Shes Only 18

20 Chapter Twenty


Notas iniciais
Gente reviravoltas hein, espero que gostem desse capítulo!
e não se esqueçam dos reviews. ♥

E quando eu digo que a vida é bela é porque é. Tudo continua dando certo, para todos nós, a banda tem um grande sucesso nas mãos, estão gravando um disco que vai se chamar Californication, eu pude acompanhar os ensaios e é sinceramente uma coisa inovadora, eles estão em plena fase de criação e dessa fase sempre sai coisas extraordinárias.

O Red Hot Chili Peppers estava de volta e melhores do que nunca. Não era só a banda que andava no seu melhor momento, eu também estava eu consegui um estágio em uma revista maior e melhor, mas eu nunca iria esquecer o que Mel fizera por mim.

- Eu posso estar indo para outro lugar, mas o meu coração permanecerá aqui, foi aqui que tudo começou. – disse para Mel. Logo se passou um flashback pela minha cabeça e me lembrei de como tudo começou e como eram divertidos os dias aqui, mesmo naqueles tempos difíceis eu ria das piadas de Chris o redator da revista e ficava encantada com as fotos de Alice. Eu irei sentir falta de tudo isso, mas é necessário que eu vá. Sabe a vida é feita de escolhas e descobertas, eu fiz muitas escolhas erradas e descobertas ruins, mas eu aprendi com os meus erros e me tornei alguém forte e de decisões das quais eu sei que não vou me arrepender. Depois daquele chororó todo, Mel me chamou em um canto mais afastado dos demais.

- Can e o John? Como ele tá? – vi seus olhos brilharem ao dizer o nome dele.

- Ele tá muito bem e feliz por ter voltado para a banda! – Mel sorriu e eu pude perceber que havia algo mais além daquele sorriso.

- Que bom! Err... Candice eu preciso da sua ajuda – murmurrou.

- Claro, fale o que é.

- Eu... Eu acho que estou gostando do John, sabe á uns meses atrás eu estava em café e ele estava lá, ele já me conhecia por causa do Flea e por eu ser sua amiga, ele sentou-se na minha mesa e começamos a conversar e depois daquele dia eu não o tirei mais da minha cabeça. – seu rosto ficou em um tom de vermelho vivo e eu ria daquele jeito meigo de Mel. Mas eu fiquei meio surpresa por ela me pedir ajuda, pois Mel não era a pessoa mais meiga do mundo ela se parecia muito comigo no jeito de ser.

- Ei! Não me olhe assim! Eu sei o que você tá pensando porque eu preciso da sua ajuda, já que eu não sou a pessoa mais tímida do mundo, mas é que o John é um cara diferente, ele é meigo, sensível, sincero... Já eu sou uma bruta. – ri de seu último comentário. Realmente John era tudo aquilo que ela dissera, mas eu estava disposta ajuda-la.

- Mel, pode deixar que eu vou te ajudar. – dei um abraço nela, me despedi de todos os outros que ali estavam e fui para casa.

Cheguei lá e Anthony não estava, fui para o quarto trocar de roupa, joguei a bolsa na cama e prendi o cabelo em um coque, senti um vento frio percorrer a minha nuca, então me dirigi à janela para fecha-la. Voltei ao lugar onde estava e tirei a calça jeans que estava usando, cambaleei, mas antes que eu pudesse cair senti duas mãos me segurando pela cintura, me virei e vi que era Anthony.

- Tony! – gritei por causa do susto e ele riu. – Da próxima vez faça barulho quando chegar, assim eu não morro do coração.

- E perder essa linda cena? Não obrigado. – eu ri e ele me deu um selinho.

- Anthony pode me ajudar com o zíper da blusa? – assentiu e deu um sorrisinho.

Senti as suas mãos abrindo a blusa e senti que sua expressão. Por fim ele pergunta:

- Candice, mas o que é isso? – disse ele acariciando a minha tatuagem.

