tomar um banho.
Seu quarto era razoavelmente bagunçado, já que ele geralmente jogava as roupas no chão quando voltava, mas por alguma razão, outras vezes ele guardava como se nunca tivesse jogado uma roupa no chão. Numa das pontas, seu computador ficava localizado, e em frente à cama, que ficava do lado direito da porta de entrada, tinha uma televisão colada na parede. E embaixo dela tinha uma estante com alguns pertences mais pessoais dele, como um aparelho de som, umas pulseiras, relógio... E tem algumas gavetas com papéis e outras coisas não importantes para agora. No lado esquerdo da porta, localizava seu guarda roupa, onde tinha muitas gavetas vazias, já que ele não guardava muito, obviamente, nas gavetas. Ao lado do guarda roupa, estava um violão godin muito bonito. Desde criança ele tocava violão, mas nem seu pai nem sua mãe eram músicos, simplesmente ele tinha muitos artistas que serviram de inspiração para ele, porém ele não pretende ser músico. Ultimamente ele vem pensando muito no que queria ser, e só faltavam dois anos para acabarem suas aulas, definitivamente.
Ele então volta com uma toalha enrolada na sua cintura, e se olha no espelho na porta do seu guarda roupa. Ele nunca foi de malhar, mas tinha alguns músculos destacados e uma barriga um tanto formada. Mas ele nunca ligou em ser forte ou não, ele não se interessava muito por isso. Abre o guarda roupa e procura seu uniforme da escola, até que o acha. O uniforme é uma calça azul escura com um tecido grosso e confortável, mas não fazia as pernas parecerem mais grossas, era um tipo de calça de treinamento para os jogadores de futebol, quando, por exemplo, treinam em lugares muito frios. A camisa era de manga curta e branca, social, com o símbolo da sua escola no lado esquerdo. O símbolo era de um leão branco com uma pata mais para frente, e em volta do leão inteiro tinha o nome da sua escola, Howaitoraion. Significava Leão Branco, e todos da escola concordavam que o nome não era tão original assim. Em questão dos sapatos, era qualquer um que a pessoa quisesse. Antes de vestir a camisa, Asuma passou desodorante, e então vestiu, ajeitando a gola da camisa. Olhou para seus cabelos sempre bagunçados como dito anteriormente, e viu que estava pronto. Todos os materiais da escola que ele precisava ficavam nos armários. Era uma típica escola americana, com armários, pausas de cinco minutos para pegar os pertences e trocar de sala e etc. Pegou seu iPod na estante e colocou uma música aleatória rapidamente. Finalmente saiu do seu quarto, pegou o almoço que sua mãe sempre faz para ele, e se despediu dos pais, abrindo a porta, e seguindo a pequena rua para ir até a sua escola.
Pode-se ver que mesmo no futuro, os locais ali parecem ser normais, sem nenhuma tecnologia tão avançada assim. Bom, falando nisso, o ano atual é 2064. Asuma sempre pensa no que as pessoas poderiam achar antigamente do futuro, com carros voadores, pessoas morando no espaço... Mas nada disso. Tudo ainda era normal, mas claro, como sempre, a tecnologia sempre aumentou, e algumas coisas podem ser notadas como “futurísticas”, como por exemplo: O exército agora tem um novo armamento, que são robôs, mas não são aqueles robôs gigantes, como os do Transformers, e sim uns com cerca de quatro a seis metros de altura. Sim, continuam gigantes, mas não em comparação ao dito anteriormente. Alguns cientistas conseguiram desenvolver isso, então agora soldados de cargos altos podem usar tais robôs e controlá-los. Eles são os chamados Weapons Of The Day, mas conhecidos só como Weapons. Ninguém ao certo sabe o porquê desse nome, e também nunca resolveram perguntar. Outras formas para comprovar a tecnologia é a criação de mini robôs, tanto para usar como armamentos, explosivos, como também para ser uma espécie de “bichos de estimação”. De começo, foi bem ignorado, mas começaram com as vendas, e até Asuma já teve um, só que tiveram que vender por escolha do seu pai. E o garoto nunca resolveu discutir sobre isso.
Antes de atravessar a rua, um ponto de ônibus estava ao seu lado, mas ele não iria pegá-lo. Basta ir para o outro lado da rua que chegava na escola. Já conseguia ver alunos de todos os tamanhos e formatos entrando nos portões principais dali. Asuma suspirou, e atravessou a rua para mais um dia naquela escola.
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