Notas iniciais
Olá leitores! ^-^
Primeiramente eu gostaria de agradecer por terem escolhido ler essa fanfic, e também eu queria pedir que não me joguem pedras, por favor... pq é a minha primeira fanfic e eu não sou muito boa com essas coisas... mas né :B
vamos ver aí as opiniões nos reviews... :D
Boa Leitura!

As gotas de chuva escorriam sem pressa na janela cuja garota repousava sua testa, imitando as lágrimas da mesma.
O dedo indicador desenhava coisas aleatórias no vidro que embaçava à medida que sua respiração saía, relutante, dos pulmões que não queriam funcionar, mas se forçavam a fazê-lo. Seu corpo, por completo, não queria funcionar, mas se forçava a fazê-lo.

Estava sentada ali sabe Deus há quanto tempo, havia se perdido no tempo, nos seus devaneios, na frase que ecoava em sua mente: “está tudo acabado entre nós”, reproduzida pela voz que tanto amou durante três anos, que agora não passava de uma infeliz lembrança que o assombrava.

O celular tocou em cima da mesinha, exibindo o nome cujo lhe doía pronunciar agora.
Levantou. Pegou suas chaves, calçou o primeiro tênis que viu à sua frente e se direcionou rumo as ruas de Seul, deixando para trás o celular que implorava por atenção.

Ela não tinha sequer um rumo, apenas queria sair daquele cubículo em que parecia ecoar seus sentimentos, em que parecia sufoca-la, mas mal sabia a garota que o principal vilão da história era o seu próprio coração.

A chuva parecia discordar da decisão de Krystal em sair do seu apartamento, castigando sua pele com gotas fortes, que chegavam até a machucar seu rosto, fazendo com que apertasse os olhos e dificultasse sua visão que já estava debilitada devido ao seu choro incontrolável.

Ela andava apressada à lugar nenhum, na tentativa inútil de fugir de suas dores, de fugir daquele nome, de fugir daquela ligação. Não se importava com o frio que o atingia, na verdade nem chegava a senti-lo.

Sua cabeça confusa com mil pensamentos, repentinamente deu atenção a um sentido.

Dor.

A dor que aqueles faróis causaram ao entrar em contato com o corpo de Krystal, que foi arremessado com força e o impacto de sua cabeça no chão foi forte o suficiente para que ele ficasse inconsciente.

Ali no chão, a chuva o consolava, demostrando a razão que tivera em discordar da ideia de sair do lugar onde a sufocava mas a mantinha segura.

A porta foi aberta com pressa e brutalidade, revelando a expressão de preocupação e culpa do motorista, que num ato impensado carregou o corpo da jovem frágil e adentrou com ela no carro, seguindo pela floresta cinza e chuvosa que a cidade se tornara naquela tarde.



X



A Garota estava na varanda do seu prédio assistindo a batalha do pôr do sol, que tentava aparecer em meio às nuvens acinzentadas quando foi surpreendido pelo seu celular vibrando no bolso traseiro de sua saruel jeans. Respirou fundo e retirou-o do bolso, analisando na tela o nome de quem ligava.

– Onew Oppa! – A donsaeng abrira um imenso sorriso.

Olá, minha pequena. Está fazendo algo?

– Hm.. não exatamente, por quê? – O sorriso da jovem só aumentava. Ela adorava quando Onew a chamava de “minha pequena”.

Eu estava passando perto do seu prédio e pensei em te ligar pra saber se talvez eu pudesse passar aí.

– Claro! Em quanto tempo estará aqui?

Não sei, talvez em 20 minutos.

– Tudo bem então, estou esperando. – Desligou o celular e correu para o quarto com tamanha alegria que a mesma podia até estar transbordando do seu corpo.

Sulli escondia um certo amor por Onew. Um do qual mantinha segredo, pois não sabia se o oppa iria retribuir. Mas isto não abalava sua felicidade em ter Onew por perto. Para ela, somente sua presença bastava, seus abraços sustentavam um sorriso que se formavam nos lábios da donsaeng durante um dia inteiro.

Jogou o celular em cima da cama e apressou-se em retirar suas roupas e adentrar na ducha. Fechou os olhos e levantou a cabeça, passando as mãos pelos cabelos, jogando-os para trás à medida que a água quente dançava em sua pele com suavidade. Permaneceu assim por um tempo, até lembrar que Onew chegaria em pouco tempo.

