Sherlock - Finding The True Love
15 십오 장 - Onde ele está agora?
Notas iniciais
tem gente odiando OnTae... é isso mesmo produção?
olha... eu sei que a viadagem do Taemin ta demais mas... calma gente, vai melhorar, osh!
Boa Leitura!
Nas últimas semanas, Taemin esteve realmente ocupado. Dividia-se entre os ensaios da coreografia, reuniões sobre o álbum e no tempo livre que lhe restava, saia com a namorada.
Mas o contrário do que imaginou, o maknae não conseguia parar de pensar em Onew. Prometera à si mesmo que o esqueceria, esqueceria aquele rosto, aquele nome, aquele homem.
Mas seu pensamento o traia, o martirizava, o torturava com as memórias, as que tanto queria reviver. Lembrando dos toques, beijos e carícias, das quais o menor tanto sentia falta. Não que ele não recebesse isso de Sulli, pois claro que ela tentava recompensar. Mas para Taemin não era a mesma coisa.
E tudo isso o atrapalhava, desconcentrava o pequeno Tae em tudo o que fazia, sendo sempre chamado a atenção por Sulli, que muitas vezes queria que seu oppa conversasse com ela, desabafasse, pusesse tudo para fora, mas cada pedido seu era inútil, apenas desperdício de saliva. Taemin sempre respondia que estava tudo bem, que era somente desatenção e distração de sua parte. Mas a garota ouvia os suspiros chorosos vindos do menino em todas as madrugadas dês de então. Sempre o deixava se aninhar em seu peito, na esperança de que o choro fosse controlado, mas servia somente para que o garoto se aprofundasse ainda mais nas próprias mágoas e pesadelos.
Mas Choi Jin Ri sabia o real motivo daquilo tudo. No fundo do seu coração, ela sabia. E sua mente fazia questão de crucificá-la por isso, pois a culpa era somente sua. A infelicidade do garoto era consequência dos seus atos egoístas.
Era raro ver um sorriso se formar naqueles lábios que antes eram tão frequentemente abertos, e ainda sim, se fosse executado, era uma coisa tão rápida que quem o tivesse visto, imaginava que fosse uma má reprodução da imagem do garoto no seu cérebro.
Risos e gargalhadas nunca mais foram ouvidas na voz do menino, e as conversas eram pequenas. Respondia somente o necessário quando questionado e, na maioria das respostas, o maknae usava acenos de cabeça ou sinais com as mãos.
O extrovertido garoto de cabelos castanhos e pequenos olhos negros estava se deixando cair em depressão e ninguém além de duas pessoas poderiam reverter a situação.
Uma delas seria uma espécie de psicólogo para o menor. A única pessoa com quem Taemin poderia realmente abrir seu coração e despejar toda a aflição que há dentro dele, e a mesma pessoa, analisando a situação, daria conselhos para que a segunda pessoa voltasse para consertar a sua vida.
Mas Kibum não atendia suas ligações, o que o deixava ainda mais aflito, sentindo-se sozinho contra o mundo inteiro.
Taemin precisava urgentemente de conselhos, então assim que saiu da empresa, desculpou-se com Sulli por ter que cancelar o compromisso dos dois assim, tão em cima da hora, mas tinha mesmo que resolver um problema pessoal.
Andou em passos apressados, rejeitando a carona da garota, já que o porto ficava próximo do local em que estava.
Em poucos minutos conseguiu chegar até o iate. Limpou o suor da testa e entrou sem pressa no lugar, vendo que tudo estava revirado, mas não encontrou ninguém em nenhum dos cômodos até chegar no quarto.
Lá encontrou um Jonghyun sentado de qualquer jeito, fitando o nada, com o rosto inchado e avermelhado, como se estivesse chorando à dias.
– Jong? – Chamou-o com a preocupação visível em sua voz.
O mais velho levantou os olhos vagarosamente até encontrar os do mais novo. Mas nada disse.
– O... o que aconteceu?
Com o pensamento atordoado, o mais velho demorou alguns segundos para captar a frase, entende-la e pensar numa resposta. Nesse tempo, Taemin se aproximou e sentou-se ao seu lado.
– O Kibum... – Suspirou e ficou um tempo sem dizer nada, numa tentativa inútil de segurar um possível choro. – Ele me deixou, Taemin. – Segurou na gola da camisa do mais novo com todas as forças que lhe restara, deixando sua cabeça cair para frente, encontrando o peito do mais novo como amparo.
O mesmo pôs uma mão na nuca de Jonghyun e a outra em suas costas. – Onde ele está agora?
– Eu... não sei.
Taemin se afastou do outro e pôs as mãos na cabeça, arregalando os olhos e fitando o chão. Ele sabia como Key ficava ao término de um relacionamento, e se ele não se certificasse de que o mas velho estivesse comendo todos os dias, ele por si próprio não encostaria um dedo no alimento.
Seu alimento seria somente o álcool.
Sem dizer nada, o mais novo levantou apressado e juntou todas as forças que tinha no corpo para conseguir correr o mais rápido possível. Seu ponto agora era o prédio de Kibum, o único lugar em que Taemin saberia onde encontra-lo.
Era engraçado como o destino brincava com a desgraça do homem. Mais uma vez se pusera a desenhar num vidro embasado, estando assim agora por conta de do ar-condicionado que estava à 0°C.
Mas o homem não sentia frio. Não sentia fome, não sentia sono. Sentia somente uma grande desesperança engolir o seu coração, e o mesmo não podia fazer nada para consertar aquilo. Ninguém podia.
Pensou ter feito a coisa mais errada de toda a sua vida e por isso merecia a morte. Somente ela, ela o livraria de toda a angustia que se agarrava ao seu peito.
O celular estava jogado em cima da cama, desligado. Não fazia sentido liga-lo, pois dês de que havia saído do apartamento de Jonghyun ele não parava de tocar, e ele não precisava pensar muito para saber de quem eram todas aquelas ligações desesperadas das quais não foram atendidas pelo mais novo.
O vidro foi ficando gradativamente mais embaçado, mas o seu dedo também embaçara. Direcionou o olhar fraco a outro lugar, também embaçado e mais escurecido. Tudo começara a escurecer, e o corpo do jovem chocou-se contra o chão, com força.
Os últimos indícios de força do homem foram usados em um simples desenho num vidro que agora retomava o embaçado, apagando-o os vestígios de um esforço usado em vão.
Desmaiado ali no chão frio, o corpo de Kibum só esperava por alguém para socorrê-lo.
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