Sherlock - Finding The True Love

26 이십육 장 - Minho... pegue esse copo.


Notas iniciais
Gente... eu simplesmente não consegui esperar até terça. é. A tentação de postar é mó grandeeee! >_<'
Desse jeito ela vai acabar mais rápido do que eu pensava... mas né.
#FazerOq.
Nesse cap tem uma espécie de flashback também que vai dar pra entender melhor esse lance 2Min aí.
Então né... Boa Leitura!

Taemin finalmente chegou em casa.

Onew estava se preparando para sair, mas parou tudo o que estava fazendo para contemplar a chegada do maknae.

– Que bom que chegou à tempo, Tae. – Foi em direção ao menor, querendo selar seus lábios aos dele, mas falhando devido ao movimento do outro em abaixar a cabeça, depositando, por fim, um beijo na testa do pequeno Tae. Onew não se importou com o ato, na verdade nem reparou que o outro não queria beijá-lo. – Desculpe não ter te ligado pra avisar sobre isso, mas… sabe? Eu até tentei mas você não atendeu nenhuma das minhas chamadas…

– Jura? – Taemin buscou o celular no bolso, checando a quantidade de ligações perdidas. – Nossa, desculpa… eu realmente não estava muito atento hoje…

– Sem problemas. – Foi para o quarto. – O Siwon convidou agente para jantar hoje… e eu acho que acabei me arrumando um pouco cedo demais porquê eu pensei que você fosse demorar no hospital e eu ia te buscar pra de desse tempo de você se arrumar tranquilo… mas já que você está aqui eu te espero e agente pode passear um pouco pela cidade antes de chegar ao restaurante. – Pôs a cabeça do lado de fora da porta. – Está bem?

– Está bem.


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– Onde esteve? Eu pensei que você fosse faltar ao encontro.

–Ah é… ainda tem isso. – Bufou, jogando-se no sofá.

– Você não quer ir, não é mesmo?

– Não é isso… é só que… Onew é o seu amigo, e eu não tenho tanta intimidade com ele.

– Não vai ser tão ruim assim… você não os conheceu direito, eu garanto que eles são muito divertidos, especialmente o Onew.

– Ué… nós vamos nos encontrar com mais de uma pessoa?

– Claro, eu te falei que era um encontro de casais… o namorado dele também vai estar lá, o-

– Taemin. – Completou.

– É… – O olhou um tanto confuso. – Isso mesmo.

– Ok, já que insiste tanto… – Levantou-se, preguiçoso. – Eu vou para esse encontro… – Foi para o closet escolher qual roupa usaria.


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O médico não lhes aconselhou sair do hospital, mas aqueles dois pouco se importavam com a opinião do mesmo. Exigiram que fossem liberados e retornaram ao apartamento de Jonghyun.

Os cacos da caneca continuavam no chão, e o piso onde antes havia o líquido derramado agora estava viscoso. Os ferimentos nos pés dos dois homens agora já não eram tão visíveis, pois não foram tão profundos.

Tudo estava exatamente como os dois haviam deixado naquela briga. Mas em compensação, o iate estava revirado, devido a raiva de Jonghyun.

Kibum ainda não tratava Jonghyun como devia. Não lhe dava completa intimidade e espaço do qual costumava ter. O casal estava num momento bastante complicado, e isso com certeza levaria um bom tempo para se estabilizar. E Jjong percebia, ele notava que Key estava diferente, mas também sabia o motivo. Do pouco que conhecia aquele Kim Kibum, ele tinha a certeza de que com o tempo conseguiria fazer com que tudo fosse como antes.

Ou ao menos quase tudo.

Assim que adentrou naquele apartamento, Key logo se dirigiu ao banheiro, e Jonghyun seguiu seus passos. Kibum odiava o cheiro do hospital, e queria o mais rápido possível retirar aquelas roupas do seu corpo. Teve dificuldades para a retirada das roupas devido o curativo, então recorreu à ajuda de Jonghyun.

Ambos riram da cena, pois lembraram de quando se conheceram realmente– Quando os dois tiveram contato conscientes — Da cena em que Key necessitou da ajuda do mais velho para pôr aquela regata. Mas o contrário daquele dia, agora Kibum realmente precisava da ajuda do outro, assim como o mesmo retribuiu o favor.

Ainda riam da situação. Aparentavam ser um casal de velhos em que a coordenação da idade não lhes permite movimentos muito flexíveis, resultando em dificuldade de fazer certas coisas por conta própria.

