Shell Hudson

15 O Empório de Anões de Jardim da Tia Eme.


Notas iniciais
Oiee :)
Certo, então, antes de tudo, eu vou pedir desculpas, porque fiquei muito tempo, MUITO tempo mesmo, sem postar :(
Depois, eu vou perguntar: E AI? QUEM JÁ ESTÁ LENDO A CASA DE HADES??????
Eu estou :D
E depois.... VOU AGRADECER TODO MUNDO QUE FAVORITOU A HISTÓRIA NESSE ÚLTIMOS TEMPOS :) MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO OBRIGADA GENTEM!!!!!!!
E por último, vou falar: O que vocês acham de algumas recomendações, hein???? ~le indireta no ar :P
Okay, então, aproveitem o capitulo com muito amor e carinho (*-*)

Não percebi que ainda estava olhando para o horizonte onde o acampamento estava. Nós não podíamos mais vê-lo, já que os hipocampos haviam partido à... Nem sei mais.

Tudo o que sei, é que os não podíamos ver terra em lugar algum. E que a lua já estava alta no céu.

Procurei pelos outros dois. Annabeth estava a alguns metros na frente, deitada sobre seu hipocampo, dormindo. Leo estava bem ao meu lado, mexendo distraidamente em pecinhas metálicas.

Durante o verão, escurecia tarde, por isso, quando partimos, já deviam ser umas oito da noite.

– Há quanto tempo estamos aqui? — Perguntei.

– Mais ou menos uma hora e meia. — Leo respondeu levantando a cabeça.

– Já vamos chegar?

– Não sei. Talvez você devesse perguntar para eles. — Ele indicou os hipocampos.

Passei as mãos por entre as orelhas do meu cavalo marinho, ele relinchou contente:

A senhorita está de volta!

De volta? Eu não tinha saído dali!

– Amiguinho, nós já estamos chegando?

Vamos chegar logo, senhorita! Vamos chegar logo!

– Obrigada.

E, depois de repetir a informação para Leo, voltei a olhar para o horizonte, mas desta vez não pude me concentrar.

* * *

Eles estavam certos, meia hora depois, nós já podíamos avistar a costa de Nova Jersey.

– Annabeth! — Chamei.

– Já acordei. — Ela avisou. — Parece que nós vamos ter que andar um pouco. Não tem como eles nos deixarem mais perto?

Eu lancei um olhar interrogador para a minha carona.

O hipocampo bateu a calda e relinchou em resposta. Concordei e me virei para Annabeth.

– Ele disse que não pode ir mais longe, mas que estamos bem perto do lugar. — Traduzo.

* * *

Parece que o senso de distancia dos hipocampos não é lá dos melhores, já que nós tivemos que andar um pouco mais de três horas até chegar ao tal lugar.

Claro que não ajudou em nada Annabeth – mesmo com todas as suas capacidades de filha da Deusa da Sabedoria – ter meio que esquecido o caminho.

E também quando eu resolvi ir na frente e virei à direita em uma bifurcação, ao invés de virar à esquerda, e fiz com que nós andássemos quatro quilômetros só para voltarmos à mesma bifurcação. Nós perdemos quarenta e cinco minutos, eu verifiquei.

E ainda sem contar todas as vezes que o Leo parava para admirar os motores de TODOS os carros estacionados pelos quais nós passávamos. E olha que quando era um carro do tipo BMW, ou Mercedes, ele ainda tentava nos explicar a função de cada peça.

Certo, então chegamos ao Empório de Anões de Jardim da Tia Eme e, devo dizer, a espelunca toda era BEM sinistra.

Era um antigo posto de gasolina abandonado, uma lanchonete abandonada e a loja de enfeites para jardim.

Annabeth disse que estava muito pior do da última vez que ela estivera aqui, à uns seis anos atrás.

E devia estar mesmo.

As pompas de gasolina estavam quebradas, uma delas estava até partida ao meio. Um capo de carro estava jogado no caminho, ele estava amassado — e eu fiquei só um pouquinho assustada, quando percebi que o amassado tinha a forma de um punho. Um punho BEM maior que a minha cabeça -.

O que um dia havia sido a parede de vidro da lanchonete, se resumia agora à cacos de vidro misturados com poeira e lixo.

Mas as estatuas eram as que assustavam mais.

Todas elas — e quando eu digo todas, são todas mesmo, sem exceções — tinham um olhar medonho, todas elas tinham um grito de terror estampado no rosto, um grito que não podia ser ouvido. Para ser sincera, as menos piores, eram aquelas que haviam perdido a cabeça.

Senti Annabeth estremecer ao meu lado e lhe lancei um olhar preocupado.

– Tudo bem. — Ela balançou a cabeça. — Lembranças…

– Vamos logo acabar com isso. — Leo resmungou, seguindo para dentro da antiga loja, mas ela o puxou para trás.

– Não podemos ir entrando assim. — Olhei para ela. O que ela queria? que nós batêssemos na porta antes? — Esse lugar parece abandonado, mas ela deve estar aqui. Enquanto não formos embora, não olhem para nada diretamente.

– Nós podemos nos separar. Vai ser mais rápido. — Eu disse, puxando Furacão do dedo e involuntariamente pedindo para que ela virasse espada.

O bronze celestial da lamina brilhou na escuridão da noite. Juntando-se a claridade da lua e das estrelas.

– Você tem certeza? Se nós acharmos…

– Eu tenho certeza. — Falei com segurança.

