Shes Only 18

22 Chapter Twenty-two


Notas iniciais
Capitulo muito, mas muito triste! espero que gostem e não se esqueçam dos reviews ♥
obrigado a todos que acompanham.

- Anda mãe me responde o que significa isso? – Mary, não conseguia falar apenas chorava, mas em meios aos soluços conseguiu dizer algo:

- Candice, não era para você ver isso...

- Tarde demais, agora me explique o que é isso. – interrompi.

- Bom, quando eu e George brigamos pela primeira vez ele saiu de casa por alguns dias, e quando voltou, voltou com uma aparência, horrível estava chapado. Eu briguei com ele por causa disso e então ele foi embora de vez, duas semanas depois de ele ter ido embora um cara chamado Joe Reynolds, apareceu aqui procurando por ele, eu disse que ele havia sumido, mas Joe não queria saber, ele só queria o dinheiro que George devia á ele, eu disse que não tinha esse dinheiro e ele continuou cobrando, até que começou a me ameaçar.

- Mãe isso é horrível, além de te deixar aqui sozinha esse filho da puta deixa dividas para você pagar, e de quanto é essa divida?

- Ele disse que era de 2000 dólares, mas que ia cobrar juros, já que eu to demorando a pagar, então ficaria 5000. – Mary, tornou a chorar, sentei-me de novo ao seu lado e disse que tudo ia ficar bem.

- Candice, eu não sei o que fazer eu não tenho esse dinheiro, eu não tenho como pagar esse homem, você viu o porquê de eu não poder ir com você, não quero desgraçar a sua vida.

- Calma mãe, calma tudo vai ser ajeitar eu vou pagar essa divida para você, eu não tenho todo esse dinheiro, mas Anthony pode me ajudar, eu tenho certeza de que ele irá me ajudar. – abracei-a o mais forte que pude. Por muitos anos minha mãe cuidara de mim, agora era a minha vez de cuidar dela.

- Minha filha, não posso deixar que você e Anthony se metam nisso, por favor...

- NÃO, está decidido nós vamos te ajudar e acabou, agora tenho que ir. Não se preocupe tudo vai ficar bem, eu amo você. – dei um último abraço nela e fui para um hotel.

Fui direto para o quarto e liguei para Anthony iria explicar toda essa situação á ele.

- Alô. – disse ele.

- Anthony, oi, sou Candice.

- Candice, meu amor que saudade que eu to de você, como estão às coisas por ai?

- Não muito bem Tony.

- Por quê? O que houve?

- Bom... – contei á ele a conversa que tive com a minha mãe e contei também sobre a divida, nesse tempo todo Anthony ouvia atentamente o que eu dizia, até que se manifestou:

- Mas, que merda! – vociferou. – Esse George é mesmo um filho da puta desgraçado.

- Eu sei Tony, mas eu preciso que me ajude! Tem como me ajudar?

- Claro Can, eu vou te ajudar sim pode contar comigo. – suspirei aliviada e ele acabou percebendo.

- Não se preocupe, vai dar tudo certo. Eu amo você Candice, apesar desse pouco tempo longe eu estou morrendo de saudades.

- Eu também amo você Anthony e também estou sentindo muito a sua falta. – por poucos minutos, eu pude sorrir, Anthony me passava uma segurança imensa, o mundo parava e parecia que éramos só nós dois ali naquele momento para sempre.

- Candice, eu queria passar a noite toda conversando com você, mas tem ensaio da banda, eu vou depositar o dinheiro na sua conta pela manhã não se preocupe. Boa noite, amo você.

- Tudo bem, e mais uma vez obrigada amor, tenha uma boa noite e eu também te amo.

Desliguei o telefone e adormeci, o dia tinha sido cansativo e eu tive a sensação de que talvez o amanhã fosse melhor, mas só Se Houver Amanhã.

