Notas iniciais
OLHA SÓ QUEM VOLTOU!! Desculpem mais uma vez pela demora. Boa leitura!

LEIAM AS NOTAS FINAIS!

– Esse é o maior berço? — Perguntei pra vendedora. Decidi já comprar. Alice não fazia ideia disso. Seria uma surpresa pra ela.

– É sim. — Passei no caixa e paguei. A vendedora disse que chegaria no dia seguinte. Fui pro estacionamento e depois segui rápido pro médico, que a Alice já tinha marcado. Estacionei o carro de qualquer jeito na rua e saí. Olhei no celular e eu estava atrasado por 15 minutos.

– Oi, meu amor! — Falei assim que a vi. — Achei que já estaria na sala.

– E eu já estaria. Mas deixei uma mulher passar na frente porque o marido dela é pontual! — Alice estava com um bico do tamanho do universo.

– Cheguei o mais rápido possível. — O médico chamou o nome dela e lá fomos nós.

Segundo o médico, estava tudo bem. E graças a Deus não seria uma gravidez de risco. Ele deu dezenas de recomendações. Alice fez careta quando ele disse que ela não poderia comer muito chocolate e tentar manter um peso ideal. Ele deu acho que umas três tabelas pra Alice e, claro, iríamos ter de voltar todos os meses.

(…)

– Andrew! — Alice me chamou da sala. Eu arrumava o quarto. Ela não sabia pra que, mas eu tinha que colocar o berço em algum lugar. — Você comprou alguma coisa?

– Hm… Sim. Chegou?

– É. Chegou. Comprou o que? — Tocaram a campainha. Ela foi até lá.

– Pode deixar ali no quarto, por favor. — Falei pros dois caras. Eu não saberia montar, e a vendedora me garantiu que eles fariam isso. — Gostou? — Perguntei pra ela.

– Um berço! Por isso se atrasou ontem? — Assenti. — Obrigada, Andy! — Ela me deu um selinho. Os caras começaram a montar.

– Peguei o maior. — Alice olhou em volta.

– Acho que vamos precisar de um apartamento maior também.

– Sem duvidas. — Concordei com ela.

(…)

No terceiro mês, lá estávamos nós no médico de novo. Os enjoos da Alice tinham aumentado. Mas ele disse que era normal no começo da gravidez. E claro que teriam os hormônios de grávida. Alice ficou mais ciumenta e irritada do que o normal. E quem teve que arcar com isso? Eu, claro. Outro dia fomos ao shopping, em uma livraria que tinha lá. A mulher só foi pedir uma ajuda e ela quase deu um escândalo! Fora que fiquei mais errado pra ela do que de costume.

E comecei a achar que era conversa fiada essa história de desejos de grávida. Onde já se viu as três horas da manhã ter vontade de comer morango?!

– Mas é muito bom! — Ela me respondia.

– Meu amor, eu tenho que concordar com você. Mas em que lugar eu vou achar morango e chocolate a essa hora? Dorme aí que passa.

– Eu to te pedindo uma coisa tão simples. Tem até mercado 24 horas. — “Uma coisa TÃO simples”. Ela choramingou falando. Bufei me levantando.

– Onde tá a chave do carro?

– Você vai?! Eu te amo! — Ela me deu um selinho.

– Eu também te amo. — E lá fui eu atrás da porcaria do morango e chocolate. Claro que quem teve que derreter o chocolate também foi a minha pessoa. Conclusão: fui dormir as cinco da manhã pra acordar as sete. Alice nunca pode duvidar do meu amor por ela.

O quarto mês foi mais tranquilo. Continuaram os desejos, mas pararam os enjoos. Alice começou a reclamar de dor nas costas e a barriga já estava nítida. Foi também quando deram o primeiro chutinho. Sim, no plural. São dois. Dois! Definitivamente vamos precisar de um lugar maior. E começamos a procurar por um apartamento.

Achamos um com dois quartos, suíte com banheira e a sala e cozinha eram no mesmo ambiente. Alice se encantou só por causa de uma banheira e usou a desculpa do playground do prédio e do escritório no apartamento. Provavelmente vamos ficar com esse apartamento.

Resolvemos comprar o outro berço quando a gente se mudar. E posso dizer que tivemos sorte, porque ganhamos bastante presentes. E, conforme os meses passavam, April deixava as roupinhas que não serviam mais na Zoe com a gente. Sim, teríamos um casal. E os cuidados com a gravidez dobraram. Eu tinha que encher o saco da Alice pra ela parar de comer doce.

O quinto mês foi o mais tranquilo. Os desejos pararam, mas os hormônios ficaram piores! Ela está mais nervosa que o normal. E eu to me sentindo madre Teresa de Calcutá de tão calmo. Qualquer coisa eu já ouço um “puta merda, Andrew Davis!”. Mas… Tá. Hormônios e essa coisa toda...

No sexto mês… Alice não aguentava mais sair de casa.

– Não quero trabalhar hoje. — Ela resmungou com a cara enfiada no travesseiro.

– Você tem audiência hoje, Ali.

– Eu posso pegar atestado.

– Levanta logo da cama. Eu te deixo lá. — Ela levantou reclamando.

