Shell Hudson
16 Volto para Londres.
Notas iniciais
Então cá estou eu com mais um capitulo for you ;)
quero agradecer a todos que favoritaram a pagina dês da semana passada e dizer que amo todos vocês.
Agradecer as meninas que me chamaram de diva :P kkkk Eu não sou viu girls.
E avisar a todos aqueles que não tem conta no nyah que vocês podem mandar os comentários e opiniões de vocês pela pagina no Facebook.
Beijos beijos beijos
Boa leitura
- O próximo ônibus só passa às seis. – Annabeth suspirou depois de consultar a tabela de horários na parada.
- Bem, não é uma grande surpresa, se nós considerarmos a hora... – Dei de ombros.
Já era tão tarde que a Lua já tinha começado a descer de novo.
- Certo então sem Pensylvania hoje? – Perguntou Leo.
- Nós poderíamos passar a noite aqui. – Annabeth considerou.
Eu parei para pensar. Taxis funcionam a noite toda, não é mesmo?
- Por que nós não vamos para a minha casa? Podemos pegar um taxi, conseguimos dinheiro suficiente graças ao Leo. – Sugeri.
- São Dracmas, não dólares.
- Melhor ainda! Quem recusaria um pouco de ouro? Só nos falta achar um ponto de taxi.
Annabeth pareceu gostar da ideia. Ela me sorriu:
- Eu acho que nós passamos por um ali atrás...
* * *
O motorista do taxi pareceu surpreso de ser abordado por três adolescentes tão tarde da noite, pedindo para serem levados à Manhattan, mas não discutiu quando adiantamos um pouco o pagamento.
Assim, o céu já estava começando a clarear quando descemos em frente ao meu prédio.
Leo pagou pela viagem, nós subimos as escadas e seguimos em direção ao elevador, passando por um porteiro bem confuso.
A porta do elevador mal tinha aberto na sala de estar do apartamento quando a luz acendeu, nos assustando, e eu quase morri sufocada, quando minha mãe me agarrou pelos braços e me puxou para um abraço MUITO apertado.
- Shell! Minha filha, o que está fazendo aqui? Achei que você estaria na...
- Missão? É, eu estou mãe. Mas nós precisávamos de um lugar para descansar. – Expliquei.
Só então ela percebeu a presença das duas outras pessoas que me acompanhavam.
- Shell Hudson! Que maneiras são essas? Eu não te eduquei assim! Vamos, me apresente seus amigos!
Claro, ela já sabia quem eles eram, eu havia explicado tudo aos mínimos detalhes na nossa conversa da noite anterior. Mas quem entende as mães?
- Ah, sim! Desculpe. Mãe, esses são Annabeth e Leo. – Apresentei, indicando-os respectivamente. – Pessoal, essa é Victory Hudson, minha mãe.
- Olá, Sra. Hudson. Disseram os dois.
- Olá queridos, Shell e Percy me falaram muito de vocês. E nada de senhora por favor! Agora sentem-se, vocês devem estar exaustos. E contem o que vocês já conseguiram?
Eu deixei-os explicar e olhei em volta.
Não haviam mais caixas na sala agora. Os moveis que faltavam antes, estavam montados e “recheados” agora. A casa parecia uma perfeita amostra de loja, se não fosse por uma coisa.
Praticamente toda superfície lisa estava coberta por porta retratos. As fotos iam dês de a infância da minha mãe, passando pela minha e chegando à uma foto de nós duas subindo em um chique barco de viagem que nos traria até os Estados Unidos.
A foto havia sido tirada a apenas alguns dias atrás, mas para mim, pareciam séculos. Tanta coisa havia acontecido dês de então...
Eles tinham acabado de contar o pouco que havia acontecido está noite. Eu me virei para a minha mãe:
- Você esteve ocupada. – Disse, apontando para a sala.
- Ah... Bem, sim. Eu não tenho dormido muito bem ultimamente. – Ela deu de ombros, exatamente como eu costumo fazer.
Essa resposta me fez perceber sua situação.
Minha mãe e eu nunca fomos muito parecidas, acho que a única coisa que eu realmente puxei dela são meus lábios avermelhados, fora isso, nós somos completamente diferentes.
Enquanto meus cabelos são escuros e ondulados, os da minha mãe são loiros e lisos.
Enquanto meus olhos podem se tingir de vários tons de verde, os dela nunca perdiam seu tom castanho amarelado.
Enquanto minha pele branca ficava vermelha, a pele bronzeada dela dourava ainda mais sub o sol.
A preocupação havia acabado com todo o seu brilho em apenas alguns dias.
Sua postura, normalmente esbelta e elegante, agora me lembrava alguém muito mais velho. Seus ombros se curvavam para frente, seus cabelos eram escondidos por um coque, seu rosto, agora pálido, estava manchado por olheiras.
Como eu não havia percebido isso pela mensagem ontem?
