Shes Only 18
16 Chapter Sixteen
Notas iniciais
Os beijos tinham parado e nós estávamos nos encarando como da primeira vez que nos vimos. Parece que John é especialista em ficar me encarando, ás vezes eu penso que ele tenta me descobrir, me decifrar ou algo assim e eu olhava da mesma forma para ele. Ah, olhares muita gente diz que são mais que palavras, eu concordo com isso, quando se olha no fundo dos olhos de uma pessoa, você descobre as verdades sobre ela, os segredos, os medos, as inseguranças e tudo que a assombra.
Voltamos a nos beijar e o ritmo se acelerava, ele segurava a minha cintura com firmeza enquanto eu puxava seu cabelo, nos levantamos e seguimos aos beijos em direção ao quarto. John abriu a porta que apenas estava encostada com um chute, me jogou na cama e se deitou sobre mim, me enchendo de beijos e acariciando a minha perna. John tirou sua camisa e eu passeava as minhas mãos por aquele corpo magro, mas que me atraia muito, ele começou a beijar meu pescoço e morder o lóbulo da minha orelha, foi tirando a minha blusa e por uma fração de segundos eu estava sem sutiã também. Agora sua boca ia descendo até chegar aos meus seios, mordeu o bico dos seios e sugou-os com vontade, foi descendo dando chupadas e mordidas pela minha barriga até chegar ao meu sexo, tirou a saia que eu estava usando juntamente com a calcinha. Passeava suas mãos quentes pela parte interna da minha perna, até que levou sua boca á ela, repetindo a ação que havia feito nos meus seios. Eu gemia alto, mas ele logo vinha abafar os gemidos com a sua boca, abri os olhos que estavam fechados e vi que ele ainda estava de calça. “Temos que dar um jeito nisso”, pensei comigo, levei minhas mãos ao cinto de sua calça, mas ele segurou a minha mão e tratou de se livrar da calça sozinho. Tirou a calça e deitou-se novamente sobre mim, eu o puxava contra mim e não aguentava mais esperar, eu precisava dele dentro de mim. Ele deve ter escutado os meus pensamentos, pois ele encaixou seu membro entre minhas pernas e logo me penetrou, á cada investida ele arrancava gemidos de mim cada vez mais altos, seus movimentos começaram a ficar mais rápidos e intensos, sua mão apertava a minha coxa e eu o puxava mais e mais junto de mim arranhando as suas costas. Sua última investida foi dada com precisão, e nós gritamos juntos, pois o orgasmo havia chegado. Fechei os olhos e enxerguei estrelas explodindo e meu corpo ficando dormente, eu sentia todo o meu corpo anestesiado e ele também sentia, pois nossas respirações estavam mais ofegantes do que nunca.
John deitou-se ao meu lado, e ficou me encarando como fizera da última vez, foi se aproximando e a sua boca deu um beijo calmo na minha, toda a excitação do momento anterior havia se transformado em serenidade e calma. Aconcheguei-me ao seu lado e adormeci, enquanto ele afagava e dava leves beijos na minha cabeça.
Acordei na manhã seguinte com uma dor de cabeça infernal seguido por uma tontura que senti quando me levantei. Foi seguindo por aquele cômodo me apoiando na parede, foi andando e cheguei à sala onde John estava com sua guitarra no colo ensaiando alguns acordes.
- Bom dia, Can. – disse ele com um sorriso jamais visto por mim.
- Ah, oi, bom dia John. –me atrapalhei com as palavras e ele riu.
- Fui á cafeteria, comprei café e panquecas. Está com fome? – perguntou já indo em direção á cozinha, seguido por mim.
- Nossa to morrendo de fome. – sentei-me á mesa e peguei o café e as panquecas sem me importar com os bons modos.
O café da manhã foi estranho, nos olhávamos de relance não nos olhos como ocorrera ontem á noite e também não falamos sobre o momento que tivemos ontem, até que John decidiu falar e quebrar aquele silencio que tanto me incomodava.
- Er, Can sobre ontem à noite eu não sei o que dizer... – suspirou e continuou com o que dizia.
— Foi muito bom o que aconteceu com a gente ontem, muito mesmo, mas eu me sinto mal pelo Anthony você o ama e ele é o meu melhor amigo, mesmo que eu tenha saído da banda eu amo ele e me sinto muito mal de ter o traído apesar de tudo ter sido maravilhoso e mágico. –corei com esse último comentário, mas não deixava de ser verdade eu por um momento me senti uma vadia imunda que foi para cama com o melhor amigo do namorado, mas perante a justificativa de John eu me senti um pouco mais aliviada.
- Me sinto bem melhor assim John, eu penso da mesma forma sabe?! Eu amo o Anthony e o que eu fiz não foi muito certo, ainda mais com o melhor amigo dele apesar de tudo isso eu tenho que concordar com você foi muito bem. – rimos e depois nos abraçamos. Olhei para o relógio em meu pulso e vi que estava atrasada para o trabalho me despedi de John e segui para a revista. Segui o meu caminho pensando em tudo o que tinha acontecido, um problema estava resolvido, mas eu me lembrei de que tinha outro com que eu tinha que lidar chamado Anthony, precisava conversar e esclarecer as coisas, eu estava cansada das suas falsas promessas de recuperação, eu estava cansada de tudo isso, estava cansada de me sentir assim como um zumbi, de me drogar e de todos os dias sentir dores no braço etc... Eu precisava mudar essa situação, por mais que no caminho tivesse mais problemas que iam surgindo que eu teria que resolver. Mesmo tendo que resolver novos problemas que iam surgindo pelo caminho eu precisava salvar a todos nós, eu sou a porta que vai mostrar para ele que há uma saída. Com todos esses pensamentos cheios de motivação eu não pensei na possibilidade de lutar com os meus próprios demônios e que tudo não ia ser tão fácil quanto parecia.
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