Sherlock - Finding The True Love
16 십육 장 - O... o que quer dizer com isso, doutor?
Notas iniciais
-n.
Boa Leitura!
O garoto já estava parado na porta há um tempo, tocando compulsivamente a campainha de um apartamento que aparentava não ter ninguém.
Um fio de desespero percorreu sua espinha e Taemin começou a procurar desesperadamente pela chave reserva que Key sempre pusera dentro do cachepot rústico ao lado da porta.
Não se importou em deixar o corredor completamente sujo de terra, e ter quebrado alguns galhos da raphis. Suas mãos trêmulas procuraram encaixar com pressa e precisão a chave na fechadura da porta, e assim que adentrou, seus olhos se arregalaram ao avistar o corpo de Kibum jogado de qualquer jeito no chão.
Correu rapidamente para o mais velho, pegando-o em seu colo e sacudindo levemente.
– Omma! Fale comigo! – Chacoalhava os ombros do jovem rapaz, mas era ineficaz.
Sua mão procurou o celular dentro do bolso traseiro de sua calça, e assim que conseguiu tê-lo em mãos, ligou para o hospital.
– Uma ambulância, rápido por favor...
Jonghyun assistia seu celular deslizando vagarosamente pela cômoda, devido ao vibrar da chamada. Antes que o celular pudesse tocar pela última vez, sua mão alcançou-o, e apertou o botão verde antes mesmo de posicionar o aparelho no ouvido.
– Jong... – A voz de Taemin era melancólica e escondia um choro que estava sendo segurando com muita força vinda do menor. – Eu o encontrei. E ele não está nada bem.
Com esta frase, Jonghyun prontamente se pôs de pé e pegou as chaves do carro, perguntando ao maknae onde seu homem estava.
Jogou o celular no banco traseiro do carro e pisou no acelerador o máximo que conseguia, fazendo ultrapassagens absurdas e manobras arriscadas afim de chegar o mais rápido possível no hospital.
Sulli chegou um tanto que aborrecida em seu apartamento. Sentou de forma brusca no sofá, bufou e cruzou os braços.
– Sulli, você não ia sair com o... ué, cadê o Taemin? – Victoria chegou na sala, com uma cara de dúvida.
– Ele disse que tinha assuntos pessoais pra resolver. – Fez bico.
– Nossa, e tipo, ele te deixou assim? No vácuo?
– Quase, né. Ele falou, pediu desculpas e tudo mas, foi em cima da hora, não podia ter avisado antes?
– Vai ver foi uma emergên-
O celular de Sulli interrompeu a conversa das duas.
– Taemin?... O que? Num hospital? Está bem... eu estou indo pra aí! – Levantou apressada e pôs o celular na bolsa, cuja nem havia tirado do ombro.
– Taemin está num hospital? Mas... o que aconteceu? – Victoria indagou surpresa, de olhos arregalados.
– Tá.. é, mas ele não é a vitima não... tá acompanhando alguém, mas eu vou lá! – Disse atropelando as palavras, fechando a porta do apartamento. Abrindo-a novamente para pegar a chave na peça, chave carro que havia esquecido. E fechou a porta mais uma vez, deixando Victoria que assistia toda a cena do esquecimento da chave sem entender nada do que estava acontecendo.
Em seguida, deu de ombros e voltou ao seu quarto.
Os carros quase se chocaram ao entrar bruscamente nas vagas que eram uma ao lado da outra. Os motoristas saíram às pressas, fitando um ao outro com um leve tom de raiva por terem quase causado um acidente.
Mesmo que os olhares tivessem sido rápidos, só não transmitiram tanta raiva porquê ambos tinham coisas mais importantes para fazer.
A garota retirou o celular da bolsa e suas mãos foram velozes e automáticas ao procurarem na lista de contatos pelo número do namorado. – Taemin? Em que quarto você está?
Ao ouvir aquele nome, o homem parou de caminhar e esperou somente que a menina terminasse a sua ligação. E assim o fez. Quando ela pôs o celular de volta na bolsa, o rapaz repreendeu-a.
– Taemin? Lee Taemin?