* * *

Avancei por entre o mar de esculturas, me guiando apenas pelo reflexo na lamina da minha espada.

Eu tinha a impressão de que se fosse encontrar John, seria ali. Mas torcia para estar errada.

Era uma coisa na qual eu já estava pensando a algum tempo. Uma coisa horrível, mas também realista. Eu havia pensado no meu sonho, mais precisamente, em com ele tinha acabado. A pequena flama de esperança que existia em mim foi se apagando lentamente, dês de que descobri sobre a missão.

Talvez ele tenha sofrido menos assim.Era o que eu pensava para acalmar a minha culpa.

* * *

Observava superficialmente as estatuas, tentando não pensar em como estas pessoas estavam desesperadas em sua morte.

Meu coração se apertou, quando avistei uma menininha, de uns dez anos de idade, ela fazia uma cara corajosa e eu estava tentando entender como uma criança dessa idade tinha coragem de enfrentar um monstro como a Medusa.

Foi ai que eu percebi, agarrando as pernas da menina, uma outra criança, um bebê na verdade, no máximo três anos, os cachos de anjo em seu cabelo grudavam no rosto, lagrimas de pedra transbordavam de seus olhos fixos.

Eu avancei e passei minha mão pelos cabelos da irmã.

Essas duas duas crianças estavam sozinhas? E seus pais? Elas não haviam tido chance de viver, o que levaria alguém a fazer algo assim?

Um barulho chamou minha atenção, virei-me rapidamente, correndo meus olhos pelo escuro. Dei um passo à frente, tentando enxergar melhor, sem me lembrar de usar a espada como espelho, por sorte, pisei em algo que me fez esquecer o barulho.

Era um esqueleto de cobra, pela metade.

Ah, não, ele não tinha sido quebrado. Era como se aquela cobra nunca tivesse tido uma calda.

Pulei para trás ao perceber que se tratava de um dos "fios de cabelo" da Medusa, eu acho, será que monstros perdem cabelo também?

Voltei a procurar, desta vez usando a espada.

* * *

Estava dando minha terceira volta, tentando NÃO prestar atenção em mais nada.

Se John estivesse ali, eu já teria achado. Tenho certeza disso.

Só não decidi ainda, se o fato de ele não estar ali, é algo bom, ou ruim.

Annabeth apareceu na porta da loja.

–Alguma coisa? — Perguntou.

– Nada. E você?

– Nenhum sinal do John, nem da Medusa, mas achei algo interessante, vem ver.

Eu a segui para dentro e através da loja, até chegar a uma espécie de cozinha, a mesa de madeira estava praticamente toda podre e corroída, mas vários papeis estavam espalhados por ela.

– Achei tudo nas gavetas, a maioria são contas, notas de vendas, coisas assim, mas eu achei um bolo de cartões de visitas, olhe.

Peguei um cartão que ela estava me estendendo e dei uma olhada.

" Empório de Anões de Jardim da Tia Eme
Enfeite seu jardim do SEU jeitinho. Milhões de variedades de estatuas para deixar seus vizinhos MORRENDO de inveja!!!! "

Na parte de trás do cartão, haviam três endereços, um era o endereço da loja em Nova Jersey, outro na Pennsylvania e outro em Minnesota.

Parece que a Medusa tinha outras lojas.

– " Para deixar seus vizinhos morrendo de inveja"? Morrendo de MEDO, ela quer dizer, não? — Zombei.

– Uhum, com certeza. Mas você não entendeu, Shell? Existem outras filiais, se John não está aqui, ele pode estar em uma delas.

– É. — Concordei. — O problema, é que a tia Eme vai estar junto.

– Esse é um problema pelo qual nós iríamos passar de qualquer modo. Se nós não a acharmos, ela vai nos achar.

Pensando assim, era verdade. Eu só achava estranho por estar sendo tão fácil... Nenhum monstro até agora.

– Certo, então... Agora... Nós vamos para a Pennsylvania?

– Seria melhor esperar até...

BUM!!!

O som de algo caindo nos fez pular.

Ficamos em silencio e sem nos mover pelo que pareceu uma eternidade, até que eu criei coragem para sussurrar:

– O que você acha que foi?

Ela respirou fundo.

– Eu espero que tenha sido só o Leo rodando por ai.

– É, eu também...

Mas ao invés de fazer com Annabeth e esperar lá, eu segui até o lugar de onde tinha vindo o barulho, o que me levou a um escritório.

Felizmente, era sim o Leo quem havia causado aquele estardalhaço todo.

Ele estava ajoelhado, em meio à vários montes de dracmas de ouro e um cofre quebrado. Quando eu cheguei, ele escondeu alguma coisa dentro da camisa, e me sorriu culpado.

Ignorei o que tinha acabado de ver e perguntei:

– O que você fez?

Ele deu de ombros e respondeu:

– Achei o cofre da tia Eme.

Eu evitei dizer que, aquilo eu já tinha percebido.

Notas finais
Outra coisa pessoal, vocês devem ter percebido que eu mudei um pouco as coisas, tipo o - que eu comecei a usar para diferenciar as falas, das ações e dos pensamentos.
Pois é, estou seguindo as dicas de vocês. Então, a partir deste capitulo, o estilo vai ser este.
Quanto aos capítulos anteriores, QUANDO eu tiver tempo, irei corrigir os erros de gramática e todas essas outras coisinhas, okay?
Mas por enquanto, vou me preocupar em continuar a história ;)
Quero REVIEWS, hein????
Beijos e queijos
Eu (*-*)