– Eu devia ter o direito de ficar em casa. Fora que não posso me estressar. Quero só ver como vai ser hoje! E o juiz vai ter que fazer muitas pausas pra eu poder comer. Já to com fome. Daqui a três horas vou ficar com fome de novo. Fora que preciso de cafeína, mas o médico proibiu. To pensando em pedir pausa pra tirar uma soneca. Eu devia escolher ficar em casa… — Depois que ela entrou no chuveiro, continuou reclamando e eu fui pra cozinha.

Minha mãe e o pai da Alice vinham em casa frequentemente. Ainda mais depois de saber que são gêmeos e estamos de mudança. Peter também veio ontem ajudar a guardar as coisas pra mudança, que será amanhã. E montaram um mutirão pra não deixarem a montagem toda pra mim. Eu agradeço bastante toda a preocupação e ajuda, porque duvido que conseguiria fazer tudo sozinho.

– Gostou do apartamento novo? — Perguntei pra Alice no dia em que nos mudamos, depois que todos foram embora. O único lugar da casa que já estava todo arrumado era nosso quarto. Os outros, apesar dos móveis montados, faltavam vários objetos nos devidos lugares e as roupas dos bebês ainda estavam na mala.

– Eu amei! Eu até queria me enfiar na banheira por um bom tempo, mas to cansada.

– Amanhã nós vamos. E não pegou peso, né?

– Não. Fiquei a maior parte do tempo na cozinha e colocando os livros no escritório. — Ela deitou a cabela na minha barriga. — Quero cafuné. — Ri baixo e fiz o que ela pediu. Depois de um tempo, percebi que ela dormiu. Acabei dormindo também.

(…)

– Senhor Davis? — Claire perguntou batendo na porta da minha sala.

– Pode entrar. — Ela abriu a porta.

– O delegado tá aí de novo. — Revirei os olhos e falei pra ele entrar.

– Vim pessoalmente comunicar sobre uma conversa amanhã, na minha sala.

– Só isso?

– Entre você e o senhor Klark.

– Tá.

– Soube da gravidez. — Olhei pra ele.

– Tá me vigiando agora?

– Gosto de me manter informado. Não me leve a mal, mas é o meu trabalho. Não te conheço, não sei seu caráter e não posso deixar alguém suspeito de alguma coisa escapar.

– Eu sei. Mas olha… Minha mulher tá grávida, não é uma gravidez tão simples, então eu agradeceria se isso não chegasse nos ouvidos dela. E, principalmente, que parassem de me vigiar.

– Ela não saberá.

– Espero mesmo. Era só isso?

– Sim. — Ele me entregou um papel com o endereço e horário marcados e depois saiu do meu escritório. Eu não contaria pra Alice. Sei que grávida não pode ficar nervosa e não sei se isso piora com gêmeos.

(…)

Entrei na sala do delegado e fiquei esperando alguns minutos até ele chegar.

– Sinceramente, eu até acredito em você. — Ele falou. — Mas já me surpreendi tanto nesse trabalho que mais um não seria surpresa. Bom, o senhor Klark já devia ter chegado. Não avisei que você viria. E creio que já saiba o procedimento?

– Sei. Eu e ele vamos conversar numa sala e você observar.

– Isso. Percebi que não trouxe um advogado.

– Não vou precisar. — O delegado não falou nada. Quase meia hora depois o infeliz do Klark chegou e lá fomos nós pra tal sala. Ele ficou surpreso quando me viu entrando. — Que história é essa de me colocar no meio dos teus rolos? — Confesso que era divertido vê-lo de laranja.

– Olá pra você também. E não coloquei ninguém.

– Ah, não? Você praticamente me rouba… Praticamente, não. Você me roubou! E ainda me acusa de ser seu cúmplice?!

– Eu só quis facilitar as coisas. Eu não estaria aqui se você casasse com a minha filha.

– Não. Você não teria sido preso se não fosse burro!

– As coisas só desandaram quando você resolveu pegar seu dinheiro de volta.

– Minha empresa ia ficar no vermelho.

– E eu não ia arcar com tudo sozinho. — Bateram na porta. Isso era um sinal pra eu sair. Assim fiz. Ele era muito burro!

– Acredita agora que eu não fiz nada? — Perguntei pro delegado. Um policial olhou pra mim com o nariz empinado. Só faltava essa…

– Não vou mais te incomodar, Andrew. — Depois dessa, saí da delegacia esperando nunca mais voltar ali. Só voltei pro escritório pra terminar algumas coisas e depois ainda teria que passar no mercado. Resolvi assumir as tarefas de casa da Alice. Ou seja, ela estava com a vida boa e eu me fodendo.

O sétimo mês foi tão tranquilo. Alice vivia com preguiça, então mais vegetava do que qualquer outra coisa. Ela só comia pra cacete. E eu tinha que tentar controlá-la ou o médico mataria nós dois. Saíamos pros lugares, digamos, mais “família”. Íamos jantar fora, ao cinema, até em museus fomos. Pro meu desespero. Mas eu sabia que a Alice gostava bastante.

O oitavo foi o mais tranquilo de todos. Alice já estava de licença maternidade e ficava o dia todo em casa dormindo. Eu sempre ia o mais rápido que podia pra lá também. Não gostava de deixá-la sozinha. E se acontecesse alguma coisa? Deus queira que não, mas melhor cuidar.

LEIAM AS NOTAS FINAIS

Notas finais
Espero que tenham gostado do cap. E já estamos bem pertinho do fim ): Depois, não sei se posto outra fic ou não por causa da demora. Vcs querem que eu poste? Enfim... Beijos!