Notas iniciais
Oláá Jujubinhas!!! vou chamar meus leitores de jujubinhas =D (mesmo que eu não tenha nenhum por enquanto :p) Bom, aqui está mais um capítulo! Boa leitura e cuidado para não se perderem na história o/

Seus olhos se abriam aos poucos, o menino não pudia suportar mais uma manhã.

As lagrimas lhe corriam a face, e ele não quis levantar-se. Na verdade, não queria levantar nunca mais. Abraçou os cobertores em busca de conforto, mas não encontrou neles o calor que precisava.

Fitou as cortinas que se agitavam num movimento leve, e desejou ser uma folha seca para que o vento o levasse para longe dali. O que não aconteceu, óbvio, e o coração do jovenzinho se desfazia aos pouco. Quando ouviu alguém bater à porta.

– Senhor, está na hora de acordar, ou vai se atrasar para seus compromissos – disse a voz doce da empregada, do outro lado da porta.

O rapaz quis rir, pois nem dormido ele havia. Secou rapidamente as lagrimas e respondeu no tom mais firme que pôde – Já estou indo, não se preocupe.

Se arrastou até seu closet e vestiu a primeira coisa que encontrou.

– O café de manhã está a sua espera... – dizia a criada se virando, e ao reparar o modo com que seu jovem patrão estava vestido não pôde conter o riso – o-o senhor não pode sair assim!

Ele usava uma camiseta social azul-piscina, que se encontrava parte dentro das calças de Oxford preto, parte fora. Ela estava desabotoada até a metade, deixando a camisa simples, branca, que usava por baixo à mostra; O cabelo estava precariamente bagunçado; E Para completar o visual surrado, tinha olheiras terríveis sob os olhos.

– E por que não? – retrucou ele mal-humorado.

– Por que parece que teve uma briga séria com a cama, e pelo visto ela ganhou – disse ela, ainda sorrindo.

– E desde quando a senhorita pode falar assim comigo? – resmungou serrando os olhos e fazendo um bico infantil.

– Me desculpe, senhor Miller – não conseguia parar de sorrir – venha, vamos dar um jeito nisso – disse conduzindo o rapaz de volta a seu quarto.

Ele sentou na cama e ficou observado a moça, que revirava seu closet a procura de algo apropriado.

– Pronto – sorriu ela, com uma muda de roupas à mão – Agora vista-se rápido, e cuidarei de seus cabelos.

– Ok – murmurou o jovem enquanto pegava a roupa desanimadamente, e partiu para o banheiro.

Após um curto período de tempo ele retorna.

– Agora sim, está um rapazinho – disse a criada num sorriso gentil.

– Nana! Eu já tenho 15 anos – retrucou.

– E ainda me chama de Nana! – afirmou tocando o nariz do menino com a ponta do indicador.

Ele, então, fez um muxoxo e cruzou os braços em protesto.

A empregada carinhosa, penteou cuidadosamente seus cabelos e o mandou tomar seu café o mais depressa possível. E assim ele fez.

Desceu as escadas a passos rápidos e sentou solitário à grande mesa, farta de alimentos deliciosos. Mas não estava nem um pouco com fome. Assim, ficou satisfeito com apenas um muffin e um pouco de leite.

– Vamos, depressa, o evento começa às 9 horas, depois você tem aula de piano e escrita... – A criada continuava a expor a agenda do dia, porém o rapaz já não estava mais ali. Seus olhos se mantinham fixos nos céus que ele observava através da grande janela daquela luxuosa sala de jantar.

Finalmente ela se calou ao perceber o olhar vazio do menino que continuava em seus devaneios. Tocou-lhe o braço suavemente.

– Não pense muito, apenas viva, ok!? – sussurrou ela se abaixando para encará-lo, e mostrou-lhe novamente seu sorriso gentil.

Isso o despertou de seu transe, e o garotou observou a face dócil da moça.

– To tentando Nana, to tentado mesmo – e as lagrimas ameaçaram cair, ele tentou detê-las, mas Anna o abraçou e seus esforços foram em vão. Antes que percebesse estava se desfazendo em lágrimas.

– Escute, vai ficar tudo bem, tá!? Deve ter acontecido alguma coisa, por isso eles não ligaram ainda, mas eu sei que eles vão ligar. Não esqueceriam do seu aniversário.

– Eu não sou mais um bebezinho, Nana! E sei que eles esqueceram, mas eu não ligo. Não mais. Eles que vivam a vida deles. Não precisam de mim... – fez uma curta pausa – e eu também não preciso deles.

– Não diga isso, eles...

– Chega, Nana – a cortou violentamente – Não estou chorando por eles, não merecem minhas lágrimas. Estou chorando por mim, tá?! Porque meu coração se entristece com coisas idiotas. Por isso eu choro, ainda estou aprendendo quais coisas são importantes – disse ele afastando-a.