Desligou o chuveiro rapidamente e se enrolou na toalha. Caminhou até a varanda para checar se o mais velho já tinha chegado e, como previsto, seu Mazda Shinari estava estacionado no térreo de seu prédio.

Retornando para o quarto, Sulli ouviu a campainha tocar e, obviamente imaginou que fosse seu oppa. Abriu a porta sorridente e encontrou um Onew do outro lado.

– Oi Sulli.

– Entra, oppa. – Ela disse, abrindo caminho e indo na direção do quarto. – Espera aqui, só alguns minutos enquanto eu me troco.

Onew assentiu e sentou no sofá.

A yodonsaeng saiu do quarto secando os cabelos com a toalha. – E então? – Perguntou se referindo ao o que iriam fazer, sem manter contato visual com o mais velho.

– Hm... para onde quer ir?

– Não sei... mas eu quero comer chocolate.

– Ok.

Sulli parou por um momento para pegar sua carteira na peça ao lado da porta, mais foi impedido pela mão de Onew, sobreposta na da garota.

– Por minha conta. – Disse, com um sorriso doce, o qual fez Sulli se arrepiar.

A yodonsaeng pegou somente as chaves e os dois desceram as escadas, rejeitando completamente o elevador. Por fim, seguiram em silêncio, por conta do nervosismo de ambos os lados.

Motivo?

Ninguém sabe.

Ninguém sabia o que esperava aqueles dois naquele começo de noite. Mas sabiam que se o que acontecesse fosse correspondente às suas expectativas, traria alegria infinita aos seus corações.

X

Estava jogado em sua cama, remexendo no celular coisas que nem mesmo o interessavam, mas fazia isso somente para preencher sua mente e evitasse que ele acabasse dormindo.

O céu não estava ameaçando chover, mas o frio que aquela tarde havia adquirido com a chuva permaneceu com a mesma intensidade no começo daquela noite, o que dificultava a percepção de qualquer sinal que o corpo daquele moreno demonstrasse em querer levantar dali e muito menos sair de casa.

Seu trabalho não dependia somente dele, dependia também do fluxo de clientes que frequentariam o local, o que fez Minho pensar que dificilmente essas pessoas iriam sair de suas casas num frio incômodo.

Cogitou então a hipótese de que poderia faltar ao trabalho somente hoje, de que daria um descanso ao seu corpo somente hoje.

Levantou e foi em direção ao banheiro arrastando os pés preguiçosos. Parou em frente ao espelho e se perguntou até quando faria aquilo consigo. Algo que o esgotava todos os dias e noites.

Minho estava trabalhando tempo demais, e isto o estava sufocando. Precisava fazer algo à respeito disto.

Foi retirando suas roupas e entrando debaixo do chuveiro com a ideia de que iria procurar um novo emprego na manhã do dia seguinte, um do qual não tomasse tanto o seu tempo. A ideia cobriu de alegria e esperança o corpo do jovem rapaz, assim como a água morna que dançava por ele, comemorando essa decisão que finalmente fora tomada.

Perdeu a linha do tempo em meio a tantos planos que eram formulados em sua cabeça ansiosa pelo dia de amanhã, que retomou a consciência com um leve susto do alarme de seu celular, alertando-o a se preparar para sair a um lugar do qual ia todos os dias, exceto hoje.

Enrolou-se na toalha e silenciou seu celular. Deitou na cama e começou a programar um novo alarme, um que o despertaria mais cedo que o de costume, mas que o aceitaria de bom grado. Não se preocupou em se vestir, apenas apagou o abajur e analisou o céu sem luar pela grande porta de vidro da varanda alguns minutos para depois fechar os olhos e dormir. Não sonhou, apenas dormiu ansioso para que o tempo passasse depressa e seu celular executasse seu trabalho.

Continua...

Notas finais
E aí, gostaram? :D
Que maldade a minha né? Logo no primeiro capítulo já tô tentando matar as pessoas!! huehuehuehu' mas enfim... estou esperando os reviews, seus lindos! *--------*
AOS NOVOS LEITORES: mesmo que a fic tenha acabado, mande os reviews também que eu vou respondê-los õ/