Shes Only 18
23 Chapter Twenty-Three
Notas iniciais
eu sei que a fic tá demorando a terminar, mas tá quase no fim! quer dizer no fim não porque eu vou escrever a segunda parte.
reviews ♥
Sim Anthony estava ali, o único que entendia a minha dor, o único que poderia me ajudar nesse momento, eu não tinha mais ninguém á única pessoa que eu podia recorrer era ele.
– Anthony que bom que está aqui. – disse em meio ás lágrimas.
– Eu nunca que iria deixar você sozinha num momento desses. – disse, dando-me um beijo na testa.
– Anthony eu estou confusa, perdida, não posso acreditar que a minha mãe tenha feito isso, e por quê? Por qual motivo?
– Can, fique calma todos nós estamos assim, não é o melhor momento para te dizer isso, mas você precisa seguir em frente, não quero que você fique assim deprimida, todos nós estamos muito abalados com essa perda, eu te amo e não quero que algo de ruim aconteça com você. Você sabe o que eu to querendo dizer não é? – fiz que sim com a cabeça e por mais uma vez ás lagrimas tomaram conta do meu rosto.
– Eu sei Anthony, mas você não sabe como é difícil para mim superar, é uma dor muito grande que toma conta do meu coração.
– Você pode achar que eu não sei como você se sente, mas eu sei sim... Sabe, quando nós perdemos o Hillel á muitos anos atrás eu estava na mesma situação que ele, ficava me drogando direto até que ele morreu. Eu fiquei perdido, confuso sem saber o que fazer eu tinha acabado de perder um irmão, e a banda a banda tava caindo junto comigo. Mas eu decidi me reerguer, levantar a banda. Fiz isso por ele, pois eu sei que ele queria que nós continuássemos fazendo musica mesmo sem ele, e onde quer que ele esteja ele tem orgulho de nós. Assim como a sua mãe, ela tem orgulho de você Candice, você é essa mulher e tanto, forte e decidida não se deixe abalar eu sei que a sua mãe queria muito que você seguisse em frente. – Anthony sabia realmente como eu me sentia, eu não conseguia dizer nada, as lagrimas haviam tomado conta de mim, Anthony me abraçava cada vez mais forte e eu me sentia cada vez mais protegida.
– Eu te amo Anthony, nem sei como suportaria isso sem você, obrigada por estar sempre comigo.
– Eu também te amo Can, você já me salvou agora eu estou retribuindo. – nossos olhos se fixaram um no outro e eu pude sentir seus lábios pesando sobre os meus, um beijo lento e cheio de sentimentos sinceros.
Deitamos-nos e adormecemos, o dia seguinte era o dia de dizer adeus de uma vez por todas a minha querida mãe.
O dia amanheceu cinza e frio como o de costume, me levantei e me vesti para o velório coloquei um vestido preto discreto e Anthony um terno da mesma cor. Seguimos para o cemitério em um silencio incômodo, chegando lá algumas poucas pessoas estavam reunidas, estavam presentes amigos e alguns conhecidos. Todos vieram prestar a sua solidariedade e me cumprimentar, durante todo esse tempo Anthony não me deixou sozinha nenhum minuto sequer, segurava a minha mão forte me dando apoio. O velório começou com o padre lendo a bíblia e fazendo uma prece, o padre deu a palavra a mim e eu decidi arriscar algumas palavras.
– Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer a presença de vocês, sei que minha mãe está muito feliz por vocês estarem aqui me dando apoio. Bom eu não sei por onde começar, mas eu acho que eu só tenho coisas boas para falar da minha mãe, ela foi uma grande mulher que lutou para me criar depois da morte do meu pai, foi difícil vivermos sem ele, mas sobrevivemos eu sei que eu não fui á melhor filha do mundo lhe deixando, mas eu peço perdão mãe eu sei que estava errada e antes de você nos deixar você deixou aquela carta pedindo perdão á mim, pois saiba que eu te perdoei e eu te amo muito, vá em paz. – depois dessas palavras eu joguei a rosa em seu túmulo e o gesto foi repetido pelas outras pessoas.
Depois todos se foram e me cumprimentaram por uma última vez, e Anthony ainda estava do meu lado, mas eu pedi que me deixasse sozinha por alguns minutos. Ele concordou e foi me esperar no táxi. Sentei no chão e fiquei olhando para a lápide que tinha algumas coisas escritas.
Mary Accola: filha, mãe e amiga companheira.
“Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos
amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá
ferir? Que mal você poderá fazer.”
Li aquela frase, por mais algumas vezes e vi que ela estava indo livre, porém a morte fora dolorosa, mas ela se sentia livre para ir, e eu me sentia livre para deixa-la apesar de não querer isso, eu sabia que ela estaria comigo aonde quer que eu fosse, ela sempre estaria comigo. Passei a mão sobre a lápide e disse um último adeus. Fui em direção ao táxi e Anthony me esperava do lado de fora, abracei-o e lhe dei um beijo, estava na hora de coisas boas acontecerem, eu era uma pessoa forte e iria superar tudo isso, não importasse quanto tempo iria levar eu iria dar muito orgulho para minha mãe, onde ela estiver ela vai ver a minhas conquistas e realizações.
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