Mary’s POV

Eu estava perdida, minha filha sabia de tudo da divida e do meu problema, eu não podia deixar que ela vivesse com isso com essa preocupação toda por mim, eu não posso deixar que ela vivesse a mercê de mim. Eu sou pobre e miserável, eu não sou digna do seu amor eu defendi aquele infeliz do George ao invés da minha própria filha, eu mereço o seu desprezo e não o seu amor, ela tem uma vida feliz e agradável com pessoas que a amam e eu? Eu só a tenho, mas eu não posso tê-la, pois ela não faz mais parte desse mundo, ela conquistou o seu próprio mundo, e eu preciso deixar esse. Adeus sofrimento, adeus dor, adeus mundo que tanto me machucou.

FIM Marys’s POV.

Acordei na manhã seguinte e já fui direto ao banco, peguei o dinheiro e segui para a minha antiga casa, apesar de tudo estar praticamente resolvido eu ainda sentia o meu coração aflito, tinha algo prestes a acontecer, ou já havia acontecido. Cheguei a casa e bati na porta, mas não houve nenhuma resposta e comecei a ficar preocupada, bati mais umas duas vezes e nada até que abri lentamente a porta e aparentemente não havia ninguém, entrei e na casa dei uma olhada pela sala, cozinha, mas nada. Subi as escadas e olhei no meu antigo, quarto no banheiro e por último no quarto de Mary, antes de entrar parei em frente à porta e tomei coragem, eu sabia que havia acontecido algo de muito ruim e esse pressentimento estava me incomodando desde ontem. Finalmente abri a porta e fiquei chocada com a cena que vi: Minha mãe jogada no chão com vários vidros de remédios em volta, eu senti que estava sem chão, minha vida havia acabado naquele momento, nada mais fazia sentido para mim. Corri em direção ao corpo jogado ali e o abracei, eu gritava e chorava desesperadamente o que mais eu queria era que minha mãe voltasse. Fui ao telefone para ligar para ambulância, policia seja lá quem fosse, mas ao me dirigir a mesinha de cabeceira, encontro uma carta com uma letra muito rasurada e nela dizia:

Candice, eu sinto muito ter que partir assim, só que eu não aguento mais essa vida e a última coisa que eu quero é que você desgrace a sua vida pela minha, eu amo você e saiba que eu nunca tive raiva de você mesmo quando saiu de casa, eu me arrependo muito de ter defendido aquele idiota ao invés de você minha ursinha, lembra quando eu te chamava assim? Pois é você era tão pequena e éramos tão felizes, Steve foi um pai maravilhoso para você e eu não sei se te dei o mesmo amor que ele te deu, eu sinto muito por tudo eu a amo muito, mas eu não posso viver com essa culpa, você já passou por tantas coisas difíceis nessa vida e não quero que enfrente desafios piores, nunca desista de seus sonhos e eu espero que Anthony cuide bem de você.

Amo você, beijos Mamãe.

Apertei a carta já molhada por conta das lágrimas contra peito, li e reli a carta muitas e muitas vezes, e toda vez que eu lia era o mesmo sentimento, eu entendi o lado da minha mãe eu sabia que ela estava sofrendo, mas eu podia ajuda-la, mas infelizmente era tarde demais, dei-lhe um último beijo e liguei para policia, minutos depois as viaturas chegaram e levaram seu corpo, a causa da morte foi overdose por medicamentos.

Eu não sabia o que fazer a única coisa que eu podia fazer agora era ligar para Anthony, eu precisava dele perto de mim, precisava me sentir segura, eu estava desolada e precisava tê-lo comigo. Liguei para ele e lhe dei a noticia, na mesma hora ele disse que pegaria um voo e viria para Truckee. Eu estava no hotel, sentada na cadeira olhando pela janela a cidade fria e triste havia se tornado mais triste do que já era, fiquei pensando em tudo o que havia acontecido nas ultimas horas e percebi que o tempo é só um inimigo, em um momento você tem tudo, tem o mundo nas mãos, mas em outro momento você não tem nada, só resta você o ser humano horrível e miserável que cada um é, era o que a minha mãe se achava horrível e miserável, mas pelo contrario ela não era nada disso. Continuei pensando até que o telefone toca, era da recepção, disseram que havia um homem lá embaixo que queria subir, disse para que ele subisse e minutos depois ouvi batidas em minha porta, quando abri me joguei em seus braços como uma criança, comecei a chorar e ele me abraçava cada vez mais forte fazendo com que eu me sentisse segura.