- Ah, é uma tatuagem que mandei fazer. Lembra aquela turnê pela Asia? – ele fez que sim. – Então, no Japão eu fui a um estúdio e a fiz.

Contei a ele a história do desenho e o que ele significava.

- Ela é realmente muito linda. –senti suas mãos na minha coxa, ele ajoelhou-se e eu confusa perguntei:

- Anthony? O que está fazendo? – ele apenas sorriu e disse:

- Apenas sinta.

Depois dessas palavras, sinto sua boca dando leves beijos no desenho, seus beijos eram leves e delicados, seus lábios seguiam o contorno da tatuagem me provocando leves arrepios.

Anthony me virou e agora sua boca se encontrava com a minha. O beijo era conduzido com leveza, sua mão em minha costa acariciando a tatuagem e a minha brincando com o seu cabelo. Toda essa troca carícias foi interrompida pelo telefone que tocava sem parar.

- Anthony, o telefone, você precisa atender pode ser alguém importante. – ele não me ouvia e continuava a me beijar, agora sua boca estava cravada no meu pescoço.

- Deixe tocar não deve ser importante. – eu o encarei séria, pois poderia ser alguém da banda.

- Tá bom eu vou. – disse ele relutante. Ele foi até a mesinha de cabeceira e finalmente atendeu ao telefone que tanto incomodava. Anthony desligou o telefone e eu perguntei o que era.

- Ah, era o Chad ele disse que o ensaio ia ser mais cedo hoje na casa do Flea e que era para eu pegar o John, pois não ia dar para ele passar lá. Disse que tinha uma coisa para fazer antes. – disse ele colocando a camisa.

- Tudo bem então. – fui em sua direção dar-lhe um beijo mas ele me impediu e disse:

- Isso ainda não acabou Senhorita Candice. – ele se foi sem antes me olhar por trás do ombro e dar uma piscadinha.

Joguei-me na cama e ri compulsivamente de como Anthony havia ficado irritado, decidi tomar um banho e ir ao supermercado comprar algumas coisas que faltavam. Fui caminhando e sem querer tropecei em um homem que aparentava ter uns 40, minha bolsa caiu no chão e ele me ajudou a pegar.

- Me desculpe moça. – ele se abaixou e eu pude ver seu rosto, ele tinha lindos olhos verdes e cabelos pretos com alguns fios brancos, eu me lembrava daqueles olhos eu tinha impressão de conhecê-lo, puxei na memória e me lembrei era George, o namorado de minha mãe, esses anos todos aparentavam ter feito muito bem á ele.

- George? É você? – como eu tinha raiva de ver que era ele ali na minha, aquela noite nunca havia saído da minha mente.

- Candice? Meu Deus como você está diferente? – é parece que ele também me reconheceu.

- Pois é o tempo muda muito as pessoas, mas o que faz em L.A? – ele abaixou os olhos e deu um riso nervoso.

- Eu vim a trabalho, sabe Candice depois que você se foi muitas coisas aconteceram eu também sai de casa e... – antes que ele pudesse dizer alguma coisa eu o interrompi.

- Mas e Mary? Como está a minha mãe?

- Bom, quando você se foi ela ficou muito deprimida e vivia jogada pelos cantos sem ter vontade de fazer nada, teve um dia em que brigamos feio e então eu resolvi ir embora e ajeitar a minha vida. – eu fiquei com raiva dele, como ele fizera uma coisa dessas minha mãe passava por maus bocados e ele havia a deixado no momento em que ela mais precisava de alguém, meu Deus eu fui uma estúpida, eu deixei a minha mãe sozinha, deprimida, mas eu não podia aceitar que ela acatasse as merdas que esse idiota fazia.

- Então é isso, você a deixou sozinha? Você é um inútil, sóbrio ou não você continua sendo um imprestável.

Antes que ele pudesse brigar comigo, sai às pressas acabei desistindo de ir ao mercado, fui para casa pensando no que poderia ter acontecido com a minha mãe e decidi que era a hora de desenterrar o passado.