O banho fora demorado. Tomavam o máximo de cuidado com os ferimentos, mas não evitavam machucá-los hora ou outra quando seus corpos pediam para serem tocados e o carinho se tornava mais intenso e bruto, fazendo com que os corpos quisessem mais e mais um ao outro, aproximando-se perigosamente e consequentemente fazendo com que os abdomens se roçassem e os ferimentos se colidissem, causando gemidos dolorosos vindos de ambos.

Depois de tentarem “brincar” e não obterem sucesso inúmeras vezes, optaram por cessar o banho.

Aquele final de tarde estava se tornando frio, e era óbvio que o casal aproveitaria para descansarem juntos e abraçados, como não faziam há um bom tempo.

Quando Jonghyun terminou de colocar suas vestes, foi logo recolher os cacos da caneca que ainda os aguardava na varanda.

Recolheu todos e se certificou inúmeras vezes de que não houvesse nenhum outro caco escondido em alguma entrada no piso do cômodo.

E por fim, jogou-os fora.

Os cacos e juntamente as lembranças daquele dia.


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Sabe quando você chega em um certo lugar e acaba avistando uma coisa ou um alguém do qual você não quer ver nunca mais na sua vida? Então você pensa duas vezes se deve permanecer ali ou não, enquanto todo o seu corpo lhe implora para se retirar dali e consequentemente você acaba recuando alguns passos, mas depois você respira fundo e decide enfrentar aquela coisa ou alguém, não lhe permitindo estragar o seu dia, não é isto mesmo?

Pois era exatamente desta maneira que Taemin estava se sentindo naquele momento.

Onew se preocupou um pouco, pois o garoto estava tenso e suava, estava pálido e sério.

– Tae, está tudo bem?

O garoto fitava aquele homem profundamente, com fogo nos olhos, enquanto o mesmo o retribuía com um sorriso sarcástico.

– S-sim… está tudo bem. – Piscava várias vezes, desviando o olhar e sacudindo um pouco a cabeça.

Caminharam lentamente, de mãos dadas até aquela mesa. E enquanto caminhavam, Minho analisava somente Taemin, com a mesma expressão sínica. Tinha as mãos cruzadas em frente à boca e os cotovelos apoiados na mesa, enquanto os olhos… estes somente se mantinham no garoto, analisando cada passo em falso, cada vacilo de seus pés e mãos, cada gota de suor da sua pele e até mesmo os movimentos que suas narinas faziam ao inspirar e expirar o oxigênio pesaroso daquele lugar até os seus pulmões.

Reverenciaram-se e se sentaram na mesa de quatro pessoas. E para o infortuno de Taemin, havia se sentado de frente para Minho.

A conversa perdurava, os homens interagiam, mas Taemin se mantinha em silêncio. Os olhos de Minho ainda pousavam no garoto e em momento algum se desviaram do mesmo.

Onde Onew está com a cabeça, que ainda não reparou no comportamento de Minho? – Pensou.

– Tae, você está bastante quieto hoje. – Comentou Siwon. – Você não se comportou desta maneira quando eu o conheci no iate. – Sorriu.

– Concordo. – Disse Minho. – Aconteceu algo, Tae? – Deu ênfase na pronúncia do apelido.

– Realmente… é que infelizmente aconteceu algo hoje que estragou o meu dia. – Fitou o rapaz à sua frente.

– Foi algo muito grave? – Onew perguntou, preocupado.

– Não, não… na verdade, foi algo insignificante. – Continuou mantendo seu olhar no rapaz.

– Hm. Tudo bem.

– Sabe, Taemin. Eu realmente não sei o que você viu no Onew. – Siwon comentou, rindo da cara de espanto que o outro fez. – Sabe… ele sempre foi bastante tímido… foi bem difícil me tornar amigo dele.

– Realmente… eu não era do tipo que gostava de conversar. Na verdade, eu não gostava muito da presença de pessoas. – Conformou-se.

– Eu me lembro de uma vez em que eu e ele brigamos… nossa, nós nunca tínhamos brigado daquela forma, lembra Onew? … Tsc. Nós ficamos meses sem nem olhar na cara um do outro.

– E por quê vocês brigaram? – Taemin se mostrou interessado.

– Digamos que… apesar de tímido, o Onew era pegador naquela época.

– Nossa… que contraste. – Minho comentou.

– É mesmo. – Jinki riu.

– Então… é que eu tinha uma garota que nós dois gostávamos… Eu acabei namorando com ela, mas não foi esse o motivo de nós termos discutido. – Remexia nervosamente a colher em cima da mesa, enquanto Onew desviava seu olhar à cantos aleatórios, disfarçando as expressões de incômodo por relembrar daquela história.

– E o que foi então? – Perguntou Minho.

– Eu os peguei se beijando no ginásio…

Taemin então lembrou daquela tarde…

A tarde em que ele estava parado na frente da porta do apartamento de Minho, hesitante, pensando se realmente deveria tocar aquela campainha.