Ela parou de caminhar para procurar o autor da voz, e não se sentiu muito a vontade ao ver quem era o homem. – É. Por que?
– Me diga em que quarto ele está, tem alguém lá que eu preciso muito ver.
– Está envolvido nisso?
– Parcialmente... sim.
– Ótimo. Pois vai me explicar no caminho.
– Ah... por favor Siwon! Você havia me dito que o Taemin está na casa da Sulli! O que custa você me liberar o telefone dela?
– Eu não posso... o telefone dos artistas não são coisas que eu posso ficar compartilhando... eu posso perder o emprego por isso!
– Todos nós sabemos o porquê dessa regra. Eu não vou ficar passando trotes, muito menos ficar ligando pra dizer que as admiro e que sou muito fã, o que não é verdade. Eu quero somente deixar um recado pra ele!
– Ah Onew... está bem... mas se eu perder o meu emprego você que será encarregado de me sustentar por toda a vida! Ou até quando eu estiver com vontade de arrumar um outro emprego.
– Tudo bem, eu até caso com você se quiser! – Ambos riram, mas o mais velho pôde sentir uma pequena tensão no riso do mais novo. Por fim, o telefone foi passado.
Desligou o celular e ficou analisando aquele pequeno pedaço de papel onde acabara de escrever o número. Estava pensando no que falar, não queria fazer um discurso muito meloso, apenas algo que chamasse a atenção do menor pra que ele escutasse a mensagem até o fim.
Mas mal sabia ele que qualquer que fosse a mensagem, somente pelo fato de ouvir a voz do seu amado, Taemin a ouviria até o final.
Suas mãos vacilavam enquanto segurava o telefone em mãos e discava o número. Seu dedo polegar hesitou em discar o último número, mas assim o fez. A cada som de chamada que o telefone fazia, era como se alguém tivesse seu coração em mãos, apertando-o mais e mais. E por fim, a secretária eletrônica se pôs “presente”.
– Tae... – Respirou fundo. – Por favor, não desligue. Eu sei que fui grosso com você naquela noite e... eu queria pedir desculpas. Eu... eu soube de você e a Sulli, por tanto eu não vou te incomodar pedindo pra voltar com você, eu entendo que você quis seguir adiante... mas eu queria que você soubesse que eu te amo. Eu te amo, Taemin e não importa quantas mulheres mais você queira namorar... eu sempre te esperarei. Até o fim. – Desligou o telefone e fitou-o com a respiração descompassada.
Pensou que já havia feito coisas piores na vida... mas nunca, nenhuma delas foi tão difícil quanto se declarar para um pequeno garoto de longos cabelos castanhos.
Passaram o dia todo no hospital, e Sulli já estava ficando cansada. Havia insistido milhares de vezes para o oppa voltar com ela para casa, mas nenhum de seus pedidos foi atendido, ao menos respondido pelo garoto.
Taemin não saíra nem por um mísero segundo daquele quarto, e todos podiam notar a grande preocupação que o maknae tinha pelo rapaz ali deitado.
O rosto de Kibum estava extremamente pálido, e Taemin já havia feito uma ideia do que havia acontecido, mas esperou que o médico que acabara de entrar no quarto dissesse sobre os exames, somente para se assegurar de que estava certo sobre seu pensamento.
– O tempo que ele ficou sem se alimentar e ingerir água foi muito grande, e isso causou um sério dano em seu fígado, e... infelizmente ele não está trabalhando muito bem.
– O... o que quer dizer com isso doutor? – Taemin deixou uma pequena e solitária lágrima dançar tristemente pela sua bochecha.
Jonghyun prestava toda a sua atenção na conversa. Com um braço envolto em seu peito, servindo de apoio para o cotovelo do outro braço que tinha o punho fechado com força sobre a boca, tentando controlar o choro.
– O que eu quero dizer rapaz, é que... – Olhou para o garoto frágil deitado sobre a cama, e em seguida deslizou o olhar para todos ali presentes. – É que ele irá precisar de um transplante, e rápido.
E por fim, o choro que Jonghyun e Taemin tanto seguraram, foi liberado.
Fale com o autor