O menino foi tão frio e sério em sua fala que a pobre criada não achou palavras para confortá-lo. Ela se sentia mal, via nos olhos do rapaz o quanto ele estava sofrendo e não podia fazer nada.

– Continue a agenda do dia – ordenou o jovem friamente enquanto enxugava as lágrimas. Porém Anna sábia que ele não estava bem, então tudo que conseguiu fazer foi ficar o observando com um olhar tristemente confuso – não ouviu? – insistiu ele.

Anna se levantou vagarosamente – ouvi sim, senhor. Aqui está seu discurso – disse entregando-lhe pequenos cartões – o motorista lhe aguarda no portão principal – continuou ela secamente, mantendo o olhar triste.

– Obrigada, e... até logo.

Enquanto se afastava da sala de jantar, pôde ouvir Anna chorando e isso fez com que seu coração doesse mais ainda. E ele observou a limusine ao longe. Não queria de maneira nenhuma ir a um evento representar os pais que nem sequer se lembravam de seu aniversário. Foi até o telefone mais próximo e ligou para o motorista.

“Alô, Baran?”

“Sim, senhor Miller”

“Eu vou ao evento com um amigo, você já pode ir pra casa. Tire o dia de folga. Obrigada por seus serviços.”

“Ah, certo. Obrigada o senhor!”

“Não é nada, você merece. Até mais”

“Ah, obrigado novamente, senhor. Até mais”

O rapaz esperou até que o motorista fosse embora e saiu para o jardim. Pensou em fugir por um tempo e olhou em volta. Parou ao ver a casa, aos fundos da sua, com algumas luzes acesas, fazia anos que estava vazia. Então lembrou-se de um rumor que havia escutado: uma família iria ocupar o lugar. Uma curiosidade lhe invadiu os pensamentos. E decidiu dar uma olhada nos novos vizinhos, afinal, o que ele tinha a perder?

Caminhou devagar até a parte mais alta da cerca viva. Teve de se abaixar, pois a cerca era tão pequena que a parte mais alta batia em seus joelhos. Não conseguindo enxergar nada, decidiu subir em uma árvore. Porém a ideia não foi muito boa.

Enquanto subia, escorregou e caiu, aterrissando num galho seco. O que resultou em um barulho um tanto quanto alto.

Seus membros doíam, e o jovem permaneceu deitado no chão por mais ou menos um minuto.

– Ai, essa doeu – disse o loiro a si mesmo.

– Quem está aí...?

–x-x-x-

Lucca caminhava pelos corredores de sua nova escola, seguindo o rapaz que acabara de “conhecer”. Não estava nada satisfeito em estar ali. Mas não queria piorar as coisas em casa, então decidiu andar na linha... enquanto desse.

– Droga – resmungou o loiro a sua frente.

– O que foi? – perguntou apenas por conveniência.

– Nada, só aquela velha de novo – bufou o rapaz.

Lucca olhou em volta e pôde avistar uma mulher que se encontrava ao lado de umas das tantas portas que compunham aquele corredor.

Pensou em perguntar quem era ela, mas era tarde demais, eles se aproximavam cada vez mais da mesma, que agora os observava com um olhar de desaprovação no rosto.

– Ora, ora. Se não é o senhor Confusão – disse a seu conhecido estudante que a encarava com um sorriso sínico estampado na cara – Senhor Malkovich, estou desapontada, é seu primeiro dia aqui e já arranjou má companhia – se dirigia à Lucca agora.

– Pode ficar tranquila, velha. Só vim mostrar a sala ao bom rapaz – disse debochadamente o loiro.

– Mais respeito comigo moleque, e desde quando pratica boas ações? Ainda não vi nenhum porco voar.

– Haha, suas piadas continuam excelentes, mas eu não tô com muita paciência hoje, vovó – respondeu se virando e partindo com as mão nos bolsos.

– É melhor se afastar desse garoto, meu jovem, ou não vai se dar bem nesta escola – disse a mulher – Não tem educação alguma. Vê se pode!? Me chamar de velha. Estou na flor da idade.

O rapaz assentiu com a cabeça e forçou um sorriso amigável. Mas não era isso que ele estava pensando. Ela não era uma “vovó” como o outro aluno havia dito, mas definitivamente, não estava na flor da idade.

– Bom, sr. Malkovich, fico feliz que tenha conseguido chegar a sala. Agora você vai entrar, se apresentar e assistir a aula, no termino dela, pedirei a um aluno que o mostre a escola.

– Ah, não é preciso. Senhora...?