Sua única e pequena mala era sua companhia naquele corredor, presenciando toda a cena.

Depois de alguns minutos, Taemin finalmente decidiu tocar aquela campainha. Desajeitado, pensava no que iria dizer. Estava desconcertado, e com toda a razão. Que tipo de pessoa aparece na porta de uma outra, sem aviso prévio e com uma mala, dizendo “Ei! Vou morar com você!”.

Não faz sentido.

Mas o que realmente não fez sentido foi o modo como Minho abriu aquela porta. Seus olhos se arregalaram e ele começou a suar frio. De início, o pequeno Tae não entendeu muito bem as feições do mais velho, mas tudo começou a se esclarecer quando ele ouviu uma voz vinda do interior do apartamento do rapaz.

– Hyung, quem é?

O indivíduo apareceu na porta, abraçando Minho por trás e procurando avistar quem era a pessoa da qual interrompeu o momento dos dois.

– Ninguém importante. – Taemin respondeu, se retirando do local, rumo ao corredor, ignorando os chamados do mais velho.

As milhões de lágrimas derramadas naquela tarde agora se reduziram à uma única e imperceptível que corria rápida pela sua bochecha direita.

– Yah! Taemin?! – Minho o chamava.

– S-sim? – Passou a mão rápido pela bochecha e tentou se focalizar no outro.

– Você está bem?

– Estou. – Só então percebeu a falta dos outros dois na mesa. – Onde estão Onew e Siwon?

– Eles foram falar com um antigo amigo que avistaram por aqui.

– Hm.

Permaneceram por alguns minutos em silêncio. A conversa que os dois tiveram mais cedo fora clara o suficiente para que Minho entendesse que o perdão não estava nos planos do maknae, e não era uma de suas prioridades ter a amizade do mesmo.

Mas isto não ia fazer com que o mais velho continuasse insistindo. E o mais novo sabia disto.

– Tae… – Tomou coragem em puxar assunto.

– Não comece.

– Olha, por quê você não toma Siwon e Onew como exemplo? Eles se perdoaram…

Taemin nada disse. Seus olhos foram lentos de encontro aos de Choi, enquanto sua mão posicionava o copo de vidro, centralizando-o na mesa.

– Minho… pegue esse copo.

Sem entender muito bem, o hyung procurou a resposta nos olhos do outro, mas este se recusava a retribuir, focalizando-se somente no copo de vidro.

O rapaz então obedeceu o pedido e esperou que ele prosseguisse. – Peguei.

– Ótimo. Agora jogue-o no chão.

– O que? Taemin… você-

– Jogue-o, Minho. – Interrompeu-o.

Hesitante, o mais velho fez o ato. O impacto do objeto no chão e o barulho que fizera acabou por chamar certos olhares confusos e assustados para aqueles dois naquela mesa.

– Agora peça desculpas.

– Mas por quê?

– Só… peça. – Fechou os olhos e apertou a lateral da mesa firmemente com a mão esquerda.

– Me… me desculpe. – Murmurou.

– Olhe para os cacos. Eles se regeneraram? O copo voltou a ficar inteiro, Minho?

O rapaz não respondeu. Somente analisava os cacos de vidro no chão.

– Como imaginei. Então, esse copo de vidro representa o meu coração. Ele estava assim há um tempo atrás, mas sabe quem juntou os pedacinhos? Foi o Key. E sabe quem colou tudo de volta? Foi o Onew.

– E só tá faltando a minha ação para ele voltar a bater. – Disse, agora olhando nos olhos do menor, que o fitava espantado.

Ele não esperava por aquela resposta e isto o deixou sem ação.

Inconscientemente, o garoto deu graças aos céus quando aqueles dois homens voltaram para as mesas, assim ele não seria obrigado a responder aquela frase. Pensar numa resposta naquele exato momento seria complicado, e era bastante provável que saísse algo idiota e sem sentido que o fizesse parecer um bobo infantil.

– Nossa, mas o que aconteceu aqui? – Onew olhou surpreso para os cacos no chão.

– Ah… foi um acidente. O Minho bateu com o cotovelo no copo e não deu tempo de pegar…

– Sem problemas, eu reembolso. – Disse Siwon.

Quando a noite caiu na cidade, os casais se despediram e retornaram aos seus apartamentos. Mas o maknae regressou confuso e pensativo. Estava cedendo, e não sabia se deveria fazê-lo.

Afinal, deveria ou não perdoar Minho?


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Notas finais
E ai personas.. digam suas opiniões nos reviews!!
Enquete: Tae deve ou não perdoar o Min? :T