- Você deveria descansar um pouco. – Censurei-a.
Ela abanou com a mão, recusando meu conselho.
- Eu estou bem! Mas vocês deveriam tomar um banho, se esquentar. Vão lá meninos. Eu vou montar as camas extras. – Ela disse já nos empurrando pelo corredor que levava aos quartos.
* * *
- Sua mãe é legal. – Leo disse, enquanto observávamos ela se mover pela cozinha, nos preparando o café da manhã, para irmos dormir depois.
Enquanto comíamos, mamãe os interrogou sobre suas vidas, e também contou sobre a nossa – até mesmo aqueles acontecimentos mais vergonhosos da minha infância, mas eu não a impedi, afinal eu nunca tive muitos amigos para que ela pudesse fazer isso, resolvi deixar que ela se divertisse um pouco -.
A mudança era visível, ela já estava voltando a ser animada como sempre.
O sol já havia nascido quando ela nos mandou para a cama, bem aquecidos e de estômago cheio.
Nós não discutimos, e enquanto meus olhos pesavam, forçando-me a fecha-los, eu pude ouvir os leves roncos de Leo no quarto ao lado e a respiração calma de Annabeth vindo do colchão ao lado da minha cama.
* * *
Eu acordei em uma ilha.
Ou melhor, eu NÃO acordei em uma ilha, estava sonhando, para variar.
Era um lugar bonito, quase paradisíaco, e isso me assustava mais ainda do que se fosse um cemitério abandonado.
Uma jangada estava encostada à beira de um rio, árvores para todo lado, uma caverna à alguns metros.
Fazia calor, mas tudo estava congelado – quer dizer, tudo menos rio, que corria normalmente -. Uma grossa camada de neve cobria a grama e as plantas, o interior da caverna era só gelo.
Então, foi como se o céu caísse sobre mim e me empurrasse em direção ao chão. Era forte e repentino demais para que eu pudesse lutar contra, meus joelhos se dobraram e eu me encontrei estatelada no chão.
Aquilo estava me comprimindo e eu lutava desesperadamente para respirar.
Uma risada grossa ressoou, vinda de lugar nenhum, e uma voz a seguiu:
- Acha que isso é ruim? Estou retomando minhas forças, logo, logo você terá algo bem pior.
A voz era... maléfica. Não tem outra maneira de descreve-la. Como se vários outros homens – porque com certeza se tratava de uma voz masculina – com exatamente a mesma voz, falassem exatamente a mesma coisa, exatamente no mesmo momento.
O chão tremeu sob mim, sucumbindo sob o peso. Soltei um gemido, eu ainda não podia respirar, meus ossos eram amassados, o que só aumentava meu desespero.
Quando o chão finalmente se quebrou, se abriu em um grande abismo e eu comecei a cair, não pude deixar de me sentir aliviada.
“Pelo menos tudo isso vai acabar.” Foi o que pensei, enquanto era sugada pela escuridão.
* * *
Eu achava que depois disso, eu iria acordar e seguir em frente para outra noite de missão. Eu não poderia estar mais enganada.
Caio dentro de uma fonte, ao lado de uma placa de “Não entre na fonte”, em um lugar pelo qual já passei milhares de vezes.
Estou no meio de uma das duas fontes que enfeita a Trafalgar Square de Londres, em frente à Galeria Nacional.
Mas eu tenho certeza de que estou sonhando, porque a praça nunca fica vazia desse jeito, nem às três da manha durante um feriado nacional.
E essa certeza só aumenta quando uma das serias da fonte vira o rosto para mim e fala:
- Aprese-se, queridinha. O seu tempo é menor do que você pensa. Se você quer mesmo minha ajuda, terá que acha-lo, e seja rápida. Nem minha magia poderá ajudar quando ELE estiver forte.
Quis perguntar quem era, e do que estava falando, mas minha voz simplesmente não saía.
- Sabe... Ele nunca teve chance de provar o quanto era poderoso, eu cheguei a esperar que ele pudesse fazer isso com você. Pensei que talvez com a sua ajuda, os outros deuses pudessem perceber... – A voz estava ficando com raiva agora. – Mas não ELA tinha que vir e complicar! Sempre pensando nas “Idas e vindas do amor”, nas “Encruzilhadas da paixão”. EU SOU A DEUSA DAS ENCRUZILHADAS! Mas ela se acha mais importante, é claro. E eu tentei avisar...
E eu tentei avisar...
E eu tentei avisar...
E eu tentei avisar...
O eco das palavras de Hécate – Porque quem mais seria? — ficaram ressonando em minha cabeça.
- Acorde, Shell! Tem algumas pessoas para você conhecer.
Eu quase abracei minha mãe, por ter me acordado antes que um novo sonho chegasse.
Notas finais
P.S.: Postei com pressa então já sabem, né? (muitos erros :P )
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