Shes Only 18

15 Chapter Fifteen


Notas iniciais
Olha só um capitulo atrás do outro. kkkkk
espero que gostem e não se esqueçam dos reviews! (:

Andava pelas ruas da escura madrugada de Los Angeles sem saber onde estava, mas cheguei a um bar e lembrei de que já tinha ido lá com o resto do pessoal, entrei e sentei-me no balcão, a primeira coisa que fiz foi pedir um copo de absinto. O bar não tinha tanta gente o que é bom, assim eu não seria incomodada poderia me afogar em magoas que ninguém ia me perturbar, mas infelizmente eu estava enganada.

– Nossa o que uma gata que nem você faz aqui? –disse uma voz rouca em meu ouvido, viro-me e vi um cara barbudo e mal vestido, ele cheirava a cigarro, suas roupas eram sujas e rasgadas.

– Bom, tentando esquecer os problemas. – eu não tinha a mínima vontade de conversar com aquele cara, mas preferi não ser grosseira eu estava em lugar totalmente desconhecido, não poderia arriscar.

– Eu posso fazer você esquecer esse seus problemas de outra forma... –sussurrou em meu ouvido e pôs suas mãos sujas na minha cintura. — Ao invés de ficar se afundando na bebida.

– O que pensa que está fazendo? – gritei e todos olharam. – Não toque em mim seu filho da puta.

– Calma gata, venha comigo prometo ser bonzinho. – e foi descendo a mão pela minha perna, segurei sua mão com força e cuspi em sua face, corri em direção aos fundos do bar onde tinha uma porta que dava para um beco onde eu poderia escapar daquele sujeito.

– Ei, volte aqui sua vadia. – correu em minha direção, mas eu já estava abrindo a porta que dava para o beco. Eu ia fechando a porta, mas ele impediu colocando as mãos na frente, tentei fechar assim mesmo mais ele era mais forte que eu.

– Acha que pode me provocar e sair assim? Agora você vai aprender o que é bom. – cuspia as palavras em meu rosto, eu tentava me soltar, mas ele tinha pressionado meus pulsos contra a parede.

– Não encoste em mim seu filho da puta e além do mais eu não te provoquei seu imbecil você é que estava lá me perturbando eu só queria ficar em paz... AGORA ME SOLTE. – grite e tentei me desvencilhar.

– NÃO VOCÊ ME DESRESPEITOU E AGORA VAI PAGAR. – ia pressionando o seu corpo grande em cima do meu e ia descendo as mãos pela minha perna, suas mãos estavam tentando abaixar a minha calcinha enquanto eu tentava empurrá-lo e gritar já que a sua boca se grudava a minha.

– SOCORRO, ME LARGUE! POR FAVOR, ALGUÉM ME AJUDA. – eu continuava lutando, até que um homem alto apareceu atrás dele e o acertou com uma garrafa de cerveja, eu não podia ver seu rosto estava escuro demais. O homem alto pegou o outro homem pelo colarinho e jogou ele no chão como se fosse um saco de lixo, o “meu herói” em questão começou a soca-lo estava completamente descontrolado e seu golpe final foi tentar enforcar o outro que estava ali jogado no chão.

– Pare, assim vai mata-lo. – intervi, já que o homem no chão gemia de dores.

O homem virou para mim e ia se aproximando, a luz fraca do poste me fez enxergar um rosto conhecido.

–John? – e corri para abraça-lo, retribuiu o abraço e ficamos assim abraçados mas eu não ia aguentar por muito tempo e senti meus olhos se inundarem de lágrimas.

– Candice, você tá bem? Quer que eu te leve para um hospital?

– Não tá tudo bem, só me tire daqui okay? – ele concordou e fomos andando.

– Ah, e obrigada por ter me salvado se não fosse você, só Deus o que esse homem ia fazer comigo.

– Não precisa agradecer Can, mas o que faz aqui á essa hora? – à medida que íamos caminhando eu lhe contava sobre toda a briga que tive com Anthony.

– E eu to mal, mas eu não consigo voltar para casa e ver ele naquele estado. Posso ficar na sua casa hoje?

– Claro, sem problemas. – e eu voltei a abraça-lo.

Chegamos ao apartamento e era a mesma bagunça de antes: guitarras em cima do sofá, papéis espalhados pelo chão, muito pó e uma seringa em cima da mesinha de centro. Preferi não dizer nada, se eu brigasse com John ai mesmo que eu não teria onde ficar, e por um lado eu estava errada, pois eu os descrimino por usar, mas e eu? Eu não posso julga-los sendo que o meu erro é o mesmo.

– Desculpe-me pela bagunça, mas você pode ficar no meu quarto eu fico aqui na sala, sem problema nenhum. – fiz que “sim” com a cabeça e me sentei.

– Eu vou lá arrumar a cama para você, já volto! – ele foi e pelo caminho ia juntando os papeis jogados que ali estavam. E eu estava lá sentada olhando para mesinha com o pó branco sob ela, eu precisava esquecer um pouco o que acontecera e relaxar eu precisava muito daquilo.

Inclinei-me para ver se John vinha, mas não vi nada me sentei no chão, coloquei o pó em carreirinha, fechei uma narina e aspirei. Senti o meu corpo ficar anestesiado e ia me sentindo bem como se os problemas desaparecessem como foi da última vez que usei, encostei a cabeça no sofá e fiquei sentindo os efeitos que aquela merda me proporcionava.

John volta pouco tempo depois e senta ao meu lado, viro-me para ele e vejo sua cara de reprovação.

– O que foi hein? Vai me julgar pela merda que eu fiz assim como faço com você e com Anthony, eu sei que não tenho direito de falar nada é que... – fui interrompida pelos lábios de John, seu beijo era lento e sentia suas mãos acariciando a minha nuca. Descolou seus lábios do meu e disse:

– Me desculpe eu não devia ter feito isso, eu sou um estúpido. – disse abaixando a cabeça, sua voz saia quase que num sussurro.

– John, por favor, não diga isso. – levei minha mão a sua face e levantei-a, nos encaramos e lá estávamos nos dois de novo nos beijando ele queria aquilo e eu também, mesmo sendo errado eu precisava retribuir o que ele havia feito por mim.