– Oh, como pude me esquecer. Hooper me deixa atordoada. Pode me chamar de sra. Fraser, sou uma das coordenadoras. Qualquer dúvida ou problema me procure.

– Ok, obrigada sra. Fraser, mas não acho que seja necessário que alguém me mostre a escola. Pode deixar que eu me viro – disse o garoto fingindo modéstia, mas na realidade só estava querendo evitar contato com outros alunos, e fugir de um tempo chato com uma pessoa, provavelmente, chata.

– De jeito nenhum, não quero que o senhor se perca pelo colégio, e além do mais, isso é uma tradição da escola.

– Mas...

– Sem “mas”, agora entre que o senhor já está atrasado – disse puxando o garoto para a sala.

A coordenadora abriu a porta e fez uns gestos à professora em sala, que logo entendeu o recado e pôs-se diante da classe.

– Bem turma, temos um aluno novo. Vamos receber amigavelmente o sr. Malkovich – fez sinal para que entrasse – por favor, se apresente à classe.

O jovem entrou com as mãos nos bolsos, e com um olhar despreocupado se dirigiu à turma – Me chamo Lucca Malkovich, queria dizer que é um prazer conhecê-los, mas estaria mentindo – se virou para a professora – Já posso me sentar? – perguntou a ela que assentiu surpresa.

Lucca era muito bonito e arrogante, foi caminhando entre as carteiras sem olhar ninguém nos olhos. Decidiu se sentar na penúltima, junto a janela, atrás de uma menina que parecia desatenta. Jogou a mochila sobre a mesa e apoiou os cotovelos nela, entrelaçando os dedos frente ao rosto.

Os burburinhos começaram por toda a sala, todos estavam comentando sobre o novo, misterioso e desdenhoso aluno.

–x-x-x-

– Nami, o que esta fazendo? – diz Lucy correndo em direção a filha – Isso é perigoso.

– Mãe?

– Quem é você, e o que está fazendo com minha filha? – A mãe preocupada agora parava o balaço, segurando Nami.

– Calma mãe, está tudo bem.

– Não, não está Nami. Não faz muito tempo que você saiu do hospital, deveria estar descansando agora. Já pensou se você caísse. Seria um problema.

– Desculpe mãe.

– Não, a culpa foi minha. Eu que a trouxe aqui – disse Josh envergonhado. Ele não sabia da situação e mesmo assim saiu arrastando a menina pra onde quis. Agora estava se sentido um idiota por não ter perguntado.

– Eu sei. Nami nunca faria algo assim por conta própria – disse Lucy, colocando a filha de volta em sua cadeira de rodas e a levando para casa. Encarando o garoto.

– Mãe. Espera...

– Desculpe, eu não quis causar problemas – gritou o rapaz, que agora já estava longe.

–x-x-x-

“Vocês viram o aluno novo?” A jovem estudante já estava cansada de escutar essa frase. Mesmo no fim do último tempo de aula, o polemico rapaz ainda era a principal notícia. Especialmente entre as garotas, que não paravam de repassar as informações umas as outras. E antes que a deslocada menina pudesse perceber, o garoto que sentara atrás dela já estava na boca da escola inteira.

"O que tem de tão especial nele?" era o que ela se perguntava, quando duas garotas apareceram.

– Eu ouvi falar que ele sentou atrás de você na aula de economia. Sobre o que vocês conversaram? Os olhos dele são mesmo tão lindos quanto todos falam? – mal se aproximaram e uma delas já foi perguntado.

– Que? Olhos?

– É, os olhos do aluno novo.

– Não sei, não reparei nos olhos dele, e nós não conversamos.

– Sério? Como você pôde perder essa oportunidade? Eu só o vi de longe e já pude perceber que ele é um gato.

– Eu não me importo com essas coisas, tenho mais com que me preocupar – disse dando as costas.

“qual o problema dessa garota?”

“não liga não. Ela nunca deve ter beijado um cara na vida” a menina pôde ouvir enquanto se afastava das outras.

"Garotas idiotas, só pensam em garotos e beijos" pensava ela saindo da escola. E quando ia começar a descer a escadaria da entrada, junto com alguns outros alunos, estava com tanta raiva de todas as garotas do colégio que acabou esbarrando em um menino. O esbarrão não foi grande coisa, mas a fez pisar em falso no primeiro degrau da escada.

Bateu o joelho direito no corrimão e continuaria a rolar escada abaixo se o garoto não a tivesse segurado. Sua perna doía. Ela sentiu a mão do garoto em se joelho e abriu os olhos com a dor.

Avelã...

Ao abrir os olhos, deu de cara com duas avelãs que a observavam preocupadas.

Notas finais
e aí? o que acharam? comentem, comentem, e comentem mais um pouco. Eu deixo ;p